"O maior inimigo da autoridade é o desprezo e a maneira mais segura de solapá-la é o riso." (Hannah Arendt 1906-1975)

terça-feira, 16 de setembro de 2014

CONVERSA DE VIZINHAS

Milton Pires

Ontem, entre tantas notícias sobre casamento gay, torcedores racistas e leões sequestrados, a imprensa trouxe uma dessas novidades que não deixam de constituir uma das ironias da vida: aumentam espantosamente os números dos casos de assaltos (ou, como os jornalistas amestrados gostam de dizer, da “violência”) dentro dos campi das universidades brasileiras. Fico me perguntando como os professores de História, Filosofia, Sociologia...enfim, de tudo isso que chamamos de “área das humanas” explicariam o fato para seus alunos atacados depois das aulas...fico imaginando as interpretações politicamente corretas sobre os “excluídos” e sobre a inevitabilidade da “redistribuição de renda” na sociedade e não deixo de me divertir com a carinha de surpresa dos âncoras dos principais jornais. Acima de tudo é preciso esconder o fato de que a polícia civil não pode dar início a procedimento investigatório dentro de uma universidade federal, não é mesmo? Antes de qualquer coisa é necessário lembrar que policiais militares estão proibidos de atuar dentro dessas áreas em perseguição aos bandidos, não estão?
Certa vez eu escrevi que as universidades surgiram para fazer com que um “monte de gente” que entrava nela pensando igual saísse de lá pensando diferente e lembrei ainda que hoje ocorre o oposto...que a academia brasileira controlada pelo PT é uma máquina de lavagem mental, de correção política e de desconstrução dos valores que permitiram que ela mesma, universidade, houvesse surgido. Chegamos agora a fase final, a ironia suprema de ver “a questão da violência” como dizem os cretinos da imprensa invadir a universidade...a mesma universidade que ensina seus filhos que ela, violência, é a “parteira da revolução”, que faz festas regadas à drogas e rituais satânicos, que costura os órgãos genitais dos estudantes e os ensina a invadir reitorias, que aceita alunos por critérios de cor da pele e com dinheiro público sustenta os “núcleos de pesquisa” e as “performances” sobre diversidade de gênero. Deus me livre de ter um filho estudando História numa universidade federal! Proteja-me, oh Senhor, de ver minha filha como aluna de uma faculdade de filosofia! Melhor sabê-los vítimas de um assalto, de um arrastão ou de uma agressão leve no estacionamento desses verdadeiros antros de corrupção...dessas verdadeiras máquinas de desvio de dinheiro público e de justificativa moral para todas as barbaridades que os vagabundos petistas vem fazendo com nosso país desde 2003.
Droga, meus amigos, é aquilo que os professores petistas vendem aos nossos filhos nas aulas da UFRGS, USP e UFMG...Violência é o que se perpetra na UNB ou na UFRJ quando se ensina médicos a se tornarem revolucionários..quando se transforma todo futuro juiz num ativista político e cada engenheiro num mero contador de dinheiro para o Diretório Central do partido mais imundo que já governou o Brasil.
Em 1987, foi criado pela USP o chamado NEV (Núcleo de Estudos da Violência) que afirma na sua página na internet possuir como metas principais “a realização de investigações científicas sobre a violação de direitos humanos no Brasil e a construção da democracia e, para isso, busca compor um grupo interdisciplinar de pesquisadores e docentes que desenvolvam trabalhos e reflexões sobre as diversas violações de direitos humanos no país. Atualmente a equipe é formada por pesquisadores das áreas de ciências sociais, direito, história, psicologia, saúde pública e literatura.”
Evidentemente criado no espírito do fim da Ditadura Militar, jamais alguém imaginaria naquela época que os assaltos e roubos dentro da própria universidade pudessem ser objeto de pesquisa acadêmica. Pois bem, agora podem! Nunca foi tão fácil publicar sobre isso sem ser preciso deslocar-se dentro das grandes cidades...sem entrar nas favelas como estudante de medicina da mesma forma que eu mesmo fiz aqui em Porto Alegre num exercício de demagogia, de culpa e de perda de tempo. Na minha época a universidade precisava “sair detrás dos muros”..nós precisávamos ter “contato com a realidade” e assim o fizemos: levamos para “realidade” a nossa interpretação da sua pobreza..visitamos a violência e lhe oferecemos a justificativa da libertação..nós a analisamos, nós a compreendemos e, como revolucionários, perdoamos...nada mais justo, portanto do que uma visita de retribuição em que a violência venha nos encontrar dentro da própria universidade e, numa conversa de comadres, nos contar como está passando. Assaltos em estacionamentos e trabalhos “de campo” com viciados em crack são pois manifestações diferentes do mesmo fenômeno: a Universidade se marginalizou e os bandidos se tornaram doutores – missão cumprida pelos vagabundos petistas: o diálogo entre violência e universidade é apenas uma Conversa de Vizinhas.

À memória do meu querido avô, Milton Clóvis Pires,
que morreu sem ter conseguido entrar na Universidade.

Porto Alegre, 16 de setembro de 2014.

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

HORA DE LEVAREM O TROCO.


