"O maior inimigo da autoridade é o desprezo e a maneira mais segura de solapá-la é o riso." (Hannah Arendt 1906-1975)

segunda-feira, 30 de março de 2015

SOBRE A MANIFESTAÇÃO DO DIA 12 DE ABRIL


No dia 23 de março escrevi contundente artigo sobre a entrevista de Rogério Chequer – líder do Movimento Vem pra Rua - no Programa “Roda Viva” da TV Cultura. Critiquei, antes de tudo, sua postura ambígua no tocante a dizer, abertamente, que os manifestantes do dia 15 de março queriam (e continuam querendo) a saída IMEDIATA de Dilma Rousseff do cargo de presidente da República.
Ontem, dia 29, Reinaldo Azevedo apresentou, em seu blog, a informação de que o Movimento Vem pra Rua vai ter como lema da próxima manifestação a frase “Fora Dilma”. Sobre isso faço questão de dizer a todos os partidários da Intervenção Militar no Brasil o seguinte:
1. Devemos todos reconhecer tratar-se de importante avanço na pauta das manifestações e que a saída de Dilma Rousseff do poder deve vir ANTES de qualquer decisão sobre o método através do qual será feita.
2. É, até agora, do Movimento Vem pra Rua o protagonismo nas manifestações que pedem a saída de Dilma e foi ele, até aqui, que obteve maior espaço na grande imprensa.
3. A presença de manifestantes pró-intervenção militar é, sim, importante no Movimento do dia 12 de Abril e é DEVER nosso estarmos lá SEM levarmos (dessa vez) cartazes nem faixas nem camisetas pedindo, naquele momento, a Intervenção das Forças Armadas no Brasil.
4. Continuo afirmando que é uma questão de tempo até o fim da divisão existente entre intervencionistas e não intervencionistas e que, dia 12 de abril, não é momento adequado para expressar essa divergência. Reconheça-se, em primeiro lugar, o avanço feito quando milhões vão a rua pedindo “Fora Dilma” antes de qualquer outra coisa.
5. O Partido dos Trabalhadores não é (só) um partido de corruptos – é um Partido de Marginais e braço do Foro de São Paulo. Todas as opções: renúncia, cassação, impeachment ou intervenção militar constitucional devem estar, PERMANENTEMENTE, na mesa.

Milton Pires

Porto Alegre, 30 de março de 2015. 

domingo, 29 de março de 2015

12 DE ABRIL DE 2015.


UNIÃO PATRIÓTICA NACIONAL


A VERDADE


Letras Mortas


Milton Pires

Nem sempre o ato da escrita
é algo pra' exibição, fonte de
orgulho, proeza, ou exemplo
de “inspiração”

O problema é fuga do autor
inventando a falsa modéstia
aumentar reduzindo poema
dizer que verso não presta...

Não sei se escrevi algo bom...
motivo não dá pra' explicar
em mim o poema nasceu e
escrito - ganhou outro lar...

Casinha maior que escrever
traz sempre à vista na porta:
“entra, poema, sou teu leitor
é teu pai que já não te quer..”

Filho que então era meu qual
faca que carne não corta, o
poema que trago no peito...

escrito já é letra morta...

Porto Alegre, 29 de março de 2015.

sábado, 28 de março de 2015

Manifestação pela Intervenção das FFAA em 28 de março de 2015.






Os Moços Velhos


Milton Pires

Moça morando sozinha
esquece na vida de amar
chora e anda quietinha
dorme à luz do luar

Sabe essa moça tão linda
que ela já foi a paixão de
moços agora tão velhos

mortos no seu coração...

Porto Alegre, março de 2015.

Exorcismo do Autor


Milton Pires

Sei lá se escrevo correto..
poema é verbo, não objeto
direto ! Pecado de um só
compromisso implorando
por salvação..

Some, verso altruísta, com
essa de “ser para alguém” !
O autor é demônio possesso
escrevendo por condenação

Lançando palavras ao vento,
juntadas no texto indiscreto
odiando haver ter nascido

poeta por condição !

Porto Alegre, março de 2015.

sexta-feira, 27 de março de 2015

Quando eu Voltar..



Milton Pires

Não acho que a vida se acaba..
é a morte que vem e convida,
chega assim, bem de mansinho,
professora, quase uma amiga..

A morte trabalha, coitada..tudo
sabe, pondera, analisa, e não
(como quer tanta gente) é esse
bicho papão..

Tolo não há que duvide que
dela se possa fugir e na vida
o destino escolher...Nasci já
sabendo que morro..

Volto aprendendo a viver...

Porto Alegre, março de 2015.

