"O maior inimigo da autoridade é o desprezo e a maneira mais segura de solapá-la é o riso." (Hannah Arendt 1906-1975)

terça-feira, 31 de maio de 2016

A REDE "SOCIAL" - Postagem Feita no Facebook

Algo me intriga nas "redes sociais"...Uma coisa não me sai da cabeça desde que comecei a usar esse negócio:

Por que eu deveria ter, nas redes sociais, um comportamento, um vocabulário diferente daquele que utilizo com as pessoas no meu dia-a-dia, no meu trabalho, nas ruas?? É evidente que isso aqui não é a intimidade da minha família, não se presta para discussão da minha vida pessoal, mas o que há de "sagrado" nesta merda??? O que é essa porcaria que chamam de "netiqueta"??? Eu jamais jurei nem prometi nem me comprometi a ter "etiqueta" alguma ! O que me limita aqui não são "padrões do "Mark Nuremberg", são meus !! 

A pornografia, a pedofilia, as fotos de pessoas mortas NÃO devem ser proibidas por causa dos padrões do Facebook, devem ser banidas da sociedade ! Facebook NÃO é a sociedade mas pretende ser "livre", pretende representá-la...Se pretende representá-la, por que continua com "padrões" que não existem em nenhuma outra parte??? Que conversa é essa de "discurso do ódio"?? Ódio contra quem ?? Em que situação?? O que é o "ódio" na opinião do Nuremberg e dos caras do Facebook?? 

Ou será que o Facebook é uma "escola para adultos antissociais como eu" ?? Eu, que entro aqui e sou antissocial, vou me "socializar" através do Facebook?? É isso ??? E se o Facebook é "livre e democrático", por que, ao invés de controlar pessoas, não controla grupos??? Por que, ao invés de banir um nazista, um racista, um homofóbico, não estuda se este animal entrou na rede para formar um grupo?? Por que vai banir a pessoa e não o grupo que ela quer formar??? Ou o objetivo dessa aberração não é usar a Rede Social para formar seu grupo ??? Por que não se limitam a acabar com GRUPOS CRIMINOSOS ao invés de atacar indivíduos??? Qual é o perigo de um indivíduo assim numa rede social??? Não é juntar-se com outro e formar grupos ??? 

Ou a sociedade vai ser educada pelo Facebook?? Cada cidadão será educado, individualmente como quer o Mark Nuremberg??? Não é isso aqui que pretende ser um reflexo da sociedade...É a sociedade que está se tornando um reflexo disso aqui...Dentro de pouco tempo os "padrões da comunidade" vão ser aqueles que se esperam na "vida real" ! É o maior experimento social de toda História e quem comanda essa coisa é a esquerda americana !!!!

Milton Pires

EDITORIAL DO ESTADÃO - Por que Dilma não pode voltar

31 Maio 2016 | 03h 00



A presidente Dilma Rousseff parece acreditar que, ao se manifestar sobre seu governo e seu afastamento, angaria simpatia e, assim, afasta a hipótese altamente provável de seu impeachment. Sempre que a petista abre a boca, porém, fica claro para o País que, se seu governo já foi desastroso, seu eventual retorno à Presidência seria um cataclismo, pois a administração seria devolvida a quem se divorciou completamente da realidade. No mundo em que vive, Dilma se confunde com Poliana: não cometeu nenhum erro, não é responsável pela pior crise econômica da história brasileira e só foi afastada em razão de um complô neoliberal operado pelo deputado Eduardo Cunha, e não porque a maioria absoluta dos brasileiros exige seu impeachment.
“Temos que defender o nosso legado”, disse à Folha de S.Paulo a presidente responsável por recessão econômica, desemprego crescente, inflação acima da meta e contração da atividade, do consumo e do investimento, além de um rombo obsceno nas contas públicas. Foi essa herança, maldita em todos os sentidos, que criou o consenso político em torno do qual o Congresso faz avançar o impeachment. Assim, quando fala em seu “legado”, não é à dura realidade que Dilma está se referindo, mas sim à farsa segundo a qual seu governo beneficiou os mais pobres – justamente aqueles que mais sofrem com a crise que ela criou.
Na entrevista, Dilma sugere que seu “legado” é a manutenção de programas sociais, o que estaria sob risco no governo de Michel Temer, instituído como parte de uma conspiração para instalar no Brasil uma “política ultraliberal em economia e conservadora em todo o resto”. A desmontagem da rede de proteção aos mais pobres seria, segundo ela, o objetivo dos “golpistas”. Dilma atribui aos adversários a intenção de fazer o que ela própria já estava realizando na prática: todos os principais programas sociais de seu governo sofreram cortes nos últimos anos, em razão da falta de dinheiro.
Especialista em destruir os fundamentos da economia, Dilma achou-se autorizada a comentar as possíveis medidas do governo Temer para tentar recuperar um pouco da racionalidade econômica que ela abandonou. Dilma disse ser “um absurdo” a possibilidade de que a imposição de um teto para os gastos públicos atinja áreas como educação. Para ela, “abrir mão de investimento nessa área, sob qualquer circunstância, é colocar o Brasil de volta no passado”. Foi esse tipo de pensamento, segundo o qual há gastos que devem ser mantidos “sob qualquer circunstância”, que condenou o Brasil a um déficit público superior a R$ 170 bilhões.
Ainda em seu universo paralelo, Dilma disse que em 2014 ninguém notou que o País já passava por uma crise, embora o descalabro estivesse claro para quem procurou se informar. “Quando é que o pessoal percebeu que tinha uma crise no Brasil, hein? A coisa mais difícil foi descobrir que tinha uma crise no Brasil”, disse ela, desafiando a inteligência alheia de forma grosseira até para seus padrões. Bastaria ler os documentos de análise da economia produzidos regularmente pelo Banco Central para constatar o desastre desde sua formação até o seu fiasco final com o episódio Joaquim Levy. Ela prefere imputar as mazelas da economia em seu governo à desaceleração da China, à queda do preço do petróleo, à seca no Sudeste e a um complô da oposição e de Eduardo Cunha, que, segundo suas palavras, é “a pessoa central do governo Temer”. Ou seja: para Dilma, se Cunha por acaso não existisse, ela ainda estaria na Presidência, e a crise, superada.
“A crise econômica é inevitável”, ensinou Dilma na entrevista. “O que não é inevitável é a combinação danosa entre crise econômica e crise política. O que aconteceu comigo? Houve uma combinação da crise econômica com uma ação política deletéria.” Segundo a petista, o Congresso, dominado por forças malignas que tinham a intenção de criar um “ambiente de impasse propício ao impeachment”, sabotou todas as “reformas” que ela queria aprovar. Ou seja, Dilma teima em não reconhecer que o clima hostil que ela enfrentou no Congresso foi resultado de sua incrível incompetência administrativa, potencializada por descomunal inabilidade política e avassaladora arrogância. Prefere denunciar a ação de “inimigos do povo” contra seu governo.
Finalmente, convidada a dizer quais erros acha que cometeu, Dilma respondeu: “Ah, sei lá”.

