"O maior inimigo da autoridade é o desprezo e a maneira mais segura de solapá-la é o riso." (Hannah Arendt 1906-1975)

domingo, 19 de novembro de 2017

Líder da Seita Criminosa Petista manifesta seu apoio a Barbie Maoísta do PC do B (RS)



Filha de Lula é nomeada na Assembleia do Rio



Por Estadão Conteúdo
19 nov 2017, 
10h30 - 
Publicado em 19 nov 
2017, 10h12

Filha de Lula é nomeada na Assembleia do Rio:

Filha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Lurian Cordeiro Lula da Silva foi nomeada neste mês assessora parlamentar da deputada estadual Rosângela Zeidan (PT) na Assembleia Legislativa do Rio. A deputada é casada com Washington Quaquá (PT), presidente do partido no Estado.

A nomeação foi publicada no Diário Oficial de 6 de novembro. O salário de Lurian como “assessora parlamentar IV” no gabinete de Zeidan (como é conhecida) é de R$ 7.326,64. A assessoria de imprensa da deputada afirmou que a filha do ex-presidente já dá expediente no gabinete.

Zeidan disse que conhece Lurian há 15 anos, da militância do PT. “As escolhas do meu mandato, quem faz sou eu. É assim na maioria dos mandatos, qualquer que seja o partido. E no PT temos mulheres militantes, como eu fui e ainda sou, que são quadros qualificados para assumir essas tarefas. Resumir isso a uma relação de parentesco ou é desconhecimento ou é misoginia”, disse a deputada, em mensagem escrita.

Quaquá afirmou que não influi nem questiona os critérios da deputada ao nomear seus assessores. “São critérios da empresa de um lado e do mandato de outro”, afirmou Quaquá, também por escrito.

O presidente do PT fluminense foi prefeito por dois mandatos em Maricá (RJ), e fez seu sucessor, o atual prefeito, Fabiano Horta (PT). Lurian mora em Maricá e preside o PT local há cinco meses. A reportagem não conseguiu localizá-la ontem.

Há 30 anos no PT, Quaquá é ligado a Lula. Apoia o ex-presidente em sua defesa das acusações de corrupção e pediu suporte financeiro dos militantes para viabilizar as caravanas dele pelo País. Em junho, um mês antes da sentença do juiz Sergio Moro condenando Lula a nove anos e meio de prisão por corrupção, no caso do apartamento no Guarujá, ele publicou nota em que aventou “confronto popular nas ruas” para a defesa do ex-presidente.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A CHEGADA DOS NEO-MORTADELAS





sábado, 18 de novembro de 2017

O RACISMO NA NOVELA DA GLOBO


Entidade de juízes vai ao STF contra decisão que liberou Picciani



Entidade de juízes vai ao STF contra decisão que liberou Picciani:

A Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) vai questionar no Supremo Tribunal Federal (STF) as decisões de assembleias legislativas estaduais que liberaram parlamentares da prisão ou do cumprimento de cautelares, como a que soltou os deputados Jorge Picciani, Edson Albertassi e Paulo Melo, todos do PMDB do Rio de Janeiro, na sexta-feira (17).

A prisão dos três havia sido determinada pelo Tribunal Regional Federal da 2.ª Região (TRF-2), na véspera, como parte da Operação Cadeia Velha, um desdobramento da Lava Jato.

Segundo o presidente da AMB, Jayme Oliveira, os legislativos estaduais estão utilizando um dispositivo da Constituição restrito aos parlamentares do Congresso Nacional.

“Não é só a situação da Alerj. Nós já tivemos situação semelhante no Rio Grande do Norte e no Mato Grosso. A situação está se repetindo. Vamos questionar não só essa (do Rio), mas todas as decisões que estão dando uma interpretação extensiva”, afirmou Oliveira.

A ação da AMB será protocolada no STF até a próxima terça-feira.


Veja também

Nos bastidores do STF, há um desconforto com o fato de os parlamentares estaduais justificarem as decisões políticas utilizando como fundamento a decisão da própria Corte no caso do senador Aécio Neves (PSDB-MG).

Por maioria apertada, o plenário do tribunal decidiu que medidas cautelares diversas da prisão preventiva, já prevista na Constituição, também precisam passar pelo crivo do Congresso após determinadas pelo Poder Judiciário. O que se argumenta no Supremo, no entanto, é que a Corte discutiu as medidas diferentes da prisão e impostas a membros do legislativo federal e não estadual. A presidente Cármen Lúcia chegou a lamentar, a pessoas próximas, que se faça uma confusão envolvendo a decisão da Corte.

“No entendimento da AMB, essa interpretação (dos legislativos estaduais) é totalmente equivocada. O STF em outras situações já entendeu que a imunidade dos deputados estaduais e de vereadores não tem a mesma extensão da imunidade de deputados federais e senadores. É urgente a necessidade do Supremo se manifestar sobre esse assunto”, afirmou o presidente da AMB.

