"O maior inimigo da autoridade é o desprezo e a maneira mais segura de solapá-la é o riso." (Hannah Arendt 1906-1975)

sábado, 31 de agosto de 2013

DEPOIMENTO DE MÉDICO CUBANO

"Nossa medicina é quase de curandeirismo", diz doutor cubano

Gilberto Velazco Serrano, de 32 anos, conta por que, em 2006, desertou de uma missão de seu país na Bolívia - na qual os médicos eram vigiados por paramilitares

Aretha Yarak
O cubano Gilberto Velazco Serrano, de 32 anos, é médico. Na ilha dos irmãos Castro ele aprendeu seu ofício em meio a livros desatualizados e à falta crônica de medicamentos e de equipamentos. Os sonhos de ajudar os desamparados bateu de frente, ainda durante sua formação universitária, com a dura realidade de seu país: falta de infraestrutura, doutrinação política e arbitrariedade por parte do governo. "É triste, mas eu diria que o que se pratica em Cuba é uma medicina quase de curandeirismo”, diz  Velazco. 
Ao ser enviado à Bolívia em 2006, para o que seria uma ação humanitária, o médico se viu em meio a uma manobra política, que visava pregar a ideologia comunista. “A brigada tinha cerca de 10 paramilitares, que estavam ali para nos dizer o que fazer”. Velazco não suportou a servidão forçada e fugiu. Sua primeira parada foi pedir abrigo político no Brasil, que permitiu sua estada apenas de maneira provisória. Hoje, ele mora com a família em Miami, nos Estados Unidos, onde tem asilo político e estuda para revalidar seu diploma. De lá, ele concedeu a seguinte entrevista ao site de VEJA:
Como os médicos são selecionados para as missões?
Eles são obrigados a participar. Em Cuba, se é obrigado a tudo, o governo diz até o que você deve comer e o que estudar. As brigadas médicas são apenas uma extensão disso. Se eles precisam de 100 médicos para uma missão, você precisa estar disponível. Normalmente, eles faziam uma filtragem ideológica, selecionavam pessoas alinhadas ao regime. Mas com tantas colaborações internacionais, acredito que essa filtragem esteja menos rígida ou tenha até acabado.
Como foi sua missão?
Fomos enviados 140 médicos para a Bolívia em 2006. Disseram que íamos ficar no país por três meses para ajudar a população após uma enchente. Quando cheguei lá, fiquei sabendo que não chovia há meses. Era tudo mentira. Os três meses iniciais viraram dois anos. O pior de tudo é que o grupo de 140 pessoas não era formado apenas por médicos - havia pelo menos 10 paramilitares. A chefe da brigada, por exemplo, não era médica. Os paramilitares estavam infiltrados para impedir que a gente fugisse.
Paramilitares?
Vi armas dentro das casas onde eles moravam. Eles andavam com dinheiro e viviam em mansões, enquanto nós éramos obrigados a morar nos hospitais com os pacientes internados. Quando chegamos a Havana para embarcar para a Bolívia, assinamos uma lista para registro. Eram 14 listas com 10 nomes cada. Em uma delas, nenhum dos médicos pode assinar. Essa era a lista que tinha os nomes dos paramilitares.
Como era o trabalho dos paramilitares?
Não me esqueço do que a chefe da brigada disse: “Vocês são guerrilheiros, não médicos. Não viemos à Bolívia tratar doenças parasitárias, vocês são guerrilheiros que vieram ganhar a luta que Che Guevara não pode terminar”. Eles nos diziam o que fazer, como nos comportar e eram os responsáveis por evitar deserções e impedir que fugíssemos. Na Bolívia, ela nos disse que deveríamos estudar a catarata. Estávamos lá, a priori, para a atenção básica – não para operações como catarata. Mas tratar a catarata, uma cirurgia muito simples, tinha um efeito psicológico no paciente e também na família. Todos ficariam agradecidos à brigada cubana.
Você foi obrigado a fazer algo que não quisesse?
Certa vez, eu fui para Santa Cruz para uma reunião, lá me disseram que eu teria de ficar no telefone, para atender informações dos médicos e fazer estatísticas. O objetivo era cadastrar o número de atendimentos feitos naquele dia. Alguns médicos ligavam para passar informações, outros não. Eu precisava falar com todos, do contrário os líderes saíam à caça daquele com quem eu não havia conversado. Quando terminei o relatório, 603 pacientes tinham sido atendidos. Na teoria, estávamos em 140 médicos na Bolívia, mas foi divulgado oficialmente que o grupo seria de 680. Então como poderiam ter sido feitas apenas 603 consultas? Acabei tendo que alterar os dados, já que o estabelecido era um mínimo de 72 atendimentos por médico ao dia. Os dados foram falsificados.
Como é a formação de um médico em Cuba?
Muito ruim. É uma graduação extremamente ideologizada, as aulas são teóricas, os livros são velhos e desatualizados. Alguns tinham até páginas perdidas. Aprendi sobre as doenças na literatura médica, porque não tinha reativo de glicemia para fazer um exame, por exemplo. Não dava para fazer hemograma. A máquina de raio-X só podia ser usada em casos extremos. Os hospitais tinham barata, ratos e, às vezes, faltava até água. Vi diversos pacientes que só foram medicados porque os parentes mandavam remédios dos Estados Unidos. Aspirina, por exemplo, era artigo raro. É triste, mas eu diria que é uma medicina quase de curandeiro. Você fala para o paciente que ele deveria tomar tal remédio. Mas não tem. Aí você acaba tendo que indicar um chá, um suco.
Como era feita essa "graduação extremamente ideologizada" que o senhor menciona?
Tínhamos uma disciplina chamada preparação militar. Ficávamos duas semanas por ano fora da universidade para atender a essa demanda. Segundo o governo cubano, o imperialismo iria atacar a ilha e tínhamos que nos defender. Assim, estudávamos tudo sobre bombas químicas, aprendíamos a atirar com rifle, a fazer maquiagem de guerra e a nos arrastar no chão. Mas isso não é algo exclusivo na faculdade de medicina, são ensinamentos dados até a crianças.
Como é o sistema de saúde de Cuba?
O país está vivendo uma epidemia de cólera. Nas últimas décadas não havia registro dessa doença. Agora, até a capital Havana está em crise. A cólera é uma doença típica da pobreza extrema, ela não é facilmente transmissível. Isso acontece porque o sistema público de saúde está deteriorado. Quase não existem mais médicos em Cuba, em função das missões.
Por que você resolveu fugir da missão na Bolívia?
Nasci em Cuba, estudei em Cuba, passei minha vida na ilha. Minha realidade era: ao me formar médico eu teria um salário de 25 dólares, sem permissão para sair do país, tendo que fazer o que o governo me obrigasse a fazer. Em Cuba, o paramédico é uma propriedade do governo. A Bolívia era um país um pouco mais livre, mas, supostamente, eu tinha sido enviado para trabalhar por apenas três meses. Lá, me avisaram que eu teria de ficar por dois anos. Eu não tinha opção. Eram pagos 5.000 dólares por médico, mas eu recebia apenas 100 dólares: 80 em alimentos que eles me davam e os 20 em dinheiro. A verdade é que eu nunca fui pago corretamente, já que médico cubano não pode ter dinheiro em mãos, se não compra a fuga. Todas essas condições eram insustentáveis.
Você pediu asilo no Brasil?
Pedi que o Brasil me ajudasse no refúgio. Aleguei que faria o Revalida e iria para o Nordeste trabalhar em regiões pobres, mas a Polícia Federal disse que não poderia regularizar minha situação. Consegui um refúgio temporário, válido de 1 de novembro de 2006 a 4 de fevereiro de 2007. Nesse meio tempo, fui à embaixada dos Estados Unidos e fui aprovado.
Após a sua deserção, sua família sofreu algum tipo de punição?
Eles foram penalizados e tiveram de ficar três anos sem poder sair de Cuba. Meus pais nunca receberam um centavo do governo cubano enquanto estive na Bolívia, mas sofreram represálias depois que eu decidi fugir.
Quando você foi enviado à Bolívia era um recém-formado. A primeira leva de cubanos no Brasil é composta por médicos mais experientes...
Pelo o que vivi, sei que isso é tudo uma montagem de doutrinação. Essas pessoas são mais velhas porque os jovens como eu não querem a ditadura. Eu saí de Cuba e não voltei mais. No caso das pessoas mais velhas, talvez eles tenham família, marido, filhos em Cuba. É mais improvável que optem pela fuga e deixem seus familiares para trás. Geralmente, são pessoas que vivem aterrorizadas, que só podem falar com a imprensa quando autorizadas.


