"O maior inimigo da autoridade é o desprezo e a maneira mais segura de solapá-la é o riso." (Hannah Arendt 1906-1975)

domingo, 30 de junho de 2013

CHINELÂNDIA – UM PAÍS DE TODOS NÓS



Caros leitores, hoje vamos falar sobre a recente descoberta de um novo país – a Chinelândia. Em que pese todo avanço tecnológico que permitiu mapear o planeta por GPS, essa terra, ainda não completamente colonizada pela ONU e pelo New York Times, estava quase esquecida.
A Chinelândia é um país gigantesco – estende-se desde “onde tem índio pelado” até a terra em que faz “frio de renguear cusco”. Seus habitantes são descendentes de um povo já extinto que deu ao mundo nomes como Machado de Assis, Gilberto Freyre e Heitor Villa Lobos..Não se sabe exatamente o que aconteceu com seus ancestrais – morte por falta de esperança é uma hipótese que agora está sendo estudada pelos historiadores.
O adjetivo gentílico para aquele que nasce na Chinelândia é chinelão..Os chinelões são um povo pacífico e até hoje não se sabe exatamente o que lhes poderia levar a uma guerra civil. Costumam passar longas horas na frente da TV assistindo transmissão de treinos de formula 1 ou narrativas de baile de carnaval de salão. A cultura chinelona, que prima pelos aforismas como método pré-racional de difusão, tem algumas máximas. Assim, a Chinelândia ensinou o mundo que “brigar por causa de mulher é besteira” e que “politica, religião e futebol não se discute”. Não há absolutamente nenhuma dúvida de que todo chinelão pensa viver “num país tropical e abençoado por Deus”.. Povildo, o leão vegetariano mascote da LBB, já foi visto nas suas florestas !
Discute-se atualmente qual o verdadeiro idioma falado na Chinelândia – sabe-se que seus habitantes não conseguem ler em português, passam a vida fazendo cursinhos de inglês e juram que falam espanhol..coisa que de fato atrapalha bastante os pesquisadores na hora de publicar algum estudo sério. Cada vez que alguma questão política torna-se polêmica aplica-se uma das primeiras leis da Constituição que diz – “o importante é que ninguém seja prejudicado” ou “a sociedade precisa ser ouvida como um todo” (essa última, de caráter mais radical é invocada em situações mais graves) e logo as diferenças são resolvidas. Todo presidente chinelão, quando assume o cargo jura solenemente que “isso sempre foi assim” e que “eu não sabia de nada”...
A gastronomia chinelona é bastante variada, mas já se sabe que o prato nacional é estrogonofe de galinha com batata palha acompanhado de vinho tinto suave de fabricação nacional servido em grandes garrafões gelados. Nas grandes celebrações nacionais o prato é oferecido de graça à população e sempre ocorrem grandes shows de uma cantora do Nordeste chinelão – Claudete Fraudalo....às vezes substituída por outra musa nacional – Gabriela Júpiter.
Aspectos da geografia física à parte, é no campo da cultura que a descoberta da Chinelândia causou o maior impacto no resto do mundo..Graças aos filósofos chinelões o mundo conseguiu conciliar o materialismo histórico, que constitui a base do marxismo, com a tradição cristã católica e deu ao planeta essa conquista gigantesca chamada Teologia da Libertação. No futebol, foram os chinelões que recomendaram que a seleção de um país vizinho jogasse SEM a combinação de Neymar e Ronaldinho Gaúcho, coisa que permitiu que a seleção chinelona tivesse um desempenho espetacular na Copa das Confederações..
Em termos musicais a Chinelândia é uma fonte de produção inesgotável...A música do país hoje é conhecida como MPC – Música Popular Chinelona e Alberto Alves é um dos seus maiores compositores. Numa de suas entrevistas, perguntado sobre qual a fonte de sua inspiração, afirmou - “tudo aquilo que eu canto parte da idéia do paralelismo sincrônico, descendente direto da biodiversidade autossustentável e afro-descendente não psicodélica inerente ao significado ontológico da hipótese racional ...ou não...” Com essa declaração Alberto Alves ganhou mais de um prêmio Grammy. Na literatura, a Chinelândia criou uma nova escola – a Esquizofrenia Fantástica – e um de seus expoentes, Saulo Cordeiro, hoje é um dos escritores mais lidos no mundo. Ele vendeu 2 vezes mais que o autor de “Cinquenta Maneiras de ter Orgasmo Sozinha”..
A ciência política, aperfeiçoada na Chinelândia, também nunca mais foi a mesma no resto do mundo. Os grandes estadistas chinelões ensinaram aos políticos contemporâneos que - “quem não faz coligação não se elege; quem faz não governa”...e a revolução que isso gerou está sendo estudada com grande cuidado em Londres, Paris e Washington..
Dormindo “eternamente em berço esplêndido” a Chinelândia deixou para o resto do mundo a lição que diz que “do sono ao coma profundo” a distância é a de um acidente vascular cerebral atendido pelo SUS, e que não existe nada tão ruim que não possa piorar um pouco mais. Há quem diga que a importação de 6000 juízes cubanos para o Supremo Tribunal Chinelão possa melhorar o país em alguns aspectos..
Sendo um país de todos, sem preconceito contra absolutamente mais nada, a Chinelândia de hoje já não é de mais ninguém...

Porto Alegre, 30 de junho de 2013.

sábado, 29 de junho de 2013

O Espiritismo e o Espiritismo do B – Carta aos Espíritas.



Meus caros amigos da Revista “O Consolador”. Muito relutei em escrever um texto fundamentalmente dirigido aos espíritas que tratasse da situação política do Brasil e dos recentes protestos que estão ocorrendo nas ruas. Confesso que começo essas linhas perturbado pela dúvida de que isto seja realmente possível. Pergunto-me, com toda sinceridade,se existe uma forma de fazê-lo sem raiva e mantendo em primeiro lugar erguida a bandeira do perdão e da caridade contínuas.
Começo afirmando o seguinte: qualquer professor de história, sociologia ou outra ciência humana que aparecer na mídia afirmando ter a chave para interpretação desse caos todo que está nas ruas está faltando com a honestidade intelectual. Sustento, meus irmãos, que não sabemos o que de fato está ocorrendo e que oscilamos como um pêndulo que nos leva das mais absurdas teorias da conspiração até a hipótese ridícula de que “o Brasil despertou” e está acontecendo uma verdadeira mudança nos rumos da “democracia brasileira”.Não pretende ser o objetivo desse pequeno texto a realização de uma análise detalhada da conjuntura política. Aqui escrevo aos espíritas com o objetivo de lançar um alerta geral: aproxima-se cada vez mais do poder um grupo de espíritos de baixa estatura moral, de mínima proximidade da luz e cujo objetivo seja talvez implementar no Brasil um projeto de expiação..um carma coletivo em que um dos próprios fundamentos da Doutrina Espírita – o da responsabilidade enquanto indivíduo – há de ser diluído e enfraquecido quase ao ponto de desaparecer.
Não há, em toda história da humanidade, nenhum exemplo de governo totalitário capaz de tolerar uma relação homem-Deus tão individualizada e tão poderosa quanto aquela oferecida pela doutrina de Kardec. Também não conheço nenhuma outra escola de filosofia em que o caráter de transcendência possa ser uma ameça tão séria ao materialismo histórico quanto essa que vê na reencarnação uma lei natural.
Estamos assistindo no Brasil o apocalipse da última e mais importante instituição social que faltava ser derrubada – a família. Não existe mais, há muito tempo, uma idéia de nação ou de Deus capaz de fazer frente a anarquia e ao relativismo dos movimentos sociais. Marcha da Vadias, Liberação da Maconha, Movimento Gay e tantos outros surgiram como golpes de misericórdia para uma nação que vai a Igreja aos domingos, frequenta o templo da Universal nas quartas e vai no Terreiro da Mãe Joana às sexta-feiras.
Esse ativismo todo..essa confusão de manifestantes sem linha de coerência alguma já não tem inimigos. Adquiriram o status de manifestações da legítima democracia e ainda não surgiu, no maior país espírita do mundo, nenhum projeto de poder capaz de oferecer resistência ao marxismo cultural.
Longe de mim escrever uma espécie de Manifesto Espírita! Deus me livre de transformar Kardec numa bancada do Congresso Nacional. Vocês, tanto quanto eu, sabem que não há lugar para esse tipo de ambição no coração de um espírita de verdade, mas há que se lembrar que, cedo ou tarde, o espiritismo, se não puder ser cooptado como uma fonte de poder pelo Partido-religião que governa o Brasil, vai se tornar seu inimigo.
O espiritismo não pode conviver em paz no mesmo país que o Partido dos Trabalhadores por que oferece uma poderosa visão alternativa àqueles que não acreditam em coisa alguma, àqueles que pensam que a lei da história é a luta de classes e aos que não creem na caridade gratuita. Não se trata portanto de querer que o Movimento Espírita Brasileiro aproxime-se da política partidária, mas sim de evitar que a política partidária aproxime-se da verdadeira doutrina insuflando nos centros espíritas debates em nome de “um espiritismo sem preconceitos” ou relativizando mensagens que, codificadas por espíritos de alta elevação, ficaram muito claras e constituem o cânone da própria doutrina. Não se pode, pois, em nome do combate ao sectarismo e do fanatismo dentro do espiritismo passar a relativizar tudo em nome de uma suposta “evolução da religião” e dos adeptos dela.
Ou lembramos disso ou em breve vamos ter no Brasil o Espiritismo e o Espiritismo do B.