Associação de juízes vai ao STF contra decisão da Alerj que soltou Picciani

Associação de juízes vai ao STF contra decisão da Alerj que soltou Picciani:



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BRASÍLIA — Após a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) decidir tirar da cadeia o presidente da Casa, Jorge Picciani, o ex-presidente Paulo Melo e o líder do governo, Edson Albertassi, a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB)...


Associação de Magistrados vai ao STF questionar decisão que livrou deputados da prisão e desmoralizou o Judiciário

Associação de Magistrados vai ao STF questionar decisão que livrou deputados da prisão e desmoralizou o Judiciário:

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Imagem: Fotos Públicas
Após a Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) revogar a prisão e restituir os mandatos dos deputados peemedebistas Jorge Picciani, presidente da Casa, Paulo Melo e Edson Albertassi, nesta sexta-feira (17), o presidente da AMB (Associação de Magistrados Brasileiros) informou que a entidade vai entrar com uma ação pedindo esclarecimentos ao STF (Supremo Tribunal Federal) sobre a decisão da Corte usada pela assembleia para reverter medidas cautelares contra os parlamentares.
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Não vão conseguir ABSOLUTAMENTE NADA. Agora é tarde. Deveriam ter reagido imediatamente quando o STF abriu mão de seu papel como Tribunal e colocou nas mãos do Senado a Decisão de cassar ou não Aécio Neves. 

Procurador faz grave denúncia e explica como o STF está 'por trás' da sabotagem ao combate à corrupção

Procurador faz grave denúncia e explica como o STF está 'por trás' da sabotagem ao combate à corrupção:

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Imagem: Produção Ilustrativa / Gazeta Social
O procurador Danilo Dias explicou como funcionam os ataques à luta contra a corrupção: "Há formas sutis de matar o combate à corrupção e promover a impunidade. Estamos vendo duas formas aplicadas na prática: esvaziamento da colaboração premiada; e autorização para que o Congresso e as Assembleias se tornem salvaguardas de criminosos. O STF está por trás das duas".
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J.R. Guzzo: Um país de chatos



J.R. Guzzo: Um país de chatos:

Publicado na edição impressa de VEJA

Seria possível Nelson Rodrigues existir como autor no Brasil de hoje? Não dá para saber com certeza científica, mas é extraordinariamente difícil imaginar que pudesse escrever e dizer tudo o que escreveu e disse. Quem deixaria? Nelson Rodrigues é o maior autor de teatro que o Brasil já teve – seu nome estaria no topo da literatura mundial se não tivesse nascido, vivido e escrito na língua-portuguesa. Mas hoje seria considerado uma ameaça nacional. A mídia veria nele um agente da “onda conservadora” ou uma voz da “extrema-direita”; estaria banido pela boa sociedade cultural brasileira como intolerante, preconceituosa e fascista. Os educadores públicos fariam objeções à leitura de seus textos nas salas de aula. Sua entrada poderia ser proibida no departamento de novelas da Rede Globo. Procuradores e juízes estariam em cima dele o tempo todo, tentando condená-lo por machismo, racismo ou homofobia. Pense um pouco no que Nelson estaria escrevendo, por exemplo, sobre transgêneros, “feminicídio” ou a indignação contra o papel higiênico preto – isso para não falar do homem pelado como obra de arte, ou nas multas aplicadas aos clubes de futebol quando a torcida grita “bicha” para o goleiro de outro time. Não dá. Nelson Rodrigues não cabe no Brasil de 2017.

Como poderia ser diferente, num país tão empenhado no policiamento da atividade de pensar? Não existe hoje no Brasil nenhuma obrigação moral e cívica mais cobrada do cidadão do que se manifestar contra o “preconceito” e a “intolerância”. Não espere, portanto, nenhum Nelson Rodrigues num ambiente assim. Em vez disso, fique atento às suspeitas da ocorrência, próxima ou distante, de qualquer comportamento que possa ser classificado como preconceituoso ou intolerante. Aí, se quiser ser um bom cidadão, assine o mais depressa possível um manifesto de condenação, desses que aparecem todos os dias no jornal – ou, se não tiver cacife para tanto, por não ser licenciado como celebridade, faça alguma coisa a respeito, nem que seja um telefonema anônimo para o “Disque-Denúncia” mais próximo. É fácil descobrir a opinião que você deve ter a respeito dos assuntos em circulação. Preconceito e intolerância, em termos práticos, são o que o Comitê Brasileiro de Vigilância do Pensamento decreta, de hora em hora, que são preconceito e intolerância.

Que “comitê” é esse? É o habitual aglomerado de artistas, com ou sem obra, pessoas descritas como intelectuais, com ou sem intelecto visível, e gente de currículo em estado gasoso, mas que por alguma razão é apresentada como “importante”. São eles os árbitros, hoje em dia, do que é certo ou errado neste país. Decidem como todos os demais cidadãos devem se comportar dos pontos de vista moral, social e político. Não toleram que alguém demonstre intolerância – é assim que chamam, automaticamente, qualquer ponto de vista não autorizado por seu livro de regras. O delito essencial, por esse catecismo é pensar com a própria cabeça a respeito de uma lista cada vez maior de assuntos. Sobre cada um deles há decisões já tomadas em última instância; são apresentados diariamente nos meios de comunicação.