Milton Pires

Parabéns a todos jornalistas, comentaristas, blogueiros..radialistas, apresentadores de TV..enfim a toda escória que forma mais de noventa por cento da imprensa brasileira...essa imprensa engajada, essa imprensa “sintonizada” que quer um “mundo melhor”.uma “sociedade mais democrática”..essa ralé a serviço da revolução cultural e dos vagabundos petistas que governam o Brasil: vocês, mais uma vez, conseguiram – na madrugada de hoje, foi incendiada aqui em Porto Alegre, parte da casa da torcedora gremista Patrícia Moreira...isso mesmo: aquela que cometeu o “crime hediondo” de chamar o goleiro do Santos de “macaco”
Minha dúvida agora é a seguinte, seus desgraçados: o que deve ocupar a primeira página? O incêndio da casa da Patrícia ou o incêndio do CTGay em Santana do Livramento? Quem “nós vamos colocar” como foto? A Patrícia chorando ou a juíza Carine Labres enrolada numa bandeira do movimento LGBT? Oh vida, oh dor...Oh, dúvida cruel, não é mesmo, vagabundos?
Façam o seguinte: saiam agora das redações da Zero Hora, da Folha de São Paulo, enfim...de todas essas imundícies em que vocês trabalham ignorando olimpicamente a ligação do PT com o narcotráfico, dirijam-se aos seu “lofts” ou seja lá como chamam isso onde vivem, acendam um incenso, coloquem um CD do Caetano, abram o notebook da Apple que vocês compraram e escrevam, tomando um copo de vinho, a manchete de amanhã. Eu escreverei a minha sobre vocês!
Vocês, sua legião de vagabundos gayzistas, naziciclistas, vegetarianistas e abortistas do Foro de São Paulo são a vergonha da nação brasileira! Eu sinto nojo de viver no mesmo país que vocês e venho, faz tempo, numa campanha para que ninguém mais assine os jornais onde vocês trabalham, seus picaretas. Eu os declaro como sendo “inimigos do povo” - expressão stalinista que vocês conhecem tão bem quanto eu e usada para perseguir, prender e torturar pessoas da mesma maneira que vocês conseguiram fazer com a torcedora do Grêmio. Sabemos eu e vocês, seus vagabundos, que enquanto ela não for agredida, morta, ou “suicidada” vocês não vão estar satisfeitos, não é?
Tenho peno de vocês: os sintomas de abstinência à cocaína são terríveis e o partido que fornece essa imundície para que vocês consigam escrever está para ser corrido do poder. Vai ser necessária uma rápida aliança entre os esquizofrênicos das florestas e a turma do PCC para garantir que as redações da imprensa brasileira continuem funcionando e vocês, vagabundos, tenham “combustível” para atravessar a noite.
Bandidos e vagabundos petistas que infestam a imprensa, recentemente os chefes de vocês no Partido Religião lançaram uma espécie de “lista negra” dos jornalistas não alinhados aos crimes que vocês cometem, não lançaram? Pois bem: digo a vocês que os elegi inimigos de todos os que querem derrubar o PT do poder no Brasil e que vocês serão por mim tratados como verdadeiros vagabundos petistas que são. Declaro iniciada a guerra total à imprensa do Brasil até que todos, sem restar nenhum, vocês sejam varridos dos seus empregos de desinformação e contrainformação do movimento revolucionário. A liberdade começa pela informação – a informação nos foi tirada pelo PT e vocês são colaboradores desses assassinos. Chegou a hora de levarem o troco.

Porto Alegre, 12 de setembro de 2014.  

Colégio Andrews, do Rio, está de parabéns! Demitiu um pregador antissemita disfarçado de professor. É assim que se faz! Chega de escolas com partido!

Colégio Andrews, do Rio, está de parabéns! Demitiu um pregador antissemita disfarçado de professor. É assim que se faz! Chega de escolas com partido!




O colégio Andrews é um dos mais tradicionais — no melhor sentido da palavra (existirá um ruim?) do Rio de Janeiro. Está com a família Flexa Ribeiro há 100 anos, desde a sua fundação. Nesta quarta, o inacreditável aconteceu. Um professor de geografia (!) do oitavo ano — a antiga sétima série, e isso quer dizer que estamos falando de alunos de 13 anos! — aplicou uma prova em que se podia ler esta questão:

Vemos, como vocês podem notar, o desenho de um soldado nazista humilhando um judeu. Ao lado, um soldado israelense humilha um palestino. Bastava a imagem para constatar que, para o professor, as duas situações são equivalentes — o que já é de uma notável delinquência intelectual. Observem: isso não é matéria de opinião, mas matéria de fato. Comparar os territórios palestinos a campos de concentração é coisa de vagabundos morais. Não consta, para ser raso, que os judeus tivessem mísseis à sua disposição em Auschwitz ou em Treblinka.
O “mestre”, no entanto, achou que o desenho não era suficiente e, para não deixar a menor dúvida sobre o que pretendia, escreveu em letras garrafais: “Chegaram invadindo, tomando terras, assassinando… Quem será pior? Nazistas ou judeus”. Destaque-se que o senhor professor não tomou nem mesmo cuidado de escrever “israelenses”, que é uma nacionalidade. Ele escolheu a palavra “judeus”, que é uma etnia, equiparando-os a nazistas — que é uma escolha política —, que tinham como pressuposto o extermínio de… judeus.
Trata-se de uma assertiva obviamente criminosa, do mais escancarado antissemitismo. Talvez ele próprio não se dê conta do crime porque o ataque ao Estado de Israel é apenas uma das expressões do esquerdismo mais rasteiro. Boa parte dos idiotas que repetem ladainhas contra o país nem sabe do que fala.
O professor não quer, é evidente, que o aluno expresse “uma” opinião, mas que dê a “sua” — do professor! — opinião. Vejam a questão: “Conforme é sabido, os judeus foram perseguidos por Hitler. Atualmente, um determinado povo é tido como vítima dos israelenses, tendo de viver em assentamentos controlados por Israel.
a) explique o que é sionismo e a diáspora;
b) que povo mais sofre os impactos da ação de Israel?
c) qual a importância do território no conflito entre judeus e esse povo que mais sofre os impactos acima?”
Imagino o que esse sujeito andou a dizer a estudantes de 13 anos! Pra começo de conversa, os “assentamentos” não são controlados por Israel. Isso é só mais uma mentira escandalosa. Os judeus não foram apenas “perseguidos” — empreendeu-se uma ação de extermínio de um povo. O estúpido deve ignorar que a organização que mais matou palestinos até hoje foi o Exército da… Jordânia, que é árabe, no chamado “Setembro Negro”. Yasser Arafat chegou a falar em 20 mil mortos. Dá-se de barato que foram pelo menos 10 mil.
Os parabéns
Falei há pouco com Pedro Flexa Ribeiro, diretor-geral do Andrews. Ele me informa que o professor foi demitido nesta manhã. E eu parabenizo a escola não porque tenha demitido um professor favorável aos palestinos e crítico de Israel, mas porque ele não ministrava aulas. Fazia é proselitismo mixuruca, criminoso.
Pedro Flexa Ribeiro é inequívoco: “Trata-se de um episódio lamentável! A gente não se reconhece nisso. É indefensável, insustentável! A questão, de saída, foi anulada, e estamos estudando a possibilidade de anular toda a prova”. No site da escola há um pedido formal de desculpas.
É assim que se faz! Escola não é partido político. Escola não é grupo de militância. Escola não é lugar para proselitismo ideológico. Escola não é seita.
Não sei o nome do professor e, confesso, nem procurei saber para ficar mais à vontade para escrever. Não seria difícil chegar a esse gigante. O que me interessa não é personalizar o debate e tentar provar que ele está errado. O ponto é outro.
Chegou a hora de dar um basta a essa partidarização das chamadas disciplinas da área de “humanas”. Livros didáticos, não raro, são mais boçais do que panfletos de partidos. Não duvido que, fôssemos chegar ao fundo das vinculações ideológicas desses monstros intelectuais, chegaríamos àqueles que acham que uma boa forma de manifestar o seu ponto de vista é sair quebrando tudo por aí.
Há uma enorme diferença entre formar alunos críticos, preparados para entender a complexidade do mundo, e querer transformá-los em militantes políticos. Muitos jovens leem este blog — eles comparecem às muitas dezenas aos lançamentos dos meus livros. Deixo aqui um recado, quase uma convocação: não aceitem passivamente a partidarização das aulas. Professor que se confunde com pregador é, de fato, um vigarista.
A prova, reitero, foi aplicada a alunos de 13 anos. Um deles fotografou a indignidade e, felizmente, o debate saiu dos muros do colégio. Ele é de interesse geral. Que as direções das outras escolas tenham a clareza e a coragem demonstrada pelo comando do Andrews nesse caso. E noto, para arremate dos males, que esses emissários da extrema esquerda — é o que são — disfarçados de professores de história e geografia quase nunca escolhem dar aula em escolas públicas. Buscam os melhores colégios particulares para que possam pregar luta de classes ou antissemitismo, mas com o salário de um bom burguês.
Pedro Flexa Ribeiro dignificou a sua função. O lugar desse professor é a rua. E o lugar de sua questão é a lata de lixo moral.
Por Reinaldo Azevedo