Alma da Madrugada...


Milton Pires

Silêncio da madrugada..e
Porto Alegre adormecida
na longa noite Meridional

Tudo cala no escuro e
respira intervalo maior
a alma em vigília total

Almas não pegam no sono
nem sabem como acordar,
o tempo pra' elas parou

Segue minha alma, poeta
cruza essa noite velando
e dá testemunha sozinho

do Mundo em que Deus
te jogou..

Porto Alegre, março de 2015.

quinta-feira, 26 de março de 2015

12 de ABRIL


O Uivo para o Partido dos Trabalhadores


Milton Pires
Eu pude ver os maiores docentes 
da minha geração denunciados na
impostura, estáticos, cheios de vinho
no delírio das equações plantando
árvores no grande Hospital
testando hipóteses, provando drogas e
abandonando os filhos na viagem da
bioestatística doutorada em corrupção
que pedalaram, sonharam e vomitaram
pelo absurdo da Revolução Ecológica no
princípio eterno de doença mental
que escreveram livros ouvindo Stravinsky
e poemas à luz do metrô na Estação maior
da Administração
que brigaram, apanharam e choraram
quando fugiram da polícia prendendo o
reitor da Universidade Federal
que votaram nos usuários reféns do
trabalho em equipe denunciado pelo
comitê agendado na atual gestão
que foderam e se deixaram foder
fraudando inquéritos na unidade
assexuada do mundo ocidental
que esqueceram que se Deus não existe
jamais poderia morrer no absurdo
complexo da filosofia menor
que berraram por igualdade estéril
e liberdade promíscua no Estado
fraterno do poder total
que estudaram o que partido mandou
mentindo por três gerações no desespero
absoluto de vencer eleição
que escreveram, pintaram, cantaram
esculpindo um teatro robô na sala
vazia do cinema ideal
fantasmas do mundo invertido, zumbi
que não pode ensinar ...
Eu vi a Morte da cultura geral...
Porto Alegre, março de 2015.

DICA DE DOCUMENTÁRIO

Stretching from the Stone Age to the year 2000, Simon Schama's Complete History of Britain does not pretend to be a definitive chronicle of the turbulent events which buffeted and shaped the British Isles.
What Schama does do, however, is tell the story in vivid and gripping narrative terms, free of the fustiness of traditional academe, personalizing key historical events by examining the major characters at the center of them.
Not all historians would approve of the history depicted here as shaped principally by the actions of great men and women rather than by more abstract developments, but Schama's way of telling it is a good deal more enthralling as a result.
A study of the history of the British Isles, each of the 15 episodes allows Schama to examine a particular period and tell of its events in his own style.
1. Beginnings: 3100 BC – 1000 AD. Simon Schama starts his story in the stone age village of Skara Brae, Orkney. Over the next four thousand years Romans, Anglo-Saxons, Vikings, Danes, and Christian missionaries arrive, fight, settle and leave their mark on what will become the nations of Britain.
2. Conquest: 1000–1087. 1066 is not the best remembered date in British history for nothing. In the space of nine hours whilst the Battle of Hastings raged, everything changed. Anglo-Saxon England became Norman and, for the next 300 years, its fate was decided by dynasties of Norman rulers.
3. Dynasty: 1087–1216. There is no saga more powerful than that of the warring dynasty – domineering father, beautiful, scheming mother and squabbling, murderous sons and daughters, (particularly the nieces). In the years that followed the Norman Conquest, this was the drama played out on the stage of British history.
4. Nations: 1216–1348, this is the epic account of how the nations of Britain emerged from under the hammer of England's "Longshanks" King Edward I, with a sense of who and what they were, which endures to this day.
5. King death: 1348–1500. It took only six years for the plague to ravage the British Isles. Its impact was to last for generations. But from the ashes of this trauma an unexpected and unique class of Englishmen emerged.
6. Burning convictions: 1500–1558. Here Simon Schama charts the upheaval caused as a country renowned for its piety, whose king styled himself Defender of the Faith, turns into one of the most aggressive proponents of the new Protestant faith.
7. The body of the Queen: 1558–1603. This is the story of two queens: Elizabeth I of England, the consummate politician, and Mary I, Queen of Scots, the Catholic mother. It is also the story of the birth of a nation.
8. The British wars: 1603–1649. The turbulent civil wars of the early seventeenth century would culminate in two events unique to British history; the public execution of a king and the creation of a republic. Schama tells of the brutal war that tore the country in half and created a new Britain – divided by politics and religion and dominated by the first truly modern army, fighting for ideology, not individual leaders.
9. Revolutions: 1649–1689. Political and religious revolutions racked Britain after Charles I's execution, when Britain was a joyless, kingless republic led by Oliver Cromwell. His rule became so unpopular that for many it was a relief when the monarchy was restored after his death, but Cromwell was also a man of vision who brought about significant reforms.
10. Britannia incorporated: 1690–1750. As the new century dawned, relations between Scotland and England had never been worse. Yet half a century later the two countries would be making a future together based on profit and interest. The new Britain was based on money, not God.
11. The wrong empire: 1750–1800. The series is the exhilarating and terrible story of how the British Empire came into being through its early settlements—the Caribbean through the sugar plantations (and helped by slavery), the land that later became the United States and India through the British East India Company - and how it eventually came to dominate the world. A story of exploration and daring, but also one of exploitation, conflict, and loss.
12. Forces of nature: 1780–1832. Britain never had the kind of revolution experienced by France in 1789, but it did come close. In the mid-1770s the country was intoxicated by a great surge of political energy. Re-discovering England's wildernesses, the intellectuals of the "romantic generation" also discovered the plight of the common man, turning nature into a revolutionary force.
13. Victoria and her sisters: 1830–1910. As the Victorian era began, the massive advance of technology and industrialisation was rapidly reshaping both the landscape and the social structure of the whole country. To a much greater extent than ever before women would take a center-stage role in shaping society.
14. The empire of good intentions: 1830–1925. This episode charts the chequered life of the liberal empire from Ireland to India – the promise of civilisation and material betterment and the delivery of coercion and famine.
15. The two Winstons": 1910–1965. In the final episode, Schama examines the overwhelming presence of the past in the British twentieth century and the struggle of leaders to find a way to make a different national future. As towering figures of the twentieth century, Churchill and Orwell (through his 1984 character Winston Smith) in their different ways exemplify lives spent brooding and acting on that imperial past, and most movingly for us, writing and shaping its history.