O resultado é que o combate a tudo o que possa ser carimbado como intolerância está criando no Brasil mais uma raça de intolerantes. Acaba de ser derrubado no STF, por exemplo, a regra baixada quatro anos atrás pelos organizadores do Enem pela qual levam nota zero os estudantes que escreveram na prova de redação alguma coisa considerada contrária aos “direitos humanos”. Considerada por quem? Por eles mesmos, os burocratas do “Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais.” Ou seja: nomearam a si próprios árbitros do que os alunos podem ou não podem pensar e dão zero quando não gostam do que o aluno pensa. Nem no regime militar se chegou a esse grau de megalomania na tentativa de controlar o pensamento alheio; nunca, na época, alguém assinou um papel em que se determinava a anulação de provas de conteúdo subversivo. Quem é essa gente para decidir o que você pode dizer?

Outro exemplo comum de hostilidade a ideias discordantes é a conversa da “identidade de gênero” – ou a questão, ou até a “causa”, das pessoas atualmente descritas como “transgêneros”. Ficou estabelecido, como princípio moderno e gerador de mais justiça, que os seres humanos não devem ser diferenciados, para propósitos de identificação, pelo sexo anatômico com que nascera. Podem escolher o gênero que combina mais com o seu jeito de ser, no momento em que julgarem necessário fazer essa opção. Tudo bem: cada um pensa o que quiser, e, além do mais, todo cidadão é livre para levar a vida que prefere, ou que pode, em termos de sexualidade. Mas não há nenhuma razão para a sociedade se escandalizar com quem não concorda, ou não entende, que as coisas sejam assim – ou não acredita que esse seja um assunto de interesses universal. Qual é o problema? Não deveria ser considerado intolerante, retrógrado ou totalitário quem acredita que os sexos são só dois, masculino e feminino. Ou que todo ser humano, sem exceção, tem um pai e uma mãe, que obrigatoriamente são um homem e uma mulher. Ou que é impossível um homem ficar grávido, por lhe faltarem um útero, trompas, ovário – ou por não ter leite, não menstruar e não produzir óvulos, da mesma maneira que uma mulher não pode produzir espermatozoides. Não pode haver, é claro, nenhum problema com nada disso. Só que há.

A lista de pecados capitais contra o pensamento obrigatório vai longe. Você estará perto da blasfêmia se argumentar que animais não têm direitos, pois a noção de direito se aplica unicamente a seres humanos – animais não podem ter o direito a votar, por exemplo, ou ter nacionalidade, ou de receber salário mínimo. Mas dizer isso é infração gravíssima.

Está vetado, igualmente, o debate sobre questão ambiental como um todo; é considerado suspeito qualquer pedido de mais pesquisas científicas sobre temas como o aquecimento global, ou a cobrança de dados mais seguros sobre a previsão de que o Rio de Janeiro vai ser engolido pelo mar daqui a alguns anos. Defensivos agrícolas são uniformemente descritos como “agrotóxicos”; não insista. Também é tido como preconceito grave discordar da ideia de que o crime do Brasil é “um problema social” e que os criminosos, portanto são vítimas da sociedade, e não agressores. O deputado Jair Bolsonaro foi condenado por uma juíza do Rio de Janeiro, ainda outro dia, por ter feito piada de quilombola durante uma palestra. A Constituição, obviamente, proíbe que um deputado seja punido por falar o que lhe passa pela cabeça, mas a juíza argumentou que “política não é piada” e foi em frente. Não é piada? De que país ela está falando?

A intolerância contra opiniões que incomodam começa a produzir, depois de algum tempo, disparates como esse. É uma surpresa que o Ministério Público ainda não tenha proibido as piadas de papagaio, ou que uma juíza não tenha decretado que a dama deve valer a mesma coisa que o rei no jogo de baralho. Vai se inventando, de cima para baixo, uma sociedade mal-humorada, neurastênica e hostil à liberdade de expressão. É um ambiente que convive mal com a observação dos fatos, a ciência e o raciocínio lógico. Estão construindo, talvez acima de tudo, um país de chatos.

SERVIDORES PÚBLICOS, REAJAM


POLÍBIO BRAGA - Curador do Queermuseu será conduzido à força para falar na CPI dos Maus Tratos em Crianças

Curador do Queermuseu será conduzido à força para falar na CPI dos Maus Tratos em Crianças:

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Crianças foram conduzidas por escolas públicas para ver quadros escabrosos como este ao lado, que mostra cenas de zoofilia e um menino negro fazendo felação num e sendo objeto de sexo anal com outro. O ministro Alexandre Moaes, do Supremo Tribunal Federal (STF), liberou na última sexta-feira a condução coercitiva do curador da exposição Queermuseu, Porto Alegre, para prestar depoimento na “ (continua AQUI)

Dois homens furam bloqueio e são mortos pelo Exército no Rio



Dois homens furam bloqueio e são mortos pelo Exército no Rio:

Dois homens morreram na madrugada deste sábado, 18, ao tentar furar de carro um bloqueio montado pelo Exército na área de seu Arsenal de Guerra, no Caju, Zona Portuária do Rio.

