"O maior inimigo da autoridade é o desprezo e a maneira mais segura de solapá-la é o riso." (Hannah Arendt 1906-1975)

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

RECADINHO PARA OS MÉDICOS E RESPOSTINHA PARA PETISTAS

ESSA IMUNDÍCIE AQUI ESTÁ CIRCULANDO PELO TWITTER..A RESPOSTA ESTÁ LOGO ABAIXO.


"Eu só vou lutar contra Ebola na África quando não houver mais pacientes morrendo no chão dos hospitais petistas no Brasil" (Milton Pires) 






AVISO AO PT


A CHARGE DO SPACCA



Sucessão de fraudes

ESCRITO POR OLAVO DE CARVALHO | 29 OUTUBRO 2014 
Houve fraude nas eleições presidenciais de 2014? Sem o menor temor de errar, afirmo categoricamente: Houve não uma, nem duas, nem mil, mas a mais longa e assombrosa sucessão de fraudes que já se observou na história eleitoral de qualquer país, em qualquer época.
Essa afirmação, que soará hiperbólica aos ouvidos de quem não conhece os fatos o suficiente para poder medi-la, traduz uma verdade literal e simples que qualquer um, se quiser investigar um pouco em vez de julgar sem conhecimento de causa, poderá confirmar por si próprio.
Primeira série de fraudes:
A Lei dos Partidos Políticos de 1995, Art. 28, alínea II, afirma taxativamente que será cassado o registro de qualquer partido que se comprove subordinado a uma organização estrangeira.
O PT, segundo a propaganda do seu III Congresso, reconhece o Foro de São Paulo como “coordenação estratégica da esquerda latino-americana”. Ao subscrever e colocar em prática as decisões das assembléias gerais do Foro, esse partido reconhece sua subordinação a um plano internacional que não somente jamais foi discutido ou aprovado no nosso Parlamento, como também advoga, sem dar disto a menor ciência ao povo brasileiro, a dissolução da soberania nacional mediante a integração do país num monstrengo internacional chamado “Pátria Grande”, cuja capital é Havana e cuja língua oficial é o portunhol.
A sra. Dilma Rousseff, em especial, chegou a ser louvada pelo ditador venezuelano Hugo Chávez como “grande patriota... patriota da Pátria Grande”. Será possível não entender que ninguém pode ser ao mesmo tempo um patriota da pátria brasileira e um servidor leal da organização internacional empenhada em engolir essa pátria e governá-la desde assembléias e em reuniões secretas realizadas em Havana, em Caracas ou em Santiago do Chile?
Quando digo “reuniões secretas”, não é uma interpretação que faço. É o traslado direto da confissão cínica apresentada pelo sr. Luís Inácio Lula da Silva, não numa conversa particular, mas em dois discursos oficiais transcritos na página da Presidência da República (v. um deles em http://www.olavodecarvalho.org/semana/050926dc.htm).
Se ainda vale o princípio de que de duas premissas decorre uma conclusão, esta só pode ser a seguinte: O PT é um partido ilegal, que não tem o direito de existir nem muito menos de apresentar candidatos à presidência da República, aos governos estaduais ou a qualquer câmara estadual ou municipal.
Segunda série de fraudes:
Tão óbvia e gritante é essa conclusão, que para impedir que o cérebro nacional a percebesse foi preciso ocultar da opinião pública, durante dezesseis anos seguidos, a mera existência do Foro de São Paulo, para que pudesse crescer em segredo e só se tornar conhecido quando fosse tarde demais para deter a realização dos seus planos macabros. Nesse empreendimento aliaram-se todos os órgãos da “grande mídia”, reduzindo o jornalismo brasileiro a uma vasta e abjeta operação de desinformação e forçando o povo brasileiro, em sucessivas eleições, a votar em candidatos cujo programa de ação desconhecia por completo e, se o conhecesse, jamais aprovaria.
Terceira série de fraudes:
O Foro de São Paulo é a mais vasta, mais poderosa e mais rica organização política que já existiu no continente. Seu funcionamento – assembléias, grupos de trabalho, publicações, viagens e hospedagens constantes para milhares de agentes – é inviável sem muito dinheiro que até hoje ninguém sabe de onde vem e cuja origem é feio perguntar. É praticamente impossível que verbas do governo brasileiro não tenham sido desviadas em segredo para essa entidade. É mais impossível ainda que grossas contribuições não tenham vindo de organizações de narcotraficantes e seqüestradores como as Farc e o MIR chileno, que ali são aceitas como membros legítimos e tranqüilamente discutem, nas assembléias, grupos de trabalho e encontros reservados, a articulação dos seus interesses criminosos com o de partidos políticos como o PT e o PC do B.
Quarta série de fraudes:
A sra. Dilma Rousseff, servidora dessa geringonça imperialista, jamais poderia ser candidata a qualquer cargo eletivo no Brasil. Urnas que votam sozinhas ou que já chegam à seção eleitoral carregadas de quatrocentos votos para a candidata petista, como tantos eleitores vêm denunciando, são apenas subfraudes, ou pedaços de fraudes, em comparação com a fraude magna que é a presença, na lista de candidatos presidenciais, da agente notória e comprovada de um esquema estrangeiro empenhado em fagocitar e dissolver a soberania nacional.
Quinta série de fraudes:
Eleição com contagem de votos secreta não é eleição, é fraude. O sistema de ocultações montado para isso, sob a direção de um advogadinho chinfrim sem mestrado, sem obra notável publicada e sem qualquer currículo exceto serviços prestados a um dos partidos concorrentes, viola um dos princípios mais elementares da democracia, que é a transparência do processo eleitoral. Como observou uma advogada que tentou denunciar em vão a anomalia imposta ao eleitor brasileiro, “é o crime perfeito: o acusado se investiga a si próprio”.
Que mais será preciso para concluir que, sob todos os aspectos, a eleição presidencial de 2014 foi em si uma fraude completa e majestosa, coroamento da longa sucessão de fraudes em série em que se transformou a política brasileira desde o ingresso do PT no cenário eleitoral?
Publicado no Diário do Comércio.

quinta-feira, 30 de outubro de 2014







VENCER E ROUBAR







Dilma reeleita, Maduro manda seu vice das milícias populares ao Brasil para acordo com o MST

Dilma reeleita, Maduro manda seu vice das milícias populares ao Brasil para acordo com o MST: O jornalista Claudio Tognoli, o ghost writter do livro "Assassinato de Reputações", de Tuma Júnior, informa em seu blog blog que
decidiu entrar no site do Ministério do Poder Popular para as Comunas da
Venezuela, que é um dos aparelhos daquele país que organizam as milícias
chavistas que andaram matando estudantes e oposicionistas. E descobriu que Elías Jaua,
que é um vice-presidente setorial do


CDC Admits Ebola Can Spread Like The Flu

CDC Admits Ebola Can Spread Like The Flu:

Ebola spreads through coughing and sneezing much like influenza, which most experts agree is spread “mainly by droplets made when people with flu cough, sneeze or talk,” according to documents...
Time:
12:31

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

MARGINAIS PETISTAS PERSEGUINDO JUÍZES BRASILEIROS


É o mesmo "caso do Dr.Milton que chamou Dilma de FDP"..Ele precisa ser "denunciado ao CRM", não é ?? Vejam que, na opinião desses vagabundos petistas, a juíza deixa de ser cidadã e, como tal, JAMAIS poderá se manifestar. Se ela não fez nenhuma declaração como juíza, o que há de "conduta antiética" na sua opinião?? Até onde os marginais petistas querem ir com esse terror sobre a população ??