segunda-feira, 30 de maio de 2016

PRISÃO PARA TEORI


BRASIL PARA ESTRANGEIROS

BRASIL PARA ESTRANGEIROS.
CONCEITOS:
1. Estupro - ato de violentar, obrigar uma mulher a manter relação sexual CONTRA sua vontade - CRIME previsto em Lei.
2. Cultura do Narcotráfico - Essa é REAL. Aberração que só existe no Brasil em que meninas, que NÃO são prostituas e, muitas vezes, não usam drogas competem entre si para ver quem "aguenta mais homem". A menina fica "poderosa no morro", transforma-se numa espécie de rainha dos marginais e é invejada pelas outras.
3. Cultura do Estupro - Não existe. É um termo inventado pela esquerda dentro da imprensa brasileira para desviar a atenção da opinião pública dos escândalos protagonizados por marginais petistas e por uma "presidenta" chefe de quadrilha.
Milton Pires.

BANDIDO PEDRO CORRÊA ENTREGA O CHEFE DE QUADRILHA LULA

LULA SABIA QUE MENSALÃO ERA DINHEIRO DE PROPINA, DIZ DELATOR
DELAÇÃO DE PEDRO CORRÊA CONFIRMA TESE SUSTENTADA NA LAVA JATO
Publicado: 30 de maio de 2016 às 14:36 - Atualizado às 15:39

ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA PETISTA SEGUE NA DIREÇÃO DO GRUPO HOSPITALAR CONCEIÇÃO

A assaltante de bancos, estelionatária e chefe de quadrilha, Dilma Rousseff, foi afastada do poder há 18 dias e a Organização Criminosa Petista que frauda licitações, assedia funcionários e massacra pacientes,  que administra o Grupo Hospitalar Conceição em Porto Alegre,  continua com seus cargos. Até agora NINGUÉM foi afastado. 

domingo, 29 de maio de 2016

Quadrilha da Esquerda na Prefeitura e Ralé que vai perder o Emprego no GHC querem "treinar servidores" para Casos de "Violência"

A quadrilha de vagabundos comunistas que ocupa a Prefeitura de Porto Alegre e a ralé que está para perder os cargos no Grupo Hospitalar Conceição querem "treinar servidores" contra a violência.

Servidores serão treinados para proteção em casos de violência

29/05/2016 18:16:12

Foto: Cristine Rochol/PMPA
Na Saúde, serão treinados grupos dos pronto atendimentos e Atenção Básica
Na Saúde, serão treinados grupos dos pronto atendimentos e Atenção Básica
A prefeitura realiza de segunda, 30, a quinta-feira, 2, das 10h às 15h, treinamento de servidores para proteção situações de violência, em capacitação reunindo 40 profissionais de diferentes áreas, que servirão de multiplicadores nos locais onde atuam. Coordenada pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha, a capacitação terá abertura às 10h desta segunda, com a presença do secretário Fernando Ritter e de titulares das demais pastas envolvidas, no Hotel Continental (Largo Vespasiano Julio Veppo,77 - 7º andar).

O treinamento tem a parceria do Grupo Hospitalar Conceição, envolvendo ainda as secretarias municipais de Segurança, Governança Local e Educação, além da Fundação de Assistência Social e Cidadania (Fasc). Resulta de ação iniciada há um ano, com o Grupo de Trabalho de Prevenção à Violência, no intuito de tratar as questões de violência nos distritos de saúde. Durante a capacitação, será abordada a Estratégia do Acesso Mais Seguro, uma tecnologia desenvolvida pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) direcionada à proteção em casos de conflitos ou violência armada nos territórios da cidade.

De acordo com a assessora técnica da área de Doenças não Transmissíveis e Violências, Rita Buttes, o Acesso Mais Seguro para serviços de saúde é uma ferramenta usada para preparar as sociedades a trabalhar nos diferentes contextos em que atua. "Está baseado em oito pilares de segurança e foi adaptado para a utilização dos setores de saúde e educação em municípios afetados pela violência armada, com base, principalmente, na utilização de cinco dos oito pilares de segurança", informa Rita.
Os princípios são:

Adaptação ao contexto (riscos, intensidade e realidades)
Autonomia para gestão diária da segurança pelo território
Papel do nível central (suporte e estabelecer o marco)
Segurança é responsabilidade de todos
Você não pode eliminar o risco (ameaça), mas pode reduzir a exposição e mitigar as consequências

A Estratégia do Acesso Mais Seguro já foi implantada em municípios como Rio de Janeiro, Niterói, Duque de Caxias e Florianópolis.

/assistencia_social /educacao /governanca /saude /seguranca

NOTA DO EDITOR - Vejam que os picaretas da Secretaria Municipal da Saúde de Porto Alegre e a escória comunista do GHC dizem que a "segurança é responsabilidade de todos" - assim como devem acreditar que "todos somos culpados pela invasão do Hospital Cristo Redentor e pelas execuções dentro do PACS". Observem ainda que falam em "segurança pelo território" e dessa não vão escapar de levar uma resposta - Quem tem "território", são os animais e os traficantes, seus comunistas filhos da puta !!!