Porto Alegre, 29 de junho de 2013

quinta-feira, 27 de junho de 2013

MAIS UMA VITÓRIA DA LBB


Parabéns a todos os brasileiros membros da LBB – a Legião Brasileira de Bobalhões. Mais uma conquista alcançada em 2013 agora nos orgulha perante o resto do mundo..Temos a “festa da democracia com voto obrigatório,” temos “a greve sem prejuízo da população” e finalmente conquistamos a “manifestação de protesto sem violência”. Essas linhas vão ser sobre isso, meus amigos, mas sem esquecer as homenagens tradicionais aos expoentes da “Unidiversidade” Pública Brasileira – uma instituição onde a única coisa que se ensina é “que todos tem o direito de entrar nela.” Aproveito também a oportunidade para apresentar aos leitores o mascote da LBB – Povildo, o leão vegetariano. Peço que seja tratado com todo respeito e informo que ele porta o lema da instituição – “Mais importante do que acreditar em alguma coisa é não ter preconceito contra todas as outras”.
Povildo, o nosso leãozinho, foi trazido para o Brasil depois de uma visita que Paulo Freire fez à África por ocasião de uma conferência intitulada “Agressão física ao professor brasileiro como direito do estudante oprimido”. Ainda filhote, nosso mascote foi amamentado no seio com leite da própria professora Marilena Chauí e cresceu feliz lendo Luiz Fernando Veríssimo enquanto escutava Chico Buarque..Na adolescência foi trazido aqui para Porto Alegre e encantou os estudantes das Faculdades de Filosofia e História da UFRGS. Deixou na época, através de seu estilo predileto que são os aforismas, grandes lições. Disse ele que “o importante é o principal; todo o resto é secundário” e causou alguma polêmica afirmando que “os resultados são indissociáveis do processo que a eles conduzem”. Nem tudo foram flores na vida de Povildo – vítima de uma profunda crise religiosa, ele chegou à conclusão definitiva de que o importante é ir à Igreja Católica aos domingos, frequentar a Universal na quarta, e visitar o terreiro da Mãe Joana na sexta-feira sempre, é claro, mantendo amizade com seus amigos ateus e trocando e-mails até hoje com os satanistas. Em 1989 Povildo foi visto aqui na cidade usando algumas pedras do Muro de Berlin para fazer reparos na Prefeitura Municipal de Porto Alegre. Sumiu de vista durante algum tempo até ser fotografado uma vez com o jogador Edmundo, quando esse dizia-se preocupado com a violência no futebol, e com Axl Rose quando esse afirmou estar entristecido com as letras agressivas no rock de Los Angeles.
Povildo, para que não conhece, é um animal tranquilo...Nunca se acorda antes da 11 da manhã e independentemente da casa em que se encontre, seu dono sempre lhe entrega a Folha de São Paulo para que seja interpretada e lida em voz alta pelo nosso leão. Costuma comer alface e tomar sempre água mineral francesa nas refeições enquanto escuta Ênia como trilha sonora de fundo e passa os olhos despreocupados sobre o último livro de Paulo Coelho. Uma das poucas peculiaridades que tem é que, quando doente, não se sabe bem por que, torna-se feroz se levado ao SUS e já se mostrou agressivo perto de escolas públicas e paradas de ônibus. O fenômeno recente mais interessante na vida do leão aconteceu em outubro de 2012 quando cerca de 190 milhões de brasileiros pararam de fazer absolutamente qualquer coisa que estivessem fazendo para ver o que aconteceria com “Carminha” no final de “Avenida Brasil”. Muitos amigos meus informaram ter visto Povildo rondando suas casas naquela noite e até hoje a questão gera lendas urbanas..depois disso o bicho desapareceu outra vez até que agora, em junho de 2013, escutou-se um rugido fenomenal que “acordou o país inteiro”..era Povildo indignado porque sua salada de alface estava mal temperada e a água mineral que lhe serviram não estava na temperatura correta...

Dedicado à Laura, minha filha de 4 aninhos...


Porto Alegre, 27 de junho de 2013.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

RACIONALIZAÇÕES – O PAÍS QUE NÃO SE CONHECE


Racionalização - Processo de justificar, pelo raciocínio, um comportamento qualquer depois de realizado, atribuindo-se-lhe outros motivos que não os reais.
Por não poder conceber os motivos reais por trás do comportamento de seu amado, a moça promove uma racionalização, ao afirmar veementemente: "Ele não ligou porque está trabalhando até tarde".
Comecei o texto assim, com um “copiar e colar” de um tal de dicionário informal da internet, para dizer que é exatamente isso que a imprensa brasileira começou a fazer agora com as manifestações. É impressionante ver que se criou um certo tipo de “narrador de manifestação” - alguém que começa com “como é bonito ver as pessoas exercendo seus direitos” e termina com “são uns poucos vândalos que estragam esse momento democrático atirando pedras nos policiais”..
Pelo amor de Deus, até quando vai esse tipo de comentário imbecil? Até quando esses “gênios” da Globo News, Band e outras “empresas de comunicação” vão continuar com a idéia de que estão transmitindo algo que tenha regras? Não é preciso ser um especialista para entender um mínimo daquilo que se chama de “psicologia de multidão” - uma ciência que para LBB, a Legião Brasileira de Bobalhões, deve ser nova. Entendessem um mínimo a respeito daquilo que falam e chegariam à conclusão de que um movimento assim não é um desfile de escola de samba, que ele não tem inicio, meio e fim, e que o comportamento de todas, isso mesmo seus idiotas, de todas as pessoas é imprevisível! Multidões não são times de futebol, não podem ser “analisadas” ao vivo pelo Galvão Bueno, e não existem “destaques” nelas para se analisar. A violência intrínseca de 120.000 pessoas nas ruas de São Paulo consiste exatamente em 120.000 pessoas nas ruas de São Paulo! Não interessa o que elas vão fazer nem se a motivação é justa. Não interessa nem ao leitor saber aqui se sou contra ou não ao direito das pessoas se manifestarem. 120.000 pessoas caminhando pelo meio da rua numa cidade do tamanho de São Paulo ou qualquer outra grande capital brasileira é, em si, algo perigoso e violento por natureza. Qualquer um que já esteve em algo assim sabe que as pessoas mais corajosas e fortes tornam-se covardes e fogem da polícia ao mesmo tempo que mocinhas de colégio se transformam em demônios – fiz um cursinho de psicologia pela internet nesse final de semana e aprendi isso - legal, né?
Enquanto a “ficha não cair” e o próprio Brasil não apreender sequer a interpretar o que está sentindo não há mérito algum em “psicólogos de televisão” serem contra ou a favor daquilo que está acontecendo. Já disse em texto anterior o que penso estar ocorrendo, já disse que sou fanaticamente contra, apontei quem são os responsáveis, e defini quais seus objetivos. Hoje a idéia foi outra – mostrar que a imprensa do “país tropical e abençoado por Deus” não sabe nem como narrar os fatos e mistura um sentimento de “Festa da Democracia” + “desfile de escola de samba” + “catástrofe natural” numa prova evidente de racionalização e numa “manifestação”, se me permitem o trocadilho, mais do que clara de que o país não se conhece...
para Heitor, Tio Cajo e Eunice

Porto Alegre, 26 de junho de 2013

terça-feira, 25 de junho de 2013

Fantasmas de Avental



Quando eu tinha 18 anos de idade estudei muito, mas muito mais do que o normal para alguém nessa etapa da vida...Eu sonhava com um profissão liberal e achava que tinha uma missão sagrada. Na faculdade conheci muita gente melhor do que eu. Gente mais bonita, mais inteligente, com mais dinheiro..Lutei para que o país tivesse eleições diretas..estive nas ruas e depois voltei..Não acreditei no Brasil collorido, mas sempre andei de cara limpa, sem camiseta amarrada no rosto,ou boné com aba para trás. Em muitas festas deixei de ir – eu precisava estar cedo na faculdade e mais tarde no hospital. Já não me lembro de quantos Natais e feriados de Ano Novo eu fiquei longe da minha família escutando “Noite Feliz” ou “Feliz Ano Novo” cantado por pessoas que nunca tinha visto na vida..Eu comprei meu primeiro carro com sacrifício..Ainda não tenho a casa que gostaria e não houve um só dia, nesses quase 20 anos de profissão,que não olhasse para trás, como tantos colegas, e perguntasse – será que valeu a pena? A resposta nunca veio..mas no fundo no fundo,ainda sabia que não tinha nascido para fazer outra coisa, que a profissão era uma espécie de vício, um certo tipo de cachaça – impossível de largar....
Depois o tempo foi passando, fui ficando mais velho, e aos poucos mais fraco para enfrentar certos tipos de luta..Preocupação com família, filhos..coisa que qualquer um passa...coisa que faz parte da vida, mas algo foi chamando atenção - meu prestigio na sociedade foi diminuindo..as pessoas aos poucos passaram a me olhar diferente..parecia que eu estava usando uma camiseta com letras enormes escritas com sangue – Eu não gosto de pobres!
Não sei se foi paranoia, ou só a autoestima caindo, mas outras profissões foram surgindo..Outros passaram a ver as “pessoas como um todo”...outros passaram a “ouvir mais”..outros pensaram melhor no “cuidado”..e aí eu fui me dando conta que não era só eu...Eu fui vendo os colegas se calarem ..eu fui vendo se formar um bando de gente de triste, acovardada, sem voz, aceitar seu amor-próprio ser levado ao fundo do poço como “nunka antis nessi paiz”.
Cada vez que um deles começa uma reclamação, cada vez que escreve algo,é acusado de corporativismo, é chamado de “membro da mafia branca” e é visto como alguém preconceituoso quanto aos outros profissionais da saúde..e aí vai se encolhendo, aí vai se esquecendo de tudo que passou, de tudo que viu..de quantas pessoas assistiu morrer sem as mínimas condições de atendimento, de quantos exames que pediu que não teve resultado e de quantas prescrições não viu cumpridas..até que um dia se esquece de si mesmo e não pensa em mais nada quando lhe contam que o país está chamando milhares de “colegas” seus para fazerem o serviço que constituía até então o motivo da sua vida..
Aí então já não é mais ninguém..tornou-se apenas um médico brasileiro, alguém que anda sempre de branco e em quem ninguém acredita mais – um fantasma de avental.