Os médicos cubanos que estão no Brasil deveriam fazer o Revalida?
Sim. Em Cuba, os médicos têm de passar por uma revalidação para praticar a medicina dentro do país. Sou favorável que os médicos estrangeiros trabalhem no Brasil, mas eles precisam se adequar à legislação local. Além do mais, a formação médica em Cuba está muito crítica. Eu passei o fim da minha graduação dentro de um programa especial de emergência. A ideia era que eles reduzissem em um ano minha formação, para que eu pudesse ser enviado à Bolívia. O governo cubano está fazendo isso: acelerando a graduação para poder enviar os médicos em missões ao exterior.

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Cuba: la potencia medica que ya no es


Escrito por Yoel Espinosa Medrano el 20/08/2013 en Otras Noticias

[1]LA HABANA, Cuba, agosto, www.cubanet.org [2] – El Sistema de Salud Pública cubano atraviesa por un momento crítico. La realidad asalta en cada hospital, donde los enfermos chocan con la triste realidad de no recibir una atención médica adecuada.
Aunque se dice que la asistencia médica en Cuba es gratuita, hace meses que se divulga el costo de las consultas,  chequeos  y estancias en hospitales. La Salud Pública cubana se privatiza, por debajo del telón.
La corrupción impera. Los médicos especialistas, tras consultar pacientes, reciben tantos “regalos” que no los pueden cargar sin ayuda, eso, sin contabilizar el efectivo que llevan en sus bolsillos. Las cirugías estéticas e implantes bucales no se realizan si los pacientes no sueltan la plata.
El doctor Márquez, al frente de implantes bucales  en el hospital Arnaldo Milián de Villa Clara es un ejemplo vivo. Allí aunque te realizan una revisión y llenan tremendo papeleo no realizan el implante si el dinero no está por delante. Con buena suerte te conviertes en carne de cañón para aprendices extranjeros que traen los materiales y vienen a practicar en Cuba.

[3]Misiones al exterior

La desmedida exportación de trabajadores de la salud hacia el exterior es la causa falta de personal médico. Al cierre del 2012 más de 31 mil trabajadores de la salud cubana estaban en tierras venezolanas, negocio redondo para el gobierno que paga un mísero salario a los “cooperantes”, como les llaman a médicos y enfermeras en el exterior.
Para salir a laborar en el exterior, si no tienes una mano amiga “arriba”. Es decir en las direcciones provinciales o nacionales del ramo, tienes que sobornar, en su gran mayoría, a los que otorgan la salida.
La corrupción de los dirigentes se ha convertido en una mafia organizada. El personal aspirante a laborar en el exterior debe ser liberado primeramente por directivos del centro laboral, ya sea hospital o policlínica. De ahí para arriba por los directores municipales y provinciales de Salud. Existen casos que solo el ministro del ramo autoriza.

[4]Don Dinero siempre juega su papel. Se comenta que una “misión” equivale a comisiones entre 300 y 500 CUC, o algún electrodoméstico de calidad como computadora, tv de pantalla plana, según lo que prefieran los que tienen la llave de la salida. Las misiones para África son más caras que las de América Latina. Allá pagan mejor.
No se debe olvidar que existen dos requisitos indispensables: ser confiable políticamente y pasar el filtro de la Seguridad del Estado que es quien da la última palabra.
El Arnaldo Milián Castro por dentro

Según datos oficiales el Ministerio de Salud Pública en Cuba cuenta con unos 800 grupos de trabajo para rescatar el programa del Médico de la Familia que cuenta con más de 11 500 consultorios médicos. La mayoría en un estado crítico constructivo y con carencias de personal y material.
En Santa Clara, anuncios de publicidad alardean de la calidad de los centros de salud. Los posters son llamativos y hasta estimulan visitar los lugares. Solo que al llegar chocas con otra realidad.
Tras un recorrido por el hospital Arnaldo Milián Castro de Villaclara, el resultado asusta. En  la sala de cuidados intensivos, donde internan a enfermos con etiqueta de muerte, son escalofriantes las condiciones.  A la sala la llaman “el matadero”.
Cuatro cubículos con cinco camas cada uno, sin aire acondicionado –hace más de un año. El único desfibrilador con desperfectos técnicos. Hasta los ventiladores brillan por su ausencia. Un solo monitor corre de un paciente a otro, se lo quitan al que aun lo necesita para otro que está peor.
Los lavamanos vierten el agua al piso, los sanitarios  presentan desperfectos, las camas constituyen verdaderas torturas para los que están al cerrar los ojos para siempre.
Este ejemplo muestra que el sistema de Salud Pública en Cuba está muy lejos de ser lo que un día fue. La mayoría de la población ya no se cree en cuento que Cuba es una potencia médica. Créame amigo lector la salud en Cuba está patas arriba.