EDITORIAL DO ESTADÃO - Blogueiros chapa branca

29 Maio 2016 | 03h 00

Depois de três dias de discussões sobre a crise do País, os participantes do 5.º Encontro Nacional de Blogueiros e Ativistas Digitais – que contou com a participação da presidente afastada Dilma Rousseff numa de suas sessões – lançaram uma carta aberta à sociedade cujo teor parece ter sido inspirado em escrachadas patuscadas da televisão ou em chanchadas do cinema.
Escrita com o objetivo de denunciar o “golpe parlamentar” que afastou Dilma do poder e denunciar a ilegitimidade do governo do presidente interino Michel Temer, a carta, escrita em português precário – meio parecido com o que a presidente afastada fala, o que mostra que fez escola –, raciocínio tortuoso, viés ideológico e aversão à verdade, é mais do que um besteirol. Retrata de modo inequívoco o nível de indigência intelectual e moral dos integrantes da máquina de difamação que, sustentada por dinheiro público durante os 13 anos e meio do lulopetismo, se especializou em contar mentiras, plantar boatos, caluniar adversários políticos do PT e agredir moralmente repórteres e colunistas dos grandes jornais, sempre sob o pretexto de defender a “democratização da comunicação”.
A carta aberta começa acusando o Supremo Tribunal de Federal de ser um “poder acovardado”. Prossegue afirmando que o governo Dilma teria subestimado a força dos jornais, revistas e televisões “a serviço do conservadorismo”. Alega que Temer é elitista e machista, por não ter indicado nenhuma mulher, negro ou trabalhador para seu Ministério. Diz que ele destruirá as empresas estatais do País e entregará os recursos do pré-sal “às multinacionais do petróleo, recolocando o Brasil na órbita dos Estados Unidos”. Criticam, ainda, a demissão do presidente da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), que havia sido nomeado por Dilma dias antes da votação da abertura do impeachment pelo Senado. Aparelhada pelo PT, a empresa é uma tevê estatal disfarçada de televisão pública que foi criada em 2007 pelo governo Lula. Apesar de ter consumido mais de R$ 3,6 bilhões de recursos federais nos últimos anos, só conseguiu chegar a 1% da audiência duas vezes – quando mostrou um documentário sobre o Rio Reno e quando apresentou um filme de Mazzaropi. Nos demais dias, a EBC – que emprega a peso de ouro alguns participantes do 5.º Encontro Nacional de Blogueiros e Ativistas Digitais – jamais saiu do traço.
A carta aberta também apoia ocupações de prédios públicos, como forma de “resistência contra o governo golpista”. Propõe ampla cobertura das manifestações contra Temer, das ações que permitam o retorno de Dilma ao Palácio do Planalto e das notícias que mostrem mulheres, jovens negros, militantes da reforma agrária e povos indígenas como “vítimas mais imediatas da escalada autoritária”.
Dois parágrafos da carta aberta merecem destaque. Um é o que afirma que o governo interino priorizará a “comunicação chapa branca, favorecendo a Globo na distribuição de verbas públicas e usando dinheiro do contribuinte para salvar organizações moribundas, como a editora Abril e o ex-Estadão” (sic), cujos proprietários, além de participar do “sistema corrupto de poder que tenta se perpetuar sob a presidência de Temer”, seriam “beneficiários de contas suspeitas em paraísos fiscais”. O outro afirma que o golpe faz parte de uma “estratégia de recolonização do continente e de desestabilização dos Brics” – plano esse que teria entre seus líderes o titular do Ministério das Relações Exteriores, José Serra, que é classificado como “conspirador parceiro da Chevron”.
Na parte final da carta, os blogueiros são taxativos. “Não daremos trégua à Globo, a Temer, aos traidores que se dizem sindicalistas, nem aos tucanos e empresários da Fiesp, que agiram a serviço do golpismo. Resistiremos nas ruas e nas redes”, prometem eles. Se alguém deve recear essas ameaças certamente são os redatores de programas de humorismo da televisão. Agora eles têm nesses blogueiros e ativistas fortes concorrentes.

FUNCIONÁRIO DE FHC NA REVISTA VEJA - "TIO REI" - VOLTA A ATACAR AIATOLAVO DE CARVALHO

O triste fim de Olavo de Carvalho: de mãos dadas com o PT, também o mascate da paranoia ataca o impeachment:

Olavo de Carvalho resolveu se juntar à extrema esquerda e aos petistas e também ele acha agora que o impeachment é um golpe, aplicado, no caso, pelo “estamento burocrático”, expressão de que a literatura política de esquerda usa e abusa e que os abduzidos do professor repetem por aí sem saber o que significa. Olavo já não consegue esconder: quer Dilma de volta ao Palácio do Planalto. Mas traveste o seu desejo com o manto de uma suposta “revolução”. O celerado, agora, adotou a tese da democracia plebiscitária, que é o que Lula e o PT sempre tentaram implementar no Brasil desde que chegaram ao poder. Vejam a imagem abaixo. Volto ao ponto mais tarde. Antes, algumas considerações.
aiatolavo maluco