Segundo o Exército informou por meio do Estado-Maior Conjunto das Operações em Apoio ao Plano Nacional de Segurança Pública, por volta das 3h30 um Honda HR-V cinza chumbo, com placa de São Paulo, tentou furar uma barreira na Rua Monsenhor Manoel Gomes, em frente ao Arsenal de Guerra do Rio.

Houve tiroteio com a equipe de militares que reforça a segurança local e dois suspeitos foram mortos. Um outro ficou ferido e foi levado ao Hospital Souza Aguiar, no centro. Outros dois fugiram.Com eles foram apreendidos cinco fuzis, duas pistolas, seis granadas de fabricação caseira, quatro rádios transmissores, 32 carregadores de fuzil, cinco carregadores de pistola e farta munição.

A área foi isolada pelo Exército e a perícia está sendo feita pela Polícia do Exército e a Delegacia de Polícia Judiciária Militar, diz a nota oficial. O reforço à guarda do Arsenal de Guerra é feito desde a última quinta-feira, 16, por causa de confrontos entre facções criminosas pela disputa do controle da venda de drogas na região do Caju, e de possíveis invasões da área militar para roubo de armas. Os embates já resultaram em duas mortes em favelas do Caju.

O reforço conta com cerca de 100 militares e se dá pela Garantia da Lei e da Ordem, segundo o Exército e é necessário especialmente porque o Arsenal fabrica e faz a manutenção de armas.

NOTA À IMPRENSA DO COMANDO MILITAR DO LESTE



Nota para imprensa

A Assessoria de Comunicação Social do Estado-Maior Conjunto das Operações em Apoio ao Plano Nacional de Segurança Pública informa que por volta das 03:30 h da madrugada de hoje, 17 de novembro, um veículo da marca Honda HR-V cinza chumbo, placa LSA 2149 SP - São Paulo , tentou furar um bloqueio estabelecido pelo Exército Brasileiro na Rua Monsenhor Manoel Gomes, em frente ao Arsenal de Guerra do Rio de Janeiro.

Houve confronto com a guarnição que reforça a segurança daquela Organização Militar, resultando em dois suspeitos mortos e um ferido que foi conduzido ao Hospital Souza Aguiar. Outros dois evadiram-se do local.

Foram apreendidos cinco fuzis, duas pistolas, 6 granadas de fabricação caseira, quatro rádios transmissores, 32 carregadores de fuzil, cinco carregadores de pistola e farta munição.

A área foi isolada e a perícia está sendo conduzida pela Polícia do Exército e Delegacia de Polícia Judiciária Militar.

O reforço à guarda do Arsenal de Guerra foi estabelecido na última quinta-feira em função da ocorrência de confrontos entre facções criminosas pela disputa de espaço no bairro do Caju e da possibilidade de ações desses grupos para obtenção de armas para o enfrentamento. Estão sendo empregados cerca de 100 militares na Garantia da Lei e da Ordem no entorno daquele aquartelamento.

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL DO ESTADO-MAIOR CONJUNTO

SEÇÃO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL DO COMANDO MILITAR DO LESTE

(021) 2519-5208

(021) 99253-1109

PIADA DO DIA - Juiz condena Renan à perda do mandato


Juiz condena Renan à perda do mandato:

O juiz Waldemar Carvalho, da 14ª Vara Federal do Distrito Federal, condenou o senador Renan Calheiros à perda do mandato parlamentar e suspendeu seus direitos políticos por improbidade administrativa, enriquecimento ilícito e recebimento de vantagem patrimonial indevida, informa O Globo.

“O processo apura se a empreiteira Mendes Júnior pagou pensão alimentícia à jornalista Mônica Veloso, com quem o parlamentar tem uma filha. O escândalo eclodiu em 2007 e, na época, levou à renúncia de Renan da presidência do Senado. As investigações revelaram que o parlamentar não tinha dinheiro suficiente para pagar a pensão. Renan teria apresentado documentos falsos para comprovar que tinha condições de arcar com a despesa.”

Duas perguntas ao leitor de O Antagonista:

1) Em quanto tempo você acha que uma instância superior vai derrubar a decisão de Waldemar?

2) Você aposta no TRF, no STJ ou no STF?

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UM JOGO DE DADOS VICIADOS


Miguel Lucena*
- Política é negócio – disse e repetiu o meu interlocutor.

- Então, por não ter vocação para o comércio, estarei fadado ao fracasso – concluí.

A hora de mudar os costumes políticos é agora, depois da sucessão de prisões realizadas no âmbito da Operação Lavajato e dos escândalos que deixam horrorizada a sociedade brasileira.

Uma parte da sociedade, no entanto, insiste na velha política do toma-lá-dá-cá, trocando o voto por favores e buscando arrancar um naco do butim.