quarta-feira, 25 de março de 2015

TUDO DOMINADO: COMPANHEIRADA NO HCPA, UNIMED E MAIS MÉDICOS


Para quem é de fora entender: estamos no período de campanha eleitoral para a Unimed Porto Alegre e um dos candidatos à "fiscal" é feitor do "Maus Médicos". Talvez o detalhe não tivesse sido percebido se ele não tivesse gasto uma grana preta em malas diretas Descoberto e denunciado nas redes sociais, apelou para o Hospital de Clínicas de Porto Alegre e o presidente desta instituição, Dr. Amarilio Macedo, se prestou para a seguinte carta de desagravo:

"Colegas professores e professoras:
Na próxima sexta-feira, dia 27, teremos eleição para o Conselho Fiscal da Unimed. Sem dúvida, sempre que há eleições para os conselhos de nossa pujante cooperativa, torcemos para que os candidatos-médicos da casa se saiam bem. Nem poderia ser diferente.
No entanto, esta é a primeira vez, e espero que seja a última, que a direção do hospital conclama o apoio da nossa comunidade de professores e médicos-contratados pertencentes à UNIMED-PoA a apoiar a candidatura do Dr. José Miguel Dora. Jovem médico de trajetória ampla e destacada, Assessor da Vice-presidência Médica, o Miguel tem estado à frente de alguns dos mais desafiadores empreendimentos de nosso hospital e se dedicado de coração e mente para que tenhamos cada vez mais qualidade e inovação.
Além do mais, o Miguel é um profissional arrojado e corajoso. Enquanto muitos se lançam às críticas ao Mais Médicos, ele aceitou o desafio de ser preceptor de participantes do programa. Não por uma questão de matiz política ou ideológica; sua atuação é técnica, averiguando as condições de trabalho e a capacidade profissional dos participantes. Com este tipo de trabalho, quem sabe, podemos contribuir para qualificar o programa, inclusive em alguns aspectos dos quais discordamos.
Não é possível compactuar com ataques a integridade de um colega com a virulência da forma como tem se desdobrado este episódio nas mídias sociais.
HCPA, na condição de HU modelo do MEC, tem um compromisso expresso e anotado em seu planejamento estratégico: apoio às políticas governamentais. Por isso incrementamos algo como 50 novas bolsas na residência médica este ano que passou. E isso também faz parte do Programa Mais Médicos. No Brasil, aproximadamente a metade dos médicos não fazem treinamento em residência médica.
É assim que estamos trabalhando no HCPA, com a ajuda do Miguel, e fundamentalmente com o desprendimento de um grupo abnegado e de alta qualificação médica que encabeça ações propositivas com o respaldo do renome do HCPA (o maior Centro Universitário Federal em formação de médicos-residentes no País).
Por isso, além do Miguel, anoto nosso carinho e reconhecimento aos professores:
- Erno Harzheim
- Roberto Umpierre
- Marcelo Rodrigues Gonçalves
- João Werner Falk
- Francisco José Arsego de Oliveira
- Cristina Rolim Neumann
- Mary Clarisse Bozzetti
- Camila Giugliani
- Leticia Porciuncula
- Jane Maria Reos Wolff
- Rodrigo Caprio Leite De Castro
E aos médicos:
- João Henrique Godinho Kolling
- Camila Furtado de Souza
- Rafael Selbach Scheffel
Dito isso, convido a todos os associados da Unimed a comparecerem à urna na próxima sexta, dia 27, ali no saguão interno do HCPA, votando no Miguel e, assim, minimamente, reparando a injustiça feita a ele e a todos nossos colegas envolvidos nesse projeto.
Abraços,
Amarilio "
Parece justa esta a eleição????/