O VV, Vampiro da Virgínia, não deixa de ser um homem notável. Já foi professor de astrologia, o que significa que era capaz de convencer os seus “alunos” de que o Sol girava em torno da Terra. Não só. Poucos conhecem o seu passado de adepto do islamismo místico de René Guénon, uma aberração intelectual. Mas calma! Antes disso tudo, alinhou-se entre os admiradores de Carlos Marighella — sim, o autor do “Minimanual do Guerrilheiro Urbano”. Vai ver é por isso que, hoje em dia, tanto a extrema direita como a extrema esquerda se juntam nas redes sociais para vociferar contra o impeachment.
Então ficamos assim: Olavo já foi astrólogo e hoje em dia acha que isso tudo é bobagem. Já foi um islamista da vertente mais autoritária e mística e, claro!, hoje faz profissão de fé contra o Islã. Já foi comunista da turma do Marighella, o terrorista, e hoje se vende como um anticomunista radical.  Não importa a loucura que tenha abraçado, sempre conseguiu arregimentar seguidores. É preciso ser um farsante competente. Independentemente da picaretagem a que se dedique, sempre há alguém que aceita pagar as suas contas. Faz tempo que não tem um trabalho regular e vive de “doações”.
Ah, claro! Olavo era um admirador de Reinaldo Azevedo, com elogios em textos públicos e e-mails privados. Eu o mantinha a uma prudente distância porque percebia que, como diria Machado, o grão da loucura, nele, era bem maior do que o do talento. Nunca fui “discípulo” seu, é evidente! Quando o conheci, já tinha régua e compasso.
Dia desses, alguém resolveu dizer que tentei impedir que publicasse seus textos na BRAVO!, da qual fui redator-chefe. É mentira! A revista tinha um diretor de Redação. E eu sou disciplinado. Assim como sempre fiz o que quis nas revistas que dirigi, aceito que diretores tomem as decisões nos veículos que dirigem. Quando não gosto do que fazem, peço demissão.
Aconteceu, sim, de, nas férias do diretor, eu ter deixado de publicar um ensaio seu porque trazia uma metáfora detestável, inaceitável sob qualquer aspecto, sobre professoras — sim, especificamente sobre professoras, mulheres. Eu o convidei a cortar o trecho. Ele se negou. Então deixei de publicar o artigo. Quando mando, mando. Se não, não. Nem vou entrar no detalhe do que escreveu porque é uma daquelas baixarias de que só ele é capaz em seus surtos. Basta dizer que associava a militância política das mulheres ao molestamento sexual paterno. Olavo pode ser abjeto, como todos sabem.
Este senhor resolveu me eleger como um dos seus inimigos, sem mais nem aquela, do nada, de 2015 para cá, especialmente a partir do momento em que o MBL (Movimento Brasil Livre), num magnífico rasgo de lucidez, decidiu se distinguir de forma clara e inequívoca dos militantes do “aiatoloavismo”. Aiatolavo – ex-mariguella, ex-astrólogo, ex-islamista — cismou que havia chegado a hora de os militares botarem ordem no Brasil. Ele e seus delinquentes intelectuais passaram a defender um golpe de estado saneador, um período de “limpeza” da política e, depois, a volta da democracia…
Felizmente, os moços e as moças do Movimento Brasil Livre perceberam quão estúpido era esse pensamento. Mantenho interlocução com o MBL e outros grupos, mas, já disse mais de uma vez, não sou guru de ninguém. Olavo meteu naquela cabeça doentia que eu roubei os seus pupilos, como se estivéssemos disputando almas. Pra começo de conversa, o movimento nada lhe devia.
Guru do insucesso
O impeachment veio. Na contramão da “estratégia” de Olavo. E isso só aconteceu porque ele estava errado. O bicho ficou furioso. A verdade é que esse esbirro do PT não queria a deposição de Dilma. Ele se alimenta do insucesso dos que lutam contra a esquerda. A exemplo de toda religião finalista, é preciso que o mal triunfe para que os escolhidos se salvem. E os “alunos” de Olavo o veem como um resgatador de almas.
Ele se torna o porto seguro de seus abduzidos flagrados em pecado. Isso explica que consiga reunir, por exemplo, tantos homossexuais homofóbicos entre seus fiéis. Olavo consegue convencê-los de que são aberrações morais, ainda que seres da natureza (como ele é generoso!), e se oferece como o seu guia num mundo de suposta contenção e rigor intelectual, que os tiraria da rota viciosa. Tornam-se suas presas fáceis.
Outros buscam no “mestre” e no “professor” se livrar da penúria. No geral, são candidatos malsucedidos a pensadores e intelectuais. Não conseguem se estabelecer no mercado das ideias ou numa profissão que cobre talento e criatividade. Precisam achar culpados por sua vida acanhada. Que tal a grande conspiração das esquerdas, que teria vitimado até o próprio Olavo?
O “professor” criou, assim, a ascese do fracasso. Quanto mais o sujeito quebra a cara e é ignorado em ambientes em que gostaria de brilhar, mais vê comprovada a teoria de que esse mundão só dá oportunidade aos medíocres e recusa os verdadeiros gênios, entenderam?
Olavo consegue convencer os incompetentes de que são apenas injustiçados.
Loucura maior
Mandam-me um tuíte do maluco em que ele tenta justificar a suja parceria com o PT e com a extrema esquerda. Dados os vazamentos das gravações de Sérgio Machado  — que não arranham nem a Lava Jato nem o impeachment —, lá vem o VV a afirmar que Dilma e o PT não são os problemas, mas “ toda a classe política, o estamento burocrático”. Ora, quem duvida que a “classe política” seja um problema? A questão é outra: os que queríamos o impeachment deveríamos ou não ter atuado em parceria com ela? Lá da Virgínia, Olavo queria e quer ver a população invadindo palácios. Ele e o Guilherme Boulos.
Mas isso não é a coisa mais estúpida do texto em que volta a me atacar — e ao MBL… Olavo quer o que chama de “período de democracia plebiscitária”, em que “o povo tome diretamente todas as decisões”. Olavo quer um Comitê de Salvação Pública… Quer ser o nosso Robespierre.
Leiam esta frase de 2007: “Eu acho que, na democracia, é assim: a gente submete aquilo que a gente acredita ao povo, e o povo decide, e a gente acata o resultado. Porque, senão, não é democracia”. Seu autor é Luiz Inácio Lula da Silva. Naquele ano, com a popularidade nas alturas, Lula e os petistas reivindicavam que o Poder Executivo tivesse a prerrogativa de convocar plebiscitos. Um dos entusiastas da ideia era Fábio Konder Comparato, que pertencem à fina flor do “direito petista”.
Vá propor às esquerdas uma democracia plebiscitária. É claro que elas vão dizer “sim”. É a tese defendida por… Olavo de Carvalho. Não há nada de curioso nisso. Os dois extremos acham que podem convencer o povo com seus argumentos infalíveis e só sabem falar a linguagem da guerra e do confronto. É bem verdade que o máximo que o incendiário Olavo de Carvalho consegue fazer é acender os próprios cigarros. Enquanto pede uma graninha por seus “cursos”. O rigor intelectual com que ele se comporta no impeachment parece dizer bastante sobre a qualidade da filosofia que pratica.
É um triste fim esse de Olavo. Ele não se conforma que o petismo tenha sido apeado do poder e que isso tenha se dado na contramão das bobagens que ele escrevia. Abraçado ao seu rancor e à sua impotência, resta-lhe o alinhamento com as esquerdas, que agora têm nele uma referência: “Se o guru da direita está dizendo, então…”. Ocorre que Olavo não é guru de porcaria nenhuma, exceção feita aos trouxas que lhe dão uma graninha.
Nas suas ofensas dirigidas a mim, Olavo diz que eu sei bem o que estou fazendo, sugerindo que participo de alguma conspiração. Bem, o falso paranoico — inventa teorias para arrumar clientes — se construiu alimentando a paranoia alheia. À diferença de Olavo, trabalho muito. Não teria tempo de conspirar nem que quisesse. Em parte, no entanto, ele tem razão: sei bem o que faço. Estimulei e estimulo o tempo inteiro a luta política, nos marcos da democracia. Olavo queria e quer um golpe. Ele e os bocós que ainda não conseguiram se libertar do jugo do ex-astrólogo, do ex-islamista, ex-comunista e hoje neopetista.
Olavo está doido para ver Dilma subir a rampa: “Eu bem que avisei! Culpa do Reinaldo Azevedo! Culpa do MBL! Comprem meus cursos! Ajudem este mascate da paranoia a viver sem trabalhar!”.