Mensagem que enviei agora a Dra.Elisabeth Carvalho - Presidente do TRE de Alagoas:

Dra.Elisabeth, eu sou o Dr.Milton Pires, médico em Porto Alegre - RS e opositor ferrenho dos marginais petistas que governam o Brasil. Estou sendo perseguido e atacado publicamente na internet da mesma maneira que a senhora. Fui afastado de um hospital dirigido pelo PC do B e acusado falsamente de agressão contra uma colega. Sei o que a senhora está passando. Toda minha solidariedade e força nessa hora.

Um grande abraço,

Professor Paulo Moura: DILMA E AS CIRCUNSTÂNCIAS DA VITÓRIA

Professor Paulo Moura: DILMA E AS CIRCUNSTÂNCIAS DA VITÓRIA: “Digo, portanto, que as armas com que um príncipe defende seu estado ou são próprias, ou mercenárias ou auxiliares ou mistas. As mercenári...

terça-feira, 28 de outubro de 2014

DILMA E AS CIRCUNSTÂNCIAS DA VITÓRIA

“Digo, portanto, que as armas com que um príncipe defende seu estado ou são próprias, ou mercenárias ou auxiliares ou mistas. As mercenárias e auxiliares são inúteis e perigosas. Quem tem o seu estado baseado em armas mercenárias jamais estará seguro e tranquilo, porque elas são desunidas, ambiciosas, indisciplinadas, infiéis, valentes entre amigos e covardes entre inimigos, sem temor a Deus nem probidade para com os homens. O príncipe apenas terá adiada a sua derrota pelo tempo que for adiado o ataque, sendo espoliado por eles na paz e pelos inimigos na guerra.”
Nicolau Maquiavel – O Príncipe, Florença, 1513.

Fecharam-se as urnas. O PT venceu. Na democracia, cabe aos derrotados reconhecer a derrota, ainda que duvidando que, se o resultado fosse inverso, a atitude do outro lado seria a mesma.

Aécio o fez. Saiu das urnas maior do que entrou. Superou os limites do marketing que se rende às médias das pesquisas. Rompeu os limites da mediocridade da política tradicional. Entendeu econectou-se com a alma da Nação que carregou-o nos braços no chão da rua, fora dos palanques tradicionais em mais de uma ocasião. Traduziu essa compreensão no discurso dalibertação do Brasil e tocou o coração das forças vivas da Nação. Teve a grandeza de sugerir à presidenta reeleita o gesto da conciliação, não obstante ter sido vítima das mais baixas vilezas de que se tem conhecimento em eleições presidenciais no Brasil. Talvez pudesse ser mais contundente na afirmação de linha de oposição que liderará, mas terá oportunidade de fazê-lo com atitudes.

Marina Silva, premonitória, disse, após ser expulsa do segundo turno pelos ataques vis do PT e declarar apoio à mudança: “- Eu prefiro perder ganhando a ganhar perdendo”.

Quem ganhou e quem perdeu?

O desafio da análise política é entender o significado do resultado de uma eleição, sabendo que o leitor busca o porto seguro da antecipação do futuro.

Não há porto seguro; não há zona de conforto. A política é o reino da mutação. A vitória de hoje pode ser a derrota de amanhã. E vice e versa.

Entendamos, então, o que Dilma ganhou.

Em primeiro lugar, Dilma herda de si mesma uma Nação em frangalhos.

Inflação acima do teto da meta; recessão; crise fiscal, crise nas contas externas, alto endividamento público, represamento artificial de preços controlados, perda de credibilidade perante o mercado e investidores, máquina pública inchada e cara, queda de arrecadação de impostos, estatais quebradas, isolamento perante as forças vivas da Nação e um clima político intoxicado pelos ataques abaixo da linha da cintura praticados pelos petistas, por Dilma e por Lula.

Os mais magoados são os eleitores de Marina e Aécio, que saem das urnas desconfiando de fraude, falando em impeachment, dispostos a seguir na ruas e esperando dos tucanos uma oposição firme, à altura do tom que Aécio imprimiu aos debates.

Em segundo lugar, Dilma derrotou(?) nas urnas a metade do país que é mais importante pela qualidade do que pela quantidade. Quem gerou a votação de Aécio não foi nenhuma sigla formal; foi o maior partido do Brasil hoje, o antipetismo. Um partido informal que não existiria não fosse a existência do petismo. Por que será? Gente sem envolvimento com política se expôs nas ruas e nas redes sociais aos milhões. A ânsia por liberdade segue viva, mobilizada e mais indignada que durante a campanha.

Quem carregou Aécio nos ombros em Copacabana, saiu em passeata no Largo da Batata e na Faria Lima, no centro e no Parque Moinhos de Vento em Porto Alegre, no centro de Recife e em outras metrópoles do Brasil; quem gritou 1,2,3 Lula no xadrez na em frente ao MASP dia 25/10 e foi às ruas em passeatas em véspera de eleição (alguém já havia visto isso antes?), não foi a militância do PSDB apenas. Foi o mesmo povo pacífico e aguerrido que foi às ruas em junho de 2013 antes que os black bloc os expulsasse.

Difícil de entender? 

O neto de Tancredo Neves entendeu o espírito das ruas e aceitou de peito aberto, mesmo sendo chamado subrepticiamente de bêbado e drogado por Dilma num debate, mesmo sendo caluniado por Lula como filhinho de papai que bate em mulher (no que foi desmentido), manteve a altivez e respondeu com a crítica política contundente, honesta e verdadeira.

Apesar disso tudo, o pai de família, cuja esposa Letícia reconhece nele um homem de caráter, assumiu a posição de libertador do Brasil, acima de partidos. Letícia buscou um marido cujo principal atributo é o caráter e, com ele teve gêmeos. E a Gabriela, filha de seu primeiro casamento, esteve ao seu lado nos momentos centrais da eleição.

Aécio sai da eleição sendo percebido como um estadista. De Lula e Dilma não se pode dizer o mesmo.

