Da esq. p/ a dir.: O secretário geral da OAB Paraná, Eroulths Cortiano Junior; o presidente do Sistema Fecomércio Sesc Senac PR, Darci Piana; o vice-presidente do IAP, Hélio Gomes Coelho Júnior; o presidente do IAP, José Lucio Glomb; o juiz federal Sérgio Moro, e o presidente do Tribunal de Justiça do Paraná, desembargador Paulo Roberto Vasconcelos
Da esq. p/ a dir.: O secretário geral da OAB Paraná, Eroulths Cortiano Junior; o presidente do Sistema Fecomércio Sesc Senac PR, Darci Piana; o vice-presidente do IAP, Hélio Gomes Coelho Júnior; o presidente do IAP, José Lucio Glomb; o juiz federal Sérgio Moro, e o presidente do Tribunal de Justiça do Paraná, desembargador Paulo Roberto Vasconcelos
Mais de 400 pessoas lotaram o Sesc da Esquina na noite de ontem (29), em Curitiba, para assistir à palestra do juiz federal Sérgio Moro, sobre Lavagem de Dinheiro. A palestra também foi transmitida em telão em um auditório do Sesc. O evento, promovido pelo Instituto dos Advogados do Paraná, teve apoio da Federação do Comércio do Paraná.
O público, formado por advogados e representantes de classes, recebeu o palestrante com uma intensa salva de palmas. O magistrado agradeceu o apoio das pessoas, da sociedade civil organizada, do IAP e do G7, através de um ofício que lhe foi encaminhado e lido pelo mestre de cerimônias. “O que um juiz e profissionais de direito podem fazer é muito limitado em um processo dessa magnitude se não existir um forte apoio da opinião pública e da sociedade civil organizada”, pontuou.
Sem fazer comentários sobre a ação penal que investiga os desvios na Petrobras, Moro discorreu sobre um caso semelhante, a Operação Mãos Limpas, ocorrida na Itália na década de 1990. O processo também tratava de crimes de lavagem de dinheiro e corrupção e teve mais de 4,5 mil investigados, incluindo políticos de alto escalão e membros da máfia. O juiz mencionou que naquele processo, houve várias tentativas dos políticos italianos de obstaculizar as investigações e que, mesmo com o grande rol de indiciados, apenas 1,3 mil foram condenados. “Aproximadamente 40% dos réus escaparam da condenação por prescrição, falhas processuais e alterações legislativas. É preocupante que o nosso direito processual seja muito espelhado no modelo italiano. Lamentavelmente, copiamos não só as virtudes, mas também os vícios”, analisou.
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Sérgio Moro criticou a grande repercussão que os julgamentos do Mensalão e da própria Lava Jato. Em sua opinião, esses casos demonstram a necessidade em reforçar a eficiência do Judiciário, pois não deveriam ser vistos como excepcionais ou ganhar tamanha dimensão. Ele defendeu alterações no Código de Processo Penal, a exemplo do Projeto de Lei do Senado nº 402/2015, proposto pela Associação dos Juízes Federais do Brasil, que permitiria a prisão por crimes graves logo após a condenação pelos tribunais de segundo grau de jurisdição. Ao final de sua explanação o juiz da Lava Jato respondeu a questões formuladas pela plateia.
Para o presidente do IAP, advogado José Lucio Glomb, “Houve grande interesse da comunidade jurídica e em geral sobre esse tema. Claro que o Sérgio Moro não poderia falar sobre o caso concreto, mas expôs claramente os princípios importantes para melhorar nosso país”, avaliou.
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Da esq. p/ a dir.:  o presidente do IAP, José Lucio Glomb; o presidente do Tribunal de Justiça do Paraná, desembargador Paulo Roberto Vasconcelos; o presidente da FIEP, Edson Luiz Campagnolo; o presidente do Sistema Fecomércio Sesc Senac PR, Darci Piana; e o  juiz federal Sérgio Moro
Da esq. p/ a dir.:
o presidente do IAP, José Lucio Glomb; o presidente do Tribunal de Justiça do Paraná, desembargador Paulo Roberto Vasconcelos;
o presidente da FIEP, Edson Luiz Campagnolo; o presidente do Sistema Fecomércio Sesc Senac PR, Darci Piana; e o juiz federal Sérgio Moro