Para o meu pai e para todos os fantasmas...


Porto Alegre, 25 de junho de 2013.

A NATUREZA DO MAL E O MAL EM SI.


Os dias passam, a violência dos protestos continua,e as teorias sobre aquilo que está acontecendo aumentam. Ontem surgiu fato novo? Surgiu, sim. Completamente sem perspectiva de como agir a presidente da república sugeriu uma nova Constituinte! Parcial; disseram ela e seus assessores, mas ainda sim uma nova Constituinte.
Não posso aqui prender a atenção do leitor escrevendo sobre matéria que não domino. Perguntem-me sobre a vinda de médicos cubanos e, aí sim, me sinto em casa - mas fiquei com vontade de colocar algumas coisas no papel e então...lá vai..
Por ocasião dos primeiros escândalos protagonizados pelos petralhas, grande parte da militância afastou-se do Partido-Religião. Aqui no Rio Grande do Sul, essas pessoas passaram a ser chamadas de viúvas - “viúvas do PT”. Piadinhas à parte, o que a brincadeira demonstrava é que de alguma maneira esses ex-militantes acreditavam que o partido tinha se “vendido”, que ele havia se “desviado para direita”...enfim; que o PT não era mais o mesmo. Até hoje existem aqueles que pensam assim. São pessoas que veem num aperto de mão com Sarney ou num abraço a Maluf uma “grande mudança”, uma espécie de “traição” ou coisa que o valha. Parto daí para dar rumo ao artigo afirmando o seguinte – o Partido dos Trabalhadores jamais “mudou”..ele sempre foi, está sendo e vai ser o mesmo – uma organização revolucionária capaz de literalmente fazer qualquer coisa, mas qualquer coisa mesmo, para se manter no poder.
Hoje, em seu blog, Reinaldo Azevedo avisou do risco que existe numa espécie de torção à esquerda por parte dessa gente para desviar a atenção pública daquilo que está acontecendo e o ministro do Supremo, Gilmar Mendes, avisou que estamos acordando como se fossemos a Venezuela.
Trago essas duas informações para dizer, mais uma vez e incansavelmente, o seguinte:
A.190 milhões de imbecis que vivem estudando inglês, que mal sabem ler em português e acham que falam espanhol, capazes de largar tudo para assistir o último capítulo de Avenida Brasil,não se “acordam” de um dia para o outro brabos por causa do SUS, do preço da passagem de ônibus,ou dos gastos com a Copa.
B – o PT é uma organização revolucionária, associada ao narcotráfico e comandada pelo Foro de São Paulo. Eu afirmo isso por que ajudei essa escória a chegar ao poder em Porto Alegre em 88.
C – O fato recente mais importante na história política do PT, e portanto de todo país, chama-se Julgamento do Mensalão.
Some-se A+ B+C e conclui-se com facilidade o seguinte – que a natureza do PT é uma só, que seu objetivo é permanecer no poder a qualquer custo, que não há oposição no país, e que esse processo todo de badernas e saques nas ruas foi desencadeado por ele mesmo.
O fim da oposição a um governo é o fim da própria democracia. Existem duas maneiras de conseguir isso: A primeira é com tanques nas ruas. A segunda é acabando com a esperança de um povo de que fazer oposição é politicamente possível. O PT consegui isso: matou a esperança da sociedade na própria política como uma alternativa à barbárie. Mayra Vivian e os fanáticos do Movimento Passe Livre são pobres-diabos..Diabinhos trotskistas usados pelo PT que pensam que estão brabos com o governo federal por considerá-lo, vejam só, um governo de “direita”!
Chamar, nesse momento, um plebiscito e uma nova Constituinte no Brasil é muito mais do que “trocar o pneu com o carro andando” ou “mudar as regras durante o jogo” - é a lembrança de que o país é governado por facínoras que nos levam todos em direção a realidade da Bolívia e da Venezuela – países onde pelo menos já se sabe que o problema maior é o próprio governo e a sua natureza é o mal em si...

Dedicado aos católicos, caso eles ainda existam..


Porto Alegre, 25 de junho de 2013

domingo, 23 de junho de 2013

O NAVIO À DERIVA


Muito raramente, de tempos em tempos, cria-se na história política da humanidade uma situação chamada “vazio de poder” - um momento raro em que o velho não se sustenta mais e o novo ainda não surgiu. Há quem diga que esses momentos são bons. Há quem diga que o mesmo “ideograma chinês para palavra crise define também o conceito de oportunidade” , há quem diga até que “assim caminha a humanidade”.
Sempre correndo o risco de se apresentar como alguém que tem a chave da compreensão da história, eu insisto que tal tipo de situação deve ser vista com extremo cuidado.
Não houve, em toda história humana, nenhuma situação assim que não tenha permitido o surgimento daquilo que existe de mais primitivo nos instintos políticos. Foi assim na União Soviética, foi assim na Alemanha, na Espanha de Franco, na China de Mao Tse Tung e depois no Camboja de Pol Pot. Acreditem portanto quando eu digo – temos, sim, elementos para pensar que pode ocorrer o mesmo no Brasil dessas manifestações de junho.
Já escrevi antes sobre aquelas que considero as causas daquilo que está havendo. Deixei claro que para compreender o caos em que caiu o país, a chave é estudar o Partido dos Trabalhadores – sua origem, plano de poder e a crise estabelecida pelo Julgamento do Mensalão. Hoje o texto é especulação pura. É exercício no sentido de tentar responder o que todo mundo está perguntando – “E agora, o que vai acontecer?”
Tenho visto historiadores, sociólogos, filósofos e tanta gente com formação profissional muito melhor que a de um simples médico responder - “não se sabe”. Faço coro com eles! Deus me livre de me apresentar como alguém que é “especialista nas leis da História”. Não levo nenhuma estrelinha vermelha no peito, não, mas gostaria de me propor a uma tarefa inversa – escrever sobre aquilo que penso que NÃO vai acontecer. Aí sim; eu peço licença para me arriscar.
A primeira coisa a dizer é que o Brasil NÃO vai sair disso mais democrático. Vou dizer que as pessoas nas ruas NÃO estão mais conscientes do que no dia do capítulo final de “Avenida Brasil”. Afirmo que esse movimento NÃO começou espontaneamente e NÃO vai parar sem motivo algum. NÃO nasceu desses protestos nenhuma alternativa política séria a organização criminosa e associada ao narcotráfico que governa o Brasil, e o movimento das ruas NÃO é o sua parteira.
Tenho conversado com pessoas que dizem - “tudo bem, Milton, mas ninguém aguenta mais. Já é um início de mudança, não é?” Respondo que não, não é não.
Centenas de milhares, milhões de brasileiros estão nas ruas mas até agora não há um só discurso capaz de definir no fundo, e como um todo, o que as pessoas querem. Sabe-se muito bem o que as pessoas NÃO querem mais de jeito nenhum. NÃO querem mais o SUS nas atuais condições, não querem mais escolas e delegacias desmoronando, não querem mais saber de política nem de partido algum, não querem a Copa do Mundo.. mas é estarrecedor perceber que não oferecem NADA como projeto de poder alternativo. Pegunto a vocês: quantas mil pessoas querem a renúncia imediata da Dilma e novas eleições, hein?
O país é constituído de dezenas de milhões de habitantes que não querem nem saber de casamento gay, que detestam essa história de legalizar a maconha, de aquecimento global, de tirar crucifixos dos tribunais, ou marchar com as vadias, que sabem que “médico cubano é para tratar pobre enquanto Lula e Dilma vão para os melhores hospitais”..em resumo, gente conservadora mas que não tem absolutamente representatividade política nenhuma.
Talvez, vejam bem que estou escrevendo talvez, tenha chegado a hora dos “cientistas políticos”, historiadores, sociólogos, filósofos, enfim..gente que estuda isso profissionalmente afirmar em público com todas as letras – Não há, até agora no Brasil, um projeto de alternativa de poder ao delírio petista que nos levou ao ponto que chegamos!
Gostaria de saber por que ninguém diz isso..Não se dão conta ou fingem que não sabem, hein? De uma coisa eu sei – e vou escrever aqui com todas as letras: Não há ordem social, sistema político ou governo legal (por mais cruel que seja) mais perigoso que a anarquia total..Nada é mais arriscado que o vazio, que a ausência da lei escrita, do respeito à Constituição e ao Poder Judiciário. É assim meus amigos que estamos navegando - num Brasil que não tem mais comandante
Estamos todos num navio à deriva..

para o meu pai,


Porto Alegre, 23 de junho de 2013

CUIDADO CONOSCO! ESTAMOS “BRABOS”..