Dói em mim saber que, para essas pessoas que só enxergam oportunidades, todos os pretendentes a um mandato eletivo vivem com as burras cheias de dinheiro e têm obrigação de dar tudo o que lhes é solicitado.

Os que exigem, quase com uma faca no pescoço do político, são os mesmos que torcem a cara e protestam contra a safadeza dos corruptos.

Vigora um misto de esquizofrenia, desfaçatez e fingimento. Só fica no jogo quem tem algo para dar, mas esse algo tem de sair de algum canto. Quem pede não quer saber a origem do benefício e ainda eleva à condição de candidato competitivo os que saem distribuindo dinheiro de porta em porta.

A política virou um jogo de dados viciados. Se não trocarmos os bozós, a banca ganhará todas as partidas. Na cadeia alimentar em que a política se transformou, um sai arrancando do outro – o eleitor, do candidato; o parlamentar, do governante e este da população em geral. É um ciclo vicioso que jogará o Brasil no mais profundo abismo, se não for alterado pela força do cidadão consciente, aquele que não se rende nem se vende.

*Miguel Lucena é Delegado de Polícia Civil do DF, jornalista e escritor.

MUITO OBRIGADO, CÁRMEN LÚCIA



Muito obrigado Presidente Cármen Lúcia Antunes Rocha.
O Rio de Janeiro acaba de ver três ladrões do erário público
serem soltos por outros 39 bandidos como eles.

O que a Senhora tem a ver com isso? Realmente tudo.

Esteve em suas mãos o Voto de Minerva para estancar esse absurdo, mas a Senhora fugiu da responsabilidade e resolveu deixar nas mãos do Legislativo a decisão sobre o destino legal de seus membros. O resultado que o Rio está vendo hoje é o reflexo da sua atitude que permitiu a soltura do Senador Aécio Neves e a devolução de seus direitos políticos pelos seus pares, igualmente corruptos que queriam uma proteção idêntica.

Afinal, o que a Senhora achou que eles fariam com a faca e o queijo na mão?

Senhora Presidente. A senhora é fluente em alemão, italiano, francês e espanhol, mas é analfabeta na língua do povo sofrido, do brasileiro honesto, do trabalhador que paga obrigatoriamente seus impostos que financiam todos os privilégios dos acastelados no poder, seus enormes salários e gordas aposentadorias que já não lhes bastam, pois precisam roubar cada vez mais e mais.

A Senhora não teve filhos nem netos e talvez por isso não consiga entender do que estou falando.

Obrigado presidente Cármem. O povo humilhado da nossa cidade lhe agradece enquanto mais uma vez enxuga as lágrimas pela covardia sofrida e limpa com resignação o escarro que ainda lhe escorre pela face.

Texto de um cidadão carioca comum

e anônimo escrito em 17/11/2017
após constatar que a saída legal para
o Brasil já não existe.


EM MEMÓRIA DE UM GIGANTE DO ROCK N'ROLL (MALCOM YOUNG 1953-2017)




O SILÊNCIO ABSOLUTO



DUAS RESPOSTAS PARA LULA SOBRE A SAÚDE DOS BRASILEIROS.



Funcionários da CUT ameaçam fazer greve e presidente diz desconhecer o movimento

Funcionários da CUT ameaçam fazer greve e presidente diz desconhecer o movimento:

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Imagem: Produção Ilustrativa / Política na Rede
Funcionários da CUT (Central Única dos Trabalhadores) ameaçaram entrar em greve nesta semana, depois que a entidade iniciou na terça-feira (14) um Programa de Demissão Incentivada (PDI) para enxugar em quase 60% sua folha de pagamento.
Mais informações »






18 de Novembro de 1922: Morre o escritor francês Marcel Proust, autor de "Em Busca do Tempo Perdido"

18 de Novembro de 1922: Morre o escritor francês Marcel Proust, autor de "Em Busca do Tempo Perdido":

Romancista e crítico francês, nasceu a 10 de julho de 1871, em Auteuil, perto de Paris, e morreu a 18 de novembro de 1922, na capital francesa. Era uma criança débil e asmática mas também com uma inteligência e uma sensibilidade precoces. Até aos 35 anos movimentou-se nos círculos da sociedade parisiense. Depois da morte dos pais isolou-se no seu apartamento de Paris, onde se entregou profundamente à composição da obra-prima, A la recherche du temps perdu (Em Busca do Tempo Perdido, 1914-27). Este imenso romance autobiográfico consta de sete volumes em que expressa as suas memórias através dos caminhos do subconsciente, e é também uma preciosa reflexão da vida em França nos finais do século XIX. A obra é como a sua vida: o reencontro de duas épocas, a tradição clássica e a modernidade. Proust é considerado o precursor do romance contemporâneo.

