"O maior inimigo da autoridade é o desprezo e a maneira mais segura de solapá-la é o riso." (Hannah Arendt 1906-1975)

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Hálibi - Milton "Buarque de Holanda" Pires

Pai! Afasta de mim esse hálibi

Pai! Afasta de mim esse hálibi
Pai! Afasta de mim esse hálibi
Da estrela  tinta  de sangue

Pai! Afasta de mim esse hálibi
Pai! Afasta de mim esse hálibi
Pai! Afasta de mim esse hálibi
Da estrela tinta de sangue

Como esquecer dessa derrota amarga
Pegar  Marisa e fugir da luta?
Mesmo calada a Rose resta a imprensa
Silêncio na internet não se escuta
De que me vale ser filho da trampa?
Melhor seria ser filho da puta
Outra realidade pouco importa
Tanta propina, tanta pouca cuca

Pai! Afasta de mim esse hálibi
Pai! Afasta de mim esse hálibi
Pai! Afasta de mim esse hálibi
Da estrela tinha de sangue

Como é difícil eu ficar  calado
Se não calada a oposição me dano
Quero bancar um pobre paulistano
Que é uma maneira de ser bem lembrado
Esse barulho todo me atordoa
Alcoolizado  eu permaneço atento
Nossa bancada, pra  qualquer momento
Ver emergir o acordo numa  boa

Pai! Afasta de mim esse hálibi
Pai! Afasta de mim esse hálibi
Pai! Afasta de mim esse hálibi
Da estrela tinta de sangue

De muito gorda a conta já não anda (Hálibi!)
De muito usado o cartão  já não corta
Como é difícil, Zé, abrir a porta (Hálibi!)
Essa buchada  presa na garganta
Esse processo  homérico no mundo
De que adianta ter conta la fora ?
Mesmo comprado o povo resta a culpa
Dos professores da universidade

Pai! Afasta de mim esse hálibi
Pai! Afasta de mim esse hálibi
Pai! Afasta de mim esse hálibi
Da estrela tinta de sangue

Talvez o tombo não seja pequeno (Hálibi!)
Nem seja a pena um fato consumado (Hálibi!)
Quero deixar o meu próprio recado (Hálibi!)
Quero perder no meu próprio terreno (Zé! Hálibi!)
Quero prender de vez a tua língua! (Hálibi!)
Minha loucura  ser o  teu juízo. (Hálibi!)
Quero comprar  cachaça  de óleo diesel (Hálibi!)
Me embriagar até que alguém me eleja (Hálibi!)


PS - lembra um amigo meu que se escreve Álibi e não Hálibi..Já vi da segunda maneira várias vezes e tem mais..não esqueçam que é o Lula cantando..rss.rss
cardiopires

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Pequena Aula de Corrupção para Destruir Hospitais.