Meus caros colegas médicos, quer dizer que agora resolvemos ficar “brabos”? É isso? Depois da segunda vez que uma ex-terrorista, eleita por um partido que recebeu as FARC em Porto Alegre, que tentou comprar o Congresso inteiro, adepta de uma revolução na América Latina, resolveu afirmar que vai trazer milhares de médicos estrangeiros, nós “resolvemos” ficar brabinhos??
Nós passamos toda a década de 70 e 80 cantando Chico Buarque, viajando para congressos de estudantes de medicina com camisetas do Che Guevara, e agora estamos brabos? Nós ajudamos com toda força a criar no Brasil um sistema de saúde que atende traficantes, estupradores e assassinos com tudo pago pelo resto do país, e agora estamos revoltados??
Passamos toda a década de 80 e 90 votando nesses bandidos do Partido-Religião que agora governa o Brasil, ajudamos a “aparelhar” todos os sindicatos médicos, colocamos dentro de secretarias municipais de saúde colegas nossos estelionatários que criaram fundações inconstitucionais, entregamos o controle dos hospitais às enfermeiras, aceitamos trabalhar em condições caninas, e agora estamos indignados?
Nós queremos agora fazer esse movimento das ruas, desencadeado pela própria esquerda para recolocar Lula no poder em 2014, se transformar num “Fora Dilma”? Somos nós que aceitamos fazer plantões atendendo sozinhos em 12h mais de 120 pessoas em escolinhas transformadas em pronto-atendimentos? Fomos nós que aceitamos dentro dos conselhos regionais de medicina, gente que tem a Dilma como amiga da década de 60?
Vocês realmente tem certeza que somos nós que estamos “brabinhos” por causa da vinda dos colegas de Cuba? Nós, que suspendíamos matrícula na faculdade de medicina na década de 80 para viajar para Cuba? Nós que temos como colegas queridos o Dr. Henrique Fontana, Dr. Palocci, Dr. Padilha..e tantos outros..nós estamos “furiosos” com a Dilma?? Somos nós que aceitamos um sistema de saúde em que a União, ao contrário dos estados e municípios, não precisa ter definida em lei a sua parcela de contribuição?? Somos nós, que aceitamos viajar fazendo “ambulância-terapia” com pessoas morrendo lá dentro que estamos irritados com o governo federal??
Vocês vão querer me convencer de que nós temos realmente condições morais de nos mostrar “furiosos” perante à nação brasileira por causa de Cuba quando sequer temos um plano de carreira? Nós, que precisamos debater furiosamente para o Congresso aprovar uma lei dizendo que “ato médico deve ser praticados por médicos e não por astronautas ou artistas plásticos?” Nós, que aceitamos dentro de nossa própria classe o surgimento de uma ralé capaz de fazer qualquer coisa por um cargo de chefia e uma função gratificada num hospital público, estamos revoltados com a presidente da república? Nós, que vivemos num país onde uma prostituta não aceitaria trabalhar com pagamento fixo no final do mês feito pelo poder público, nem com dinheiro de uma cooperativa de trabalhadoras do sexo (UNIPROST) estamos brabos por causa dos médicos que vão chegar de fora.?? Nós que precisamos ser lembrados por colunistas desportivos do “nosso juramento de médico” estamos irritados com a suprema autoridade do país??
Por favor, meus colegas, há um ponto a partir do qual uma classe (se é que ainda somos uma classe; e não um bando) desce tanto na sua moral que nada mais pode ser feito...
Vamos parar com essa de “ficarmos brabos no Facebook” e anunciar ao país uma greve geral ou vamos fazer o que sabemos fazer melhor – calar a boca e continuar trabalhando!
Nós não temos mais moral para fazer outra coisa há muito tempo...


Porto Alegre, 23 de junho de 2013

quinta-feira, 20 de junho de 2013

OS DONOS DA HISTÓRIA - CARTA ÀS FORÇAS DA ESCURIDÃO


Meus caros “amigos da escuridão”, hoje me dedico a vocês. Chegou ou não chegou a vez de vocês, hein? O país está ferido de morte da maneira que vocês gostariam. Vocês conseguiram finalmente o que planejaram - criar uma situação em que as pessoas já não sabem mais em quem ou no que acreditar, não é? Depois do caos, vocês e eu sabemos que “vamos voltar como salvadores”, não sabemos?
Conheço vocês há décadas, seus demônios. Vocês, que não acreditam em Deus algum, que querem legalizar a maconha e tornar o aborto algo tão fácil quanto trocar de roupa..vocês que desprezam o casamento, que defendem as cotas raciais e queimam plantações no campo, que querem o fim da família e de tudo aquilo que ajudou a fundar o Brasil, vocês – seus vermes – que tratam os nossos soldados, marinheiros e aviadores como criminosos. Minhas linhas vão ser agora o exorcismo que vocês estão merecendo ...
Há muito, mas muito tempo mesmo, vocês entraram nos “corações e mentes” das pessoas insinuando que “médicos odeiam pobres”, que todos os “policiais brasileiros são corruptos” e que os professores da nação “só pensam em greve”...Vocês sustentam que fetos não são seres humanos e que o homossexualismo deve ser ensinado às crianças, não sustentam?
Criaturas do submundo, vocês se amamentaram no relativismo da década de 60, foram financiados pelos crimes do sindicalismo dos 80 e tem agora a caneta e o papel não mão, não tem? Gostaria de saber o que os amigos na ONU, no New York Times e no Partido Democrata estão pensando do desempenho de vocês com relação ao caos que tomou conta do Brasil..Está tudo saindo como previsto lá? O dólar já subiu o suficiente, marginais? As ações do pré-sal já despencaram ?
Não sei quanto tempo vocês vão continuar com essa história de que o “movimento é espontâneo” e “não representa partido algum”. Vocês estão fazendo com que o país inteiro se volte contra o poder público pensando que ele, poder público, está nas mãos de um “partido como outro qualquer”, não é mesmo? Sejam originais “cumpanheros” - a ideia do Diabo de dizer que ele mesmo não existe é do Diabo; não de vocês..
Bando de canalhas! Não têm coragem de explicar ao povo brasileiro que o PT é capaz de destruir a si mesmo, de provocar seu próprio impeachment, e de se reinventar politicamente gerando pelo Facebook e pelo Twitter aquilo que Mao Tse Tung e Josef Stalin faziam com seus expurgos, né? A mim vocês não enganam, bandidos petistas..
Toda vez que um policial brasileiro bate num desses meninos nos protestos é a mão de vocês que levanta o porrete. Toda vez que um ônibus é incendiado, que uma loja é arrombada, são vocês que derrubam as portas. Ninguém, infelizmente ninguém, sabe do prazer de vocês ao ver tudo isso,não é? Vocês, que vão hoje a noite tomar chopp nos melhores restaurantes de Porto Alegre e São Paulo, vocês que vão mandar e-mails para os amigos que estão fazendo “doutorado sanduíche na NYU” com o dinheiro do CNPQ do B, vão “encher os olhos d'água com lágrimas de crocodilo” lembrando cenas da Rua Maria Antônia em 1968 e aquela foto do Vladimir Herzog enforcado, não vão?
Seus desgraçados! Vocês conseguiram convencer estas crianças do MPL que elas estão pensando por si mesmas, mas ainda não me calaram..e ainda não derrubaram essa canalha terrorista, sequestradora, e presidente da República que vocês colocaram lá e depois traiu vocês todos permitindo o julgamento do mensalão!
Juro por Deus que não vou dar a vocês um minuto de paz até que finalmente comecem a dizer na mídia a verdade – a verdade de que são vocês, aí em Brasília e em Ribeirão Preto, que estão por trás de tudo isso. A verdade é que vocês são como cobras que trocam de pele de tempos em tempos, não é? A verdade é que o discurso de vocês é o do ódio, do recalque, da avidez por se manter no poder e impedir a qualquer custo que a revolta das pessoas de bem tenha um objetivo claro independente de vocês. Hoje alguém morreu por falta de leito hospitalar com o SUS que vocês criaram. Hoje faltou gasolina para alguma viatura da polícia. Hoje alguma criança ficou sem merenda escolar, seus cretinos. Uma parte do Brasil vocês conquistaram pelo Bolsa Família; a outra vai ser pela internet,né? Não adiantou matarem a fome dos pobres; agora vocês querem aplacar o sentimento de culpa dos ricos fazendo eles se sentirem “pobres” caminhando pela Avenida Paulista!
O que houve, cumpanheros? Márcio Thomaz Bastos, e Lewandowski não conseguiram resolver o problema de vocês no Supremo?
Vocês sabem tudo sobre revolução, não sabem? Eu também sei! Vocês entendem perfeitamente que a vontade geral e a história de um povo é como um HD de computador, não entendem ? Eu também! Vocês sabem que ela, a História, pode ser “formatada” através do caos e do vazio e depois começar a ser “escrita novamente”, não sabem? Eu também sei, petralhas!
Nunca, mas nunca mesmo, vocês vão se tornar os donos absolutos da História..
Deus não estará com vocês nas ruas hoje, bandidos...Vocês são apenas forças da escuridão..Se me mandarem para o inferno, não se enganem – foi de lá que eu vim, e vou agora arrastar vocês comigo na volta..

* “Forças da Escuridão” foi escrito como se eu estivesse falando com voz do próprio Demônio, interlocutor querido do Partido-Religião que está no Governo. Evidentemente Demônio algum existe e o bem jamais vai ser vencido pelo mal.


Porto Alegre, 20 de junho de 2013. 

quarta-feira, 19 de junho de 2013

A PROCURA DO SIGNIFICADO PERFEITO

Começou uma segunda etapa – parece que a grande mídia afinada com os petralhas e a “Unidiversidade Brasileira” se deu conta de que não se trata mais do preço da passagem de ônibus. Alguma coisa está errada, né “intelequituais”??