Marcel Proust licenciou-se em Direito (1893) e Literatura (1895). Durante os anos de estudo foi influenciado pelos filósofos Henri Bergson, seu tio, e Paul Desjardins e pelo historiador Albert Sorel. Em 1896 publicou Les plaisirs et les jours (Os Prazeres e os Dias) uma coleção de versos e contos de grande valor e profundidade, muitos dos quais saíram nas revistas Le Banquet e La Revue Blanche. A revista Le Banquet (1892) foi fundada pelo próprio Marcel Proust em conjunto com amigos. É nesta altura que publica os seus primeiros trabalhos literários e biografias de pintores. Faz traduções de Ruskin, ensaia o relato romanesco da sua trajetória espiritual compondo Jean Santeuil, obra que fará silenciar por lhe parecer apressada e demasiado próxima do seu diário.

A morte do pai (1903), da mãe (1905) e de um grande amigo, empurraram-no para a solidão, mas permanece financeiramente independente e livre para escrever. Através da reflexão que desenvolve obra Contre Sainte-Beuve, composta em 1907, aproxima-se já do grande livro A la recherche du temps perdu (Em Busca do Tempo Perdido). Em 1909 priva-se de toda a vida social e quase de toda a espécie de comunicação. Em 1912 foram publicados no jornal "Le Figaro" os primeiros extratos da obra. Proust cria um trabalho grandioso, escrito na primeira pessoa. Exceção na narrativa, Un Amour de Swann (Um Amor de Swann) é a história de uma época. O mundo exterior e o mundo interior são originalmente identificados. Viajando no tempo, problematiza a modernidade e a existência maquinal a que ela nos condenou. É um trabalho realizado no reencontro de uma vida perdida e que se prolonga, por outro lado, numa metafísica sugerida, como é o caso do episódio da chávena de chá em que Proust nos quer transmitir que a realidade autêntica vive no nosso inconsciente e só uma viagem involuntária pela memória nos leva ao contacto com ela. A la recherche du temps perdu é uma história alegórica da sua vida, de onde são retirados os acontecimentos e os lugares. O autor projeta a sua própria homossexualidade nas personagens considerando-a, bem como a vaidade, o snobismo e a crueldade, o maior símbolo do pecado original.

Proust é considerado precursor da nova crítica e fundador da crítica temática. Publicou ainda em 1919 Pastiches et mélanges.
Marcel Proust. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2011.

Wikipedia(Imagem)


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Marcel Proust em 1900
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Retrato de Marcel Proust  em 1892- Jacques-Emile Blanche 



Arquivo: Marcel Proust 1887.jpg
Marcel Proust com 15 anos


Entenda em 10 pontos a confusão causada pelo STF

Entenda em 10 pontos a confusão causada pelo STF:

Diante da confusão dos ministros do STF, das malandragens da Alerj e das informações desencontradas na imprensa, O Antagonista explica o imbróglio jurídico por partes:

1) A Primeira Turma do STF impôs ao senador Aécio Neves duas das nove medidas cautelares diversas da prisão, previstas no artigo 319 do Código do Processo Penal: o afastamento do mandato parlamentar e o recolhimento noturno;

2) Os artigos 53 da Constituição Federal e 102 da Constituição Estadual do Rio de Janeiro determinam apenas que cabe à respectiva Casa Legislativa decidir sobre a prisão de seus integrantes em caso de flagrante de crime inafiançável;

3) O plenário do STF, no entanto, decidiu por 6 votos a 5 que cabe à respectiva Casa Legislativa resolver, também, sobre medidas cautelares diversas da prisão aplicadas contra parlamentares, quando elas interferem “direta ou indiretamente” no exercício de seus mandatos;

4) O Senado, por 44 votos a 26, revogou então as duas cautelares aplicadas a Aécio Neves;

5) Aproveitando-se da decisão do STF, a Assembleia Legislativa do Mato Grosso, por exemplo, revogou não só a prisão preventiva, mas também o afastamento do deputado estadual Gilmar Fabris, filmado recebendo propina de R$ 50 mil entregue por um membro do governo estadual;

6) O TRF-2 determinou a prisão de Jorge Picciani, Paulo Melo e Edson Albertassi, todos do PMDB do Rio, por envolvimento na máfia dos transportes, bem como seus afastamentos dos mandatos de deputado estadual;

7) O TRF-2 encaminhou para aval da respectiva Casa Legislativa – no caso, a Alerj – apenas a decisão sobre a prisão do trio peemedebista, como mandam as Constituições Federal e Estadual, não a que se referia ao afastamento dos mandatos;

8) A Alerj revogou a prisão por 39 votos a 19, mas, aproveitando-se da decisão do STF sobre Aécio Neves, decidiu revogar juntamente o afastamento dos deputados;

9) O acórdão da decisão do STF sobre o caso de Aécio, no entanto, ainda não foi publicado e O Antagonista apurou que, diante da repercussão negativa do efeito cascata nas Casas Legislativas do país, ele vai delimitar textualmente seus efeitos para parlamentares federais;

10) O MPF vai recorrer ao TRF-2 para garantir o afastamento de Picciani, Melo e Albertassi de seus mandatos e, como comentou Marco Aurélio Mello, o STF fatalmente decidirá sobre o tema.