DEMITIR PARA CONTRATAR

30/08/2013
 às 2:52

Prefeituras estão demitindo médicos para… contratar os do “Mais Médicos”!

O “Mais Médicos” de Dilma Rousseff começa a se mostrar a cruza malsucedida da vaca com o jumento. O híbrido nem dá leite nem puxa carroça. Mal começou, e o resultado vai saindo pelo avesso. A Folha publica reportagem na edição de hoje demonstrando que, em muitos municípios, em vez de aumento de médicos, está havendo substituição. Os que já estão contratados estão sendo demitidos para receber os profissionais ligados ao programa federal. Leiam trechos:
Alívio nas contas
Para aliviar as contas dos municípios, médicos contratados por diferentes prefeituras no país serão trocados por profissionais do Mais Médicos, programa do governo Dilma Rousseff (PT) para levar estrangeiros e brasileiros para atendimento de saúde no interior e nas periferias. Na prática, a medida anunciada à Folha por prefeitos e secretários de saúde pode ameaçar a principal bandeira do plano: a redução da carência de médicos nesses lugares.
A reportagem identificou 11 cidades, de quatro Estados, que pretendem fazer demissões para receber as equipes do governo federal. Segundo as prefeituras, essa substituição significa economia, já que a bolsa de R$ 10 mil do Mais Médicos é totalmente custeada pela União.
(…)
As cidades que já falam em trocar suas equipes estão no Amazonas (Coari, Lábrea e Anamã), na Bahia (Sapeaçu, Jeremoabo, Nova Soure e Santa Bárbara), no Ceará (Barbalha, Cascavel, Canindé) e em Pernambuco (Camaragibe).
(…)
“Dar lugar para um cubano”
Hoje, em Murici, povoado de Sapeaçu (município a 150 km de Salvador), será o último dia de trabalho da médica mineira Junice Moreira, 47, no posto de saúde da família. “Eu estava de plantão na quarta-feira da semana passada quando me ligaram. Disseram que eu tinha que dar lugar a um cubano”, afirma.
O aviso da demissão partiu da Coofsaúde –cooperativa que faz o pagamento dos médicos que trabalham no município, por meio de contrato com a prefeitura. A Coofsaúde confirma a saída de Junice e também que, em seu lugar, entrará um profissional do programa federal Mais Médicos. A Prefeitura de Murici nega que o substituto de Junice será um médico cubano.
(…)
“Se possível, trocar todos”
Em Barbalha (a 564 km de Fortaleza), dois médicos contratados pela prefeitura serão demitidos para dar lugar a outros dois do Mais Médicos. É uma das quatro cidades do Ceará que confirmaram que farão a substituição. “Eles só serão dispensados quando os novos se apresentarem, para poder fazer a permuta”, afirmou a secretária-adjunta de Saúde do município, Desirée de Sá Barreto.
(…)
Dos 42 médicos que atuam na atenção básica do município, metade, segundo a Secretaria de Saúde, não é concursada. A ideia é substituí-los gradativamente pelos contratados pelo ministério. “Se fosse possível, botaríamos todos [pelo] Mais Médicos, porque não teríamos o custo do salário mensal dos profissionais.”
(…)
Por Reinaldo Azevedo

CONDENADOS E LEGISLADORES


Tenho seguido com interesse a reação da grande imprensa à condenação do deputado Natan Donadon. Livrado da cassação de mandato pelos seus colegas, ele chegou e saiu algemado da sessão de hoje da Câmara dos Deputados. Retornou, depois da sua atividade parlamentar, ao Presídio da Papuda. Ainda não estou entendo, de fato, por que essa sensação toda de estranhamento..o porquê de tanta perplexidade..Me ajudem a compreender.
Imaginem vocês um lugar onde simplesmente não existe qualquer espaço para a mais simples noção de bem comum. Onde algumas poucas pessoas são inocentes e a grande maioria é de bandidos. Um lugar onde se combina a noite tudo que será feito durante o dia. Um espaço onde não tem valor nenhuma lei escrita, onde impera o mundo dos interesses escusos, dos conchavos, das ameças e das delações..Imaginem um lugar de onde se pode, uma vez combinados alguns interesses, parar todo país e quem sabe até mudar a sua história. Uma instituição onde o que manda é o dinheiro e o narcotráfico..onde se pode contratar a morte de pessoas e onde, garantidas algumas condições, se pode desfrutar de regalias inimagináveis...Imaginaram? Pois bem, agora eu pegunto a vocês – Vocês conseguiram definir com certeza se eu estou falando de uma penitenciária de segurança máxima ou do Congresso Nacional? Se conseguiram; me mostrem como o fizeram pois eu mesmo me atrapalhei com o que escrevi!
Meus amigos, o que torna um homem perigoso não é sua força...não é seu dinheiro, nem suas armas mas sim o seu caráter. Não vou perder tempo aqui tentando demonstrar isso. Faço o caminho inverso afirmando que isso é tão verdadeiro, tão simples e tão evidente, que – como todas as coisas que guardam essas três qualidades – foi esquecido. Sendo esquecido, uma vez demonstrado de forma cabal provoca o falso deslumbramento. É dessa sensação que se vale quem quer vender jornal e fazer notícia afirmando “escandalizado” que agora o Brasil tem deputados presidiários. Guardasse o nosso povo a certeza de que não há diferença entre os valores que imperam num presídio e aqueles que regem nosso Congresso e não teria a restrição da liberdade de ir e vir de um marginal de terno provocado tamanha polêmica.
Há muito, mas muito tempo mesmo a democracia no Brasil acabou. Governa o país uma ditadura dos medíocres onde a noção de justiça cedeu a de “participação popular” e onde a mera noção de verdade foi trocada pela de consenso. Já escrevi antes sobre o tema.
Deputados bandidos sendo algemados e mesmo assim mantendo seu cargo não são causa disso. São a consequência. Afirmo ser pré-requisito essencial para vida politica no nosso país um caráter em absolutamente tudo idêntico ao dos sociopatas assassinos, estupradores e traficantes que lotam as prisões mais vigiadas. Sustento que a semelhança entre esses dois mundos é tamanha que não há dinheiro nem luxo capaz de dissimular as coincidências. Essa afinidade funciona como um tapa na cara para quem acredita nas instituições acima dos homens, para quem coloca o mundo da economia acima da cultura e para quem crê que o “hábito faz o monge”. Ela desafia a máxima das faculdades de Direito ao proclamarem que não existem criminosos; mas sim crimes e atira perante toda sociedade brasileira a vulgaridade do seu cidadão mediano – aqueles entre os quais nos incluímos todos nós, que não somos presidiários nem deputados, mas que nosso silêncio covarde permitimos o surgimento de condições em que não se pode mais fazer a distinção moral deles. Quando um deputado brasileiro, bandido ou não, permanece indo e vindo algemado às sessões do Congresso, somos todos nós que estamos ali junto com eles. Somos 190 milhões de “depenados” - termo que define a mistura de deputados e apenados, que reflete o brasileiro médio e escandaliza o cidadão mínimo em qualquer republiqueta africana. Triste maneira de fazer um país gigantesco perceber que o que tem de mais importante não são as suas instituições, mas sim o seu povo, que esse povo, crente numa religião civil de adoração ao seus poderes colocou neles os piores dentre seus homens e que já não há mais diferença alguma entre condenados e legisladores.