A imagem da Avenida Paulista lotada, pessoas de 70 anos dando entrevistas com a cara pintada de verde e amarelo, gente reclamando desde a corrupção, condições dos hospitais, segurança..reclamando “até mesmo” por causa da passagem de ônibus – mostra que são manifestantes em busca de uma causa....qualquer que seja ela..
A verdade, meus caros amigos, a verdade que ninguém até agora quer dizer é que as pessoas não sabem exatamente por que estão nas ruas! Meu Deus, será que é preciso um médico que não tem noção alguma de Jornalismo, que nunca estudou História, Sociologia ou Direito,  dizer isso ??
Isto posto, começo algumas observações – 100, 200.000 pessoas nas ruas é “sempre” bom? Não, não é não. Significa o povo “acordando” e “cansado com os políticos tradicionais”? Não, não significa não...Quer dizer que estamos fazendo uma “revolução” e “mudando o Brasil”? Não, não estamos! Mas  se 190 milhões de pessoas fizerem isso, Milton?? Nem assim, pô ! (para não escrever um palavrão)
Revoluções não começam com uma multidão nas ruas sem saber por que , revoltadas com “alguma  coisa” e dispostas a “mudar um país”. Isso nunca foi assim em parte nenhuma e portanto não vai ser exceção no Brasil. A  história toda da humanidade foi feita por elites pensantes. Pessoas que perceberam uma determinada situação como injusta, estudaram taticamente a situação, se preparam muito, conduziram multidões e mudaram o mundo. É patético assistir comentaristas políticos tentando dar uma explicação para algo que não tem. Números nunca substituíram idéias. Camisas amarradas no rosto não superam manifestos escritos. Comunidades no Facebook não são mais importantes que comícios. É isso que a LBB – Legião Brasileiras de Bobalhões, agora com o apoio de Marilena Chauí, não admite. Não há absolutamente nenhum projeto de poder a emergir das ruas. Não há nova cultura sendo construída nem é a democracia se aperfeiçoando!
Enquanto ninguém percebe isso, o perigo fornecido por uma multidão revoltada sem saber por qual motivo oferece uma nova oportunidade. Uma nova oportunidade sim, mas para as velhas forças de sempre. É a ralé da classe política tradicional, liderada pelo Partido-Religião, quem vai lucrar com isso tudo, meus amigos....
Parem com a bobagem do Passe Livre, recolham esses cartazes pela Liberação da Maconha, corram com  essas feministas histéricas e com a ala gay do PT! Fora daí com os abortistas, os adeptos do casamento gay e com a Marcha das Vadias..Chega dessa palhaçada contra a Copa do Mundo – agora é tarde, pô – Mudem o disco desses charlatões do Aquecimento Global..
Espera aí, Milton! Espera aí..Assim quem vai sobrar ?? Abaixo eu digo, bobalhões, quem vai “sobrar”.
Invadam as ruas aos milhares e pacificamente pedindo a renúncia da presidente da República e eleições gerais em todos os níveis e aí sim, juro por Deus e pelos meus filhos, que eu vou para as manifestações com vocês..
Se não fizerem isso, vão continuar sendo sempre uma grande multidão observadas por sociólogos, historiadores e antropólogos de aluguel..gente que está agora estudando vocês  (sorriam, vocês estão na TV, viu?) e dando entrevistas a procura do significado perfeito...

Porto Alegre, 19 de junho de 2013
cardiopires

domingo, 16 de junho de 2013

EM NOME DO MAL

A teoria freudiana é muito rigorosa naquilo que se refere aos objetivos do poder. Sustenta de uma maneira ferrenha que as pulsões básicas responsáveis pela contínua busca de autoridade sobre os demais são sempre de natureza violenta ou sexual.

Duvido muito que Freud, se estivesse vivo, mantivesse esse ponto de vista. Temos assistido a  homens e mulheres,ligados a vida pública no Brasil, vincularem-se  ao poder de tal modo que não é possível reduzir sua ambição  a estes dois elementos primordiais.
Sabia-se muito bem, mesmo antes do advento da psicanálise, que os impulsos ligados ao sexo e a violência são considerados como instintos  vitais. Eles tem uma função inerente a manutenção da espécie e não podem ser entendidos como primariamente patológicos em hipótese alguma.
As teorias psicológicas a respeito do poder falham, ao meu ver, em relacioná-lo com qualquer aspecto do ordenamento fisiológico da nossa raça.  Homens e mulheres que já ganharam muito dinheiro, que já se casaram varias vezes, e que ainda poderiam ter uma vida sexual plena buscam o poder por motivos que não podem ser explicados de maneira tão exata. Num sentido muito particular, ocupar cargos públicos pode ser a solução para preenchimento daquilo que um amigo psicanalista denominou de ansiedade do vazio – um sentimento de autoestima tão baixo, uma vida tão sem significado no amor e no trabalho que necessita do poder como o corpo precisa do oxigênio para viver.
 Seria exagero afirmar que todo político se comporta assim? O meio acadêmico é pródigo em trabalhos e teses sobre a personalidade das pessoas que governam o mundo. Narcisismo, personalidade anti social, esquizofrenia, tanto faz..todos os diagnósticos se apresentam relacionados a casos individuais. Não conheço nenhum terapeuta que tenha sustentado que a busca frenética pelo poder fosse, em  si mesma, uma patologia própria com características definidas.
Talvez o que falte seja mais observação. Talvez o que não exista ainda seja suficiente sensibilidade das  pessoas para entenderem como gente assim pode formar,  no Brasil de hoje, um grupo de doentes com características próprias como os  hipertensos, alcoólatras, diabéticos...
Resolvidos esses aspectos médicos e que dizem respeito propriamente a patologia do poder, restaria ainda estudar suas implicações do ponto de vista social e político-filosófico. Nesse sentido, não seria fácil encontrar um Deus, ou um conceito de Nação capaz de fomentar a ânsia pelo poder. Certo é, que para mascarar o interesse próprio, aquele que hoje dispõem do poder no Brasil usa e abusa do conceito de democracia e da noção de  bem estar-social para exercê-lo de formas cada vez mais perversas. Num mecanismo de defesa chamado formação reativa o político rouba, frauda, mente, desvia dinheiro público, e forma quadrilhas sempre em nome de algo maior..sempre defendendo essa entidade abstrata chamada povo, povo esse que só ele conhece quando elabora sua auto absolvição perante uma consciência que eventualmente lhe atormente.
Sem buscar mais sexo, sem precisar mais de dinheiro, sem precisar matar ninguém para sobreviver o gestor público permanece no poder em nome de si mesmo. Ele exerce um poder sem cara  e sem objetivo claros que muda de discurso ideológico a todo momento, sempre numa apelação irracional perante o inconsciente coletivo da maior nação católica do mundo. Uma nação que assiste o surgimento de um poder cuja base é uma autoridade anônima criado por consensos de telenovelas, movimentos sociais e chamadas no Facebook, num delírio coletivo onde não existe mais lugar para o recolhimento e para caridade que deveria ser feita em silêncio e sempre em nome de alguém; nunca em nome de um povo...
Um poder exercido aparentemente sem nome e, no fundo no fundo... exercido em nome do mal

Porto Alegre, 16 de junho de 2013
cardiopires
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sábado, 15 de junho de 2013

A CIDADE MAIS PETISTA DO BRASIL


Várias vezes escrevi sobre a diferença fundamental que existe entre os conceitos de governo e poder. Não vou perder tempo abordando o assunto novamente. Apenas afirmo que poder é a capacidade de gerar consenso.
As linhas de hoje vão dedicadas ao cenário político da cidade onde nasci e vivo até agora  – Porto Alegre. Aqui, a organização criminosa conhecida como Partido dos Trabalhadores chegou ao governo em 1988 e permaneceu nele durante 16 anos! Eu era petista na década de 1980. Participei ativamente de um plano de conquista de poder esquizofrênico. Vi estudantes protestando pelo Massacre da Paz Celestial em 1989 e querendo implantar um regime socialista aqui na cidade. Queríamos na época que a frota inteira de ônibus da cidade fosse “estatizada” pela prefeitura! As consequências? Bem, as consequências são sentidas quando,analisando a máquina administrativa  e dos serviços públicos,constatamos a lesão naquela que é marca mais importante de um governo – a relação entre seus funcionários. Os petralhas deixaram em Porto Alegre o vírus da luta de classes dentro da Prefeitura. Funcionários sem capacidade técnica alguma se odeiam e disputam as migalhas de uma administração que continua apostando no conceito de controle social para governar a cidade. Certas coisas que o PT fez vieram para ficar e já não podem mais ser questionadas. Espaço para movimentos sociais financiados pelo próprio governo federal, ingerência de ONGS nas politicas municipais de saúde e educação, e acima de tudo uma tolerância com a violência que passou a ser vista como “questão social” em vez de criminalidade e nos torna, proporcionalmente, uma cidade muito mais violenta que São Paulo.
É de Porto Alegre o prefeito que coordena a frente nacional de municípios que quer a vinda de médicos cubanos. Aqui nasceu, durante o Fórum Social Mundial, essa aberração chamada movimento pelo Passe Livre e aqui foi (e continua sendo) o laboratório onde se ensaiam políticas públicas voltadas para minorias que depois vão ser implantadas em todo Brasil.  Mês passado recebemos altos comandantes das FARCS e até gente ligada ao ETA  na cidade. A companhia de processamento de dados do município, PROCEMPA, está envolvida em escândalo gigantesco, e a cidade tem ainda, na internet, a fama de abrigar uma espécie de programa de espionagem e patrulhamento virtual contra tudo que se possa escrever que não interesse ao PT – isso tudo numa cidade que “não é mais governada pelo PT”? Até onde vai esse tipo de mentira, hein?
16 anos de governo não são 16 anos de poder. Essa é a visão necessária para entender que, aqui em  Porto Alegre, os petralhas saíram do governo;  mas continuam no poder!
Quando escrevi “Em nome do Rio Grande do Sul” pedi, no fim do texto, que as brasileiros olhassem com mais atenção para o meu Estado. Alertei, e sigo alertando, que daqui surgem idéias perigosas que depois vão ser testadas no país inteiro. A aberração chamada PSOL, por exemplo, que apresenta-se como oposição de “esquerda” ao PT, que segundo eles teria se “vendido” e se “traído” é um exemplo. Notícias de hoje dão conta do envolvimento de Luciana Genro com os vândalos que estão atacando São Paulo em nome de uma passagem mais barata..e por aí vai..
O surgimento de uma oposição no Brasil depende de as pessoas compreenderem que quando um Partido-Religião como o PT está na oposição e conquista um governo ele não deixa nada pra trás. Num fenômeno que é exclusivamente seu, torna-se governo e oposição ao mesmo tempo. Saindo do governo aqui em Porto Alegre ele continua no poder e faz da minha cidade, desgraçadamente, a mais petista do Brasil..