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

LIBERAÇÃO DA MACONHA


ESTADO LAICO E ESTADO LÉSBICO – INCENDIANDO O CTGay


Milton Pires

Depois da saída do Grêmio da Copa do Brasil por causa da torcedora que chamou o goleiro do Santos de “macaco”, o Rio Grande do Sul volta hoje às manchetes – incendiaram o CTG (Centro de Tradições Gaúchas) em que duas lésbicas se casariam: conseguimos! Novamente vamos ser, para todo Brasil, o teatrinho da correção política...do ativismo judiciário e do pensamente “engajado”.
A notícia está na primeira capa do principal jornal: “Homofobia!” “Incendiaram o CTG do Casamento Gay!.” Que nojo, meus amigos, que coisa asquerosa conviver com uma imprensa assim..com uma ralé de imbecis que deveria estar, 25 horas por dia, divulgando o genocídio no Brasil, os mortos nessas imundícies que são os hospitais brasileiros e as tentativas de golpe de estado pelo Partido-Religião marionete do Foro de São Paulo.
Quem agora está lendo deve estar se perguntando: “não entendi..ele é contra ou a favor do casamento gay?” “Ele defende que sejam ou não incendiados os CTG's ??” Ora, por favor! Tenham (para não escrever aqui outra coisa) a santa paciência! Não tenho (e nem vocês deveriam ter) tempo para escrever sobre isso. Deixo o tema para os “colunistas” de Zero Hora...Alguns tiveram inclusive a audácia de, considerando que hoje é dia 11 de setembro, comparar as motivações dos incendiários do galpãozinho com a dos terroristas que atacaram as Torres Gêmeas. Em certo sentido esse tipo de colunista tem razão: a histeria, a necessidade de ser politicamente correto da parte dele e do seu jornaleco é tanta que as ideologias se tornam parecidas e só faltou terem escrito: “do incêndio do CTG ao ataque de 11 de setembro é só uma questão de proporções”...Uma figurinha carimbada da New Left do jornalismo dos pampas disparou - “é impossível ignorar o simbolismo da data. Os tolos incendiários de Santana do Livramento, fundamentalistas a seu modo, talvez acreditassem que estavam defendendo alguma coisa - uma tradição histórica em boa parte inventada ou aquela vaga sensação de pertencimento que parece justificar uma existência vazia de outros significados -, mas estavam apenas manifestando o próprio desespero diante de um mundo complexo em que parecem não encontrar lugar ou sentido” e eu, Milton Pires, quase precisei de uma caixa de lenços de papel inteira de tanto que chorei (de rir) ao ler uma asneira dessas...
Deixo a questão do casamento gay de lado e afasto também discorrer sobre o crime de incendiar coisas, mas uma “coisa” não vou deixar a passar: a manifestação da Doutora (juíza de Direito) Carine Labres na imprensa pedindo “ajuda da população” para reconstruir o CTG em tempo record afim de que, nesse sábado, seja realizado como estava previsto o casamento gay naquele local.
Vou direto ao ponto: um juiz que, fazendo uso da sua condição profissional, invoca por meio da imprensa a mobilização da sociedade em nome de uma causa polêmica (tão polêmica que terminou em crime) deveria deixar de exercer a magistratura ! Sua vocação é a Política; não o Direito. Pouco importa o tema em questão – não pode fazê-lo por que deve (ou deveria) colocar-se acima e não como parte daquilo sobre o que pretende arbitrar. Pergunto eu o seguinte: se não é verdade o que acabei de escrever, por que não poderia o juiz ou juíza que, após ter condenado através de sentença a torcedora do Grêmio, iniciar campanha pela imprensa para que eles se encontrem e se abracem na televisão? Ninguém percebe a diferença entre aplicar justiça e fazer ativismo judicial? Ninguém vê o perigo de se substituir, aos poucos, toda Ordem Constitucional pelo número de curtidas no Facebook ou pelo número de jornais vendidos com essa atitude de “Sininho do Judiciário” que a tal magistrada adotou ?
Meus amigos, dia após dia, ano após ano...tudo que é formal, tudo que está escrito e que pode ser previsto está em declínio. Ninguém acredita em verdade alguma..só no eventual “consenso democrático dentro da sociedade” (seja lá o que uma besteira dessas signifique) e é esse tipo de coisa, esse tipo de relativismo, o terreno fértil para o Decreto 8243. Gostaria de saber, caso pensem que sou mais um “teórico da conspiração”, se a Dra. Carine Labres convocaria júri popular em Santana do Livramento para decidir a sentença dos incendiários com a mesma presteza que convocou a sociedade para reconstruir o CTGay – o CTG do casamento gay. Enquanto fico esperando resposta não posso deixar de perceber a gigantesca diferença entre minha opinião e a dela sobre isso que chamamos de “Estado” - Eu sou a favor do Estado Laico. Ela; do Estado Lésbico.