PORTO ALEGRE, 30 DE AGOSTO DE 2013.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

O que significa ser de direita

Direitista não tem nada a ver com essas merdas ditas pela propaganda marxista cultural, essa repetição massiva, deturpadora, mentirosa, insistente, sistemática, contínua, eivada de sentimentos odiosos marxistas, pra enfiar minhoca na cabeça desse povo alienado.
Direita, ou direitismo nada tem a ver com nazismo, nem com fascismo, nem com Getulismo, nem com Regime Militar nenhum, tem link lá embaixo explicando isso.
Essas acusações infundadas são parte da propaganda ideológica do marxismo cultural promovida pela esquerda.

Eles distorceram os fatos, e inventaram todos esses rótulos e estereótipos pra estigmatizar quem não pensa como eles e se opõe as suas pretensões totalitárias.
Veja essa lista abaixo, leia cada uma dessas características elencadas, e compare com seu posicionamento moral, econômico e político, depois veja os artigos clicando nos links ao final desse texto.

CARACTERÍSTICAS DE PESSOAS DE DIREITA


- Defende os valores da família, como instituição básica para uma sociedade saudável, decente, e ordeira

- Defende uma educação moral conservadora, contra as drogas, contra a imoralidade, contra a promiscuidade

- Defende os direitos (ou liberdades) individuais clássicos (liberdade de expressão, liberdade de culto ou ausência dele, liberdade de ir e vir, direito a privacidade e a inviolabilidade do lar, etc...)

- Defende o direito à propriedade privada (tanto propriedade de uma casa para morar, como de automóvel pra se locomover, como também propriedade de algum meio de produção)


- Defende um estado democrático de direito em que AS LEIS IMPERAM, ou seja, defende o IMPÉRIO DAS LEIS, onde todos estejam submissos às leis, todos os poderes e autoridades devem estar abaixo das leis, jamais ideologias partidárias devem ditar as regras.

- Defende o livre mercado. Economia livre. Trocas voluntárias de bens e serviços entre as pessoas da sociedade, sem coerção alguma. Cada um produz e vende, ou compra livremente, na lei natural de oferta e procura. Mercado é o nome que se dá ao livre relacionamento entre as pessoas, na busca de suas necessidades materiais. Compra, venda, oferta, procura, bens ou serviços. Todo mundo deve ser livre pra produzir e comprar o que quiser. Deve haver 
nenhuma ou muito pouca intromissão na economia. Em vez disso, deve haver LEIS CLARAS para reger a sociedade, definindo direitos e deveres, limites, e proteções aos menos favorecidos, e claro deve haver tribunais ágeis pra resolver as demandas sociais.

- Defende MENOS LEIS, e substituição por LEIS MELHORES, e um judiciário reformado, mais ágil, sem tanta burocracia e essa morosidade maldita, e essas brechas na lei e essa quantidade de recursos abusiva.

- Deseja Menos Estado, menos Burocratas, 
Menos impostos, menos burocracias, fim do aparelhamento estatal. Defende o Estado Mínimo, que cumpra suas funções necessárias, como cuidar do bem público, rodovias, vias públicas, ferrovias, iluminação, etc... e garantir acesso ao poder judiciário, segurança pública, e acesso à saúde e a educação, e a defesa nacional, o restante a sociedade faz por si mesmo, não precisa do Estado babá e autoritário se meter na vida dos cidadãos

- Não quer N
enhuma intromissão do Estado na sua vida pessoal, entende que cada cidadão deve decidir por si mesmo que quer da vida, o que deseja comer, o que pode ou não vestir, o que deseja ler e estudar, 
o que deseja pensar e acreditar, assim como ele mesmo decide como deve educar seus filhos
- Direito a auto defesa, contra o desarmamento civil. Direito ao cidadão de bem, que seja aprovado em todos os testes policiais, psicotécnicos, etc... a possuir arma pra se defender e defender sua família.

- A favor da pena de morte pra bandidos de alta periculosidade, que são comprovadamente nefastos pra sociedade, canalhas reincidentes, sabidamente sem recuperação, que não tem mais volta.

- A favor da criminalização da ideologia marxista, em todas as suas variantes

- Aceita a divergência política e aceita existência de uma esquerda trabalhista, a esquerda normal, tradicional, como ocorre na Inglaterra, onde a esquerda trabalhista é ANTI COMUNISTA, ANTI SOCIALISTA, e não essa esquerda radical socialista marxista leninista gramsciana vermelha maldita que está aí.