Porto Alegre, 15 de junho de 2013
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sexta-feira, 14 de junho de 2013

A PRINCIPAL PREOCUPAÇÃO.

São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre viveram ontem noites de guerra. Depredação, ataques com  coquetéis molotov, pedradas e pauladas em ônibus...enfim, tudo aquilo que a gente já conhece e que não vale a pena repetir aqui. Hoje vamos falar sobre a repercussão na imprensa.

Desafio qualquer leitor no sentido de apresentar-me uma só entrevista, seja lá qual o meio de comunicação usado, em que não foi abordada a questão de “possíveis excessos” cometidos pela polícia militar. Pouco importa se algum policial foi ferido, dane-se o patrimônio público ou esse tal direito “burguês” de ir e vir – o mais importante  de TUDO para nossa imprensa é saber se não foram cometidos “excessos” por parte da polícia militar. Qual a explicação para um fenômeno desses? Afirmar que o Movimento Passe Livre tem a grande imprensa brasileira na mão seria um absurdo ! Seria (sem ironia alguma) o caso de dizer que trata-se da necessidade de medicar a  paranoia do sujeito que afirma isso. Pois bem, meus amigos, vou pelo caminho contrário – afirmo que a grande imprensa brasileira tem o movimento no coração ! Qual movimento? Qualquer um ! Não faz a mínima diferença...
O objetivo desse pequeno artigo é dizer, mais uma vez, que o verdadeiro jornalismo no Brasil acabou faz muito tempo. O que temos é gente interessada em fazer ativismo político..a passar a impressão de democracia..a evitar “abusos de autoridade”.
Às vezes imagino  que 1964 é um fantasma constante dentro das redações brasileiras. O jornalista que precisa escrever sobre o que aconteceu ontem em São Paulo quer, a qualquer custo, mostrar que tem medo da volta da ditadura militar. Como não tem coragem de afirmar isso abertamente, faz matérias e mais matérias entrevistas e mais entrevistas, “investigando” se não houve “abuso por parte da polícia militar”.  A imprensa coloca-se na posição de “mamãe da verdade” - ela pergunta em suas páginas: seus policiais e seus manifestantes malcriados, quem de vocês que começou a violência, hein?? Ao inferno com a Ordem Constitucional, com o Patrimônio Público, ou com a Paz Social – esses são conceitos ultrapassados tanto para os manifestantes quanto para essa maldita imprensa engajada em ativismo que o Brasil tem hoje. Lembro também, como já escrevi no passado,que a mudança dos termos é fundamental – não exitem mais “crimes” nas notícias dos jornais do país. A palavra, ou expressão politicamente correta, é “a questão da violência”. Como sabemos, nessa definição cretina e pseudo-universitária é possível englobar desde um simples bate-boca com a esposa dentro de casa até incendiar todos os ônibus de Santa Catarina – tudo é apenas “uma questão de violência”
Esse tipo de baderna vai continuar acontecendo nas grandes cidades até que surja um cadáver..até que venha um mártir capaz de fazer os psicopatas do PSTU e outros movimentos de ultra-esquerda ganharem o respaldo que falta – o da população. Até agora nenhum trabalhador e pessoa de bem ficou  a favor desses picaretas quando eles provocam esses ataques, mas com o tempo até isso pode mudar - tempo necessário para que o país esqueça o resultado do julgamento do mensalão e para que os verdadeiros canalhas por trás desses estudantes com iPhone consigam, mais uma vez, escapar da cadeia que tanto merecem e que deveria, num país com imprensa verdadeira, ser a principal preocupação.

Porto Alegre, 14 de junho de 2013
cardiopires
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MOVIMENTOS SOCIAIS E A CIDADANIA DOS IMBECIS – O FIM DO DIREITO

Nunca estudei Direito. Médico; minha formação no assunto é aquela do leigo que pouco pode ir além daquilo que aprende nos debates travados nos meios de comunicação e, é claro, com o sofrimento da própria vida. Sei, há muito tempo, que o Direito tem áreas especificas. Em medicina nós as chamamos de especialidades. Assim, ouço falar em direito administrativo, criminal, civil, constitucional e por aí vai..

Hoje, com a minha autoridade de "surfista da internet" quero propor a criação de um novo campo de atuação: o direito virtual – assim mesmo;  com o merecido D minúsculo..
O direito virtual caracteriza-se pela defesa das opiniões formadas dentro dos ônibus, metrôs, bares..enfim, qualquer lugar que fique longe dos livros. Esse tipo de direito tem como instrumento máximo o Facebook. Sua visão da história não é feita de épocas; mas sim de movimentos. Seu meio de divulgação social é o iPhone.
Certa vez li que a lei é o instrumento através do qual o direito almeja alcançar a justiça. É o tipo de frase que impressiona bastante a nós, os leigos. Não há dúvida alguma que, para qualquer pessoa com um minimo de capacidade filosófica, a dificuldade de compreender tal proposição é o conceito de justiça em si. Exatamente por ser essa última tão subjetiva, organizou-se a sociedade civil através das leis - leis estas que garantem (ou deveriam garantir) o exercício de direitos mínimos a qualquer cidadão.
O advento dos movimentos sociais que estão hoje transformando a vida do país num verdadeiro inferno parte de princípios muito diferentes: fundamenta-se naquilo que chamei acima de direito virtual. Um direito que opera sem base em lei alguma e que parte de um conceito torpe de cidadania cujo objetivo único é a destruição absoluta da ordem legal que permitiu a sociedade e seus membros organizarem os próprios movimentos sociais.
Os ativistas do direito virtual tem em comum uma noção de justiça que não pode ser definida em termos racionais. Não poderiam fazê-lo porque subtraem do princípio de justiça a ideia de indivíduo capaz de projetar sua razão sobre um determinado objeto. É da concordância da razão com esse objeto que nasce o conceito de verdade. Da ânsia do ser humano, como indivíduo , pela verdade é que surge o seu desejo de justiça. Afirmo,  sem formação profissional alguma, que todo ordenamento civil que negar esse fato está fadado a desaparecer.
Uma das características fundamentais do discurso que faz a apologia do direito virtual é sua característica puramente emotiva – não se pode esperar encontrar nele as condições lógicas mínimas do ordenamento racional.  Sua origem está numa cidadania que devemos designar como a “cidadania dos imbecis” – aquela que sustenta que o Estado, seja qual for sua natureza, tem uma dívida eterna com eles e onde a Constituição não passa de objeto de retórica.
Compreender este tipo de pensamento, que agora infesta as redes sociais, blogs, e sites da internet é fundamental para chegar à conclusão que as aparentes diferenças entre os movimentos brasileiros de hoje só existem na forma; nunca no mérito. Sua sede de justiça nasce de uma verdade a priori, que não necessita de demonstração e que estabelece que todas as demais verdades surgem do consenso coletivo; nunca de uma experiencia individual cognitiva  incapaz de ser compartilhada – a verdade dos movimentos são os movimentos em si mesmos! Não há  nessa lógica contrato a ser respeitado nem direito natural que não se questione. A palavra liberdade não tem mais sentido..
Na sua irracionalidade, os movimentos sociais são capazes de unir as massas, levantar multidões e criar o caos em nome de absolutamente qualquer coisa – coisa essa que tem como objetivo final não só a subversão da lei, mas o fim do próprio Direito e do Estado que o abrigava..

Porto Alegre, 14 de junho de 2013.
cardiopires
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quarta-feira, 12 de junho de 2013

Homens e Mulheres - O Último dia dos Namorados.

Não fosse pelo dinheiro associado ao nome, a data que se comemora hoje levaria outro título. A campanha gayzista  na mídia é tão forte que logo vai surgir alguma passeata daqueles que se sentem  “excluídos” quando associamos 12 de junho à relação homem-mulher! Duvido que homossexuais bem resolvidos e tranquilos na sua vida pessoal (como a grande maioria daqueles que conheço,  convivo, e tenho como excelentes amigos )  que pouco se importam com uma questão insignificante como essa não sejam vencidos pela esmagadora legião gay a serviço da ralé da esquerda. Quem não quer fazer da sua vida na cama uma questão política, seja gay ou hétero, não vai ter força para enfrentar esses idiotas! Há muito tempo venho conversando com pessoas que são gays, que são extremamente inteligentes,  que odeiam política,  e que sentem uma grande tristeza quando se defrontam com esse tipo de ativismo. Garanto a vocês que a sensação de incapacidade delas é exatamente aquela de todos os heterossexuais do país quando percebem que, para lutar por “qualquer coisa” hoje em dia no Brasil, é preciso estar ao lado da petralhada; ou não ter sucesso algum. Uma sugestão que tenho para dar ao diretório nacional desses bandidos é que organizem uma “central de luta”. Coloquem um anúncio na internet – Você, que pertence a qualquer minoria, não perca tempo! Compareça a algum diretório municipal do PT. Nós temos experiencia de mais de 30 anos em organizar marchas, greves e caminhadas para qualquer tipo de movimento!