PS: Os professores aos quais agradece são os que aceitaram entre R$ 4.000,00 e R$ 10.000,00 como "professores de programa". Afinal, todos tem um preço, né?

Contemplação.


Milton Pires

Se vais amar uma coisa
tens de afastá-la do Tempo
Ousar, querer, traduzir,
pausa no teu pensamento...

Antes, agora e depois roubam
da vida a ilusão, são fontes do
teu sofrer...ansioso, implorado,
e sentido na palavra viúva do
som (primeiro música) e, só mais
tarde, poema tão mal acabado,
que gira na Terra jogado, aflito
por contemplação como casal
que já fez amor...e sonha o
mundo

com tempo parado..

Porto Alegre, março de 2015.

terça-feira, 24 de março de 2015

Babilônia e a Bíblia Petista



Milton Pires

“Só tenho uma pergunta a fazer: se vocês sabem que vai ter beijo gay na novela, por que raios assistem a essa merda?? Para depois passarem a semana inteira reclamando? Se sabem que só passa porcaria na novela, e coisas que não condizem com seus valores, pra que ver? Eu também não quero ver beijo gay, e adivinhem só...Não assisto! Vocês tem centenas de coisas realmente sérias para se preocupar aqui no Brasil, não percebem que fazem essas merdas em novelas justamente para fazerem vocês perderem o foco? Beijo gay sempre teve em novela desde 2011 na novela Amor e Revolução, isso não é novidade. Então, foco porra ! Parem de se preocupar com futilidades, acordem!”
As frases do parágrafo acima fazem parte de uma postagem feita no Facebook na tarde de hoje. O nome do autor será aqui preservado por mim. Ironicamente, realizou-se hoje, também, a audiência pública sobre doutrinação política nas escolas brasileiras. Não preciso dizer do sucesso do post que diz, em outras palavras, o seguinte - “não quer ver; não veja, mas não fique criticando, pois há coisas muito mais importantes acontecendo.”
Sobre esse tipo de posição (e a sua popularidade e aceitação) afirmo o seguinte: comparado àquilo que se lê vindo de petistas assumidos, tal postura requer, para ser desarmada, desmontada e jogada no lixo, um trabalho e um esforço intelectual muitíssimo maiores. Deus me ajude pois é exatamente o que pretendo aqui fazer nestas linhas.
O perspectivismo é, em Filosofia (mais especificamente em Nietzsche) a corrente do pensamento em que, apesar de existir uma só realidade, são várias as maneiras de entendê-la. Desnecessário seria salientar a proximidade dessa tese com o relativismo moral do final do século XIX e, mais tarde, com a psicologia de William James. Aplicado ao campo terapêutico, o perspectivismo é, ou deveria ser, a atitude filosófica capaz de nos tornar (ainda que não de maneria tão radical) mais estoicos, mais “tolerantes” eu diria, no que se refere aos dilemas morais e conflitos da vida em grupo. Se a vida sem o Estado, e seguidamente com ele também, é uma condição de “guerra de todos contra todos” (Thomas Hobbes), a possibilidade de relativizar questões, de colocá-las em perspectiva, seria pois a maneira ideal de atenuar conflitos, não seria?
Sustento que todo sucesso, toda elegância e suposta lógica da posição do tipo “quer assistir, assiste mas, se não quer, não reclame” reside pois nesse efeito anestésico, nessa ação contemporizadora e quase terapêutica das palavras.
O que não é discutido, o que não se vislumbra quando se lança no facebook um texto assim é se teríamos nós o direito de transigir, de minimizar ou relativizar dessa forma a questão. Vejam também que o autor faz referência a “problemas muito mais graves” mas não diz quais são eles e nem qual o “foco” (essa personagem mitológica dos grupos de facebook..rss) que deve ser buscado.
Do ponto de vista crítico, se não estamos satisfeitos com o que é mostrado em Babilônia, se isso fere toda herança cultural do maior país católico do mundo, se isso serve a um projeto de revolução cultural criminoso do Foro de São Paulo, basta então não dar audiência a Rede Globo?? Vejamos:
A Rede Globo de Televisão não obteve uma concessão do Estado Brasileiro para transmitir suas novelas? Se obteve, aquilo que está sendo transmitido está de acordo com a tradição cultural do país ou do Partido que o governa atualmente?
Nenhuma dessas questões parece ter resposta muito simples para alguém com um mínimo de integridade moral e independência intelectual mas, no Brasil Petista, uma resposta está sempre na ponta da língua: “toda forma de censura é nociva”..Ah...que efeito ! Que elegância ! Que sensação de ser democrata e de estar engajado com a igualdade da diversidade (seja lá o que isso signifique) não é ??
Certa vez eu escrevi que nada pode ser mais perigoso do que pensar que igualdade e liberdade andam juntos. Entregamos o Brasil a um Partido e a uma Rede de Televisão que definiram e implantaram a igualdade suprema. O desespero pela igualdade na sociedade brasileira é tão grande que já não temos mais, sequer, a liberdade para dizer que é absurdo mostrar, às nove horas da noite na TV aberta, duas mulheres de oitenta anos se beijando na boca. Afinal, “se não gostou, troca de canal” mas lembre-se – CENSURA NUNCA MAIS !
Pagamos absolutamente qualquer preço para jamais termos censura outra vez na nossa “cultura”..Aceitamos inclusive que a própria definição daquilo que venha a ser a nossa “cultura” seja feita pelo Partido dos Trabalhadores e pela Rede Globo.
O Deus bíblico condenou toda uma civilização ao caos e ao desentendimento confundindo o idioma das pessoas. O demônio da Rede Globo fez muito pior no Brasil: aqui todo mundo fala português e ninguém se entende mais porque a Bíblia Petista não tem censura a não ser para aqueles que ousam falar mal do Partido Religião.