Terá sido gratuita a identificação de quase 50% dos eleitores com alguém com esse perfil?

O que esse povo todo que empunhou a bandeira da mudança e votou em Aécio e Marina pensa do Brasil governado há 12 anos pelo PT? O que desejamos para o futuro?

Um país no qual o(a) presidente(a) sabe o que se passa de baixo de suas barbas ou de suas saias e não finja que não sabe.

Um país cujo(a) presidente(a) não seja cúmplice da corrupção e não use o dinheiro público para comprar apoio político com vistas à perpetuação de seu partido no poder.

Um país no qual os detentores do poder não ameacem as liberdades individuais, das quais a mais cara é a liberdade de opinião contra o governo.

Um país no qual o governo não seja cúmplice de gente que viola a propriedade privada e ameaça a inviolabilidade do lar de quem constituiu família e tem direito ao teto pelo qual paga com o suor de seu trabalho e com a garantia dos seus impostos.

Um país no qual todos os partidos respeitem as leis, a ordem e a democracia.

Um país com Legislativo e Judiciário independentes.

Serviços públicos à altura dos impostos pagos por todos.

Políticos que não assaltem os cofres públicos e que gastem corretamente os impostos que pagamos.

Isso é pedir demais? Depois de tudo o que veio à tona será possível esperar isso do PT?

Os cidadãos brasileiros trabalham 8, 10, 12, 14, 16 horas por dia, 365 dias por ano para pagar impostos, sustentar famílias, gerar empregos e bancar seus sonhos e a ganância esperta daqueles que ocupam cargos públicos ou gravitam em torno do Estado para sugar-nos a riqueza que a sociedade produz.

São os impostos pagos por quem trabalha e empreende que pagam o Bolsa Família de milhões. Pagam os subsídios dos juros de milhões que estão adquirindo as suas casas e as suas dívidas no programa Minha Casa Minha Vida. Pagam, também, as bolsas do ProUni nas universidades privadas de outros milhões de irmãos. Pagam, pagam, pagamos...

Essas contas é justo pagar, desde que os beneficiários dessas políticas públicas saibam quem as paga. E são pagas; não são dadas, ao contrário do que sugere a propaganda de Dilma.

Quem paga essas contas todas, gostaria que o PT parasse de usar o dinheiro dos impostos de todos para financiar aventuras empresariais como as de Eike Batista, da Friboi e de outros grupos econômicos cuja pujança se deve apenas às amizades com o rei, a rainha, ou às supostas sociedades obscuras com príncipes e princesas, e cuja viabilidade econômica e retorno social se tornam, a cada dia, mais duvidosos.

Dilma, se conseguir, governará pelos próximos quatro anos.

Quase 50% dos brasileiros de todas as classes, regiões, cores, clubes de futebol, religiões, etnias, opções sexuais e ideologias, e que são tão brasileiros como os outros 50% que votaram em Dilma, gostariam de saber se o governo do PT pretende levar adiante as seguintes “políticas públicas”:

1 – Perseguição e tentativa de cerceamento à liberdade de expressão de veículos de imprensa que criticam seu governo;

2 – Interferência no Legislativo e Judiciário com vistas a eliminar a independência desses poderes e impor a vontade do partido à sociedade e às instituições;

3 – Recorrer a plebiscitos como forma de usar a opinião pública para cercear as liberdades democráticas e impor uma Reforma Polícia de viés autocrático visando a perpetuação do partido no poder;

4 - Continuidade da composição de base de sustentação parlamentar com métodos tais como os revelados pelo escândalo do mensalão e do petrolão;

5 – Impedir a Polícia Federal, o Ministério Público e a Justiça de investigar se as denúncias da delação premiada de Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef têm fundamento.

Que força tem o PT para avançar nessa direção? Quais são as circunstâncias dessa vitória?

Dilma, Lula e o PT, gastaram toda a munição que tinham, e mais a que não tinham, para vencer essa eleição. Lula excedeu-se tanto nos discursos e nas acusações vis que cometeu contra as candidaturas de Marina e Aécio, que conseguiu sair desse pleito menor do que era antes. Isto é, de ex-presidente voltou a ser um sindicalista de porta de fábrica.

Paira sob a cabeça do PT, a serem verdadeiros os depoimentos do doleiro Alberto Youssef de que há contas secretas desse partido no exterior, se respeitado o devido processo investigatório e judicial, e produzidas as provas, o risco de ser proscrito.

Paira sob a cabeça do PT o sério risco de que mais um de seus tesoureiros e outros de seus dirigentes venha a parar atrás das grades.

Paira sob a cabeça do ex-presidente Lula e da presidente Dilma o risco de que tenha seus sigilos bancários, fiscal e telefônico quebrados numa investigação em que foram necessariamente incluídos pelos operadores de um escândalo de corrupção capaz de manchar com a ilegitimidade as últimas eleições presidenciais que o PT venceu.

Em se comprovando essas denúncias, a proscrição do PT e um processo de impeachment contra a presidente recém-reeleita, não poderão ser tachados de golpe como já se pode antecipar que o PT dirá.

Avizinha-se uma crise política e institucional, de contornos graves, decorrente dos desdobramentos do escândalo da Petrobrás, num contexto em que o PT e o PMDB saem das urnas menores do que entraram, no qual se ampliou a fragmentação partidária e encareceu-se o preço dos apoios parlamentares. Igualmente, estando todas as grandes empreiteiras do país envolvidas no escândalo da Petrobrás, com seus executivos fechando acordos de delação premiada e revelando esquemas idênticos em todas as estatais, imagina-se que os dutos pelos quais escoa o dinheiro que amamenta a base alugada, vão secar até que novos esquemas sejam montados.

Pela classificação de Maquiavel, acima citado, Dilma comanda exércitos mistos. O Príncipe não é um clássico por acaso. Ao compreendê-lo pode-se antever o cenário à frente.

Avizinha-se uma crise econômica com o país mergulhando na recessão com inflação, gerida por uma presidente-economista que recém se elegeu afirmando que a solução não passa por mudanças profundas e sim, apenas, por pequenos ajustes. Se não fizer o que deve: crise econômica. Se fizer o que deve: crise de imagem decorrente da ruptura com o discurso eleitoral.

A percepção da sociedade é a de que nenhum partido a representa. A grande lição desse pleito reside na percepção de muitos de que, para remover um partido como o PT do poder dentro das regras da democracia, será preciso seguir em frente, nas ruas, pelo tempo que for necessário, para convencer mais brasileiros de que a permanência do petismo no poder é uma ameaça nefasta às liberdades, à democracia e à saúde da economia.

Não existe uma “Bolsa Liberdade” e nem uma “Bolsa Democracia” que o governo concede aos que nelas acreditam e delas necessitam como do ar que respiramos. Liberdade e democracia se conquistam e se garantem nas lutas políticas que constroem as nações. Nas ruas, também, e não apenas na tribuna do parlamento, nas páginas dos jornais e nas mídias digitais.