Meus queridos canalhas que escondem dinheiro nas cuecas, sustentam amantes com dinheiro público, compram deputados e assassinam prefeitos, hoje o tio Milton vai conversar com vocês: gestores da saúde pública... Vamos abordar este difícil tema que são os hospitais brasileiros que atendem pelo SUS, tá? Procuraremos discutir como acabar com estas “pragas” que são estas instituições (os hospitais) e discutir o que fazer quando surgem os escândalos que atrapalham nossa carreira política. Aviso que semana que vem vai haver prova! A bibliografia que recomendo é Mao Tse Tung – Sobre a justa solução das contradições no seio do Povo (Livro Vermelho, 1957).
Vamos começar? Pois bem, a primeira e mais importante lição a gravar logo de saída é a seguinte: se queremos, de fato, acabar com a rede hospitalar brasileira não devemos jamais (em hipótese alguma) dizer isso a ninguém! Este é um princípio fundamental. O segundo passo importante é elegermos como responsável pelo que está acontecendo uma determinada classe profissional..Imaginam quem? Isso mesmo! Os médicos! Os médicos são muitos, brigam entre si o tempo inteiro e a população já não gosta deles de qualquer forma, né? Então está combinado: os médicos vão ser responsáveis pela crise do atendimento na saúde pública como um todo, mas principalmente dentro dos hospitais. Agora entramos nos aspectos mais complicados meus alunos..Não podemos ter pressa no nosso programa. A guerra deve ser contínua. Precisamos ser amigos da imprensa e noticiar (e muito) que existem médicos violentando pacientes ou desligando aparelhos na UTI, tá? Bom, isto esclarecido, vamos para outros detalhes importantes. O tio Milton sabe, e vocês também, que de cada 10 reais que gastamos ( “nós” prefeitos e secretários da saúde) com atendimento hospitalar a gente só vai ver de volta cerca de 6,50 ou 7,00, né? Vocês já fizeram aula de matemática e sabem portanto que abrir hospitais é “jogar dinheiro fora”, queridos. Não podemos, por outro lado, simplesmente fechar os hospitais, né? Esses chatos (chamados eleitores, quero dizer, pacientes pobres ..rss..desculpem, eu sempre troco) e suas famílias que estão lá dentro protestariam e isso pode ficar mal para nossa imagem. Aí que entra a sabedoria do tio Milton para ensinar vocês. Prestem atenção: não precisamos fechar hospitais. Basta levá-los a uma crise sem saída! Pronto! Querem ver como? Eu explico: a parte mais importante (e por onde devemos começar) chama-se “democratizar a gestão” do hospital público. Podemos fazer isso de várias maneiras, mas a melhor delas é criando um clima de guerra entre as pessoas que trabalham nos hospitais. As enfermeiras precisam sentir raiva dos médicos e apreender que ganham pouco por que eles ganham mais. Psiquiatras precisam brigar com psicólogos – basta acusar os primeiros de querer “dar choques” nas pessoas que são doentes mentais. Técnicos de enfermagem precisam sentir raiva das enfermeiras e ter a sensação que são perseguidos por elas. Tudo isto é fundamental! Quando a briga estiver grande, o que vai acontecer? Ninguém sabe,né? O tio Milton responde: nenhuma destas pessoas vai querer ocupar cargos em que se tomam decisões sobre a saúde financeira do hospital! E daí o que acontece? Sobra pra nossa “cumpanherada”, meus alunos! Vocês não conseguem ver que grande oportunidade? Quando a gente conseguir controlar toda rede hospitalar brasileira aí a coisa fica diferente. Quantas licitações para a nossa corja participar hein? Quantos programas de combate ao crack e a AIDS para drenar dinheiro do governo central? Quantos militantes nossos (disfarçados de assistentes sociais) nas vilas recebendo dinheiro público para falar sobre “discriminação sexual” em favelas onde existem granadas e fuzis AR-15? Já pensaram? A TV fala disso todo dia! Afinal quem quer saber de doenças cardiovasculares e provocadas pela fumo ? Quem quer falar sobre essa bobagem de alcoolismo no Brasil, né? Com relação a “tal de tuberculose” então nem me falem em mencionar uma doença assim na TV! Esta doença lembra as pessoas pobres que elas são de fato pobres. AIDS é uma coisa mais “democrática” e todo mundo pode pegar,né?? Dizer que essas doenças são importantes é coisa da ditadura militar, pô! Assim não temos condições de receber “nosso” dinheirinho. Outra coisa: é preciso sempre insistir que as pessoas doentes devem ser “vistas como um todo” (seja lá o que isso queira dizer) e salientar sempre que precisamos de mais postos de saúde! Não sejam burros de pensar que a imprensa vai dedicar tempo para fiscalizar a construção de um simples postinho,né? Mas já pensaram na “dificuldade” da gente em “tirar a nossa parte” na hora de construir um grande hospital ?? Pois é, meus alunos, tudo isso precisa ser levado em conta, tá? A aula de hoje era essa! Na semana que vem, ou depois, o tio Milton vai abordar outro tema – como um grande hospital pode escapar do imposto de renda fingindo que ajuda um “hospitalzinho” menor – mas este é outro assunto. Estudem sempre para tornarem-se bandidos cada vez melhores! O tio (e o Brasil inteiro) confia em vocês...

27 de fevereiro de 2013


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sábado, 23 de fevereiro de 2013

Night Bikers, a quem vocês querem enganar ?


Ontem a noite eu estava num dos bares da Rua Padre Chagas em Porto Alegre. Para quem não conhece a cidade, trata-se de um tradicional ponto de encontro onde as pessoas costumam se conhecer, namorar, ou simplesmente se divertir. Minha irmã mora em Lisboa e convidou  a família para uma despedida. Ela viaja hoje para Portugal.