Fico imaginando “Dia dos que se Amam” ou “Dia da Paquera sem Preconceitos” como exigência da LBB – Legião Brasileira de Bobalhões - perante o restante da imprensa. Para quem acha que isso é exagero pergunto – quem poderia imaginar algum tempo atrás que o movimento das lésbicas conseguiria, em nome do conceito de “estado laico” retirar os crucifixos dos tribunais?
Toda vez que certos  ativistas de final de semana começam com esse tipo de coisa o objetivo é um só – destruir aos poucos, mas metodicamente, o conceito de família. Não vou gastar tempo aqui escrevendo mais sobre isso. Em vários textos anteriores abordei o assunto mostrando a importância crucial dessa instituição como ultimo foco de resistência ao governo total do PT.
Para desespero da nova esquerda brasileira, a data de hoje funciona como recordação dolorosa para escória petista. Já pensaram, que problema ? Homens e mulheres namorando? Dispostos a casarem-se e a formar família? A reproduzir o modelo tradicional capaz de manter a dominação burguesa neoliberal ? Pior que tudo isso – pessoas capazes de não votarem em nós ??  Marx nos livre ! ! Não companheiros, não sem o nosso protesto ! Não sem a nossa luta por um mundo “sem preconceitos”.
Tenham vocês a certeza que assim que o mercado perceber que no dia 12 de junho uma legião inteira de consumidores “está sendo excluída por questões de gênero” o nome vai ser outro.  Enquanto isso fica o constrangimento  desses esquizofrênicos tupiniquins, socialistas do facebook e guerrilheiros do i-phone 4 - gente incapaz de aceitar que homem gosta mesmo é de mulher e vice-versa. 12 de junho segue, no fundo no fundo, sendo lembrança desconfortável para petralhada homoafetiva.. até que finalmente eles consigam mudar o nome da data..até que chegue finalmente “o último dia dos namorados”

Porto Alegre, 12 de junho de 2013
cardiopires
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domingo, 9 de junho de 2013

O ENSAIO GERAL DE 1905 – MOVIMENTOS SOCIAIS E GRANDES EVENTOS


Entre 1904 e 1905, Rússia e Japão envolveram-se numa breve mas violenta guerra que culminou numa das maiores batalhas navais desde Trafalgar – a Batalha do Estreito de Tsushima. Após a derrota a Rússia se rendeu mas, em 1905, o país já se encontrava à beira da Revolução. No dia 22 de janeiro daquele ano,antes  portanto da derrota no mar, uma passeata liderada por um padre dirigiu-se ao palácio do Czar. Os manifestantes não revindicavam a liberação da maconha, do passe livre nos ônibus, ou do casamento homossexual; queriam direitos como a reforma agrária e o fim da censura. Terminaram sendo massacrados num episódio que ficou conhecido como "domingo sangrento" e que deu origem à esquecida Revolução Russa de 1905. Vivendo na Suíça, um ainda relativamente obscuro militante de extrema esquerda chamou esse episódio de “ensaio geral” - seu nome era Vladimir Ilitch Lenin.

Hoje, domingo dia 9 de junho de 2013, São Paulo viu-se confrontada com baderneiros que provocaram sérios problemas à população. Desta vez diziam-se a favor do “passe livre” nos ônibus da cidade. Alguns dias atrás a questão se referia à liberação da maconha ou à marcha das vadias. Sugestão minha: não percam seu tempo acreditando que existem diferenças entre eles. Ativismo social, principalmente quando coordenado pela internet, tornou-se o novo campo de batalha destes marginais de tênis Nike e i-phone 4. A maioria sequer sabe direito o que faz ali – são adolescentes usados por criminosos adultos ricos que fingem ser adolescentes pobres.  Consta também nas páginas da web que a Agência Brasileira de Informações, a ABIN, vê com preocupação a aproximação da Copa do Mundo e das Olimpíadas aqui no Brasil, já que a oportunidade para esse tipo de gente ganhar espaço na mídia vai aumentar, e muito, nesse período.
Compreender a proliferação e o sucesso destes movimentos bem como seu “charme” nas redes sociais nos obriga a voltar no tempo: a característica fundamental na gênese do Brasil foi, e continua sendo, a eterna dissociação entre estado e sociedade. Quando desembarcaram no país em 1500 os portugueses trouxeram tudo, menos gente disposta a fundar uma nova nação. Decorre daí que, no Brasil, o Estado chegou muito antes da sociedade que deveria formá-lo. Fiz esse desvio no sentido do texto para dizer que sustento que o mesmo raciocínio pode ser aplicado aos chamados movimentos sociais e à fundação do PT .   Em outras palavras – não existem movimentos sociais que não tenham sido fundados, sustentados, e não façam (de forma consciente ou não) parte do plano de poder do PT. Arrisco, inclusive, a dizer que pouco importa se um  determinado movimento faz ou não oposição ao governo Dilma – sua simples existência lhe é conveniente quando se observam os efeitos planejados num futuro mais distante.
É urgente que o Brasil entenda que, a longo prazo, uma organização revolucionária e criminosa como o PT tem nos movimentos sociais aliados poderosos capazes de paralisar o país, fazer com que as pessoas se voltem umas contra as outras em discussões que atentam contra qualquer tipo de bom senso, e desviar a atenção pública (inclusive da imprensa) das grandes questões nacionais.
É esse, meus amigos, o grande “ensaio geral de 2013” que o PT está fazendo para as Olimpíadas e a Copa do Mundo que se aproximam – o que vem depois é revolução..

dedicado aos amigos do Clube Naval e da Marinha do Brasil,

Porto Alegre, 9 de junho de 2013 -
Dr.Milton Simon Pires –
2ºTen RNR – V COMAR - FAB
   

sexta-feira, 7 de junho de 2013

DECLARAÇÃO “UNIVERSAL” DOS DIREITOS DA CRIANÇA BRASILEIRA


Toda criança brasileira tem Direitos:

Princípio I – a criança tem direito a saber que a “raça” humana é uma só e que não existe  distinção de cor de pele, religião ou nacionalidade que depois possa lhe dar algum direito à qualquer tipo de “cota” na Universidade Pública.

Princípio II – a criança tem direito à especial proteção para seu desenvolvimento físico, mental e social inclusive quando a ameaça é representada pelo governo criminoso do país em que  vive.

Princípio III – a criança tem direito a um nome que seja compatível com o seu gênero e tem direito a aprender a cantar o Hino Brasileiro nas escolas.

Princípio IV – a criança tem direito a ter pais com emprego com renda suficiente para lhe oferecer casa, assistência médica e educação sem necessidade alguma de Bolsa Família.

Princípio V – a criança com deficiência física ou mental tem o direito de não ter o seu sofrimento explorado por um governo corrupto com fins eleitorais.

Princípio VI – a criança tem direito a saber que um pai de verdade tem “pipi” e a mãe de verdade tem “pepeca” e deve viver numa sociedade que se importa mais com ela do que com as árvores e os animais da Floresta Amazônica.

Princípio VII – a criança tem direito a uma escola onde lhe ensinem português correto e onde seja feita a devida diferença entre Jesus Cristo e um assassino como Che Guevara.

Princípio VIII – a criança tem sempre direito a ser socorrida em primeiro lugar, em caso de catástrofes e a NÃO ser levada para um hospital imundo do SUS onde não existe um pediatra brasileiro; mas sim um agente cubano.

Princípio IX – a criança tem direito a NÃO trabalhar e não pode gastar sua infância se prostituindo á beira de uma estrada no Nordeste ou num quarto com um turista europeu.

Princípio X – a criança tem direito a crescer dentro uma sociedade que preserve seu patrimônio cultural cristão, tem direito a não ser abortada, a não ser criada por gays ou viciados sustentados pelo governo federal, tem o direito de acreditar em Deus e acima de tudo conhecer o significado da palavra VERDADE!

Porto Alegre, 7 de junho de 2013
-  Dr.Milton Simon Pires - CREMERS 20958

quinta-feira, 6 de junho de 2013

LIVRE ARBÍTRIO E BEM ESTAR SOCIAL – A TEORIA DO PARADOXO

Há séculos o tema da liberdade humana é estudado pela filosofia. Mais recentemente, tornou-se também campo de discussão da ciência. Nesse terreno são a psicologia e a genética as disciplinas que mais parecem ter feito avanços. Independente disso, parece-me sempre ter havido uma grande polêmica entre aquilo que escolhemos e aquilo que, como dizia Sartre,  somos “condenados” ou não a fazer. O presente texto sustenta a ideia de que o advento do assim chamado “estado de bem-estar social” parece às vezes deslocar essa balança.