A propósito: os 6 votos no STF que geraram a confusão jurídica pelo país foram de Marco Aurélio Mello, Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Cármen Lúcia.

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EM DESESPERO ABSOLUTO - REVISTA ISTOÉ PARTE PARA O ATAQUE CONTRA JAIR BOLSONARO

A ameaça totalitária

O candidato que reverencia torturadores, chama os direitos humanos de “esterco da vagabundagem”, diz que só quem “fraqueja” gera filha mulher e que preferiria um filho morto a ser homossexual ostenta quase 20% nas pesquisas. Agora, finge ser liberal para encantar o mercado. Ele pode ser presidente. E o perigo é exatamente esse

Octávio Costa e Tábata Viapiana17.11.17 - 18h00

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Bolsonaro tenta moderar o discurso, mas sua verve radical é indisfarçável 
(Crédito:©Diego Bresani)

O deputado Jair Bolsonaro empreende um enorme esforço para suavizar seu perfil. Tenta vestir pele de cordeiro, mas não adianta. É um predador. Tornou-se conhecido exatamente pela truculência, pelos raivosos ataques às minorias, pelas ofensas às mulheres, aos homossexuais e pela defesa radical da tortura e dos regimes autoritários. Salta aos olhos sua verve flagrantemente totalitária – o parlamentar reage a críticas a coices de cavalo. Demonstra não admiti-las. A virulência com que contra-ataca qualquer reparo dispensado a ele é típica de quem não suporta ser fiscalizado. Imagine no poder? Como diria o filosofo espanhol Ortega & Gasset, parece faltar a Bolsonaro aquele fundo insubornável do ser. Ou seja, o mais íntimo pensamento na hora em que o indivíduo encara o seu reflexo no espelho e tenta reconhecer a própria face. Não raro, acusa os outros do que ele mesmo faz.

Até hoje, Bolsonaro conseguiu se eleger graças aos votos de pessoas aparentemente tão preconceituosas quanto ele. As que não o são, transmitem a impressão de estarem inebriadas pelo fenômeno eleitoral – os olhos vidrados e a postura quase catatônica de seu séquito, a entoar “mito, mito, mito” a cada aparição de Bolsonaro pelas capitais do País, falam por si. Nos últimos meses, o parlamentar aproveitou a crise de segurança e a escalada da corrupção para ampliar sua faixa de simpatizantes. Mais moderado, apresenta-se como o candidato ideal à Presidência para quem perdeu a confiança na política tradicional. Com isso, já aparece em segundo lugar nas pesquisas de opinião, atrás somente do ex-presidente Lula. Porém, que ninguém se engane. Bolsonaro significa um retrocesso para o Brasil. O pré-candidato leva Messias no nome, mas definitivamente não conduz o País para um bom caminho. Depois de um impeachment e de a Lava Jato arruinar a velha política e seus métodos condenáveis, as próximas eleições podem representar um momento de inflexão para o Brasil. Pelo menos é o que se espera. Sua candidatura, no entanto, é a antítese disso.


Comete erro grosseiro quem não dá importância à ascensão do ex-capitão do Exército. O País pode estar diante do ovo da serpente. Embora sua candidatura seja legítima, e algumas de suas ideias passíveis de estarem em debate numa campanha, uma eventual eleição de Bolsonaro representa uma grave ameaça aos preceitos republicanos e democráticos. Do ponto de vista político, será como manter o País sob um Fla-Flu constante. E, pior, debaixo de um tacape manejado por um troglodita desprovido de freios. Ele sabe que grassa no eleitorado um sentimento de desolação e, para chegar lá, joga exatamente para essa platéia. Por isso, tornou-se um fenômeno nas redes sociais, com mais de cinco milhões de seguidores, além de admiradores fieis. Trata-se, no entanto, de um mito com pés de barros.

As declarações de Bolsonaro costumam ser contraditórias e inconsistentes, um espelho de seu repertório raso. Mostram seu total despreparo para exercer altas funções no Executivo. Seu conhecimento sobre a economia brasileira é de uma superficialidade chocante para um homem com tantos anos de vida pública. Ele próprio admite que não entende nada do riscado. E diz que, se chegar à Presidência, bastará nomear um ministro da Fazenda que seja do ramo para ficar tudo certo. Quem conhece seu estilo centralizador, sabe que não é bem assim. Os próprios aliados reconhecem que delegar não é seu forte.

Em encontro com representantes do mercado financeiro, Bolsonaro deu demonstrações de sua ignorância a respeito de temas econômicos. Ao ser questionado sobre o que pretende fazer para reduzir a dívida pública, disse que chamaria todos os credores para conversar. Perpetrou um absurdo. Como se sabe, qualquer pessoa ou empresa pode comprar títulos da dívida pública. E o número de detentores de tais títulos é imenso. O deputado confundiu dívida pública com dívida externa, essa sim com número de credores palpável. Dias antes, em entrevista a Mariana Godoy, da RedeTV!, disse que os militares guindaram a economia brasileira à 8ª maior do mundo. “Dos cinco presidentes militares, nenhum era formado em economia, e ainda assim, elevaram o Brasil da 49ª para a 8ª economia mundial”. Convenientemente ou não, esqueceu-se que, na ditadura, a dívida externa explodiu e houve hiperinflação.