A Padre Chagas é uma rua estreita. Tem estacionamento dos dois lados. Os bares e danceterias se sucedem um ao lado do outro.
Por volta das nove horas da noite, enquanto conversávamos e tomávamos cerveja, cerca de 1000 ou mais ciclistas tomaram completamente a rua. Gritavam para os frequentadores do bar: “Sai do bar, vem pedalar”.
Gostaria de perguntar a estas pessoas o seguinte:
A quem vocês querem enganar ? Vocês acham que Porto Alegre é Amsterdã? Vocês pensam que não sabemos que nestes passeios existem ativistas de outros movimentos ? Vocês pensam que em Porto Alegre existem policiais suficientes para garantir segurança de uma coisa assim ? Vocês acham que existe  na cidade algum outro hospital além do HPS e do Cristo Redentor capaz de atender vocês em caso de acidente grave? Vocês pensam que a EPTC não tem outras tarefas muito mais importantes a realizar do que coordenar os passeios de vocês ? Vocês realmente acreditam que as pessoas que estão bebendo cerveja nos bares são contra o exercício físico e não gostam de andar de bicicleta ? Vocês pensam que não sabemos que vários de vocês que pedalam a noite, não bebem, e estão em forma, usam maconha com uma enorme frequência ? Vocês pensam que não sabemos que existe dinheiro publico envolvido na organização dos passeios de vocês ? Vocês acham que existe iluminação publica o suficiente em Porto Alegre para fazer isto a noite ? Vocês acreditam que as ruas da cidade tem buracos e não crateras onde inclusive carros caem dentro? Vocês acham que quem  é contra os passeios de bicicleta quer poluir e destruir o planeta ?
Respondam por favor, se algum de vocês chegar a ler este artigo até o fim – vocês acham que o as pessoas que não andam de bicicleta a noite, atrapalhando o trânsito e gritando slogans para constranger o resto da população, são tão idiotas assim ? ? Vocês acham que não sabemos do dinheiro sujo que vem das ONGS corruptas sendo direcionado para o movimento dos ciclistas ??
Respondam ! A quem vocês querem enganar ??

Porto Alegre, 23 de fevereiro de 2013
cardiopires
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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

EspiritUTIsmo

Meus caros leitores e leitoras da Revista O Consolador, não procurem o título do texto em nenhum dicionário. Ele não existe! É um neologismo, uma palavra que inventei para descrever as consequências de se tornar um espírita, ou invocar espíritos  quando estamos, nós mesmos ou algum de nossos familiares, internados em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Começo narrando a vocês um episódio lamentável da minha vida profissional.
Há muitos anos atrás estava de plantão (em uma UTI) quando durante o chamado “horário de visita” - aquele momento em que passamos aos familiares informações sobre o estado de saúde seus parentes – uma senhora, muito humildemente, perguntou-me se invocar bons espíritos para ajudar no tratamento não seria de valor terapêutico. Na época eu não era espírita. Sequer posso dizer a vocês que tivesse uma verdadeira fé em Deus. Faço esta ressalva para explicar o porquê da falta de caridade da minha resposta.  Argumentei - sem piedade alguma - que se “os espíritos atendessem pelo SUS poderiam participar do tratamento sem problema.” Confesso a todos o remorso que me aflige até hoje. É falta extrema de caridade (e até de ética profissional) um médico responder assim. Tivesse eu lido as obras de Kardec e entendido com clareza a mensagem de Jesus, jamais diria tamanha barbaridade e é uma vergonha saber que existem médicos brasileiros agindo assim até hoje!
Contei isto para vocês todos para fazer uma introdução. O verdadeiro objetivo do texto é abordar outro tema. Quero aqui escrever sobre pessoas, ricas ou pobres, humildes ou não, com sinceridade ou apenas por interesse próprio, que num momento de desespero passam a se interessar pela Doutrina Espírita.
Para começar diria eu,  como médico espírita, que  provavelmente não existe nenhum outro lugar no Brasil em que a presença de espíritos desencarnados seja tão grande quanto nas UTI's. Seja para ajudar ou atrapalhar, sei que ninguém desencarna desta vida sem a presença deles ao lado – neste sentido não me parece necessário fazer invocações de rotina para ajudar pessoas em estado grave. Em segundo lugar, gostaria de afirmar a minha crença de que espíritos iluminados e capazes de ajudar nesta situação não são médicos no sentido tradicional, e sei que a Associação Médico-Espírita do Brasil (AME)  trata do assunto com extrema seriedade podendo escrever sobre ele com muito mais conhecimento de causa.  Não é possível chamar espíritos  quando queremos para atuar no caso como mais um especialista e conforme a nossa vontade. Em terceiro lugar, é muito constrangedor para mim, como espírita, perceber num momento de desespero certas pessoas que levaram uma vida totalmente dominada pela matéria apelarem rapidamente para religião como última saída. Nestas horas eu sempre me sinto mal e procuro entender que todos, mesmo elas, merecem uma segunda chance. Acredito no seu direito de mudar de ideia e na sinceridade do seu arrependimento. Apenas me sinto muito triste ao ver a necessidade de tanto sofrimento para que  abram seus corações e entendam as mensagens deixadas por Kardec. Gostaria que elas não tivessem que viver no mesmo tipo de remorso que eu sinto até hoje com relação a época em que era tão ignorante. Quero também deixar muito claro, para todos os médicos espíritas que estiverem lendo este texto, que acredito fervorosamente no poder do passe, da oração e da fé verdadeira como instrumentos de cura e salvação. Acho ainda que a medicina espírita vai se tornar  cada vez importante no Brasil. Apenas discordo de situações em que o espiritismo é utilizado pelos parentes das pessoas doentes como uma mera manifestação de conveniência e sem noção da gravidade  daquilo que querem fazer. Este tipo de coisa vulgariza a doutrina, invade uma área séria como é a medicina espírita e, com certeza, não resulta em benefício algum para o doente.
O caminho para evitar o que descrevi acima vai ser sempre o do recolhimento, do estudo e  da oração. Vislumbro ainda a chegada de um tempo em que especialistas em medicina espírita vão ser chamados para atender pacientes de UTI como algo, aí sim, rotineiro e feito com extrema seriedade. Espero que os verdadeiros médiuns brasileiros que não sejam médicos não fiquem magoados e não entendam esta hipótese como futura “reserva de mercado”.
Acho que talvez seja esta a solução para que o Brasil torne-se  verdadeira pátria, não dessa mistura de terapia intensiva com religião, mas do verdadeiro espiritismo cristão.
Para terminar peço aqueles que eventualmente ficaram tristes ou ofendidos com o texto que não sintam raiva de mim. Rezem, não só pelos meus pacientes, mas também por mim mesmo. Preciso da ajuda de vocês . Muito obrigado !