Porto Alegre, 11 de setembro de 2014.  

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

A DERRUBADA DO GOVERNO CIVIL


Milton Pires

O último hangout entre o Professor Olavo de Carvalho e o músico Lobão foi, na minha opinião, o mais claro aviso daquilo que se aproxima dos brasileiros depois das eleições de outubro. As eleições, que inevitavelmente se encaminham para um segundo turno entre Dilma e Marina, são ilegais. Vou repetir: ilegais. A razão é simples: serão disputadas entre dois candidatos que fazem parte da maior organização criminosa da História da América Latina: O Foro de São Paulo.
O Foro de São Paulo foi criado em 1990 em função do queda do Muro de Berlim, do fim da URSS, e da necessidade daquele projeto de poder encontrar um lugar para continuidade do seu delírio. Não cabe aqui entrar em detalhes sobre a constituição e funcionamento dele. Olavo de Carvalho, Graça Salgueiro, Heitor de Paola..enfim tantos que vem escrevendo muito antes e melhor do que eu já o fizeram de maneira perfeita – não há mais o que dizer. Cabe apenas ficar perplexo com o “silêncio ensurdecedor” da grande mídia amestrada pelo PT quanto a sua própria existência.
Meus amigos, não pode haver eleições! Elas serão simplesmente uma disputa interna dentro do próprio Foro. Sai o submundo do sindicalismo e do crime organizado para entrar a ecoteologia...a escatologia fanática de uma pessoa que esteve 23 anos dentro do próprio PT e comunga até hoje com a maioria dos seus princípios.
Nada mais resta do que, uma vez mais, apelar inutilmente para isso que ainda chamamos de Forças Armadas (FFAA)...para essa Marinha envolvida com escândalos de enriquecimento do seu comandante, para essa Força Aérea que transporta amantes de presidentes e políticos que fazem implante de cabelo e para esse Exército que, nas fronteiras do Brasil, não tem munição para uma hora de guerra e precisa pescar nos rios da Amazônia para ter o que comer. A intervenção constitucional da parte deles não é um direito nem uma possibilidade; é uma obrigação e um ato de sobrevivência. Eu já escrevi antes que as FFAA vão passar fome...que vão ser, pouco a pouco, dizimadas pelo governo revolucionário e que elas não tem outra escolha a não ser a intervenção. Não se trata, portanto, de ser ou não a favor de um regime militar...de “derrubar a democracia” ou voltar no tempo. Nós não estamos mais numa democracia e quanto mais tempo levarmos para nos dar conta disso mais perigosas e difíceis serão as soluções. O partido que nos governa é, ele mesmo, golpista pois provado ficou que tentou por duas vezes a derrubada total do Estado de Direito com a compra de todo Congresso..de ministros, de governadores, senadores..enfim – de todo governo da nação – seu plano deu certo: levaram o Brasil a uma eleição geral em que o governo concorre consigo mesmo. Ninguém vê que a esquerda tem dois candidatos? Ninguém vê que eles vencerão de qualquer maneira ? Que não há necessidade, sequer, de fraudar urnas eletrônicas ?? Com Dilma ou com Marina eles vão vencer: não há escolha !
Lembrem-se todos vocês que alto preço haveremos de pagar pela intervenção das FFAA. O mundo inteiro olhará para o Brasil de cara feia mas isso não é nada perto das consequências de deixar as coisas seguirem seu próprio rumo...Nós caminhamos em direção à Venezuela..Nós seremos, meus amigos, uma mistura de Venezuela com Argentina comandada por ONGS e rezando para o New York Times, George Soros e Angelina Jolie. Nosso novo hino será escrito pelo U2!
Circula pelas redes sociais a notícia de que dia 15 de setembro encerra o prazo dado por militares através de um ofício encaminhado ao Ministério Público Federal na Procuradoria Regional de Campo Grande (MS) sob número 00015868/2014 para que seja reconhecida, constitucionalmente, a posse do General de Exército Enzo Martins Peri na Presidência da República. Tudo indica que o protocolo é verdadeiro (na verdade pouco interessa se é verdadeiro ou não) e que talvez seja essa a última chance de derrubada do Governo Civil.

Porto Alegre, 10 de setembro de 2014.