Porto Alegre, 24 de março de 2015.  

segunda-feira, 23 de março de 2015

Eles Não Entenderam Nada – O Novo Lindbergh Farias

Milton Pires.

Acabei de assistir a entrevista de Rogério Chequer, de quem aliás eu jamais havia escutado falar antes, no Programa Roda Viva da TV Cultura. Ele foi apresentado como a “principal liderança” do Movimento Vem Pra Rua. Esse eu já conhecia e todos vocês também já conhecem – foi o principal responsável por colocar, dia 15 de março, mais de dois milhões de pessoas nas ruas do Brasil. 
Disse o senhor Rogério que o lema para a próxima manifestação do dia 12 de abril será “Eles não Entenderam Nada”. Fiquei com uma dúvida: quem não entendeu nada? O Governo Dilma ou o tal Movimento Vem Pra Rua???
Quando um dos entrevistadores perguntou o que o movimento apresentava como pauta vocês sabem o que Rogério respondeu? Disse que os “manifestantes” querem uma “diminuição do número de ministérios”, querem “Toffoli fora do Julgamento do Petrolão” e “Abertura de Caixa Preta do BNDES”...Agora me respondam: quem foi que disse que era isso que as pessoas estavam pedindo dia 15 de março?? Dois milhões de brasileiros saem às ruas berrando “FORA PT” e outras coisas que, por questões de higiene, eu não vou escrever aqui mas que dizem respeito a Lula e Dilma, e o sujeito vem ao Roda Viva com um papo que mais de um candidato do PSDB no consultório do psicanalista ???
Pelo amor de Deus....Será que isso vai ficar assim?? Ninguém vai colocar o tal Rogério no seu devido lugar?? Quantos milhões de pessoas vão ter que sair às ruas berrando “fora PT” para que o PT, e agora o Vem Pra Rua, entendam aquilo que está sendo pedido??
Os brasileiros querem Dilma fora do Governo. Querem isso pra já e querem a QUALQUER CUSTO..Não interessa se vai ser com impeachment, renúncia ou intervenção militar. Qualquer “líder de manifestação” que vier na frente das câmeras dizer coisa diferente não entendeu, finge que não entendeu ou é só um Novo Lindbergh Farias.

Porto Alegre, 23 de março de 2015.

EMPRESÁRIO DENUNCIA LULA E DILMA NA PROCURADORIA GERAL DA REPÚBLICA

domingo, 22 de março de 2015

‘Chefe’ do MST chama manifestantes contra Dilma de’ fascistas golpistas’...