Dedicado a todas as pessoas, sejam elas espíritas,
católicos ou protestantes, médiuns ou não, doentes ou
médicos, que rezam  para os que estão, neste momento
dentro de uma Unidade de Terapia Intensiva e
próximos de deixar esta vida.







cardiopires
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Reeditado em 22/02/2013
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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

A Revolução Cultural e o Sentido do Silêncio – os Últimos Fantasmas.

Revolução define-se como todo processo capaz de provocar uma ruptura de caráter traumático no que se refere à ordem econômica, política, e social de um grupamento humano. Fenômeno frequentemente associado à violência e uso das armas, suas causas e efeitos são facilmente perceptíveis até para o mais comum dos homens. Não existe, portanto, revolução em silêncio.

Até hoje, não tive a surpresa  de encontrar nenhum texto, seja ele destinado ao público acadêmico ou leigo, em cuja exposição que fiz acima fosse incluído o termo “cultura”.  Foge do objetivo deste pequeno artigo uma abordagem daquilo que se deva entender como cultura de uma sociedade. Mais do que isso; escapa à capacidade de um autor sem formação específica na área das ciências humanas escrever sobre os processos de surgimento, apogeu e declínio das civilizações em termos culturais. O que me atrevo a sustentar, e aí começo meu texto, é que falar sobre mudanças culturais em uma determinada nação inclui observar este processo no decorrer do tempo em que transcorre. Não é preciso portanto (embora com certeza ajude muito) ser historiador, filósofo ou sociólogo para compreender que as pessoas não abandonam religiões, mudam seus hábitos alimentares ou a maneira de falar segundo o comando de um partido político ou força militar. Neste sentido, torna-se um paradoxo falar em “Revolução Cultural” já que, mesmo escrevendo sem uma definição clara a respeito do que seja ordem cultural, sabemos que ela por si mesma  não pode ser “rompida de forma traumática” como sustentei  na primeira linha.
Historicamente, a expressão “Revolução Cultural” nos remete a um período e lugar muito específicos da política contemporânea. Seria preciso voltar a China no período que vai de 1966 até a morte de Mao Tse Tung, dez anos depois, e esquecer o que escrevi até aqui para acreditar que o Partido Comunista Chinês mudou a maneira de “ser” do povo num período tão curto.  Sem entrar em destalhes a respeito, afirmo que isso não só não aconteceu como ainda tornou-se  motivo para as mudanças realizadas por Deng Xiaoping que levaram toda a  nação a um caminho diametralmente oposto. O que pouco se diz a respeito deste processo todo foi que teve um
papel importantíssimo no movimento de Maio de 68. Entender a ligação entre os dois fenômenos históricos  é fundamental quando se quer afirmar que aquele foi o “ano que não acabou”. Afirmo, e este  é o modesto  objetivo do texto, que ali começou a verdadeira “revolução”(termo infeliz) cultural no ocidente, que aquele ano de fato nunca acabou e que é urgente, por parte de filósofos e historiadores, a mudança de nomenclatura para definir o que está acontecendo, por que o que se assiste hoje é o declínio progressivo da civilização ocidental. Autores como Allan Bloom e Roger Kimball foram brilhantes quando atribuíram uma enorme responsabilidade das universidades americanas neste processo. Em The Closing of American Mind e, mais tarde, em Tenured Radicals assistimos aos efeitos dramáticos da mistura de política e formação humanística nos Estados Unidos. Vimos aquilo que aconteceu com os valores de beleza, verdade e justiça quando estes conceitos fundadores da nossa civilização, herdados dos gregos, foram substituídos pela agenda politicamente correta do Partido Democrata. Apreendemos, de forma estarrecedora, o que novos programas universitários destinados a interpretar o chamado “cânone da cultura ocidental”  sob enfoque de “diversidade de gênero”, das “minorias” e do multiculturalismo fizeram com a formação dos alunos dos cursos de artes, letras, arquitetura e ciências humanas. Pródigos em provas incontestáveis, estes autores foram atacados seriamente pelo meio acadêmico americano dominado pelos remanescentes de maio de 68. Mesmo sendo intelectuais de longa carreira jamais conseguiram,  num país com instituições muito mais fortes que as brasileiras, serem levados a sério.
Vivendo num estágio de declínio cultural muito mais avançado do que  aquele que ocorre nos Estados Unidos, o Brasil é um país sem instituições. Temos o Estado, temos o povo, e temos a mídia, mas não há nenhuma força autônoma capaz de oferecer um projeto que faça frente ao que descrevi acima. Ao que tudo indica, as mudanças que vem acontecendo são tão rápidas e o pensamento brasileiro agoniza de forma tão gritante, que nosso silêncio passa – aí sim – a ter uma conotação política.
O silêncio é a prova dramática de que o medo é a força geradora da nossa capacidade de não reagir, de se conformar,  e de se  submeter. Um medo de ser considerado diferente ao questionar o aquecimento global, ao se posicionar contra cotas raciais ou ao criticar o SUS. Uma angústia terrível causada pela necessidade de se calar, de não se dizer contra o casamento gay, de não duvidar da bondade dos pobres ou da integridade dos ciclistas. Uma tristeza infinita,  e necessariamente  muda,  quando encontramos alguém com mais pena dos filhotes de foca do que das crianças doentes,  e que, no maior país católico do mundo,  chama de Deus de “algo superior”. Quando dormimos são fantasmas que nos aparecem nos sonhos. Eles se apresentam com nomes como DOPS, DOI-CODI ou SNI..eles vem com um número que não é o 666, mas sim o 1964,   para nos aterrorizar e para nos convencer de que hoje vivemos melhor...e de que portanto não devemos nos manifestar..São eles quem ofendem Yoani Sánchez, que nos fazem esquecer Santa Maria, Renan Calheiros ou José Dirceu..
Eles vem para garantir a verdadeira Revolução Cultural,  não na China de 66 mas no Brasil de 2013,  e dar um  sentido político ao nosso silêncio...
Eles são os nossos últimos fantasmas...