Sair das urnas pedindo conciliação ao mesmo tempo em que ressuscita a proposta bolivariana e golpista de reformar a Constituição pela via plebiscitária, como faz a presidente recém-reeleita, ou falando em avançar sobre a liberdade de imprensa como fez o presidente do PT, não é propor paz, é declarar guerra.


As atitudes do partido no poder é que definirão a forma como os cidadãos brasileiros, libertários, democratas, pacifistas e pagadores de impostos, reagirão ao governo. Para quem precisará prestar contas à investigação em curso sobre o assalto à Petrobrás, esse é um péssimo começo.

Ebola Then and Now — NEJM

Ebola Then and Now — NEJM

Ebola Then and Now

Joel G. Breman, M.D., D.T.P.H., and Karl M. Johnson, M.D.

N Engl J Med 2014; 371:1663-1666October 30, 2014DOI: 10.1056/NEJMp1410540

In October 1976, the government of Zaire (now the Democratic Republic of Congo [DRC]) asked what was then the U.S. Center for Disease Control, where we worked, to join an international group of scientists in elucidating and controlling an outbreak of an unusually lethal hemorrhagic fever. Just before we arrived in Zaire, our laboratory had used virologic and immunologic tests to identify the cause as a new filovirus, and we brought electron micrographs of the agent.1 In Zaire, we became, respectively, the chief of surveillance, epidemiology, and control and the scientific director of the International Commission for the Investigation and Control of Ebola Hemorrhagic Fever in Zaire.
The 2013–2014 outbreak of Ebola virus disease (EVD) has much in common with the 1976 outbreak. Both were caused by Zaire ebolavirus 2 and began in rural forest communities, where wild game is hunted for food (though no animal has been implicated as the trigger of these outbreaks). Severely ill patients came to provincial hospitals with systemic illness resembling malaria, typhoid, Lassa fever, yellow fever, or influenza. Unsuspecting hospital staff had contact with patients' blood and body fluids, which amplified the outbreaks. Cases were exported to cities, and chains of transmission were established.
In 1976, in the 120-bed Yambuku Mission Hospital (YMH) in Zaire, the virus initially spread through use of unsterilized syringes and needles. Of the hospital's 17 staff members, 13 became sick, and 11 died.3 The hospital was closed when the medical director and three Belgian missionaries died from Ebola. Many infected people and their contacts fled to their home villages out of fear and suspicion of the nonfunctioning Western medical system, seeking treatment from traditional healers.
Several factors contributed to stopping Ebola's spread and facilitated investigations, beginning with careful attention to our commission's leadership, organization, coordination, administration, logistics, and communications and a series of rapid actions. The minister of health, the overall authority for commission activities who reported directly to the Council of Ministers and President Mobutu Sese Seko, convened daily meetings for sharing information and defining action steps. We had more than 70 people working in the field, with backup in Kinshasa, Antwerp, and Atlanta.
Five commission members went to the village of Yambuku almost immediately to define the geographic extent of the outbreak, find active cases, find possible survivors for a plasmapheresis program, and assess needs for clinical care and laboratory facilities. Other members remained in Kinshasa to care for hospitalized patients, enforce surveillance and isolation of contacts, marshal resources, and assess options.
The government had quarantined the 275,000 people in Bumba Zone — no commercial planes or boats could land there, and citizens were told not to leave their villages or allow strangers to enter. People lacked basic commodities and were fearful and agitated. We explained to them that we knew what caused the outbreak and showed authorities the electron micrograph. People along the road from the town of Bumba to Yambuku were relieved when we said we'd come to stop the disease's spread, treat patients, and meet their families.
Some patients had been placed in huts outside their villages — a common practice for isolating patients with smallpox. We encouraged this practice and the designation of one family member — preferably someone who had recovered from the illness — to bring each patient food and medicines until we established a clinical care unit at the mission hospital. When patients died, traditional rites were abbreviated, a practice we encouraged. We advised that bodies be covered with hypochlorite disinfectant (bleach), wrapped in shrouds, and buried without the usual washing and prolonged contact with relatives and friends. Isolation huts and patients' garments were burned in many villages.
Although YMH had been closed, villagers trusted the hospital and the mission staff, and trained personnel were needed for acute health problems. A Zairean doctor was therefore assigned to the hospital, and credibility was gradually restored, especially when we began visiting villages accompanied by the three remaining nuns.
In November, our clinical and laboratory teams moved to Yambuku, since transmission had stopped in Kinshasa. We shipped a generator, a refrigerated centrifuge, a plastic glove box equipped for negative pressure (see slide show, available with the full text of this article at NEJM.org), an immunofluorescent microscope and immunofluorescence-assay (IFA) slides, plasmapheresis equipment, liquid nitrogen tanks, personal protective materials, and assorted supplies — and a single-sideband radio for improved communication with Kinshasa.
But our most important tool was house-by-house visits. It was difficult to get medical staff to participate in field activities, so the national vaccination program, sleeping-sickness program, and smallpox–monkeypox surveillance program assigned us mobile teams, and the health minister ordered clinicians from the university hospital and public health services to join us. We assured all team members that they would be treated equally if they became ill. We advised them to take antimalarial medications, record their temperatures daily, and report elevated temperatures or other signs or symptoms of EVD to their team leader or us. When a Peace Corps volunteer working with blood specimens became ill with fever, headache, malaise, and rash, he was evacuated to a South African hospital — where he was discovered not to have EVD (and recovered).
Ten four-person surveillance teams — led by a physician or nurse and trained in recognizing the features of EVD and other common diseases, interview techniques, patient isolation, and personal protection — visited 550 villages at least twice over a 2-month period; the 55 villages where Ebola was found were visited a third time. Patient identification was facilitated by the local tradition of shaving one's head when in mourning for a relative (see slide show). The teams had personal protective gear consisting of surgical scrubs, gloves, goggles, paper gowns, masks, caps, and booties. They brought standardized clinical and epidemiologic forms, first-aid kits, thermometers, antimalarials, antibiotics, and antipyretics. Any febrile person with suspected EVD was given medicines, advised to stay home with limited contacts, and visited again shortly thereafter. The teams were supervised by an epidemiologist or microbiologist who assessed possible active or recovered cases. Special teams went to selected communities for in-depth studies and to collect blood for IFA testing.
The epidemic had peaked before we arrived; there were a total of 318 cases and 280 deaths, but we saw few active cases. The virus spread only through injection with an unsterilized needle or very close and repeated patient contact (see graphsTime of Onset of Ebola Virus Disease, According to Transmission Route, Zaire, 1976.).4 The median incubation period was 6 days among people infected through the common outpatient practice of intramuscular injection and 8 days among those infected through person-to-person contact (range, 1 to 21 days).4 The secondary attack rate was low — 5.6% among all family contacts; in only one instance did we find five chains of transmission. It was decided that quarantine of an area could end after 42 days (double the maximum incubation period) without a new case. Cohorts of contacts were isolated together for 21 days in two instances: first a group of Yambuku students and then Kinshasa hospital staff.5
Overall, we found that coordination of partners, transparency, and clear designation of authority and responsibilities were essential. We assuaged fear by working closely with national and local leaders, explaining what we knew and didn't know, and promising to remain in the area, treat patients, visit villages, and give evidence-based guidance. Reopening YMH addressed the community's daily needs, and our field IFA system permitted rapid diagnosis. Assuring international and Zairean health and support workers that they would be treated equally if they became ill helped us keep dedicated workers in the field. One dilemma was whether to care for sick team members locally or to evacuate them, which could delay treatment and expose many other people to the disease. The recent cases of two U.S. aid workers who were treated with an experimental therapy and then flown to Atlanta underscore such ethical questions.
In the current Ebola epidemic, we believe that the main priorities should be adequate staff for rigorous identification, surveillance, and care of patients and primary contacts; strict isolation of patients; good clinical care; and rapid, culturally sensitive disposal of infectious cadavers. Timely control will require convincing community leaders and health staff that isolation and rapid burial practices are mandatory; that patients can be cared for safely in improved local conditions; and that only trained, qualified, and properly equipped health staff should have patient contact.
These steps from the first Ebola outbreak may help bring the current epidemic under control. We also await key virologic, clinical, epidemiologic, and anthropologic descriptions of the epidemic — which will permit comparison with the other Ebola outbreaks that have occurred since 1976 and help us prepare for future outbreaks.
Disclosure forms provided by the authors are available with the full text of this article at NEJM.org.