- Contra o Estado beneficiar grandes grupos econômicos, contra o Estado privilegiar a chamada "classe burguesa", pois quando isso ocorre, lesa o livre mercado, e quem perde é o consumidor e todos os demais empreendedores. A economia deve ser livre, e sem proteção Estatal, sem monopólios, sem cartéis, sem sacanagem.

Se você defende a maioria desses pontos (mais da metade) você é um provável DIREITISTA!

Viu só, muita gente é direitista e não sabe.

E não sabem porque nunca foram informados disso.

Nunca aprenderam que direita é assim.
Na cabeça do povão IDIOTA, esquerdizado pela imprensa, pela mídia em geral, pelos professores marxistas das universidades e de cursinhos pré vestibular, bem como pelos livros didáticos escritos por essa gente canalha, etc... enfim, na cabeça do povão, direitista é sempre o vilão, é quem é mau, é quem é a favor dos ricos, contra os pobres, são os corruptos, os bandidos, etc...
A imagem que a massa tem de direitista é Paulo Maluf, Collor, Regime Militar, Hitler, Mussolini, "imperialismo americano" (entre aspas pois tem sacanagem até no uso indevido desse termo), e outras coisas mais...
A maioria do povo tem essa ideia errada sobre direita por causa da propaganda marxista MENTIROSA.
É preciso desmascarar essa gente.
Por isso, disponibilizei artigos que DESMENTEM essas mentiras pregadas e repetidas décadas a fio, e que contaminou a cabeça da maioria do povão.

Veja cada um desses artigos abaixo e aprenda a verdade.
Não esqueça de assistir aos vídeos que constam em alguns artigos, através de links disponíveis dentro deles.

O problema da justificação do estado

Jean Hampton

Universidade do Arizona
Pensa por momentos na tua própria sujeição política. Estás continuamente a ser sujeito a regras de que não és o autor — designadas por "leis" — que te governam não apenas a ti mas aos outros, que impõe, por exemplo, a velocidade a que deves andar na auto-estrada, o comportamento que deves ter em público, que tipo de acções para com os outros são permissíveis, que objectos contam como "teus" ou "deles", e assim sucessivamente. Estas regras são impostas por determinadas pessoas que seguem as directivas daqueles que as criaram definindo também punições para o caso de não serem cumpridas. Sabes ainda que se não obedeceres a estas regras, é bastante provável que sofras consequências indesejáveis, que podem ir de pequenas multas à prisão e até (em certas sociedades) à morte.
A sensação que tens quando és governado é a de que não és subjugado nem coagido. Se não aprovamos que um homem aponte uma arma à tua cabeça e que exige que lhe dês o teu dinheiro, então por que havemos de aprovar que qualquer grupo ameace recorrer a multas, ou à prisão, ou à pena de morte para que te comportes de uma certa forma, ou para que lhe dês o teu dinheiro (a que chamam "impostos") ou para que lutes em guerras que eles provocaram? Será esta sujeição realmente permissível de um ponto de vista moral, especialmente porque os seres humanos precisam de liberdade para se aperfeiçoarem?
Para responder a esta questão é necessário pensar sobre a diferença daquilo que intuitivamente nos aparece como "boas" ou "más" formas de controle. O controle de um pai sobre o seu filho de dois anos é normalmente visto não só como permissível mas como moralmente necessário. O controle exercido por um homem armado sobre a vítima que raptou é normalmente visto como altamente censurável. Este tipo de controle é considerado moralmente injustificado — representa a violação dos "direitos" da pessoa coagida. O outro é visto como moralmente justificado porque não é apenas consistente com os direitos da criança, como até os torna possíveis. Mas o que distingue então entre formas correctas e incorrectas de controle sobre os seres humanos? E se o controle político é fundamentalmente diferente do controle dos pais por que razão deve contar como um exemplo de "bom" controle em vez de "mau" controle?
Dizemos intuitivamente que as boas formas de controle derivam de um certo tipo de autoridade que o controlador correctamente exerce sobre a pessoa que controla. Podemos estar a falar da autoridade do pai sobre a criança ou da autoridade do professor sobre os estudantes na sala de aula ou da autoridade do sacerdote sobre os membros da sua congregação. Podemos dizer que o controle correcto de uma pessoa sobre outras em certas áreas decorre da autoridade dessas pessoas nessas áreas. Mas de onde vem essa autoridade? Será que os governantes numa sociedade política a têm? E se a têm, que tipo de autoridade será?
O que quer que seja, não é o mesmo que o poder (absoluto). A autoridade decorre da legitimidade que se possui para governar, e o simples poder não garante esta legitimidade. Há uma máxima bastante popular entre os tiranos que diz "o poder faz o direito". […] Mas a maior parte das pessoas, particularmente aquelas que sofreram o infortúnio de estar sujeitas ao poder dos tiranos, condenaram e rejeitaram esta máxima, afirmando que há uma diferença imensa entre um governante que tem autoridade para governar e um poderoso barão corrupto que, com os seus capangas, controla as pessoas através do medo e do terror de uma forma que eles desprezam. Diz-se que os governantes têm não apenas o poder para fazer leis e para as fazer cumprir, mas a legitimidade para o fazer. E quando o fazem, diz-se que têm autoridade política.
Relacionada com esta legitimidade está a obrigação de as pessoas obedecerem à autoridade do governante. Se sou súbdito de um governo ao qual reconheço autoridade, então não devo apenas obedecer ao estado porque receio ser sancionado se não o fizer e receio ser apanhado, mas também (e mais fundamentalmente) porque acredito que o devo fazer: "Devo fazer isto porque é a lei", penso para mim. E sendo uma lei coloca-me sob uma obrigação, independentemente do seu conteúdo ou directiva. Não posso odiar ou gostar do que me mandam fazer, pois desde que essa ordem derive de uma autoridade política legítima, acredito que tenho a obrigação de a cumprir. Essa obrigação suplanta todo o tipo de razões que eu possa ter contra a obediência a ordens directas (ainda que possamos pensar que não suplanta todas as razões — por exemplo, pode não suplantar as razões baseadas em certos princípios morais que possam parecer mais importantes do que a obrigação política, como afirmam os defensores da desobediência civil).
Em síntese, podemos definir a autoridade política seguindo a sugestão de um filósofo recente, a saber:
A pessoa X tem autoridade política sobre a pessoa Y se, e só se, do facto X de exigir que Y realize um dada acção p dá a Y uma razão para fazer p, independentemente do que p seja, em que esta razão supera todas (ou quase todas) as razões que Y possa ter para não realizar p. [Joseph Raz, The Authority of Law, 1979]
Mas de onde deriva esta autoridade? Responder a esta questão implica compreender o tipo de autoridade que têm os governantes. Seguramente têm autoridade para fazer leis e para as fazer cumprir, mas em que áreas podem estas leis vigorar? Podem vigorar em todas as dimensões da vida humana? Ou há limites e constrangimentos quanto à amplitude do controle que têm sobre nós? E será que essa autoridade está sujeita a algum tipo de constrangimento moral? Quer dizer, devem as regras que criaram ter um (certo) conteúdo moral para que possam ser consideradas legítimas por nós? Ou estamos sujeitos a essas regras independentemente do seu conteúdo apenas em virtude de terem emanado de pessoas que têm autoridade sobre nós? Historicamente, os filósofos políticos dividiram-se quanto às respostas a estas questões: […] alguns, como Thomas Hobbes no Leviatã (1651) defenderam que a autoridade política é ilimitada na sua aplicação (alargando-se a todas os domínios da vida humana) e substancialmente não limitada. Outros, como John Locke em Dois Tratados sobre o Governo (1689), defenderam que a autoridade política é consideravelmente limitada — no conteúdo e na aplicação. No entanto, independentemente do modo como se gera esta controvérsia, note-se que mesmo o mais ardente defensor da ideia de que a autoridade política é limitada deve ainda assim aceitar que é um tipo substancial de autoridade, que envolve, entre outras coisas, autoridade sobre a vida e a morte daqueles que lhe estão sujeitos. Este poder é óbvio no contexto da punição, mas mesmo em sociedades que baniram a pena de morte, o controle do estado sobre a vida expressa-se no seu direito para conduzir a guerra e no seu direito para usar diversos meios mortais para perseguir aqueles que infringem as leis. Se a autoridade política envolve tanto controle, como pode ser legítima?
Alguns pensadores, conhecidos como "anarquistas", concluíram que isto não é defensável e criticaram os filósofos que tomaram como segura a ideia de que a dominação política é uma forma de dominação especial moralmente justificada. Estes anarquistas insistiram que a única forma de associação humana moralmente defensável é aquela em que nenhumas pessoas ou instituições dão ordens suportadas pelo uso da força.
Jean Hampton
Tradução e adaptação de Vítor João Oliveira
Retirado de Political Philosophyde Jean Hampton (Oxford: Westview Press, 1997, pp. 3–6)
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A REDE