Porto Alegre, 20 de fevereiro de 2013.
cardiopires
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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

YOANI SÁNCHEZ

Todo cubano quer conhecer os Estados Unidos, nós também..

Toda universidade cubana é controlada por um partido, a nossa também.

O governo cubano é um crítico feroz dos EUA, o nosso também

A saúde pública cubana é um lixo, a nossa também..

Quem governa Cuba não dá “mínima para religião”, quem governa o Brasil também não.

O povo cubano é infeliz, o nosso também..

Cuba foi explorada pelos americanos, nós também..

O Jornalismo inteiro de Cuba fala uma língua só, o nosso também…

As mulheres de Cuba se prostituem para sobreviver, as nossas também…

Em Cuba a escola pública é miserável, aqui também..

As artes, a música e a literatura de Cuba se transformaram num lixo, as do Brasil também.

Cuba tem excelentes relações com estados terroristas, o Brasil também.

Quando um cubano sai do país, pensa em não voltar nunca mais, um brasileiro também..

A gente consegue entender aquilo que um cubano fala, ele também..

Fidel Castro não passa de um charlatão com as mãos sujas de sangue, Lula também..

“Como assim, Bial, num tô intendendu….Afinal de contas a Yoani, chegando aqui no Brasil, viajou para o exterior ou continua no mesmo país ..rsss.?”
cardiopires
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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

SANTA CATARINA E MAQUIAVEL – HOMENAGEM A IMPRENSA “ENGAJADA”