NOTA DO EDITOR DO ATAQUE ABERTO - Reinaldo Azevedo e Olavo de Carvalho são duas bestas do Apocalipse cujos egos são tão grandes que obrigam seus donos a morarem em países diferentes por falta de espaço. 

Milton Pires. 

A PERDA


A PERDA
Milton Pires
Escrevo nas horas paradas, nas noites 
tristes dos dias mais curtos…
Tudo em mim espera e se perde, antecipa a insana
tua ausência que me cala aos berros prendendo meu
pranto, sonega o sono esperado, que lembra o que nós
não tivemos, as casas em que não moramos, os filhos
que nossos não foram...os filmes que não assistimos,
livros que eu não te emprestei...
Até que o remorso invade as frases que
agora te escrevo e os erros que delas nasceram
me chamam de novo à razão…Terror é o eterno
presente
Que lembra que eu já te perdi..
maio, 2016

PT Incompatível com a Democracia

PT Incompatível com a Democracia:
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Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Ives Gandra da Silva Martins

Li, com muita preocupação, a "Resolução sobre a conjuntura" do PT, análise ideológica, com nítido viés bolivariano, sobre os erros cometidos pelo partido por não ter implantado no Brasil uma "democracia cubana".

Em determinado trecho, lê-se: "Fomos igualmente descuidados com a necessidade de reformar o Estado, o que implicaria impedir a sabotagem conservadora nas estruturas de mando da Polícia Federal e do Ministério Público Federal; modificar os currículos das academias militares; promover oficiais com compromisso democrático e nacionalista; fortalecer a ala mais avançada do Itamaraty e redimensionar sensivelmente a distribuição de verbas publicitárias para os monopólios da informação".

De rigor, a ideia do partido era transformar o Estado brasileiro num feudo petista, com reforma do Estado pro domo sua e subordinação a seus interesses e correligionários, as Forças Armadas, o Ministério Público, a Polícia Federal e a imprensa.

O que mais impressiona é que o desventrar da podridão dos porões do governo petista deveu-se, fundamentalmente, às três instituições, ou seja, imprensa, Ministério Público e Polícia Federal, que, por sua autonomia, independência e seriedade, não estão sujeitos ao controle dos detentores do poder. Ao Ministério Público é outorgada total autonomia, pelos artigos 127 a 132 da Lei Suprema, e as polícias funcionam como órgãos de segurança do Estado e não são instrumentos ideológicos, conforme determina o artigo 144, da Carta da República. A Constituição Federal, por outro lado, no artigo 220, garante a absoluta liberdade aos meios de comunicação.

Por fim, as Forças Armadas, como instituição do Estado, e não do governo, só devem intervir, com base do artigo 142 da Constituição, em caso de conflito entre os poderes para restabelecimento da lei e da ordem. É de se lembrar que, tiveram, durante a crise política deflagrada pelo mar de lama que invadiu as estruturas do governo, comportamento exemplar, mantendo-se à distância como observadoras, permitindo o fluir dos instrumentos democráticos para estancarem a desfiguração crescente da República brasileira.

Controlar a Polícia Federal, que descobriu o assalto aos cofres públicos? Manietar o Ministério Público, que tem denunciado os saqueadores do dinheiro dos contribuintes? Calar a imprensa, que permitiu à sociedade conhecer os profundos desmandos do governo por 13 anos? É isto o compromisso "democrático e nacionalista" do PT?

Modificar os currículos das academias militares para formar oficiais com ideologia bolivariana, a fim de servir ao governo, e não ao Estado, seria transformar as Forças Armadas em órgão de repressão, como ocorre com os exércitos de Maduro ou dos Castros.

Embora tenha muitos amigos no PT, sempre divergi das convicções políticas dos governantes ora alijados da Presidência, mas sempre entendi que sua intenção era a de respeitar as regras democráticas. Desiludi-me, profundamente, ao constatar que os maiores defensores da ética, como se apresentavam quando na oposição, protagonizaram o governo mais corrupto da história do mundo.



Pretenderem agora, em mea-culpa, arrependerem-se por não terem transfigurado o Brasil numa Cuba ou numa Venezuela é ter a certeza de que nunca desejaram viver, no país, uma autêntica democracia. Penso mesmo que a presidente Dilma, que foi guerrilheira, como José Dirceu, intentando aqui implantar um regime marxista, durante o regime de exceção dos militares, jamais abandonou o objetivo daquela luta.

Após a leitura da "Resolução da Conjuntura", minhas dúvidas foram dissipadas. A democracia verdadeira nunca foi um ideal petista.

Ives Gandra da Silva Martins é Jurista. Originalmente publicado em O Globo em 27 de maio de 2016.

A Teoria Comunista do Estado

A Teoria Comunista do Estado:
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Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos I. S. Azambuja

A Teoria Comunista de Estado, criada em seus detalhes por Lenin e complementada por Stalin e outros, favorece a ditadura totalitária da burocracia do partido. São dois os seus aspectos fundamentais: a Teoria do Estado em si, e a Teoria do Desaparecimento Gradual do Estado. Ambas estão mutuamente relacionadas e, juntas, representam a totalidade da teoria. As idéias de Lenin sobre a questão são apresentadas no documento “O Estado e a Revolução”, escrito às vésperas da Revolução de Outubro.

Como sempre, a teoria está ligada aos aspectos revolucionários dos ensinamentos de Marx. Ao discutir o Estado, Lenin desenvolveu esse aspecto, levando-o a extremos, utiizando-se particularmente da experiência da Revolução Russa de 1905.