Vitória I-NE-QUÍ-VO-CA dos Vagabundos Petistas...

É, vagabundos petistas..a "vitória" foi ...ine..inesque..inquenív..I-NE-QUÍ-VO-CA....rsss..rsss


CUIDADO COM A VEJA !




terça-feira, 28 de outubro de 2014

AINDA EXISTEM JUÍZES NO BRASIL


DESEMBARGADORA BETH CARVALHO NASCIMENTO - TRE - ALAGOAS.

APENAS UM VAGABUNDO


Milton Pires

Quando eu discuti com uma colega de trabalho (médica) por causa da conduta técnica em relação a uma paciente e dela recebi um encontrão, a primeira coisa que o Grupo Hospitalar Conceição “do B” aqui em Porto Alegre fez, além de me afastar, foi argumentar que havia contra mim uma queixa na “Delegacia da Mulher”. Quando, como cidadão e eleitor, chamei a “presidenta” Dilma daquilo que merecia nas redes sociais, além das ameaças de morte, tive que ler de pessoas que sequer conheço que “jamais consultariam com um médico assim”. Não é preciso, meus amigos, ser muito inteligente para imaginar que falta agora a essa gente fazer uma acusação contra mim por “eu ter matado meu cachorro” ou “cortado uma árvore na frente da minha casa”. O que quero dizer com isso? Quero afirmar que existe, dentro da sociedade brasileira, um tipo de discurso do qual os marginais mensaleiros se tornaram proprietários – aquele da “correção política”. Nada mais perfeito do que um médico (que simplesmente por ser médico já “deve odiar pobres”) bater em mulher, matar animais e cortar árvores, não é mesmo? Esse tipo de sujeito é o estereótipo das “classes dominantes” que o PT precisa manter vivo no inconsciente da população.
Depois da “vitória” de Dilma nas eleições do último domingo, começou a circular pelas redes sociais um tipo de comentário que muito tem me deixado preocupado. São críticas ferozes em relação aos brasileiros do nordeste do país e incitações à separação dos demais estados da federação daquela região. Nada, nesse momento, pode ser mais conveniente aos marginais do PT! Isso vem como um presente, como um convite certo a mais críticas ainda “ao preconceito”..a “xenofobia” e outras palavras que esses animais tem sempre na ponta da língua para atacar seus opositores.
Todo cuidado, pois, nessa hora para que discurso algum seja feito contra negros, nordestinos, gays, ateus ou qualquer segmento da população brasileira identificado pelos bandidos do poder como “minorias”. O partido religião roubou dessas pessoas o direito de falar em nome próprio. Acredita ele, partido, ser o porta-voz de toda essa gente e ter uma espécie de direito adquirido ao seu voto e capital eleitoral em qualquer pleito. Todo discurso de oposição que se destina a colocar o PT na ilegalidade deve ser feito no sentido de demonstrar sua ligação com o Foro de São Paulo, com o narcotráfico, com a ligação de Dilma e Lula com o escândalo da PETROBRÁS e com os indícios, cada vez mais fortes, da gigantesca fraude nas urnas eletrônicas usadas no último dia 26. Devemos lembrar que preside o Tribunal Superior Eleitoral um advogado petista que não teve sequer, durante sua vida, a competência necessária para passar num concurso para juiz.
Meus amigos, é importante não dar “munição ao PT”. Um vagabundo petista não é assim definido por ter votado no PT ou por ter se beneficiado pelo bolsa família no interior do Piauí mas sim pelo fato de tomar café com Chico Buarque (esse sim, um farrapo humano que negou sua história) em Paris defendendo esse tipo de coisa sem precisar dela. Ele não é vagabundo por ter votado na Dilma, por causa do lugar onde nasceu, por causa da cor da pele ou do comportamento na cama. Ele o é quando estudou, conhece e apoia um partido associado ao crime organizado que quer transformar o Brasil numa gigantesca Cuba ou numa pequena China...Ele é marginal e não merece respeito por celebrar uma força política ligada ao Foro de São Paulo que tentou, e ainda continuará tentando, comprar o Congresso Brasileiro inteiro. O vagabundo petista não é vagabundo por ser ateu, lésbica ou gay...não é um farsante por ser analfabeto ou precisar de cotas para entrar na universidade. Ele é um bandido diferenciado que apoia uma ideologia genocida que matou mais cem milhões de pessoas durante o século XX. Por favor não adjetivem um vagabundo petista com nenhuma outra palavra. Não ataquem minorias nem desprezem regiões inteiras do Brasil por causa de resultados eleitorais que sequer sabemos se são verdadeiros. Não elaborem fantasias nem construam hipóteses a respeito do vagabundo petista nem chamem de vagabundos os milhões de brasileiros que votaram nesses marginais. O verdadeiro petista não é nada de mais...não existe nele acidente capaz de modificar a sua mais pura substância. O petista não precisa de nada daquilo que vende para que alguém vote nele e ele mesmo sequer precisaria votar nessa imundície chamada PT. Ele não depende daquilo que prega para sobreviver e não passa de um simples estelionatário que guardou na cabeça alguns slogans dos anos 60. Um vagabundo petista não é nada mais do que isso – apenas um vagabundo..