Quem domina a linguagem domina o pensamento! Toda vez que abordamos os ataques terroristas em Florianópolis como a “questão da violência” estamos fazendo aquilo que uma certa parte (a maior dela) da escória da Universidade e da Imprensa Brasileira querem: unir na mesma definição fenômenos de origem completamente distinta. Assim, a “questão da violência em Florianópolis” torna-se vizinha da “questão da mulher”, da “questão do índio” e da “questão GLS”. Ela sai portanto, da categoria do crime e entra na ordem do dia das “lutas sociais”. Não há que se ter meias medidas com a imprensa que sofre de "Síndrome de Chinelização" (doença que eu abordei em texto específico) pois ela é toda pautada por jornalistas engajados com a intelectualidade. Eles vão sempre procurar ver "os dois lados daquilo que está acontecendo em Florianópolis" e acreditam de fato que existam estes dois lados - aquele de quem ataca e incendeia ônibus e aquele que faz parte da sociedade que criou, através da "exclusão social", as condições para que o ataque ocorra. Daqui a pouco um deles vai sugerir que os bandidos de Florianópolis sejam reunidos para estudarem Michel Foucault, Regis Debray e Mao Tse Tung juntos e vai insistir, neste e em outros blogs, que todos eles são “vítimas” deste modelo neoliberal perverso. A exemplo daquilo que aconteceu em São Paulo é inadmissível sugerir que "isto sempre aconteceu em todos os governos e não adianta culpar especificamente o PT". Respondo rapidamente que adianta, sim ! Todos os partidos políticos até hoje no Brasil tiveram e tem "ligações" com o crime organizado, menos o Partido dos Trabalhadores (PT) por um motivo muito singelo: o PT É O CRIME ORGANIZADO ! É isso que a imprensa não diz e que, mesmo que diga, as pessoas não vão entender. Elas precisariam conhecer a história inteira do Socialismo, saber que Stalin assaltava bancos e que Mao Tse Tung financiou sua revolução com dinheiro do tráfico de ópio. Seriam obrigadas a ler Sartre, estudar o movimento Black Power, Herbert Marcuse e a Teologia da Libertação para saber o porquê da glorificação da violência e da vitimização do bandido e buscar na história o ano de 1967 – época em que o General Golbery do Couto e Silva fez a loucura de juntar na Ilha Grande (RJ) os presos políticos e os traficantes de drogas. Foi ali, e não no Colégio Sion em São Paulo 1980, que nasceu o PT. É isso que Marilena Chauí não conta..isso que Chico Buarque não canta ..isso que a Zero Hora e a Folha de São Paulo não publicam! Este conhecimento, por enquanto fica restrito a algumas “aberrações da direita” e que não tem espaço algum na mídia.

Certa vez Maquiavel escreveu que “quando a consciência das coisas mais graves são acessíveis às pessoas mais simples; aí já é tarde demais”. Vamos todos rezar para não ser esse o caso das pessoas de bem em Santa Catarina.


15 de fevereiro de 2012

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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

AVISO AOS CATÓLICOS

Prezados leitores do Recanto das Letras.


Representando o Brasil na escolha do novo Papa esclarecemos aos senhores as novas diretrizes do catolicismo no mundo:

1. Termina em 2013 o prazo  de entrada no Reino de Deus sem concurso público.

2. Está excomungado  por “pecado de pensamento”  este médico de Porto Alegre metido a escritor – Dr.Milton Pires.

3. As missas serão celebradas pelo Facebook e, durante a celebração, será usado suco de uva natural em vez de vinho.

4. O Papa sempre irá trabalhar de bicicleta e o Vaticano terá luz “natural”.

5. Serão feitas orações especiais e pedidos atendendo aos fiéis do Departamento de Filosofia e História da USP

6. Todo católico deve, antes de dormir, ler ao menos uma página de Emir Sader ou Marilena Chauí.

7. Católicos de verdade deverão buscar atendimento médico no SUS, mas funcionários do Vaticano podem ser    atendidos no Hospital Sírio Libanês.

8. Está estabelecida a possibilidade do Papa ser reeleito e, uma vez renunciando, poder assumir novamente.

9. NuncaantesnahistóriadesteVaticano  os católicos vão ser tão bem tratados.

10. O Papa nunca erra ! Isto é coisa dos judeus e dos protestantes.


2013 – Governo do Vaticano Democrático e Popular
cardiopires
Enviado por cardiopires em 14/02/2013
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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

OS DEZ MANDAMENTOS DO MÉDICO DO SUS

1. Amarás o SUS mais do que qualquer outra forma de atendimento.


2. Não desejarás o plano de saúde do próximo para ti e teus familiares.

3. Não dirás que existem médicos que cobram de pacientes internados        pelo SUS nem que  faltam hospitais no Brasil.

4. Aceitarás que és um “trabalhador da saúde”; não um médico brasileiro.

5. Esquecerás teu juramento como médico para obedecer a prefeitos e secretários da saúde.

6. Solicitarás exames de laboratório em vão.

7. Teus pacientes não serão teus, mas do “sistema”, e se chamarão “usuários”.

8. Tua missão será transformar a sociedade; não curar pessoas doentes.

9. Dormirás em quartos imundos e comerás aquilo que encomendar por telefone.

10. Aprenderás espanhol para te comunicares  com teus colegas de Cuba.

Porto Alegre, 13 de fevereiro do 10º ano
do Poder de Nosso Senhor Luís Inácio Lula da Silva
cardiopires
Enviado por cardiopires em 13/02/2013
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Síndrome de “Chinelização”