Lenin reduziu o Estado à força; a um órgão de tirania empregado por uma classe para oprimir as outras classes. Tentando formular a natureza do Estado de um modo conciso, Lenin escreveu que “o Estado é um clube”.
Ele considerava que a mais indispensável função do Estado era o uso da força de uma classe contra as demais.
A experiência mostra, porém, que a máquina estatal é necessária à sociedade, ou à Nação, por outra razão: para o desenvolvimento e para a união de suas várias funções. A teoria comunista ignora esse aspecto.


Com as formas cada vez mais complexas da vida social, seria ingenuidade tentar demonstrar que a necessidade do Estado desaparecerá no futuro. Lenin, concordando com os anarquistas, previa uma sociedade sem Estado. E tentou estabelecê-la. Segundo a sua teoria de sociedade sem classes e sem Estado, não haveria ninguém para oprimir e explorar e, portanto, não haveria necessidade do Estado.

Até que isso acontecesse, “a mais democrática forma de Estado é a ditadura do proletariado”, porque suprime as classes e, assim, torna-se gradualmente desnecessária. Portanto, tudo que o que fortaleça a ditadura ou leve à abolição das classes, torna-se justo e liberal. Nos países ainda não dominados, os comunistas defendem as medidas mais democráticas, porque favorecem suas lutas. No entanto, quando começam a exercer determinado controle, passam a opor-se a quaisquer formas democráticas, como uma “coisa burguesa”.


A experiência tem demonstrado que os resultados são completamente diferentes dos imaginados por Lenin e seus epígonos. As classes não desapareceram sob a ditadura do proletariado e essas ditaduras também não começaram afenecer. Mas o crescimento do poderio do Estado ou, mais exatamente, da burocracia, através da qual ele impõe sua tirania, não cessou com a ditadura do proletariado. Pelo contrário, se acentuou.

Nessa teoria de Lenin, está uma das meias verdades comunistas: ele não sabia como explicar o fato evidente de que o poder e a força da máquina do Estado continuavam a crescer, apesar de já estabelecida a “sociedade socialista”. Assim, o Estado não mais podia valer-se da tirania, pois não havia mais oposição de classes. Simples, assim...

As idéias de Stalin sobre o modo pelo qual o Estado desapareceria ao mesmo tempo em que se fortalecia, ou seja, que as funções do Estado se expandiriam continuamente e abarcariam um número cada vez maior de cidadãos, são muito interessantes. Percebendo o crescimento do papel da máquina estatal, apesar de já “iniciada” a transição para uma sociedade comunista “completamente sem classes”, Stalin julgava que o Estado desapareceria com a sua substituição por todos os cidadãos, que tomariam conta dos seus negócios.


Nos sistemas comunistas, o Estado e suas funções não são reduzidos a órgãos de opressão, nem se identificam com eles. Como organização da vida nacional e social, o Estado está subordinado a tais órgãos de opressão. O despotismo totalitário do comunismo entra, inevitavelmente, em conflito com tendências diversas e opostas da sociedade, as quais são expressas até mesmo por meio das funções sociais do Estado.


Devido a essa contradição e à necessidade inevitável e constante que o comunismo tem de tratar o Estado como um instrumento de força, o Estado comunista não se pode tornar legal, ou um Estado em que o Judiciário seja independente do governo, e no qual as leis possam ser realmente executadas. Todo o sistema comunista se opõe a isso. Mesmo que os líderes desejassem criar um Estado juridicamente perfeito, não poderiam fazê-lo sem pôr em perigo sua autoridade totalitária, pois com um Judiciário independente e com um regime de obediência à lei, seria inevitável o aparecimento de uma oposição.


Finalmente, devemos reconhecer que a liberdade é formalmente reconhecida nos regimes comunistas, mas há uma condição decisiva para o seu exercício: ela só pode ser utilizada no interesse do sistema socialista. 
O sistema jurídico comunista não pode se livrar do formalismo e nem abolir a influência decisiva das unidades do partido e da polícia nos julgamentos, nas eleições e em acontecimentos semelhantes. A vacuidade e a pomposidade das eleições comunistas são, geralmente, bem conhecidas.

Sobre isso, uma pergunta: por que motivo os comunistas não podem passar sem eleições, embora essas não tenham qualquer efeito nas relações políticas; e não podem passar sem uma coisa tão dispendiosa e para eles inútil como é uma organização parlamentar?


A propaganda e a política exterior são, talvez, as razões principais. Mas há ainda uma outra: nenhum governo, nem mesmo um governo comunista pode existir sem uma organização jurídica. Essa organização se baseia em representantes eleitos, pois o povo deve aprovar, mesmo que formalmente, tudo o que os comunistas fazem.


Além disso, há uma razão mais importante para a existência do sistema parlamentar nos Estados comunistas: é necessário que a cúpula da burocracia do partido, ou a essência política da nova classe, aprove as medidas tomadas pelo Comitê Central do Partido, seu órgão supremo. Um governo comunista pode desconhecer a opinião pública em geral, mas é forçado a atender à opinião do partido. Conseqüentemente, embora as eleições tenham muito pouco sentido para os comunistas, a escolha daqueles que irão para o Parlamento é feita com muito cuidado pela direção do partido.


Tentativas de permitir que dois comunistas, ou mais, lutassem pelo mesmo lugar no Parlamento não deram resultado positivo e a liderança decidiu que elas “quebravam a unidade”. O despotismo mantém tudo e todos nas mãos das lideranças, pois o afrouxamento da tradicional unidade partidária seria perigoso. Toda a liberdade dentro do partido compromete não apenas a autoridade dos líderes como também o próprio totalitarismo.


Os parlamentos comunistas não estão em condições de tomar decisões sobre nenhum assunto importante. Escolhidos antecipadamente, e lisonjeados com essa escolha, os representantes não têm força e nem coragem de realizar debates, mesmo que o queiram. Além disso, seus mandatos não dependem dos eleitores. A função e o papel dos parlamentares consiste em aprovar, unanimemente, de tempos em tempos, as decisões adotadas nos bastidores.


Concluindo: baseado na força e na violência, em constante conflito com o povo, o Estado comunista, mesmo quando não há motivos externos, tem de ser militarista. O culto da força, especialmente da força militar, prevalece nos países comunistas como em nenhum outro lugar. O militarismo é a necessidade básica interna da nova classe, pois é uma das forças que possibilitam a existência dessa nova classe, seu poder e seus privilégios.