Dedicado aos bons vagabundos brasileiros...Eles não merecem ter petistas entre eles...

Porto Alegre, 28 de outubro de 2014.

Jornalista denuncia que urnas eletrônicas podem ter sido fraudadas e vir...



É ...a "vitória" dos vagabundos petistas é mesmo incontestável...rsss..rsss

Mais "parabéns" pela vitória aos Vagabundos Petistas


segunda-feira, 27 de outubro de 2014


Auditoria da Apuração da Eleição Presidencial 2014

Para: Marcus Marcelus Gonzaga Goulart - Procurador-chefe da PR

Tendo em vista as grandes divergências entre os diferentes institutos de pesquisa que apresentaram previsões do resultado das urnas; tendo em vista que houve um grande número de irregularidades no funcionamento das urnas (com necessidade de substituição de muitas); tendo em vista que pairam sérias dúvidas sobre a confiabilidade dos software das urnas eletrônicas; tendo em vista que falta transparência no processo de consolidação da apuração dos votos; tendo em vista que houve sérias denúncias recentes de corrupção ainda não devidamente esclarecidas no atual governo e tendo em vista de que a diferença entre os dois candidatos foi muito pequena, julgamos necessária, para garantia de plena confiabilidade no resultado proclamado da eleição presidencial de 2014, que seja realizada uma completa e profunda auditoria na apuração dos votos, se necessário solicitando-se ajuda de organismos internacionais. Sem essa auditoria o povo brasileiro não poderá aceitar o resultado com a necessária tranquilidade. É do interesse de toda a nação que o resultado seja o mais transparente e fidedigno possível.
Para assinar, click no link abaixo:

http://www.peticaopublica.com.br/pview.aspx?pi=BR75817


"Parabéns" aos vagabundos Novamente


domingo, 26 de outubro de 2014

PARABÉNS PELA VITÓRIA !


"Parabéns", vagabundos petistas: foi uma grande vitória.


A TERRÍVEL "PRESSÃO BAIXA"


"Pressão Baixa" se tornou, a partir dessa eleição, a condição mais desafiadora para os cardiologistas brasileiros. Alguns pacientes, que ninguém mais quer escutar, continuam falando ao vivo. Outros, que todos nós queremos ouvir, são internados às pressas numa UTI em Curitiba e não conseguem mais falar nada. Com 20 anos de profissão e especialista em Cardiologia estou disposto a esquecer tudo que aprendi. "Nunca antis na istoria da cardiolgia dessi paiz" isso aconteceu...
Milton Pires

sábado, 25 de outubro de 2014

RESPOSTA AO DEPUTADO JEAN WYLLYS



RESPOSTA DA VEJA AOS VAGABUNDOS PETISTAS

A resposta de VEJA
Sobre a fala da presidente no horário eleitoral
A presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição, ocupou parte de seu horário eleitoral para criticar VEJA, em especial a reportagem de capa desta semana. Em respeito aos nossos leitores, VEJA considera essencial fazer as seguintes correções e considerações:
1) Antecipar a publicação da revista às vésperas de eleições presidenciais não é exceção. Em quatro das últimas cinco eleições presidenciais, VEJA circulou antecipadamente, no primeiro turno ou no segundo.
2) Os fatos narrados na reportagem de capa desta semana ocorreram na terça-feira. Nossa apuração sobre eles começou na própria terça-feira, mas só atingiu o grau de certeza e a clareza necessária para publicação na tarde de quinta-feira passada.
3) A presidente centrou suas críticas no mensageiro, quando, na verdade, o cerne do problema foi produzido pelos fatos degradantes ocorridos na Petrobras nesse governo e no de seu antecessor.
4) Os fatos são teimosos e não escolhem a hora de acontecer. Eles seriam os mesmos se VEJA os tivesse publicado antes ou depois das eleições.
5) Parece evidente que o corolário de ver nos fatos narrados por VEJA um efeito eleitoral por terem vindo a público antes das eleições é reconhecer que temeridade mesmo seria tê-los escondido até o fechamento das urnas.
6) VEJA reconhece que a presidente Dilma é, como ela disse, “uma defensora intransigente da liberdade de imprensa” e espera que essa sua qualidade de estadista não seja abalada quando aquela liberdade permite a revelação de  fatos que lhe possam ser pessoal ou eleitoralmente prejudiciais.

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

MATÉRIA COMPLETA SOBRE VAGABUNDOS PETISTAS NA VEJA

Petrobras

Youssef: “O Planalto sabia de de tudo!” Delegado: “Quem do Planalto?” Youssef: “Lula e Dilma”

O doleiro Alberto Youssef afirma em depoimento à Polícia Federal que o ex e a atual presidente da República não só conheciam como também usavam o esquema de corrupção na Petrobras