segunda-feira, 8 de setembro de 2014

SOBRECARGA DE INFORMAÇÃO E A TEORIA GERAL DO ESCÂNDALO

Milton Pires

Richard Saul Wurman é um arquiteto e designer gráfico norte-americano que, em 1976, cunhou a expressão “arquiteto de informações” em resposta à gigantesca quantidade de dados gerada na sociedade contemporânea e que nos é apresentada com pouco cuidado e nenhuma ordem. Em 2001, um grande jornal brasileiro trouxe uma interessante matéria chamando a “Síndrome do Excesso de Informação” de “mal do século”. Convém, inicialmente, dizer que nenhuma categoria diagnóstica existe em psiquiatria que corresponda a essa definição. De uma maneira geral é possível reconhecer na pessoa que sofre (ou supostamente sofreria) de tal síndrome aquilo que se pode, aí sim, chamar “transtorno de ansiedade generalizada” - quadro muito bem conhecido e tratado nessa especialidade médica.
Mesmo que nós não possamos aceitar, pelo menos ainda, uma definição da “Síndrome do Excesso de Informação” como doença vale observar como as pessoas, de fato, buscam cada vez mais acesso à internet e às redes sociais numa velocidade que supera em muito a capacidade de usar..a chance de elaborar e até mesmo organizar de maneira útil aquilo que o computador lhes fornece. No Brasil, os escândalos da vida política se sucedem numa velocidade tal que é praticamente impossível tomar pleno conhecimento, gravar nomes e fatos (por exemplo de uma operação da Polícia Federal) de algum deles: outro vai surgir imediatamente...outra nome; outra operação – mais informação chegando enquanto aquela que “estava lá” precisa ser “apagada”. "Quanto mais sabemos, menos seguros nos sentimos. É a sensação de que o mundo está girando a muitas rotações a mais do que nós mesmos", dizem os especialistas.
Não lembramos, pois, do voo da Malaysia Airlines que desapareceu em março no Oceano Índico pois é mais recente a derrubada de um avião da mesma companhia sobre a Ucrânia. Não podemos mais pensar em Rosemary Noronha, Marcos Valério e no Mensalão: agora é a vez da PETROBRÁS.
Eu não sei, nem poderia saber, qual deveria ser a solução sobre esse problema de “memória”..como poderia a sociedade brasileira “expandir seu HD” ou melhorar a “velocidade do seu computador” mas apelo (ou pelo menos vou tentar apelar) aqui para uma lição deixada pelo filósofo alemão Eric Voegelin que procurou recolocar o problema da ciência política para além da análise de superfície das leis, instituições, sistemas eleitorais e partidos políticos. Para o filósofo, a metodologia para o estudo destes temas contemplava tão somente aspectos de um positivismo histórico cujo objetivo seria a autointerpretação de mecânicas comportamentais de uma sociedade, mas nada falariam a respeito dos “valores” que embasassem a ação do homem no mundo. Nesse sentido, eu sustento que Voegelin talvez pudesse oferecer, às supostas vítimas da “síndrome do excesso de informação” um eficaz modo de ordenar numa escala moral aquilo que até nossas mentes chega numa velocidade assustadora e se relaciona aos escândalos da vida política brasileira.
De uma maneira geral, eu diria que é possível conectar tudo que é “delatado” ..tudo que é “revelado” e “investigado” como manifestações diferentes de um só fenômeno histórico: aquele que diz respeito ao advento de um único partido político que veio para subtrair a própria possibilidade de ordenamento moral que Voegelin se propôs dar à vida em sociedade e à ciência política.
Num sentido muito geral e resumido, eu encerraria sugerindo àqueles que não querem sofre com o “excesso de informações” que pudessem ao mesmo tempo “unificar” e num certo sentido “esquecer”...que pudessem, diria eu numa linguagem de informática, “condensar para ocupar menos espaço”, todas as últimas notícias sobre aquilo que o PT fez com o Brasil desde 2003..Eu tentaria, se fosse possível, reunir todas as “novidades” e hipóteses delas resultantes numa só ..Imagino que seria uma maneira de resolver a doença da Sobrecarga de Informações com a Teoria Geral do Escândalo.

Para o pai...que me ensinou a pensar...

Porto Alegre, 8 de setembro de 2014

sábado, 6 de setembro de 2014

NOTA OFICIAL E RESPOSTA OFICIAL AO PARTIDO DOS VAGABUNDOS

NOTA OFICIAL DA PRESIDÊNCIA DO PT A RESPEITO DAS DECLARAÇÕES DE AÉCIO NEVES



"Vitimado pelas lutas internas de seu partido e pelo descrédito junto ao povo brasileiro, o candidato tucano Aécio Neves decidiu partir para a agressão rasteira contra o Partido dos Trabalhadores. Em vídeo gravado na tarde de hoje, em que demonstra descontrole, Aécio faz coro a denúncias sem provas veiculadas pela imprensa a partir de um processo de delação premiada, que, em si, já carrega toda a suspeição comum a esses procedimentos.
Por outro lado, é cômico ouvir alguém do PSDB falar em “dinheiro sujo da corrupção” justamente às vésperas do julgamento do “mensalão mineiro” e quando a imprensa nacional noticia um pesado esquema de corrupção nas obras do Metrô de São Paulo. Sem esquecer, obviamente, do absurdo uso de dinheiro público para construir um aeroporto na fazenda de um parente do candidato.
Ao contrário do que diz o candidato, o PT não precisa de subterfúgios para se manter no poder. Nossa luta é na rua, batalhando voto a voto a preferência dos eleitores. Se quer realmente nos “tirar do poder de forma definitiva”, como afirmou no vídeo, deve seguir o consagrado caminho do debate democrático de alto nível, e não usar acusações chulas e sem fundamento.
A gravidade das acusações do candidato tucano não podem ficar sem a resposta cabível. O vídeo está sendo analisado pelos advogados do nosso partido e as devidas providências jurídicas serão tomadas. O candidato Aécio, até pelo sobrenome que carrega, deveria pelo menos manter a dignidade enquanto caminha para a irrelevância.
Rui Falcão,
presidente nacional do PT"


São Paulo, 6 de setembro de 2014.
NOTA OFICIAL DA PRESIDÊNCIA DA MINHA PRÓPRIA CONSCIÊNCIA EM RESPOSTA A NOTA OFICIAL DO PT


