"O maior inimigo da autoridade é o desprezo e a maneira mais segura de solapá-la é o riso." (Hannah Arendt 1906-1975)

terça-feira, 1 de outubro de 2013

A RESPEITÁVEL MAÇONARIA


A Maçonaria é uma Associação de caráter universal. Por aqui, não a
vemos,  nem no bojo nem na periferia de escândalos, de maracutaias ou
de politicagens. Bom sinal. Dá - se ao respeito.

Não somos maçons. Temos amigos, de reconhecido valor, que o são. De
longe, aprendemos a respeitá-la. Não sabemos, exatamente, as razões
desta deferência.

Seria função do mutismo grave e impenetrável da Associação?

Talvez em razão da névoa de mistério que envolve as suas atividades e
as restrições para o ingresso naquela reservada e seletiva Associação?
Como se faz? Como se ingressa?

Sabemos, por ouvir falar, de seus regulamentos, cerimoniais,
hierarquias e trajes que denotam antes seriedade do que pompa, antes
compromissos e juramentos, do que acordos e acertos entre mal -
intencionados.

Propositadamente, quase às escondidas, os maçons primam pelo
anonimato, entendamos: não por agirem à sorrelfa ou à margem da lei e
das convenções, mas por hábito, pela força de suas tradições. De
pronto, num contexto em que a maioria das pessoas disputa a tapas seus
quinze minutos de glória, até pela autoria das maiores barbaridades,
eles merecem, pelo seu comedimento nas atitudes e pensamentos, no
mínimo, a nossa atenção.

Olimpicamente, mas em surdina, cumprem eles suas missões. Sem alarde,
dedicam-se ao que fazem através dos séculos, pois seus membros
cultivam a filantropia, a justiça social, o aclassismo, a humanidade,
os princípios da liberdade, da democracia e da igualdade, o
aperfeiçoamento intelectual e a fraternidade, é, assim, uma associação
iniciática, filosófica, filantrópica e educativa.

Os maçons estruturam-se e reúnem-se em células autônomas, designadas
por oficinas, ateliers ou (como são mais conhecidas e corretamente
designadas) Lojas, "todas iguais em direitos e honras, e independentes
entre si", abrigando empresários, profissionais liberais,
militares,... cidadãos.

Contudo, ultimamente, para o nosso gáudio e renovada esperança, mesmo
sabedores da independência de suas células, temos recebido
contundentes manifestos de algumas Lojas, que literalmente, e com
clareza, demonstram e externam um repúdio e um desconforto com os
rumos  da nossa desgovernança. Tal foi a mega-reunião ocorrida em
Brasília, em 30 de março último, em que a Arte Real homenageou as
Forças Armadas e firmou com elas, uma indissolúvel aliança, em prol do
Brasil! Tal foi a cruzada em defesa da Amazônia brasileira, cobiçada
internacionalmente, desde sempre, que vem sendo desenvolvida por todos
os maçons, em âmbito nacional, já faz dois anos!

Nada mais natural, conforme reza o bom senso, que prestemos atenção
quando a Maçonaria se pronuncia. Podemos entender que, condenando os
rompantes e inverdades que fazem parte do dia - a - dia de alguns
líderes nacionais, ao pronunciar - se, prime sua palavras pelo siso e
pela irrestrita obediência à verdade.

Comprovamos, pela veemência de seus Manifestos e Campanhas, como nós,
seus membros acreditam que estamos mergulhando às cegas no caos.
Denunciam que ao cabresto de aventureiros e inconsequentes rumamos
para um regime social - sindicalista, e que não estamos construindo
uma grande nação, e sim, somos cobaias de um abjeto projeto de poder.
Acreditam que a construção de uma sociedade que mereça tal
denominação, não pode ser edificada sob alicerces forjados na
manipulação e no engodo.

Ressaltando uma unidade de pensamento e uma dignidade incomuns na
plagas nativas, repelem com vigor o caminho, que com esmolas e às
tontas, segue a nação brasileira.

Não somos, e certamente os maçons também não, a consciência nacional,
entretanto, ficaremos roucos de tanto denunciar e vaticinar que o
despreocupado povo brasileiro não ficará impune às suas inconseqüentes
escolhas.

Aos maçons, convidamos, não para o banquete da vitória, mas para a
árdua luta de despertar uma sociedade alienada e amorfa. Uma missão
quase impossível.

Que o nosso desconforto, nosso alerta, pouco a pouco conscientize os
cidadãos de bem, aos indivíduos responsáveis e que eles despertem de
seu marasmo, e não se limitem à cômoda posição de meros espectadores
do descalabro, das ignomínias, das corrupções e da falta total de
pudor e de vergonha que assolam à Nação.

Conclamamos para a adoção de uma posição proativa, não pela força, mas
pela denúncia, pela indignação, pela perseverança, pelo
esclarecimento, pela pressão, pelo alerta constante, esperando que o
clamor de 16% seja tão ensurdecedor, que mesmo o patife mais surdo,
não possa deixar de ouvir.

Fujamos da aquiescência e do comodismo que embotam as mentes, e
tenhamos a convicção de que o errado, o ilícito, a mentira e a trapaça
não podem ser aceitos, mesmo que praticados, apregoadas e admitidos
como naturais pelas mais cretinas autoridades.

Não interessam aos indivíduos de bem, a desvirtuação dos costumes, a
deterioração do caráter, práticas que tornaram - se a bandeira para o
desmantelamento da sociedade brasileira, e que são praticados acintosa
e explicitamente pelo desgoverno, que sem oponentes, dominará os
corações e as mentes dos acomodados.

Nos manifestos maçons temos encontrado idêntico desprezo às praticas
antiéticas adotadas para a tomada total do poder e, por isso, saudamos
com vigor e admiração a coragem e a determinação das Lojas desta
respeitável Associação.

Ao que bradamos! Felizmente, não estamos sós.

Gen. Bda Refo Valmir Fonseca Azevedo Pereira


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