Robson Bonin
EM VÍDEO - As declarações de Youssef sobre Lula e Dilma foram prestadas na presença de um delegado, um procurador da República e do advogado
EM VÍDEO - As declarações de Youssef sobre Lula e Dilma foram prestadas na presença de um delegado, um procurador da República e do advogado (Ilustração Lézio Jr./VEJA)
A Carta ao Leitor desta edição termina com uma observação altamente relevante a respeito do dever jornalístico de publicar a reportagem a seguir às vésperas da votação em segundo turno das eleições presidenciais: “Basta imaginar a temeridade que seria não publicá-la para avaliar a gravidade e a necessidade do cumprimento desse dever”. VEJA não publica reportagens com a intenção de diminuir ou aumentar as chances de vitória desse ou daquele candidato. VEJApublica fatos com o objetivo de aumentar o grau de informação de seus leitores sobre eventos relevantes, que, como se sabe, não escolhem o momento para acontecer. Os episódios narrados nesta reportagem foram relatados por seu autor, o doleiro Alberto Youssef, e anexados a seu processo de delação premiada. Cedo ou tarde os depoimentos de Youssef virão a público em seu trajeto na Justiça rumo ao Supremo Tribunal Federal (STF), foro adequado para o julgamento de parlamentares e autoridades citados por ele e contra os quais garantiu às autoridades ter provas. Só então se poderá ter certeza jurídica de que as pessoas acusadas são ou não culpadas.
Na última terça-feira, o doleiro Alberto Youssef entrou na sala de interrogatórios da Polícia Federal em Curitiba para prestar mais um depoimento em seu processo de delação premiada. Como faz desde o dia 29 de setembro, sentou-se ao lado de seu advogado, colocou os braços sobre a mesa, olhou para a câmera posicionada à sua frente e se pôs à disposição das autoridades para contar tudo o que fez, viu e ouviu enquanto comandou um esquema de lavagem de dinheiro suspeito de movimentar 10 bilhões de reais. A temporada na cadeia produziu mudanças profundas em Youssef. Encarcerado des­de março, o doleiro está bem mais magro, tem o rosto pálido, a cabeça raspada e não cultiva mais a barba. O estado de espírito também é outro. Antes afeito às sombras e ao silêncio, Youssef mostra desassombro para denunciar, apontar e distribuir responsabilidades na camarilha que assaltou durante quase uma década os cofres da Petrobras. Com a autoridade de quem atuava como o banco clandestino do esquema, ele adicionou novos personagens à trama criminosa, que agora atinge o topo da República.
Comparsa de Youssef na pilhagem da maior empresa brasileira, o ex-diretor Paulo Roberto Costa já declarara aos policiais e procuradores que nos governos do PT a estatal foi usada para financiar as campanhas do partido e comprar a fidelidade de legendas aliadas. Parte da lista de corrompidos já veio a público. Faltava clarear o lado dos corruptores. Na ter­ça-feira, Youssef apre­sentou o pon­­to até agora mais “estarrecedor” — para usar uma expressão cara à pre­sidente Dilma Rous­seff — de sua delação premiada. Perguntado sobre o nível de comprometimento de autoridades no esquema de corrupção na Petrobras, o doleiro foi taxativo:
— O Planalto sabia de tudo!
— Mas quem no Planalto? — perguntou o delegado.
— Lula e Dilma — respondeu o doleiro.
Para conseguir os benefícios de um acordo de delação premiada, o criminoso atrai para si o ônus da prova. É de seu interesse, portanto, que não falsifique os fatos. Essa é a regra que Yous­sef aceitou. O doleiro não apresentou — e nem lhe foram pedidas — provas do que disse. Por enquanto, nesta fase do processo, o que mais interessa aos delegados é ter certeza de que o de­poente atuou diretamente ou pelo menos presenciou ilegalidades. Ou seja, querem estar certos de que não lidam com um fabulador ou alguém interessado apenas em ganhar tempo for­necendo pistas falsas e fazendo acu­sações ao léu. Youssef está se saindo bem e, a exemplo do que se passou com Paulo Roberto Costa, o ex-diretor da Petrobras, tudo indica que seu processo de delação premiada será homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Na semana passada, ele aumentou de cerca de trinta para cinquenta o número de políticos e autoridades que se valiam da corrupção na Petrobras para financiar suas campanhas eleitorais. Aos investigadores, Youssef detalhou seu papel de caixa do esquema, sua rotina de visitas aos gabinetes poderosos no Executivo e no Legislativo para tratar, em bom português, das operações de lavagem de dinheiro sujo obtido em transações tenebrosas na estatal. Cabia a ele expatriar e trazer de volta o dinheiro quando os envolvidos precisassem.
Uma vez feito o acordo, Youssef terá de entregar o que prometeu na fa­se atual da investigação. Ele já con­tou que pagava em nome do PT mesadas de 100 000 a 150 000 reais a ­parlamentares aliados ao partido no Congresso. Citou nominalmente a ex-mi­nistra da Casa Civil Gleisi Hoff­mann, a quem ele teria repassado 1 mi­lhão de reais em 2010. Youssef disse que o dinheiro foi entregue em um shopping de Curitiba. A senadora ne­gou ter sido beneficiada.
Entre as muitas outras histórias consideradas convincentes pelos investigadores e que ajudam a determinar a alta posição do doleiro no esquema — e, consequentemente, sua relevância pa­ra a investigação —, estão lembranças de discussões telefônicas entre Lula e o ex-deputado José Janene, à época líder do PP, sobre a nomeação de operadores do partido para cargos estratégicos do governo. Youssef relatou um episódio ocorrido, segundo ele, no fim do governo Lula. De acordo com o doleiro, ele foi convocado pelo então presidente da Petrobras, Sergio Gabrielli, para acalmar uma empresa de publicidade que ameaçava explodir o esquema de corrupção na estatal. A empresa quei­xa­va-­se de que, depois de pagar de forma antecipada a propina aos políticos, tive­ra seu contrato rescindido. Homem da confiança de Lula, Gabrielli, segundo o doleiro, determinou a Youssef que captasse 1 milhão de reais entre as empreiteiras que participavam do petrolão a fim de comprar o silêncio da empresa de publicidade. E assim foi feito.
Gabrielli poderia ter realizado toda essa manobra sem que Lula soubesse? O fato de ter ocorrido no governo Dilma é uma prova de que ela estava conivente com as lambanças da turma da estatal? Obviamente, não se pode condenar Lula e Dilma com base apenas nessa narrativa. Não é disso que se trata. Youssef simplesmente convenceu os investigadores de que tem condições de obter provas do que afirmou a respeito de a operação não poder ter existido sem o conhecimento de Lula e Dilma — seja pelos valores envolvidos, seja pelo contato constante de Paulo Roberto Costa com ambos, seja pelas operações de câmbio que fazia em favor de aliados do PT e de tesoureiros do partido, seja, principalmente, pelo fato de que altos cargos da Petrobras envolvidos no esquema mudavam de dono a partir de ordens do Planalto.
Os policiais estão impressionados com a fartura de detalhes narrados por Youssef com base, por enquanto, em sua memória. “O Vaccari está enterrado”, comentou um dos interrogadores, referindo-se ao que o do­leiro já narrou sobre sua parceria com o tesoureiro nacional do PT, João Vaccari Neto. O doleiro se comprometeu a mostrar documentos que comprovam pelo menos dois pagamentos a Vaccari. O dinheiro, desviado dos cofres da Petrobras, teria sido repassado a partir de transações simuladas entre clientes do banco clandestino de Youssef e uma empresa de fachada criada por Vaccari. O doleiro preso disse que as provas desses e de outros pagamentos estão guardadas em um arquivo com mais de 10 000 notas fiscais que serão apresentadas por ele como evidências. Nesse tesouro do crime organizado, segundo Youssef, está a prova de uma das revelações mais extraordinárias prometidas por ele, sobre a qual já falou aos investigadores: o número das contas secretas do PT que ele operava em nome do partido em paraísos fiscais. Youssef se comprometeu a ajudar a PF a localizar as datas e os valores das operações que teria feito por instrução da cúpula do PT.
Depois da homologação da de­lação premiada, que parece assegurada pelo que ele disse até a semana passada, Youssef terá de apresentar à Justiça mais do que versões de episódios públicos envolvendo a presidente. Pela posição-chave de Youssef no esquema, os investigadores estão con­fiantes em que ele produzirá as provas necessárias para a investigação prosseguir. Na semana que vem, Alberto Youssef terá a oportunidade de relatar um episódio ocorrido em março deste ano, poucos dias antes de ser preso. Youssef dirá que um integrante da ­coor­­denação da campanha presidencial do PT que ele conhecia pelo nome de “Felipe” lhe telefonou para marcar um encontro pessoal e adiantou o assunto: repatriar 20 milhões de reais que seriam usados na cam­panha presidencial de Dilma Rous­seff. Depois de verificar a origem do telefonema, Youssef marcou o encontro que nunca se concretizou por ele ter se tornado hóspede da Polícia Federal em Curitiba. Procurados, os defensores do doleiro não quiseram comentar as revelações de Youssef, justificando que o processo corre em segredo de Justiça. Pelo que já contou e pelo que promete ainda entregar aos investigadores, Youssef está materializando sua amea­ça velada feita dias atrás de que iria “chocar o país”.
DINHEIRO PARA O PT 
Lula Marques/Folhapress/VEJA
Alberto Youssef também voltou a detalhar os negócios que mantinha com o tesoureiro nacional do PT, João Vaccari Neto, homem forte da campanha de Dilma e conselheiro da Itaipu Binacional. Além de tratar dos interesses partidários com o dirigente petista, o doleiro confi rmou aos investigadores ter feito pelo menos duas grandes transferências de recursos a Vaccari. O dinheiro, de acordo com o relato, foi repassado a partir de uma simulação de negócios entre grandes companhias e uma empresa-fantasma registrada em nome de laranjas mas criada pelo próprio Vaccari para ocultar as operações. Ele nega