Lamentável que nessa resposta possa eu passar, na primeira impressão, uma atitude de defesa de Aécio Neves. Deus me livre de que isso um dia seja verdade e que me considere pelo PSDB representado naquilo que desejo para o meu país ..para o país que o senhor e seus asseclas, sua corja de assassinos, traficantes e pederastas que tomaram de assalto o poder vem destruindo desde 2003. Absolutamente NADA daquilo que o senhor Aécio Neves diz de vocês é mentira; e o inverso também é verdadeiro. Vocês, seus espíritos imundos, seus marginais do poder, não passam de manifestações diferentes de um mesmo plano - coordenado pelo Foro de São Paulo  - para destruir nossa Nação. Com relação ao apoio que o senhor diz ter nas ruas, experimente buscá-lo com a coragem que demonstra ter nessa nota que lembra mais as fanfarronices de um bufão nos seus últimos dias de agnoia. Das ruas, seus vagabundos, vocês não terão mais do que vaias pois é nos presídios e nas favelas controlados pelo narcotráfico que se encontra a verdadeira base eleitoral dessa organização criminosa que insistem em chamar de Partido dos Trabalhadores. Tanto vocês, vagabundos petistas, quanto os corruptos do PSDB que prepararam sua chegada ao poder - como agora vocês preparam a da esquizofrênica das florestas - pertencem a lata de lixo da história e de lá jamais deveriam ter saído para fazer o que fizeram com nossa nação. Tomem os senhores (tanto do PT quanto do PSDB) as providências que quiserem pois nada mais são do que bandidos que um dia serão esquecidos para sempre ou lembrados corretamente como os acabei de definir. 
Dr.Milton Pires
presidente nacional da puta que os pariu"

Porto Alegre, 6 de setembro de 2014. 

GENOCÍDIO E ORDEM DEMOCRÁTICA NA SOCIEDADE BRASILEIRA

Lembranças do Cambodia - pelo menos ficou claro 
que aquilo não era Democracia

Milton Pires

De todas as mensagens deixadas pelo chamado escândalo do Mensalão, aquela que menos força possui, que mais despercebida passa e menos indignação provoca é a que diz respeito ao caráter golpista daquele esquema. As pessoas, muito sintomaticamente, se lembram de deputados comprados, malas de dinheiro e encontros em hotéis de luxo, mas pouquíssima gente compreende e se revolta com a tentativa de tomada de poder total pelo partido comprando todo Congresso Nacional. Esse esquecimento, essa impressionante falta de senso republicano ..de respeito pelo ordenamento jurídico da nação atravessa o senso político do brasileiro comum de uma maneira muito semelhante ao que ocorre no que diz respeito à mobilização do aparato policial nos crimes contra o patrimônio público. Lembro aos leitores que, nos EUA, a comoção geral ..a mobilização total das forças da lei tem por motivo mais frequente os crimes contra o ser humano..contra a base da sociedade que, naquele país, é constituída pelo indivíduo; não pela propriedade. O noticiário da TV americana apresenta então à nação os monstros que serram pessoas e guardam em congeladores ou outros “serial killers” que fazem coisas semelhantes. No Brasil, o topo da carreira da criminal é o assalto a banco e aí, e somente aí, encontramos o aparato policial agindo com toda força que o cidadão comum suplica (e não obtém) no sentido de defender sua vida.
A edição de hoje de uma das maiores revistas de circulação nacional traz, em detalhes, a descrição da segunda tentativa de golpe de estado por parte do PT. Deputados, governadores, senadores, um ministro..enfim.. congresso e governo participando de um esquema de propina nos contratos da PETROBRÁS afim de se obter garantia de aprovação naquilo que o partido propõem em votação. Os valores envolvidos, dizem, fazem o Mensalão parecer uma coisa de “criança” e, mais uma vez, havia por parte de dois presidentes da república o conhecimento total de tudo que estava acontecendo.
Vou agora diretamente ao ponto central desse artigo numa tese muito simples...pueril, eu diria, mas que talvez justamente por isso precise ser exposta – não há, afirmo aqui, possibilidade de vida democrática onde não existe respeito pelo indivíduo. A cada ano ocorre um genocídio no Brasil: mais de 70.000 pessoas são assassinadas sem provocar a metade das manchetes que um assalto a banco produz nos jornais...sem uma terça parte da comoção provocada por chamar um goleiro de macaco, ou manter presos em casa alguns filhotes de arara. Que resposta, que clamor popular pode, nesse sentido, a denúncia sobre aquilo que os petistas fizeram com a PETROBRÁS provocar na opinião pública? A preocupação das pessoas é com o “dinheiro”..onde está o "dinheiro de Pasadena", vão perguntar....na conta de qual político? Em que conta de qual banco suíço?
É curioso, meus amigos, observar como as pessoas ainda olham para o PT com os mesmos olhos, com os mesmos valores e as mesmas indagações que se faziam quando das revelações dos crimes cometidos por Maluf, Sarney ou Collor de Melo...Quanto tempo vai levar, pergunto, para que se consiga entender que enriquecimento pessoal existe sim no esquema dos petistas, mas que isso é um detalhe secundário..que isso é quase um efeito colateral quando comparado ao objetivo direto que é a perpetuação no poder. Quanto tempo há de levar para as pessoas perceberem que o Brasil tem um governo paralelo chamado Foro de São Paulo e que, em último caso e se for necessário, vai fraudar as urnas eletrônicas?
Esse tipo de artigo lamentoso em que descrevo a realidade política é cansativo e repetitivo, mas infelizmente necessário...A vida humana no Brasil não vale nada e nada daquilo que seja necessário para organizar a vida humana – no caso a ordem democrática – pode ter, em consequência, valor algum. Hoje todos nós ficamos sabendo que até mesmo o governo que está para se eleger – o de Marina Silva – já tem envolvimento com a corrupção da PETROBRÁS. Por que esperar algo das eleições? Por que acreditar e participar da farsa das eleições do governo civil que é – ele mesmo - um golpe de estado atrás do outro naquilo que sobrou da democracia? Duas vezes ficou evidente a tomada total do governo civil por dentro...pela corrução, pelo apodrecimento total das instituições e pela insistência em falar em democracia onde ela já não existe mais – triste constatação para quem ainda acredita na possibilidade simultânea do Genocídio e da Ordem Democrática na Sociedade Brasileira.

Porto Alegre, 6 de setembro de 2014.  