MARGINAIS DO MINISTÉRIO DA SAÚDE DEVEM DEPOR.

 Atualizado em sábado, 21 de março de 2015 - 20h59

Mais Médicos: Ministro e assessores devem depor

Jornal da Band exibiu áudio que revela integrantes do Ministério tentando mascarar um dos objetivos do programa: atender o governo cubano
Arthur Chioro, ministro da Saúde, e mais três assessores foram convidados a depor perante a comissão de Relações Internacionais do Senado sobre o programa Mais Médicos.

O motivo seria uma reportagem do Jornal da Band que mostrou, com exclusividade, gravações de áudio que revelam integrantes do Ministério tentando mascarar um dos objetivos do programa: atender o governo cubano.

O senador Ronaldo Caiado quer que Arthur Chioro e os assessores que participaram da negociação expliquem ao Congresso quais eram os reais objetivos do programa. "Já entrei com a representação na Procuradoria-Geral da República para que instale um processo de investigação por crime de administração pública sobre todos esses funcionários e eles terão que responder com todas as penalizações", finalizou.

Oito em cada dez profissionais de saúde vinculados ao programa Mais Médicos vieram de Cuba. São mais de 11 mil médicos que o governo de Cuba mantém sob vigilância. Os profissionais são obrigados a comunicar cada passo aos coordenadores das brigadas, chamados feitores, que devem impedir que os médicos desertem.

Entenda o caso

Gravações de uma reunião anterior ao lançamento do Mais Médicos revelam que assessores ministeriais tentaram mascarar um dos objetivos do programa: atender o governo cubano, reservando a maior parte do orçamento a profissionais vindo do país insular.

Após as manifestações de junho de 2013, o governo federal tratou de apressar algumas medidas populares.  Uma delas foi contratar médicos para atuar em locais do país que não eram atrativas para doutores brasileiros  com o projeto, que o planalto vinha estruturando secretamente havia seis meses.

A pressa foi grande que acabou dando causa a um evento raríssimo em Brasília, onde, em pleno sábado, aconteceu  uma reunião da qual participaram ao menos seis assessores de ministérios. O Jornal da Band conseguiu identificar três assessores do Ministério da Saúde que participaram do encontro: Rafael Bonassa, assessor do gabinete do ministro, Alberto Kleiman, da área internacional e Jean Kenji Uema, chefe da assessoria jurídica.

Além deles, também esteve no encontro Maria Alice Barbosa Fortunato, que atualmente é coordenadora do Mais Médicos na Organização Panamericana de Saúde (Opas), a mais preocupada do grupo em ocultar a preferência do governo federal pelo médicos Cubanos.

“Eu acho que não pode ter o nome governo de Cuba porque senão vai mostrar que nós estamos driblando uma relação bilateral”, explicou Maria Alice em um trecho da gravação.

Para mascarar o acordo com Cuba, a representante da Opas propõe que seja simulado uma abertura para médicos de outros países. A esses, no entanto, será destinado apenas 0,13% da verba alocada para o primeiro ano do Mais Médicos.

“Eu posso colocar atividades do Mercosul e da Unasul, que vai dar dois milhões.  Dois milhões (de reais) em relação a um bilhão e seiscentos milhões (de reais), será que na coisa da justiça tem problema?”, questionou.

A CHEGADA DA GREVE GERAL


DIA 12 DE ABRIL


CHAPEUZINHO VERMELHO DO CARALHO !


DIRCEU PRESTES A VOLTAR PARA PRISÃO

22/03/2015
 às 9:55 \ BrasilCultura

Ricardo Pessoa entrega Dirceu e Vaccari. Bom começo

Dirceu 1Os pagamentos a José Dirceu eram propina.
Quem garantiu foi o nosso pré-delator favorito, Ricardo Pessoa, dono da UTC e coordenador do cartel da Petrobras, em reunião com investigadores da Operação Lava Jato na semana passada, ainda não em depoimento formal.
Pessoa, segundo a Folha deste domingo, disse que o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, o “Moch”, autorizava que os valores pagos à consultoria do ex-ministro fossem descontados da propina devida pelas empresas que tinham negócios com a diretoria de Serviços.
O diretor de Serviços da Petrobras era Renato Duque, o afilhado político de Dirceu preso em Curitiba há uma semana e que permaneceu quase calado na CPI da estatal.
Empresas investigadas pela Lava Jato pagaram R$ 9,5 milhões pelos serviços da consultoria de Dirceu, enquanto Duque era diretor. E era Dirceu quem procurava as empresas, não o contrário.
A Camargo Corrêa, segundo seus executivos presos, decidiu contratar os serviços do mensaleiro - identificado como “Bob” no esquema – por temer que uma recusa prejudicasse seus negócios com a Petrobras. Ou seja: para fazer negócio com o PT, precisava molhar a mão de Dirceu.
Os investigadores, diz o jornal, “acreditam ter localizado um vínculo entre Dirceu e o esquema de corrupção ao encontrar entre os clientes do ex-ministro a Jamp Engenharia, do consultor Milton Pascowitch, apontado como um dos operadores que teria distribuído propina para o PT”.
O cerco está se fechando para o “Bob”. A Papuda aguarda ansiosamente a sua volta.