A razão mais importante da falta de resistência organizada ao comunismo está na amplitude e no totalitarismo do Estado Comunista, que penetrou em todos os poros da sociedade e da personalidade; na visão dos cientistas; na inspiração dos poetas e nos sonhos dos amantes. Levantar-se contra ele significa a expulsão e a excomunhão da sociedade.
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O texto acima resumido foi extraído do livro “A Nova Classe”, editado no Brasil pelo “Círculo do Livro”. Foi escrito por MILOVAN DJILAS, líder iugoslavo, ex-Ministro, Vice-Presidente e principal teórico do Marechal TITO, foi condenado à prisão duas vezes por ter escrito vários livros condenando o regime comunista de seu país, a Iugoslávia. 


Carlos I. S. Azambuja é Historiador.

"PRESIDENTA" CHEFE DE QUADRILHA MENTIU SOBRE ENCONTROS COM ODEBRECHT

Dilma mentiu sobre encontros com Odebrecht

Josias de Souza
Em entrevista à Folha, Dilma Rousseff foi inquirida sobre a quantidade de encontros que manteve com Marcelo Odebrecht, presidente da maior construtora do país, preso em Curitiba desde 19 de junho de 2015. “Eu não recebi nunca o Marcelo no [Palácio da] Alvorada”, afirmou Dilma. “No Planalto, eu não me lembro.” Essa resposta não é verdadeira.
De acordo com os arquivos eletrônicos do Planalto, consultados pelo blog, Dilma recepcionou o mandachuva da Odebrecht pelo menos quatro vezes desde que virou presidente, duas das quais no Palácio da Alvorada —ambas em 2014, ano da campanha à reeleição.
Num desses encontros que Dilma afirma que “nunca” ocorreram no palácio residencial, o empreiteiro chegou em tempo para servir-se do almoço, às 11h30 do dia 26 de março de 2014 (clique sobre a imagem abaixo para ampliá-la). Noutro encontro, Odebrecht foi recebido pela inquilina do Alvorada às 9h30 do dia 25 dejulho de 2014 (veja na imagem reproduzida no rodapé do post).
Dilma recebeu Odebrecht no Alvorada em 26 de março de 2014 (clique para ampliar a imagem)
As duas audiências concedidas por Dilma no Palácio do Planalto, seu local de trabalho, ocorreram em 2013. Uma no início do ano, em 10 de janeiro. Outra no segundo semestre, em 10 de outubro.
Dona de uma memória que seus auxiliares consideram prodigiosa, Dilma apagou os encontros com Marcelo Odebrecht da lembrança num instante em que suas relações com o empreiteiro estão crivadas de suspeitas. Nos últimos dias, vieram à luz gravações que tonificam a suspeição. Foram feitas pelo mais novo delator da Lava Jato, o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado.
Em conversa com José Sarney, gravada no último mês de março, Machado evocou a prisão do marqueteiro das campanhas petistas João Santana, ordenada por Sérgio Moro, juiz da Lava Jato, no mês anterior.
— A Dilma não tem condições. Você vê, presidente, nesse caso do marqueteiro, ela não teve um gesto de solidariedade com o cara. Ela não tem solidariedade com ninguém não, presidente, disse Machado.
— E nesse caso, ao que eu sei, é o único que ela tá envolvida diretamente. E ela foi quem falou com o pessoal da Odebrecht para dar, acompanhar e responsabilizar pelo Santana, respondeu Sarney.
No momento, a Odebrecht negocia com a força-tarefa da Lava Jato um acordo para que seus executivos se tornem delatores em troca de benefícios judiciais. Na definição de Sarney, captada pelo autogrampo de Machado, a “Odebrecht vem com uma metralhadora ponto 100.”
Também gravado, Renan Calheiros, presidente do Senado e padrinho da nomeação de Sérgio Machado para a Transpetro, ecoou Sarney numa referência à caixa registradora da campanha de Dilma à reeleição. Renan disse que Odebrecht “vai mostrar as contas” em sua delação. E Machado: “Não escapa ninguém de nenhum partido. Do Congresso, se sobrar cinco ou seis, é muito. Governador, nenhum.''
“Eu jamais tive conversa com o Marcelo Odebrecht sobre isso”, disse Dilma ao ser instada a se manifestar na entrevista à Folha sobre os rumores de que o empreiteiro a acusará de pedir dinheiro para pagar o marketing da campanha de 2014. “Eu paguei R$ 70 milhões para o João Santana [em 2014], tudo declarado para o TSE. Onde é que está o caixa dois?”, perguntou Dilma.
A Polícia Federal e a Procuradoria da República trabalham para responder à indagação de Dilma. Em verdade, já reuniram um bom lote de evidências que indicam que a verba que fluiu da Odebrecht para Santana por baixo da mesa encontra-se no estrangeiro.
Antes mesmo da prisão de João Santana e da mulher dele, Mônica Moura, a PF havia recolhido no celular de Marcelo Odebrecht uma pérola com formato de ameaça. Em mensagem endereçada a um executivo de sua empreiteira, Odebrecht anotou: “Dizer do risco cta [conta] suíça chegar na campanha dela.''
O “risco” insinuado no texto de Odebrecht é óbvio: parte dos serviços de marketing prestados à campanha de Dilma foi liquidada com dinheiro roubado da Petrobras. E a verba de má origem foi enviada ilegalmente para fora do país.
Nesse contexto, João Santana arde na fogueira da Lava Jato em posição análoga à de João Vaccari Neto, o ex-tesoureiro petista. Ambos receberam verbas surrupiadas da Petrobras por conta dos vínculos com o PT. O que fazia Santana para o partido? Campanhas eleitorais, entre elas a campanha que resultou na reeleição e Dilma.
Os investigadores manuseiam farta documentação. Em meio aos papéis, há uma carta de Mônica Moura, a mulher de João Santana, que também está presa. Foi endereçada a Zwi Skornicki, apontado como operador de petropropinas. Na carta, a mulher de Santana indica duas contas bancárias. Uma aberta em Nova York. Outra, em Londres.
A Polícia Federal informa que essas duas contas estão associadas a uma terceira, aberta na Suíça. Junto com as contas, Mônica enviou cópia de um contrato celebrado anteriormente com offshore vinculada à Odebrecht. Deveria ser usado como modelo para as remessas do operador Zwi.
Guiando-se pelos indícios, a turma da Lava Jato identificou repasses milionários ao casal da marquetagem. Com a ajuda da Receita Federal, farejou-se até a aquisição por João Santana de um apartamento de luxo em São Paulo com verba entesourada no exterior. Sérgio Moro já determinou o bloqueio do imóvel. Servirá para ressarcir o Estado em caso de eventual condenação.
Não é só: de acordo com o delator e senador cassado Delcídio Amaral (ex-PT-MS), Dilma nomeou um ministro para o STJ, Marcelo Navarro, com o compromisso de ele votar a favor da concessão de liberdade para Marcelo Odebrecht, cuja prisão fará aniversário de um ano neste mês de junho. Navarro chegou a votar a favor da concessão de um habeas corpus a Odebrecht. Mas foi voto vencido no STJ.
“É absurda a questão do Navarro”, disse Dilma à Folha, reiterando a contestação à deduragem de Delcídio. “Eu não tenho nenhum ato de corrupção na minha vida.”
Graças ao depoimento de Delcício, o procurador-geral da Repúbica Rodrigo Janot requisitou no STF a abertura de um inquérito para apurar se Dilma tentou obstruir a Justiça, o que é considerado um crime. É contra esse pano de fundo tóxico que Dilma tem dificuldades para lembrar dos encontros que propiciou em Brasília ao principal empreiteiro do país.
Dilma recebeu Odebrecht no Alvorada em 25 de julho de 2014 (clique para ampliar)
FONTE ORIGINAL DA NOTÍCIA - JOSIAS DE SOUZA