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

SINTO MUITO POR VOCÊ, LEÃOZINHO



Milton Pires

Cada vez que alguém procura entender os conflitos, perseguições, delações premiadas e denúncias que existem dentro de uma organização criminosa como é o Partido dos Trabalhadores a dificuldade é grande. Esse problema surge por um motivo muito simples: a tendência geral das pessoas é olhar para o PT como se fosse um bloco...um partido único..uma espécie de “religião” muito bem definida com dogmas e santos que não podem ser provocados. Aí começa, desde o início, o erro fundamental: o PT não é um partido no sentido tradicional; é o próprio movimento revolucionário em ação.
Recentemente escrevi que a eventual vitória de Marina Silva em 2015 seria a continuidade do projeto marxista para o Brasil ...seria a permanência da revolução gramsciana e o império do ONGuismo, do ativismo e da democracia direta. Seria, como eu disse uma vez, mais uma “volta do parafuso”. Continuo dizendo a mesma coisa, mas quero apenas acrescentar o seguinte: nada disso significa paz e consenso dentro de uma organização criminosa envolvida com o tráfico de cocaína na América Latina que teve alguns de seus líderes presos na Penitenciária da Papuda e outros ameaçados (permanentemente) de para lá serem enviados. Em outras palavras, afirmo que está longe de ser um consenso a ideia do PT “sair na boa” do governo federal. Isso colocaria uma legião de vagabundos corruptos que ocupam cargos de confiança nos mais diversos segmentos da administração pública em uma péssima situação e faria, ainda, com que uma série de criminosos muito maiores perdessem privilégios de defesa que agora a posse da máquina federal lhes garante.
Quando pensamos no PT devemos em primeiro lugar ter em mente que a “revolução consome seus filhos”...É algo semelhantes àquilo que acontece com os filhotes de uma leoa quando um novo macho assume o controle do bando – são todos mortos pelo novo rei para que a mãe, parando de amamentá-los – entre no período fértil e acasale novamente.
Não haverá ruptura nem retrocesso no movimento revolucionário com a chegada da “santinha da floresta” ao poder, mas haverá alto preço a ser pago dentro da própria máquina pública. Existe, em todos os níveis de administração petista, uma legião de alcoólatras, pederastas, amigos de traficantes e vagabundos em geral que PRECISA ceder seu cargos...eles são filhotes que precisam morrer para que a administração “engravide novamente”. Ocorre que dessa vez veremos um processo de substituição que vai apresentar alguma diferenças – todas elas tem a ver com o quase esquecido Decreto 8243 e as chamadas “plataformas de deliberação digital”. Em outras palavras: o governo que está para chegar pretende governar com um modelo de democracia direta fortemente baseado nas conferências virtuais e naquilo que nelas se decide. Exemplo recente disso que estou afirmando foi a entrevista dada pela candidata Marina Silva em que a mesma citou esse processo quando perguntada sobre como haviam sido feitas as propostas do futuro governo em relação à comunidade LGBT no Brasil.
A resposta desesperada de determinado segmento do partido religião foi aquela em que eles se consagraram como melhores – destruição de reputações. Querem a qualquer custo provar que a “inimiga” (pois o PT não tem adversários, mas inimigos) política e seu marido estavam envolvidos com tráfico de madeira na região norte do Brasil e o fazem porque sabem que estão para sair..percebem o poder escapando de suas mãos...entendem que vão perder cargos de confianças, gerências, coordenações, secretarias..enfim, uma quantidade sem nome e sem número de funções em que a parte inferior da ralé petista não pode esperar consideração nenhuma dos seus “irmãos da floresta” que vem para governar o Brasil...
A máquina pública precisa entrar no cio novamente e para isso precisa parar de amamentar seus rebentos..Hora da morte dos atuais filhotes – Sinto muito por você, Leãozinho.

Para Caetano Veloso …..ou não...

Porto Alegre, 5 de setembro de 2014.  

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

O Fim do Governo Civil e o Progresso da Revolução


Milton Pires

Tenho visto, com alguma frequência, o comentário de certos analistas políticos comparando Marina a Collor de Melo naquilo que se refere à trajetória de ascensão ao poder. Nada pode ser mais infeliz: não há, digo eu como testemunha viva da época, NENHUMA semelhança entre os dois.
Lendo esse primeiro parágrafo, alguém pode ter a impressão de que escrevo defendendo Marina Silva. Esse seria o segundo engano mas, o mais importante é observar uma suprema ironia...um fino deboche percebido entre um povo que acredita sempre em “novidades de salvação” e os analistas que pensam que “a história se repete”..Ora, digo eu, a história não se repete, mas repetem-se as maneiras de tentar interpretá-la. Isso sim, me parece justo dizer àqueles que acreditam em ciclos e leis materiais controlando isso que chamamos de “história” pois sua visão é tão míope que, para eles, governo e poder tornaram-se a mesma coisa. Acreditam essas pessoas que, chegado o primeiro de janeiro de 2015, encerra-se o poder do PT no Brasil enquanto afirmo que ele não só permanece como aumenta..que toda máquina pública brasileira há de continuar nas mãos de milhares e milhares de petistas e simpatizantes da maneira doentia de perceber a sociedade brasileira. Essa é, em primeiro lugar, a gigantesca diferença entre o primeiro governo civil depois de 1964 e essa mera maquiagem, essa mera – diria eu para ser mais ecológico – camuflagem do stalinismo sob patrocínio de ONGS, movimentos sociais e cooperativismo que vem para emprestar a ideia de “renovação” ao movimento revolucionário no Brasil.
Os últimos anos de governo petista vem se caracterizando pelo enfraquecimento do PODER do partido em segmentos onde antes ele era hegemônico. A classe média brasileira já entendeu o recado de Marilena Chauí, os empresários não caem mais numa conversa mole que disfarça uma tributação gigantesca e uma falta total de proteção dos interesses da indústria no terreno da competição internacional. Restou ao Partido Religião mudar de tom...trocar o discurso e aproximar-se das baixas classes..da verdadeira ralé da massa carcerária, do crime organizado e dos movimentos sociais que emergindo da escuridão lideram a luta pela “reforma política” que é, em si mesma, a destruição da própria possibilidade da política. Nesse sentido afirmo, como já fiz antes, que a principal pergunta que devemos responder não é “para que caminho nos leva a democracia brasileira” mas sim “para que caminho nos leva a revolução”. Estamos, pergunto eu, em um período democrático ou revolucionário da nossa história? Se vivemos numa democracia é possível pará-la com uma revolução. Se vivemos em revolução; não poderemos pará-la com a democracia. Parece simples, mas não é pois a dificuldade reside, volto eu a salientar, em responder a pergunta primeira: é democrático ou revolucionário o período de tempo que vai de 2003 até hoje no Brasil ?
Meus caros amigos, eu não tenho dúvida nenhuma em declarar que, há muito tempo, já é morta a assim chamada “vida democrática” do Estado Brasileiro. Faço essa afirmação acreditando não existir mais um dos pilares desse tipo de regime no país – a independência dos poderes republicanos. Todos, absolutamente TODOS, os três poderes comungam com uma cartilha de agitação social, de apologia das minorias, dos direitos dos excluídos e da defesa do meio ambiente de tal modo que essas questões tornaram-se, elas próprias, a visão do partido sobre a sociedade. Proponho pois, aos futuros historiadores, que dividam a história recente num período que vai de 1989-2003 e outro que vai da chegada do PT ao poder aos dia de hoje. O primeiro período foi, bem ou mal, uma época que ainda se podia chamar democrática. O segundo; de revolucionária. “Mas tivemos eleições normalmente entre a chegada de Lula e os dias de hoje” diriam alguns...Sim, tivemos, concordo eu...o que não tivemos (e continuamos não tendo) é o mínimo resquício daquilo que chamamos de oposição. Espontaneamente ou comprada pelo PT ela se esvaiu..se anulou e se prostituiu de tal maneira que, juntamente com os poderes aparelhados e a imprensa politicamente correta formou uma tríade contra qual desafio qualquer um a me provar a possibilidade da vida democrática no Brasil. Nada disso existia quando Collor e o PRN se apresentaram à Nação em 1989; tudo isso continua e vai continuar com Marina em 2015...É o Fim do Governo Civil e o Progresso da Revolução.