Noite Adentro..


Milton Pires

Há nessas horas noturnas
algo que escapa à razão..
Coisa que cala mas fala
sonhando na solidão..

A noite é lembrança da
morte que um dia ainda
deve acordar e ver que
essa vida é de luz..

Da lua brilhando no ar..

Porto Alegre, março de 2015.

sábado, 21 de março de 2015

Caiado fala sobre nova denúncia do Mais Médicos e acerto para mascarar f...

ESGOTO DA CULTURA BRASILEIRA


Lanterna e Furacão


Milton Pires

Alma isolada das outras
e próprio centro do mundo
Respondo o mistério da vida
de Deus o silêncio profundo

Sou chama brilhando no escuro
e aqueço quem tem solidão
Esperança que teima na noite
Lanterna num furacão..

Quem me encontrou não esquece
e repara que nome eu não tenho
Pra muitos sou só uma prece

Não sabe rezar eu desenho..

Porto Alegre, março de 2015.

"CIÊNCIA" POLÍTICA NO BRASIL DO PT


Brazil’s slumping economy and bribery scandal eat away at president’s popularity


POSTED: 
By Simon Romero

RIO DE JANEIRO - President Dilma Rousseff ran for office declaring that she would harness an oil bonanza in Brazil to supercharge the economy while avoiding the corruption and mismanagement that have plagued other oil-rich countries in the developing world.
 
But less than three months into her second term as president, Rousseff is fighting for her political survival as Petrobras, the national oil company she oversaw and has championed, reels from a colossal bribery scandal.
 
Compounding her problems is the prospect that the economy could shrink in 2015 for the second consecutive year, the first such contraction here since the onset of the Great Depression in 1929 and 1930.
 
Public anger over the scandal, and the slumping economy, brought hundreds of thousands of people to the streets of Brazil last weekend demanding Rousseff’s resignation. On Wednesday, a public opinion survey showed her approval rating at a paltry 13 percent.
 
Much of Rousseff’s predicament can be traced to the oil industry, which she promoted and reshaped under a nationalist vision of asserting greater government control over lucrative deep-sea oil fields that were discovered nearly a decade ago. But even before Brazil starts exporting oil in large amounts, the industry is coming under increasing strain as the Petrobras scandal and the plunge in global oil prices produce mounting job losses.
 
“Dilma Rousseff arrogantly claimed she got it all right when she was overseeing Petrobras, prioritizing oil over biofuels, encouraging the population to consume gasoline by keeping fuel prices low,” said Adriano Pires, a prominent energy consultant. “But now the shock is here: She got it all wrong, and the entire country is paying for her failed energy policies.”
 
Rousseff’s fall from grace has been fast as calls for her ouster have grown louder over the revelations of bribery on an epic scale at Petrobras on her watch. Her approval rating plunged to 13 percent in March from 23 percent in February, according to a public opinion survey released Wednesday by Datafolha, a Brazilian polling company. The poll, conducted March 16 and 17 in interviews with 2,842 people, had a margin of sampling error of plus or minus 2 percentage points.
 
While even Rousseff’s political opponents say the possibility of her being impeached or resigning remains distant, she is grappling with political and economic crises that are feeding off one another and eroding her authority.
 
In addition to the street protests this month, prominent figures in her own Workers Party have begun criticizing her reluctant embrace of austerity measures sought by her critics in the business establishment.
At the same time, centrist leaders in her coalition in Congress are in open revolt against Rousseff, blaming her for not shielding them from inquiries over their involvement in the Petrobras scandal, raising doubts about whether she can push through unpopular spending cuts.
 
As Rousseff, 67, grows isolated from her own base of support, Brazil’s currency, the real, has undergone a sharp devaluation, falling more than 30 percent against the dollar since she won the first round of presidential elections in October. Meanwhile, concerns are growing over the problems at Petrobras, which ranks among the world’s most indebted companies.
 