Ambientalismo chique

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O novo partido de Marina Silva, intitulado Rede, como se fosse uma espécie de partido-não partido, expõe um fenômeno de tipo urbano distante do mundo rural e da floresta que diz representar. Veicula, ainda, uma ideologia profundamente conservadora. O apoio  à nova agremiação se dá, sobretudo, nos grandes centros urbanos e em setores da classe média alta, que guardam uma relação imaginária e supostamente idílica com a natureza.
Alguns certamente confundem seus sítios e chácaras com outra postura ambiental. Não têm noção dos esforços e das agruras da produção agropecuária, nem se aventuraram em uma floresta para viver por um tempo. Não aguentariam um dia de mosquitos!
 Filosoficamente, o ambientalismo urbano se baseia em ideias de Rousseau. O conceito rousseauniano de estado de natureza tem a pretensão de ser elaborado a partir da observação empírica do homem, graças a uma extração das suas propriedades adquiridas, não naturais. Seria o homem atual despido de todas as suas determinações culturais e civilizatórias.
A partir de tal procedimento, pretendia ele remontar a um estado primeiro da humanidade, estado não decaído, originário e não deformado pelas convenções. Caberia, evidentemente, a Rousseau tal prodígio de intelecção. No novo "partido", seria o papel a ser desempenhado pelos "povos das florestas", "ribeirinhos", "indígenas" e "quilombolas". A origem de todos os males seria oriunda da economia de mercado e, em especial, do direito de propriedade. O capitalismo seria o grande mal a ser combatido, que teria pervertido o homem puro e originário.
Nesse sentido, ganha melhor significação a decisão da "Rede" de aceitar em seus quadros pessoas com ficha suja. Ou seja, vários membros do novo partido, após advogarem pela adoção voluntária da Lei da Ficha Limpa enquanto condição para o ingresso de militantes, deram um passo atrás, utilizando subterfúgios demagógicos frutos da hesitação diante de princípios éticos. A contradição é manifesta.
Há um problema importante aqui envolvido. A recusa da ética, no caso, seria proveniente de que militantes dos "movimentos sociais" e dos "direitos humanos" não poderiam, então, entrar no novo partido, pelas condenações que carregam. A eles, decisões judiciais não se aplicariam. Criminosos "sociais" são bem-vindos.
São eles os que têm condenações ou estão em processos judiciais que, no mais das vezes, dizem respeito à violação do direito de propriedade. São "movimentos" como o MST, quilombolas, indígenas e outros, que viveriam acima e fora da lei, sendo, sob essa ótica, reconhecidos pelo novo partido.
Caberia perguntar aos empresários que financiam o novo partido se aceitariam a violação do direito de propriedade em seus negócios. Adotam, pois, uma atitude para além de dúbia, pois reconhecem o desrespeito ao direito de propriedade como válido para o setor agropecuário e para o agronegócio. Para si, defendem a lei.
Mais interessante é que formadores de opinião simpáticos à causa consideram o "novo partido" "progressista. Se é ser progressista posicionar-se contra a construção de hidrelétricas ou impedir a pesquisa de transgênicos, por exemplo, isso significa se opor a todo o progresso, oriundo do crescimento econômico e do avanço do conhecimento. Lembre-se o inferno, literalmente falando, que era a CNTBio quando lá Marina Silva, ministra, exercia sua liderança. Então está entendido: ser progressista significa ser contra o avanço do conhecimento científico.
O novo "partido" é, na verdade, profundamente conservador. Apegado a uma ideologia romântica, opõe a conservação da floresta em geral à produção de alimentos. Procura, inclusive, reduzir a área agriculturável existente, quando o Brasil já conserva 61% de suas florestas nativas. Sua concepção está baseada na contraposição entre natureza e agricultura/pecuária, como se o homem fosse um acidente sobre a Terra que deveria ser meramente descartado.
Isso só  não seria verdadeiro se a alternativa civilizatória fosse a volta à floresta, adotando o estilo de vida dos indígenas e ribeirinhos, cuja suposta integração com a natureza só existe nessa utopia  de cunho rousseauniano, revivida nos trópicos. Trata-se da filosofia do "bom selvagem", como se fosse a nova solução "anti-civilizatória", anti-direito de propriedade.
 Indígenas, por seu lado, querem melhorar sua situação  de vida, clamam por melhor saúde e condições de trabalho. Advogam por melhor educação de seus filhos e acesso aos bens materiais dos homens "brancos". Basta visitar aldeias e territórios indígenas para constatar a existência de antenas parabólicas, energia elétrica e encanamento de água. Se há deficiências nessas áreas básicas, lutam, com razão, para ter acesso a elas. Aceitariam de bom grado trocar de posição com a alta classe média urbana.
 O novo partido procura, ainda, estabelecer outra regra, para mostrar que a nova agremiação é diferente das outras. Por exemplo, advoga por 16 anos como o tempo máximo para reeleições de seus membros, o equivalente  a dois mandatos de senador. Ora, deputados e senadores não tendem a entrar na nova agremiação, pois vivem literalmente de processos eleitorais a cada 4 ou 8 anos, fazendo isso parte do exercício do Poder. Há uma lógica política aqui inerente. Renunciar a ela significa dizer a um político que cesse de ser político.
Contudo, para além desse aspecto, há outro mais relevante – a saber, o fato da "Rede" ser profundamente personalista e centralizadora, tendo sido criada para viabilizar a candidatura e a permanente liderança de Marina Silva. Para os outros, vale a renovação;  para ela, a conservação do seu poder. O novo partido existiria não fosse essa pretensão de Poder?
Denis Lerrer Rosenfield é professor de Filosofia na UFRS