Porto Alegre, 4 de setembro de 2014.


quarta-feira, 3 de setembro de 2014

O ADVENTO DOS EVANGAYS – CARTA AOS EVANGÉLICOS BRASILEIROS


Milton Pires

Meus queridos irmãos evangélicos de todo o Brasil, assim me dirijo a vocês no início desse artigo como se fosse, eu mesmo, uma espécie de pastor ou alguém que, conhecendo profundamente as teses de Lutero, o pensamento de Calvino e a história da Reforma, tivesse intimidade suficiente para usar a palavra “irmãos”. Digo a vocês, logo de início, que não sou evangélico. O que me permite dizer que somos irmãos é minha fé em Deus e nas palavras de Jesus Cristo.
Escrevo hoje a todos vocês para fazer um apelo ..quase uma súplica no sentido de que se afastem em definitivo do apoio à Marina Silva nas eleições de outubro. Nada de cristão existe nas palavras dessa senhora que quer, como fez o PT com a Igreja Católica, levar a comunidade protestante brasileira ao ridículo com teses absurdas sobre a liberação das drogas e do casamento gay. Sua ambição pelo poder é tamanha que hesitação alguma vai ter em apresentar vossa Igreja ao mundo como defensora de tudo aquilo que o PT vem implantando no Brasil. Por favor não se deixem enganar...não se tornem os primeiros “evangays” ou “gayvangélicos” da história...Sigam com a mesma fé em Cristo e naquilo que ficou como sua mensagem na Bíblia para tratar essas pessoas com todo respeito e caridade pois é disso que nasce a verdadeira democracia e não do uso político que esses espíritos imundos do PT e da esquerda brasileira querem fazer das diferenças entre elas. Lembrem-se sempre, em primeiro lugar, que todo revolucionário (e Marina é uma delas) não pode ser verdadeiramente cristão já que o paraíso com que sonham há de ser criado aqui mesmo nesse mundo e não no outro. Seja em nome de uma raça superior (como fez Adolf Hitler)..de uma classe superior (como fizeram Stalin ou Mao Zedong) ou em “defesa da natureza” como querem os fanáticos da floresta que acompanham Marina e a Rede, essas pessoas vem para negar o fato de que a base da sociedade é o indivíduo..é o ser humano que de boa vontade e coração puro que aceita a mensagem contida em Filipenses (capítulo 2) “Trabalha na tua salvação com medo e temor”..
Lembrem sempre, meus amigos, que a verdadeira salvação não está nesse mundo e que o “trabalho” pela salvação deve se dar no íntimo de cada um sem intermediários que profanam seu caminho.
Àqueles que, dentre vocês, argumentarem que política e religião “não se misturam” responderei de boa fé que isso não é verdade. Da falta de Deus no coração das pessoas nasceram os delírios de Cuba e da Coréia do Norte. Da construção de um conceito equivocado de um ser superior resultaram as atrocidades das decapitações com o ISIS e a Al Qaeda. Não, meus irmãos, Deus e política não podem nem devem se separar mas também não podem, por outro lado, estabelecer relações de promiscuidade tal entre si que a rigor nada mais signifiquem.
Marina Silva não foi, não é nem jamais vai ser candidata de nenhum evangélico, católico, espírita ou seja lá que religião cristã for. O “verdadeiro reino” com o qual essa senhora sonha precisa ser construído aqui na Terra mesmo. Isso há de se dar com apoio da ONGS, do capitalismo internacional e com os movimentos camponeses assassinos que formaram, primeiro o PT, e depois a própria rede. Afastem-se, pois, desses falsos pastores...desses falsos profetas que das palavras de Cristo nada mais fazem do que decorar trechos e mais trechos da Bíblia para depois recitá-los aos berros..pulando e saltitando como os macacos da “santa floresta” que Marina veio para salvar.
De tudo que escrevi até hoje, pouquíssimas vezes me dirigi a alguma religião específica..agora minha consciência obriga que o faça a vocês: não sejam as próximas vítimas..olhem para trás e vejam o que restou do catolicismo brasileiro com a “teologia da libertação”...Depois do PT todo padre brasileiro é visto como um eventual pedófilo. Depois de Marina; todo evangélico vai ser lembrado como um militante da liberação das drogas, do reconhecimento do aborto e da consagração do casamento gay....Deus ajude a todos nós..


 Porto Alegre, 3 de setembro de 2014.