O termo “sistema”é cada vez mais utilizado para nos afastar das possibilidades de escolha. Tudo está definido, tudo está programado..Tornou-se cada vez mais difícil escutar uma antiga expressão que diz “foi minha culpa”. Soa muito mais contemporâneo dizer que isso faz geneticamente parte do “meu perfil” emocional ou que não tive escolha “frente as alternativas do mundo globalizado”. A palavra responsabilidade, ironicamente, passou a ser cada vez mais acompanhada do adjetivo “social”.
Pergunto: qual a relação que existe entre essa sensação de “diluição de responsabilidades” com as chamadas conquistas sociais? De certa forma parece que, quanto mais garantidos são certos direitos, mais claro está para nós que alguém, que não nós mesmos, há de se oferecer para defendê-los. Talvez o que justifique essa falta de iniciativa seja a fantasia  de que o verdadeiro princípio de liberdade seja algo capaz de ser entendido numa experiência coletiva, que o Estado “já está pronto” e que já nascemos livres – ideia muito bem descrita em aproximadamente 1923 por ocasião da publicação de A Rebelião das Massas, por Ortega y Gasset.
Recentemente a Suécia apresentou ao mundo o resultado explosivo de uma combinação de multiculturalismo e apologia do bem-estar social. Mergulhada num caos em que cada minoria acreditava que aquele Estado havia sido feito para ela, Estocolmo mostrou aos telespectadores perplexos cenas de violência incompatíveis com a imagem de um país de primeiro mundo.Não há dúvida de que a ilusão de liberdade como um bem a ser oferecido pelo Estado e não uma conquista individual foi responsável por essa situação. Aceitando pacificamente que já nasceu livre, o homem típico das democracias ocidentais  substitui certeza da escolha pela certeza de “direitos”. Garantidos determinados direitos somos automaticamente livres – ideia perigosa e  que atribui ao Estado a prerrogativa de dizer ao cidadão  o que significa exatamente a palavra liberdade.
O conceito de liberdade nasce da experiência individual do homem. Contemplando um mundo primitivo rico em perigos naturais, enfrentando sistemas políticos tirânicos, e realizando escolhas que originalmente diziam respeito apenas a si mesmo, o homem adquiriu a duras penas a noção do que se significa ser livre.Seu sofrimento,uma vez percebido,tinha de ser confrontado com uma ordem interna de valores primitivos, incapazes de ser compartilhados e cuja existência é anterior a qualquer experiência racional. Princípios de causa e efeito não são suficientes para explicar sentimentos de caridade e bondade que vieram mais tarde dar origem a ordem política da primeira sociedade humana.
Pensando assim, às vezes vejo que o ato de filosofar não é propriamente uma atividade “civil”. Talvez seja justamente esse o seu grande mérito num mundo como o nosso!
Não deixa de ser triste perceber que a chamada “razão democrática” acabou finalmente por nos tornar escravos de determinados “direitos” - paradoxo máximo criado numa sociedade que fez da apologia do bem-estar coletivo sua nova religião e onde poucas pessoas ainda sabem o significado do verdadeiro livre arbítrio.

Para o meu amigo Astolfo,

Milton Pires

Porto Alegre, 6 de junho de 2013
cardiopires

quarta-feira, 5 de junho de 2013

BRASIL INVERTEBRADO - 190 MILHÕES DE PROSTITUTAS

Todo mundo sabe, no seu íntimo, a diferença entre moralidade e imoralidade. Seja lá o que isso signifique para cada um de nós, fica estabelecida imediatamente uma relação de oposição total e de diferença que é, em termos filosóficos, estabelecida na categoria de substância; nunca de acidente. Quando uma organização revolucionária e criminosa utiliza de uma estratégia como a apologia da prostituição para atacar os valores da sociedade, sustento que não está sendo imoral, mas sim amoral A diferença básica é o caráter puramente utilitário e meramente simbólico da prostituição por parte dos ideólogos petistas. O que as pessoas não conseguem entender, justamente porque não estudaram a estratégia dessa seita comunista,é que para esse partido tanto faz gastar milhões em cartazes elogiando as prostitutas quanto o mesmo valor numa campanha para que as mulheres se casem virgens! Os fundamentos são sempre desviar dinheiro público, gerar polêmica e fazer com que a sociedade se volte contra si mesma numa luta cultural suicida. Várias vezes já escrevi que, só assim, na situação de caos total vão surgir as condições para o nascimento do Partido Salvador – a besta que o PT incuba sem que ninguém perceba e que está cada dia mais próximo de dar à luz. Nesse momento a história há de começar de novo, como no Camboja do Khmer Vermelho com seu Ano Zero. Só aí a dominação vai ser total e, finalmente, para sempre. Nada disso que escrevi eu deduzi sozinho. Está muito melhor detalhado em autores que hoje são vistos como simples “teóricos da conspiração.” - visão que desespera os materialistas dialéticos porque se apresenta justamente como uma alternativa à ideia absurda da História como matéria a ser estudada sob a luz de leis científicas imutáveis.

Entender a motivação para que o Partido-Religião quebre a espinha dorsal da sociedade brasileira passa necessariamente por distinguir a gigantesca mudança na estratégia da luta revolucionária. Sempre que alguém fala em comunismo no Brasil  vem logo aquela sensação de "isso já passou".  Imediatamente pensamos em invasão de terras e empresas, proibição de religiões, e inevitavelmente, luta armada. Ninguém, com exceção de poucos, consegue ver que a estratégia mudou, que a luta agora é outra, e que são os valores da sociedade que estão jogo.
Vencido “definitivamente” em 1989, o movimento revolucionário compreendeu que seguia um caminho invertido na sua luta. Queria controlar totalmente a economia para depois  mudar a cultura de uma sociedade. Numa jogada genial, o PT viu  que se trata fundamentalmente de fazer o oposto – destruir a cultura para depois controlar a economia do Brasil.  Nesse processo, o Partido dos Trabalhadores não tem interesse em propor “nova moral” nenhuma, mas simplesmente destruir a antiga. Ao mesmo tempo que  defende, usando dinheiro  publico, as prostitutas brasileiras ele morre de amores por regimes como o do Irã onde as mulheres não tem absolutamente direito à coisa alguma! Ao fazê-lo, busca no discurso islâmico, ajuda para derrubar outro grande pilar da sociedade brasileira – seu caráter cristão.
Nada há de esquizofrênico nesse discurso. Pelo contrário, ele é perfeitamente organizado – basta saber entendê-lo como um plano de poder que nos estágios mais avançados é capaz de abrir mão, inclusive, do governo.
É necessário, de uma vez por todas, que o Brasil compreenda que o PT não é, e jamais vai ser, um partido como outro qualquer. Ele é um movimento revolucionário sem qualquer tipo de escrúpulo em termos de aliança – coisa comum entre os partidos brasileiros – mas com uma grande diferença em relação aos demais: não existe, no discurso petista, lugar para termos como "bem" ou "mal" nem tampouco "certo" ou "errado". O simples conceito de moralidade dentro do pensamento marxista, aí sim ortodoxo, já é reflexo da sociedade burguesa a ser destruída.
Absolutamente tudo que for bom para o partido e para a revolução deve ser bom para o Brasil. Ou entendemos isso e paramos com esse discurso ridículo de que o “PT se vendeu” e é um “partido como qualquer outro”, ou em breve seremos todos, felizes ou não,  190 milhões de prostitutas num Brasil de invertebrados.

Milton Pires – Porto Alegre 5 de junho de 2013

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Monitorização de Pacientes – O desgosto de ser Médico no Brasil

Para todo mundo que é medico, monitorizar pacientes significa conectá-los a equipamentos eletrônicos capazes de fornecer, em tempo real, os seus sinais vitais. Pressão, frequência cardíaca, respiratória, e temperatura nos são apresentados de uma maneira contínua com o objetivo de saber como estão evoluindo os doentes. Há quem diga que, dentro de uma unidade de terapia intensiva, a quantidade de oxigênio carregada pelo sangue é o chamado “quinto sinal vital”.

Fiz essa introdução para dizer que a medicina do Brasil petista acaba de inventar um sexto parâmetro a ser levado em conta – a monitorização política dos doentes. Li, estarrecido, que a presidente Dilma Rousseff tem em seu computador a possibilidade de ver, em tempo real, como estão sendo atendidos os doentes nos serviços de emergência em doze grandes hospitais brasileiros. Nem mesmo George Orwell, em “1984”, foi capaz de imaginar algo assim! Não vou aqui gastar  a paciência do leitor escrevendo sobre a privacidade das pessoas, a sensação de insegurança provocada nos profissionais ou o custo desse tipo de coisa. Um governo que vigia médicos, enfermeiras, técnicos de enfermagem e, por último mas em primeiro lugar – pessoas doentes, não merece que eu escreva sobre isso. O que precisa ficar claro, e esse é o objetivo do artigo, é a gravidade de uma medida assim quando colocada no contexto dos demais atos do Partido-Religião.
Em 10 anos de governo, o PT desarmou toda população brasileira que, sem ter como se defender ficou a mercê do crime organizado, propôs formalmente o controle do judiciário pelo congresso nacional em represália a Ação Penal 470 e vem, sistematicamente, destruindo os valores da família brasileira com campanhas abertas em favor do aborto, do casamento gay e da facilitação total do divórcio. Afirmo, mais uma vez, que se aproxima o momento da liberação geral das drogas por parte do PT. Quem controlar a massa de viciados há de ter controle total do país.A atual campanha contra a internação involuntária, feita com a ajuda de pseudomédicos (na verdade militantes do partido) serve para acelerar esse processo. Mantendo estas pessoas nas ruas o governo esconde a falta geral  de leitos hospitalares para qualquer tipo de internação, mantém um mercado consumidor permanente para seus aliados no narcotráfico, e cria mais uma polêmica capaz de distrair a sociedade dos seus verdadeiros problemas.
Gostaria de propor à presidente da república que instalasse dentro de seus ministérios câmeras para que os doentes que estão nos serviços de emergência pudessem assistir o que fazem seus ministros, ideia sugerida por um colega de profissão, e que não deixa de ser genial.
Vigiando aquilo que não deve e fechando o olho para o que é gravíssimo, Dilma apresenta-se agora como a nossa grande líder capaz de controlar como o “povo” está sendo atendido por aqueles que não tem mais o direito de serem incluídos nessa classificação – profissionais de saúde que, de tão desonestos e perigosos, precisam ser vigiados constantemente como os piores bandidos!
Chegou a época da Big Sister salvar o Brasil, não só trazendo médicos cubanos, mas também vigiando os brasileiros – cereja que faltava no bolo de desgosto que é fazer medicina no Brasil petista.

Porto Alegre, 3 de junho de 2013