Médicos cubanos que escaparam da Venezuela

http://www.noticias24.com/actualidad/noticia/144581/siete-medicos-cubanos-demandan-a-cuba-y-venezuela-por-esclavitud-moderna/

Foto de Archivo no relacionada con la noticia
Siete médicos y un enfermero cubanos demandaron a Cuba, Venezuela y a la empresa estatal de este último país PDVSA por presunta conspiración para obligarles a trabajar en condiciones de “esclavos modernos”, como pago por la deuda cubana con el Estado venezolano por suministro de petróleo.
Los demandados, “intencional y arbitrariamente”, colocaron a los profesionales de la salud en “condición de servidumbre por deuda” y éstos se convirtieron en “esclavos económicos” y promotores políticos, según el documento de la demanda presentada en EE.UU., al que Efe tuvo acceso.
La demanda fue interpuesta el pasado viernes ante un tribunal federal de Miami (EE.UU).
La demanda fue interpuesta el pasado viernes ante un tribunal federal de Miami (EEUU) por los médicos Julio César Lubian, Ileana Mastrapa, Miguel Majfud, María del Carmen Milanés, Frank Vargas, John Doe y Julio César Dieguez, y el enfermero Osmani Rebeaux.
Con la acción legal, que fue asignada a la juez Patricia A. Seitz, los demandantes buscan una indemnización que sobrepasa los 50 millones de dólares, dijo Pablo de Cuba, uno de los abogados defensores.
Queremos sentar el precedente de la responsabilidad patrimonial de los estados sobre sus ciudadanos. Esto es una conspiración predeterminada y dolosa de estos gobiernos y de la empresa para someter a trabajo forzoso y servidumbre por deuda a estos médicos”, informó a Efe el letrado.
En la demanda, el abogado Leonardo Arístides Cantón, que lidera la defensa, argumentó que los demandantes viajaron a Venezuela bajo “engaño” y “amenazas” y fueron forzados a trabajar sin límite de horas en la misión “Barrio Adentro”, en lugares con una alta tasa de delitos comunes y políticos, incluyendo zonas selváticas y la “beligerante” frontera con Colombia.
Subrayó también que “el convenio de los gobiernos de Cuba y Venezuela constituye una flagrante confabulación comparable al comercio de esclavos en la América colonial”.
Los dos países, según el abogado, se han unido en una conspiración sin precedentes en la historia contemporánea, con la única excepción de la esclavitud de la Alemania nazi, en el uso de trabajo forzado.
Subrayó también que “el convenio de los gobiernos de Cuba y Venezuela constituye una flagrante confabulación comparable al comercio de esclavos en la América colonial”.
El gobierno venezolano persigue, intima, captura y hace regresar a Cuba a médicos y otros profesionales de la salud que se niegan a realizar trabajos forzados o que intenten obtener su libertad para salir del país suramericano, según el documento judicial.
Los demandantes afirmaron que vivían hacinados en residencias alquiladas o en casas de personas afectas al régimen venezolano, mientras trabajaban sin la debida licencia para ejercer la medicina en la nación andina violando las leyes de ese país.
Esta sería la segunda demanda por presunta “esclavitud moderna” que se interpone en un tribunal de Miami.
Los médicos y el enfermero fueron sometidos por funcionarios de seguridad de Cuba y Venezuela a una estricta vigilancia y control de sus movimientos, de sus relaciones, además de ser intimidados y coaccionados, de acuerdo con la demanda.
Los demandantes lograron escapar y llegar a Estados Unidos, país que les otorgó visas.
Esta sería la segunda demanda por presunta “esclavitud moderna” que se interpone en un tribunal de Miami.
En octubre de 2008, un juez dictaminó que el astillero Curacao Drydock Company debía indemnizar con 80 millones de dólares a tres cubanos que alegaron que fueron enviados por Cuba a trabajar en la reparación de barcos y plataformas marinas de Curazao bajo condiciones “inhumanas y degradantes” para pagar deudas.
Los abogados dijeron en esa ocasión que el fallo representaba la “primera vez que un tribunal de EE.UU. responsabilizó a una compañía que negocia con Cuba por trabajos forzados y abusos a los derechos humanos incurridos en forma concertada con el régimen cubano”.
Vía EFE

DECRETO LEI 1313/13 DO ANO DE 2013



ARTIGO 13

A Presidenta da República Sapatonista do Brasil, no uso de suas atribuições, e com todos os seus hormônios dosados e confirmados em laboratórios da antiga Alemanha Oriental, tendo comido dois quilos de picanha e tomado meio engradado de ceva, faço saber:

1. Toda médica brasileira deve trabalhar de tênis, calça de brim e camiseta branca. Além disso deve usar o cabelo preso. Mulher de salto e cabelo solto me dá tesão e depois eu não consigo pensar nessa coisa toda de governo e essa porra de Copa do Mundo. Parem com provocação!