The scandal dwarfs previous corruption cases in Brazil, with the Supreme Court authorizing the investigations of dozens of prominent political figures, including the heads of both houses of Congress. Former Petrobras executives who reached plea deals have described a scheme in which construction companies vying for business with the oil company paid bribes equivalent to about 3 percent of the value of contracts.
 
Recipients of the bribes pocketed vast sums; one manager, Pedro Barusco, has agreed to return nearly $100 million he hid in offshore accounts. The executives also said they channeled portions of the bribes to the Workers Party, some of which were used in Rousseff’s 2010 campaign, and to other parties and leaders in her coalition.
 
The scheme was put into motion during a period roughly corresponding to the time when Rousseff was chairwoman of Petrobras, from 2003 to 2010. At the time, she also served as energy minister and chief of staff to President Luiz Inacio Lula da Silva, her predecessor.
 
No testimony has surfaced indicating that Rousseff personally profited from the bribery scheme, and she has insisted that she knew nothing about it until investigators revealed it last year.
 
 
Rousseff was a forceful presence at Petrobras, a sprawling enterprise founded in 1953, using her influence to expand the role of state-controlled companies and banks in Brazil’s economy.
 
With new legislation, she put Petrobras firmly in control of new deep-sea fields and gave it a nationalist mandate to buy ships, oil platforms and other equipment from struggling Brazilian companies, causing project delays and cost overruns.
 
These strategies were a shift from the 1990s, when Brazil’s government ended Petrobras’ monopoly, exposing the company to market forces while keeping it under state control.
 
 
The push to build entire domestic industries supplying Petrobras, as well as huge refineries in states controlled by allies of the Workers Party, created thousands of jobs - until now. The scandal and the worldwide slump in oil prices have caused Petrobras to suspend work on projects like a huge refinery complex in Itaboram, a city near Rio de Janeiro.
 
The workforce at the refinery has dwindled to less than 5,000 from a peak of 35,500 in 2013, according to union officials. Many laborers have returned to their home states in Brazil’s relatively poor northeast, but as many as 200 unemployed workers now live on the streets of Itaboram, according to Fabio Krespane, coordinator of the city’s agency for the homeless.
 
Others are squatting in apartment complexes built during the boom years. One of the squatters, Leirson Fabiano Santos, 34, an unemployed heavy machinery supervisor, estimated that 90 percent of the workers had voted for Rousseff, but added, “I no longer have any good things to say about her.
 
“Now she wants to raise taxes and energy prices so that we, the masses, pay the price for the corruption at Petrobras,” Santos said.
 
 
Rousseff had kept electricity prices low in recent years in a bid to keep inflation from accelerating, before allowing them to rise after she narrowly won re-election in October. Subsidized gasoline prices also wreaked havoc on Brazil’s once-envied ethanol industry by making biofuels costlier, with more than 60,000 jobs lost from 2013 to 2014 from sugar mill closings, according to Unica, a sugar and ethanol trade group.
 
“There was this sense that oil would allow Brazil to solve all sorts of problems,” said Paulo Sotero, director of the Brazil Institute at the Woodrow Wilson International Center for Scholars in Washington. “Instead, the biofuels industry was gutted, undermining a source of pride for Brazil around the world.”
 
Eyeing the achievements of Norway and Canada, oil-rich countries with enviable living standards, Brazil took steps to prepare for lean times, like putting a portion of oil revenues in a sovereign wealth fund created in 2008. But the idea was short-lived: Rousseff’s government raided the fund in 2012 to meet budget targets, leaving it with just a fraction of its holdings.
 
Still, energy experts point out that Brazil has strengths lacking in many other oil-rich countries such as Venezuela, including trusted institutions such as the Federal Police, which revealed the scandal to the nation, and the Supreme Court, which authorized investigations of an array of influential legislators.
 
And a diverse economy, including a cutting-edge agricultural sector and a broad industrial base, reduces the reliance on oil. Petrobras also has technical expertise when it comes to finding and producing oil in complex offshore fields.
 
“Despite all the government meddling and the culture of corruption at the top of the company, Petrobras is still doing quite well on an operating level,” said Cleveland Jones, a geologist at the State University of Rio de Janeiro.
 
Even so, the oil scandal contributing to Brazil’s economic quagmire is fueling a broader re-evaluation of the policies that strengthened the role of state-controlled enterprises under Rousseff. Even her own finance minister, Joaquim Levy, is questioning the wisdom of giving so much power to corruption-plagued companies like Petrobras.
 
“State capitalism doesn’t work very well in a democracy,” Levy said in a speech to business leaders in Sco Paulo this week.
 
Taylor Barnes and Vinod Sreeharsha contributed reporting.