ENTREGA NO SHOPPING
Sérgio Lima/Folhapress/VEJA
Alberto Youssef confirmou aos investigadores o que disse o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa sobre o dinheiro desviado da estatal para a campanha da exministra da Casa Civil Gleisi Hoffmann (PT-PR) ao Senado, em 2010. Segundo ele, o repasse dos recursos para a senadora petista, no valor de 1 milhão de reais, foi executado em quatro parcelas. As entregas de dinheiro foram feitas em um shopping center no centro de Curitiba. Intermediários enviados por ambos entregaram e receberam os pacotes. Em nota, a senadora disse que não recebeu nenhuma doação de campanha nem conhece Paulo Roberto Costa ou Alberto Youssef

ELE TAMBÉM SABIA
Sérgio Lima/Folhapress/VEJA
Durante o segundo mandato de Lula, o doleiro contou que foi chamado pelo presidente da Petrobras, José sergio Gabrielli, para tratar de um assunto que preocupava o Planalto. Uma das empresas com contratos de publicidade na estatal ameaçava revelar o esquema de cobrança de pedágio. Motivo: depois de pagar propina antecipadamente, a empresa teve seu contrato rescindido. Ameaçado pelo proprietário, Gabrielli pediu ao doleiro que captasse 1 milhão de reais com as empreiteiras do esquema e devolvesse a quantia à empresa de publicidade. Gabrielli não quis se pronunciar

CONTAS SECRETAS NO EXTERIOR
VEJA
Desde que Duda Mendonça, o marqueteiro da campanha de Lula em 2002, admitiu na CPI dos Correios ter recebido pagamentos de campanha no exterior (10 milhões de dólares), pairam sobre o partido suspeitas concretas da existência de dinheiro escondido em paraísos fi scais. Para os interrogadores de Alberto Youssef, no entanto, essas dúvidas estão começando a se transformar em certeza. O doleiro não apenas confi rmou a existência das contas do PT no exterior como se diz capaz de ajudar a identifi cá-las, fornecendo detalhes de operações realizadas, o número e a localização de algumas delas.

UM PERSONAGEM AINDA OCULTO
VEJA
O doleiro narrou a um interlocutor que seu esquema criminoso por pouco não atuou na campanha presidencial deste ano. Nos primeiros dias de março, Youssef recebeu a ligação de um homem, identifi cado por ele apenas como “Felipe”, integrante da cúpula de campanha do PT. Ele queria os serviços de Youssef para repatriar 20 milhões de reais que seriam usados no caixa eleitoral. Youssef disse que chegou a marcar uma segunda conversa para tratar da operação, mas o negócio não foi adiante porque ele foi preso dias depois. Esse trecho ainda não foi formalizado às autoridades.

Crédito: Broglio/AP/VEJA
ATÉ A MÁFIA FALOU - Tommaso Buscetta, o primeiro mafi oso a fazer delação premiada. Na Sicília, seu sobrenome virou xingamento
​Quem delata pode mentir?
Alexandre Hisayasu
A delação premiada tem uma regra de ouro: quem a pleiteia não pode mentir. Se, em qualquer momento, fi car provado que o delator não contou a verdade, os benefícios que recebeu como parte do acordo, como a liberdade provisória, são imediatamente suspensos e ele fica sujeito a ter sua pena de prisão aumentada em até quatro anos.
Para ter validade, a delação premiada precisa ser combinada com o Ministério Público e homologada pela Justiça. O doleiro Alberto Youssef assinou o acordo com o MP no fi m de setembro. Desde então, vem dando depoimentos diários aos procuradores que investigam o caso Petrobras. Se suas informações forem consideradas relevantes e consistentes, a Justiça - nesse caso, o Supremo Tribunal Federal, já que o doleiro mencionou políticos - homologará o acordo e Youssef será posto em liberdade, como já ocorreu com outro delator envolvido no mesmo caso, Paulo Roberto Costa. O ex-diretor da Petrobras deu detalhes ao Ministério Público e à Polícia Federal sobre o funcionamento do esquema milionário de pagamento de propinas que funcionava na estatal e benefi ciava políticos de partidos da base aliada do governo. Ele já deixou a cadeia e aguarda o julgamento em liberdade. O doleiro continua preso.
Até o ano passado, a lei brasileira previa que o delator só poderia usufruir os benefícios do acordo de delação ao fi m do processo com o qual havia colaborado - e se o juiz assim decidisse. Ou seja, apenas depois que aqueles que ele tivesse incriminado fossem julgados é que a Justiça resolveria se o delator mereceria ganhar a liberdade. Desde agosto de 2013, no entanto, esses benefícios passaram a valer imediatamente depois da homologação do acordo. “Foi uma forma de estimular a prática. Você deixa de punir o peixe pequeno para pegar o grande”, diz o promotor Arthur Lemos Júnior, que participou da elaboração da nova lei.
Mais famoso - e prolífero - delator da história recente, o mafi oso Tommaso Buscetta levou à cadeia cerca de 300 comparsas. Preso no Brasil em 1983, fechou acordo com a Justiça italiana e foi peça-chave na Operação Mãos Limpas, responsável pelo desmonte da máfi a siciliana. Depois disso, conseguiu proteção para ele e a família e viveu livre nos Estados Unidos até sua morte, em 2000.