2 . As médicas devem corrigir, se necessário com “medicação”, a suas menstruações para que elas ocorram todas no mesmo dia do mês. Mulher de mau humor me deixa puto, quero dizer, putA da cara e atrapalha nas reuniões. Modifiquem isso!

3. Outra coisa – parem com essa brigas entre vocês e as enfermeiras. Porra, que saco isso de disputar minha atenção!Eu já disse: tem Dilmão pra todas..é só fazer fila!

4. Eu, pessoalmente vou verificar o que vocês andam lendo e escutando. Não vai mais ter “Cinquenta Maneiras de se masturbar Sozinha” não, suas safadinhas! Tem mais: música agora só da Cássia Eller e da Zelia Duncan..

5. Um aviso – se eu pegar alguma de vocês reclamando dos meus tênis no meio da sala ou da tampa do vaso pra cima no meu gabinete, eu aviso a Polícia Federal, cancelo o próximo Show da Madonna e baixo novo decreto: Aulas na Faculdade de Medicina separadas para homens e mulheres. Aí vocês vão ver !

6. A partir de hoje eu determino que vocês parem de pintar as unhas ou o façam só com esmalte vermelho e depois colocando estrelinhas douradas com o número 13 por cima.

7. Fica proibido vocês lerem essas barbaridades que o tal “Dr.Milton” escreve na internet..Esse cara é “de direita”..machista, capitalista, preconceituoso, porco chauvinista, fascista, golpista e outras coisas que agora eu me esqueci....Mas declaro que ele é!

8. Vou controlar quanto tempo vocês ficam no telefone nos hospitais! Vocês usam isso para falar com namorados, maridos e filhos! Depois quem paga a conta sou eu, né??

9. Fica decretado que vocês vão emprestar as coisas de vocês para essas gurias de Cuba que vieram ao Brasil. Quero que vocês deixem elas usarem seus sutiãs e calcinhas e que vocês também emprestem alguns daqueles cartões coloridos que vocês usam na carteira! Mulher adora ter aqueles cartões - Emprestem !

10. Se eu “pegar” alguma de vocês brigando enquanto eu estiver tomando cerveja com a Angela Merkel, na volta eu proíbo vocês de comerem sorvete enquanto assistem filmes da Sandra Bullock e falam dos “ex”...Vocês vão me respeitar!

PORTO ALEGRE, 29 DE AGOSTO DE 2013 PVC (posterior a vinda dos cubanos)

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

CONSELHO FEDERAL

NOTA DE ESCLARECIMENTO Á SOCIEDADE
Brasília, 28 de agosto de 2013.
Com relação às ações previstas pela MP 621/2013, o Conselho Federal de Medicina (CFM) e os 27 Conselhos Regionais de Medicina (CRMs) oferecem os seguintes esclarecimentos à sociedade e orientam os médicos brasileiros sobre procedimentos que devem ser adotados no exercício de sua função:
 1.    Os médicos brasileiros sempre que procurados devem prestar atendimento aos pacientes com complicações decorrentes de atendimentos realizados por médicos estrangeiros contratados sem a revalidação de seus diplomas;
2.    Todo o trabalho deve ser realizado com dedicação, usando o melhor do conhecimento e todos os recursos disponíveis em benefício do paciente;
3.    Este tipo de atendimento deve ser documentado em relatório detalhado, o qual será encaminhado ao Conselho Regional de Medicina do Estado onde aconteceu o incidente para adoção de medidas cabíveis junto às autoridades.
De forma conjunta, as entidades reiteram ainda suas críticas à MP 621, a qual tem se configurado como um instrumento de agressão à legislação brasileira e à democracia. Sendo assim, o CFM e o CRMs ressaltam que:
 a)    Continuarão a cumprir a legislação – como sempre tem feito -, sem, no entanto, abandonar a busca do convencimento dos parlamentares durante o processo de discussão dessa Medida Provisória no Congresso, do Ministério Público e do Poder Judiciário; 
 b)    Manterão seu papel legítimo de agente fiscalizador da assistência em saúde, exigindo que Governo ofereça as condições de atendimento com qualidade em todo o território nacional, com a adoção de medidas estruturantes - capazes de resolver o problema da falta de acesso à assistência – ao invés de recorrer às ações paliativas, midiáticas e eleitoreiras;
c)    Alertarão à sociedade e à Justiça contra abusos praticados no âmbito do Programa Mais Médicos; que incluem o desrespeito à lei que exige validação de diplomas obtidos no exterior; a precarização das relações de trabalho; a existência de situações análogas à semiescravidão entre médicos; e o descaso na montagem de uma rede de atendimento que seja eficaz e eficiente.
Os Conselhos de Medicina repudiam atos de xenofobia e preconceito em qualquer situação. O debate que se impõe deve ser ancorado em dois aspectos principais: primeiro, a ausência de comprovação da competência técnica dos profissionais formados no exterior e, no caso especifico dos cubanos, na existência de acordos firmados pelo Governo brasileiro e que permitem em nosso país a prática de regras comuns aos regimes ditatoriais e autoritários, que fazem uso da coerção e limitação aos direitos individuais e humanos aos seus cidadãos.
Finalmente, o CFM e os CRMs alertam que a falta de transparência e a ausência de debates com os diversos segmentos – práticas adotadas pelo Governo Federal – remetem ao autoritarismo que prejudica o Estado democrático de direito.
CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA (CFM)
CONSELHOS REGIONAIS DE MEDICINA (CRMs)