A chinelização é uma síndrome (conjunto de sinais e sintomas) que vem afetando a população brasileira há décadas, mas que se agravou a partir de 2003, e hoje aflige todo território nacional. Os primeiros casos em Porto Alegre ocorreram em 1988. O paciente “chinelizado” não tem sexo nem idade específicos. Também já foi estabelecido que a doença afeta todas as classes sociais. Por algum tipo de lesão neurológica ainda desconhecida, a pessoa afirma que Ivete Sangalo tem o mesmo valor que Mozart, declara sem constrangimento que Paulo Coelho é tão bom quanto Machado de Assis,  pensa que o jazz é “uma música” inventada para as comédias do Woody Allen, e não vê a diferença entre um filme de Glauber Rocha e um capítulo de “Avenida Brasil.”

Os chinelizados podem ser vistos com frequência no verão vagando pelas praias do Leblon, do Guarujá, ou aqui em Atlântida no Rio Grande do Sul. Eles são capazes de comprar uma Mercedes 380, ou um BMW,  e mandar rebaixar o carro no qual instalam sempre luz neon e rodas tala larga. A próxima etapa é colocar um CD do Michel Teló ou da Valesca Popozuda tocando num volume tão alto que, quando o carro está em Torres (RS), pode-se escutar o som em Florianópolis (SC).
Muitas vezes o paciente chinelizado não é uma má pessoa e se define  como alguém preocupado com aquecimento global, com as focas do Alaska e os ciclistas, além de fazer uma defesa radical do aborto e do casamento gay. Em outros momentos ele apresenta opiniões altamente elaboradas que costuma proferir depois de almoçar e sempre com um palito no canto da boca. As afirmações mais complexas são: “brigar por causa de mulher é besteira”, “religião cada um tem a sua”, e “política não se discute”. Na frente de um aparelho de televisão, o doente  consegue passar horas assistindo a um treino de fórmula 1 ou a transmissão de um  baile  de carnaval de salão, após comer quatro pratos de estrogonofe de galinha com batata palha e tomar meio garrafão de vinho tinto suave fabricado no Brasil.
Quando junta algum dinheiro, o chinelizado viaja invariavelmente para Miami ou Nova York (coisa que eu também gostaria de fazer..rss..rss) mas se enfurece ao extremo quando lhe perguntam por que não visitou Londres, Roma ou Paris. Nos casos em que a pessoa é na verdade mau caráter, o diagnóstico fica mais complexo porque neste estágio ela elabora doutrinas próprias sobre as grandes questões brasileiras. Em relação à saúde, por exemplo, ela sustenta que o SUS é um grande avanço já que “qualquer tipo de atendimento é melhor que nenhum” (mas finge esquecer que para si mesma ela não quer qualquer atendimento, e sim  o melhor de todos).
A etapa mais grave da doença começa quando o chinelizado decide falar sobre Filosofia e História. Aí é que o quadro piora  porque afirma que Foucault e Derrida têm o mesmo valor que Sócrates e Platão, ou que a Escola de Frankfurt é tão importante quanto a de Atenas. Questionado sobre a existência ou não de Deus, a pessoa afetada (com vergonha de ser considerada uma fanática) adora dizer que acredita em “alguma coisa superior” ou em certo tipo de “energia além da vida.”
Muitas vezes os chinelizados se reúnem em grupos e fazem questão de se apresentar como “minorias.” De uma maneira geral acreditam que “todo Estado brasileiro bem como a sociedade” tem uma “dívida histórica” com eles. Neste período que estamos vivendo agora (o Carnaval) os pacientes portadores da doença afirmam que  “é uma festa que  faz parte da riqueza cultural do Brasil” e que é uma “oportunidade para as pessoas assumirem a sua sexualidade sem medo de SER (o erro de concordância é deles; não meu) FELIZ.
Até hoje não se descobriu nenhum tratamento para a doença. Recomenda-se, de forma preventiva, procurar um bom fonoaudiólogo para não falar com a língua presa, evitar beber coca-cola com cachaça, e frequentar churrascarias com espeto corrido a 15 reais. Fazer assinatura de qualquer empresa de TV a cabo também pode ajudar, e aconselha-se assistir desde documentários sobre monstros até o canal pornô com o objetivo de evitar contato com a Rede Globo aos domingos.
De uma maneira geral, a Síndrome da Chinelização tem um prognóstico muito ruim e nos casos mais graves os pacientes terminam entrando para política ou tornando-se professores da Universidade Pública Brasileira.
O único caso do qual tenho notícia de cura parcial foi o meu. Consegui melhorar um pouco através do recolhimento, da oração, do estudo constante, e da lembrança deixada por um certo sujeito que morreu há 2013 anos atrás  que dizia para “não fazer para o outro aquilo que não quero para mim mesmo” - advertência severa para todo aquele que esquece que, fora da caridade, não há salvação.