sábado, 28 de maio de 2016

IN THE GRAVE

IN THE GRAVE
Milton Pires
Do not resist to the dimming light
for the lord of death should
spend no time.
Lay down in tears in your frozen
thumb, pray for no ears may die
you soon.
may, 2016

A CULTURA ESTUPRADA


Milton Pires

A barbárie cometida no Rio de Janeiro, por ocasião do estupro de uma menina por mais de trinta homens, trouxe à mídia brasileira uma nova expressão – a “cultura do estupro”. Trata-se de um fenômeno ímpar numa sociedade em que a palavra “cultura”, quando aparece na grande imprensa, associa-se aos artigos escritos por intelectuais estrangeiros, debates sobre verbas e ministérios e, agora, finalmente no seu nível mais baixo, na calçada da amargura, ao crime de estupro.

Triste jornada da palavra cultura, triste destino, na verdade, da própria cultura brasileira que tem hoje, entre seus expoentes, filósofas que querem degolar pessoas, sambistas de cafeterias francesas e professores universitários pedófilos definindo o que é ou não é cultura no nosso país.

Escrevi outro dia, numa rede social, que não faz o menor sentido falar em “cultura do estupro”, chamei atenção para o uso político da tragédia da menina carioca num momento em que uma presidente (ou presidenta como ela gostava de ser chamada) chefe de quadrilha alega “questões de gênero” para o seu afastamento e concluí dizendo, em síntese, que culturas nasceram exatamente banindo ou criminalizando crimes como o estupro.

Não há que se falar, portanto, em “cultura do estupro” uma vez que a segunda palavra da expressão pode ser substituída por “barbárie” retirando dela todo sentido. Mais sorte, portanto, às jornalistas engajadas e às filósofas “do corpo feminino” quando importarem expressões da vida universitária americana para uso nos nossos jornais.

Não existe, nem jamais existirá algo capaz de ser identificado como “cultura da barbárie”. Tal expressão é uma antinomia e só serve às feministas histéricas e ao seu objetivo de atentar contra figura base da família brasileira – esta figura mais poderosa e perigosa que o próprio homem, este ser abjeto que toda feminista quer ver sem papel algum – a terrível “mulher tradicional”, a “mulher de casa” ou de “família”, bela, recatada e do lar, como a “maligna esposa” do “golpista” Michel Temer.

Ironicamente, a mãe de família tornou-se, para Revolução Cultural Tupiniquim, um avatar do “intelectual hegemônico” a ser combatido pelos orgânicos na teoria de Antônio Gramsci (hoje caduca e também sem sentido haja visto que neste país os orgânicos são agora hegemônicos)

De todo horror cometido no Rio de Janeiro, de todos os artigos e manifestações nas redes sociais restam ainda algumas coisas que precisam ser ditas:

1. Trinta homens estuprando uma menina é algo típico dos cenários de guerra e não há cultura alguma que sobreviva definindo atos assim como parte de suas “tradições”, “memórias”, “rituais”, “modos de viver ou de pensar” capazes de constituir, eles mesmos, uma cultura que faça história.

2. Apesar de não existir “cultura do estupro” alguma em vigor no Brasil, apesar da expressão ser mais uma macaquice importada pela esquerda com apoio de uma imprensa nojenta que faz aquilo que o Instituto Lula mandar, existe (isso sim) uma cultura do tráfico de drogas e sobre ela nada foi dito.

3. A esquerda, através de seu braço feminista histérico, promove a velha “dissonância cognitiva” (como dizem os fiéis da seita olavista) de sempre estimulando as meninas brasileiras a se comportarem como prostitutas nestas aberrações conhecidas como “bailes funks” (chegando ao ponto de dizer que o “funk é patrimônio cultural”) para depois berrar que existe “cultura do estupro” fazendo vítimas entre elas mesmas.

4. Não existe mais cultura alguma no Brasil livre da agenda esquerdista. Ser “culto” é duvidar da existência de Deus, gritar que o planeta está aquecendo, lutar pela liberação do aborto, das drogas e das ciclovias em toda parte.

Na resposta que a esquerda merece, ao falar em “cultura do estupro”, não se pode perder a oportunidade que essa gente oferece quando tenta, mais uma vez, colocar a responsabilidade em toda sociedade brasileira. A mensagem é muito simples e vai nos seguintes termos:

A “sociedade como um todo” (expressão que vocês do PT consagraram) não tem culpa nenhuma do estupro da menina carioca. Não somos responsáveis pela “cultura do estupro” mas sim por uma “cultura estuprada” - essa mesma cultura (ou falta dela) que deixou gente do nível de vocês um dia chegar ao Poder. 

Porto Alegre, 28 de maio de 2016.