cardiopires
Enviado por cardiopires em 13/02/2013
Reeditado em 13/02/2013
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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

SALGUEIRO E CHE GUEVARA - QUANDO A IGNORÂNCIA ENCONTRA O MAL

Toda vez que um jornalista independente consegue escrever algo que chegue a chamada “grande imprensa brasileira” criticando o Carnaval, a ignorância do povo e sua avidez eterna por mitos,  a resposta é a execração pública. Criticar  a maior festa popular brasileira argumentando que o país tem problemas urgentes de educação, segurança e saúde tornou-se um clichê tão batido que desde a ala das baianas até o Departamento de Filosofia da USP  sabem que trata-se de coisa que “não dá em nada”.

Trazida para o país pelos portugueses, a celebração  que hoje é sinônimo de  jogo do bicho, tráfico de drogas e turismo sexual confunde-se com a própria história do Brasil. Do meio intelectual partem os mais variados discursos em sua defesa. Todos eles fazem a apoteose do relativismo moral, do multiculturalismo e do respeito pelas chamadas “manifestações populares”. Sua fundamentação filosófica é rasa, pueril, patética e, antes de tudo, desonesta porque confunde verdade com consenso  e vê – sempre – na manifestação das massas o caminho da beleza e da justiça.
Os professores deste grande centro acadêmico petista – a Universidade Brasileira – apelam preferencialmente para Freud e Foucault quando em suas teses buscam justificativas para a histeria coletiva que toma conta do maior país católico do mundo, segunda pátria do espiritismo e nação de todas as raças. Bobalhões sustentados pelo CNPq, acreditam na folia dos loucos como discurso dos marginalizados, fala dos oprimidos, e razão dos descamisados capazes  de se opor à “fala” dominante – é a arma de guerra contra a “Ordem do Discurso”.
Segundo país em extensão da América do Sul, na Argentina (para sorte deles)  não existe Carnaval, mas da terra de Borges, do tango e de Maradona nasceu aquele que mais tarde enfeitaria as paredes dos quartos de pelo menos quatro gerações. Foi lá que, em 1928, veio ao mundo   um futuro colega meu de profissão – o médico Ernesto Rafael Guevara de la Serna. Crescendo em bairros da classe média alta de Buenos Aires como Palermo, San Isidro  e Recoleta esse futuro assassino jamais realizou-se no trabalho nem no amor. Partiu em uma viagem de motocicleta – hoje celebrada por Hollywood – em que os delírios de gente como Fanon e Regis Debray substituíram o LSD da geração hippie.
Por Guevara, não é só a elite da universidade brasileira que chora até hoje. Choram os parentes e familiares daqueles que ele fuzilou em Guanahacabibes, por aqueles que ele matou no Congo, em Serra Maestra e na Bolívia,  e lamentam-se neste momento em Havana os familiares de pacientes com AIDS, homossexuais e doentes psiquiátricos  internados por Fidel nos campos que o “doutor” criou em Cuba.
Falar mal do “Tchê” (apelido que faz lembrar que sou gaúcho...rss) é quase pecado no Brasil de 2013, mas não um pecado qualquer. Trata-se de violar aquilo que a ralé da intelectualidade tupiniquim chama de “bom senso” e cerrar fileira com os que ofendem as focas do Alasca, a “religião” do aquecimento global, a apologia do casamento gay... consiste em fazer oposição à apoteose do aborto e da eutanásia no país das emergências com pacientes sujos de fezes e urina, deitados às vezes entre ratos e baratas, e é  quase como defender a volta do DOPS e do DOI-CODI.
Ontem eu estava de plantão. Sempre dormindo e comendo mal, assitia numa lancheria próxima ao hospital o desfile da escola de samba “Salgueiro” (ou seja lá qual for o nome completo) quando uma ala (é esse o nome?) inteira apareceu literalmente vestida com roupas homenageando o ex-guerrilheiro. Imediatamente me lembrei da Alemanha na década de 1920 apresentada por Ingmar Bergman em o “Ovo da Serpente” - filme em que David Carradine vagava numa Berlim empobrecida, histérica e inflacionada. Caminhava numa cidade de cabarés, de prostitutas, de uso de heroína e de pessoas sendo espancadas em becos escuros em nome de uma “Nova Alemanha”. Mal sabia o mundo, assim como mal sabe o Brasil, aquilo que estava por vir; não imaginava aquilo que pode acontecer quando a ignorância encontra o mal.

Porto Alegre, 11 de fevereiro de 2013
cardiopires@gmail.com
cardiopires
Enviado por cardiopires em 11/02/2013
Reeditado em 11/02/2013
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