Diante das derrapadas em profusão na seara econômica, Bolsonaro recorreu à consultoria dos irmãos Abraham Weintraub e Arthur Weintraub. O primeiro foi diretor da corretora do Banco Votorantim e o segundo é advogado e doutor em direito previdenciário. Com o auxílio, Bolsonaro divulgou uma espécie de nova versão da lulista Carta aos Brasileiros. Nela, defendeu a independência do Banco Central, que sairia da Fazenda. “Com sua independência, tendo mandatos atrelados a metas/métricas claras e bem definidas pelo Legislativo, profissionais terão autonomia para garantir à sociedade que nunca mais presidentes populistas ou demagogos colocarão a estabilidade do país em risco para perseguir um resultado político de curto prazo”, justificou. Sua ideia, no entanto, não encontra respaldo entre economistas de mais estofo. Nem os de esquerda, nem os liberais.

As patetices de Bolsonaro chamaram a atenção de importantes veículos de comunicação internacionais. Na semana passada, edições dos conceituados “Financial Times” e “The Economist”, da Inglaterra, trouxeram pesadas críticas ao deputado. O FT comparou o deputado aos presidentes dos EUA, Donald Trump, e das Filipinas, Rodrigo Duterte: “Um demagogo de direita com pontos de vista radicais”. Para “The Economist”, Bolsonaro não é um “Messias”, como seu sobrenome do meio, mas sim um “menino muito travesso”. A revista descreve o deputado como ele é: um nacionalista religioso, anti-homossexual, favorável às armas e que faz apologia a ditadores que torturaram e mataram brasileiros entre 1964 e 1985. “Bolsonaro quer ser o Trump brasileiro”, constata “The Economist”.

Ainda não se sabe exatamente qual foi a reação de Jair Bolsonaro às críticas que recebeu do exterior. Mas uma coisa é certa: deve ter perdido totalmente a compostura. Foi assim que revidou o artigo da colunista Miriam Leitão, que questionou seu total despreparo para lidar com a economia. “Miriam Leitão, a marxista de ontem, continua a mesma. Seu lugar é no chiqueiro da história”, atacou o ex-capitão, com a cólera que lhe é peculiar. Em nenhum momento, porém, Bolsonaro entrou no mérito da questão. Não respondeu ao que interessa: sua flagrante limitação acerca de temas importantes para o País.

Que o pavio do deputado é curto não constitui novidade. Mas é visível seu esforço para se tornar mais palatável para o mercado financeiro e a elite empresarial. Em viagem aos Estados Unidos, Bolsonaro fez juras de amor ao credo liberal e afirmou que vê com bons olhos a redução do peso do Estado na economia. Possivelmente, ludibriou quem não conhece sua atividade parlamentar. Os fatos, porém, desmentem sua profissão de fé privatista. Entre o segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso e os oito anos de Lula no poder, Bolsonaro votou sistematicamente em sintonia com as propostas do PT, incluindo projetos intervencionistas e outros que concederam incentivos fiscais ao setor privado, de acordo com as prioridades estatais. Ele só passou a se opor à cartilha petista quando Dilma Rousseff se tornou presidente. Na realidade, nem um anti-Lula legítimo Bolsonaro é. Em entrevista concedida em 2003, ele admitiu ter votado no petista no segundo turno de 2002 – em discurso, o chamou até de “companheiro” e referiu-se a ele como “nosso querido Lula”.

Contestado, antes mesmo de oficializar a candidatura
(Crédito:Pedro_Antonio_Heinrich_Neto)

As próprias propostas de autoria de Bolsonaro mostram que ele passa longe de uma postura antiestatizante. Os poucos projetos do deputado indicam pensamento que passa longe dos cânones liberais como a isenção tributária para taxistas e mudanças nos contratos habitacionais. Ou seja, fica claro o abismo entre seus votos e o que prega.

No Parlamento, Bolsonaro integra as bancadas da bala e evangélica, mas no tapete verde da Câmara não compõe exatamente um time: aparenta ser aquele jogador desagregador, sem espírito de grupo. Não por acaso, neste longo período como parlamentar, ele não conseguiu construir relações sólidas com nenhum partido. Já passou por PDC, PP, PPR, PPB, PTB, PFL e o atual PSC. Há chance, porém, de disputar a Presidência por outra legenda, o PEN, que tende a mudar seu nome para Patriotas. Mais um ponto negativo de sua candidatura: sem uma base sólida no Congresso, será muito difícil governar o País.

Ultraconservador, Bolsonaro ataca até mesmo a defesa dos direitos humanos, uma garantia constitucional que remonta à Revolução Francesa. “Precisamos dar um cavalo de pau na política de direitos humanos”, afirmou no início do ano. Recentemente, o filho e vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) publicou nas redes sociais uma foto do pai segurando uma camisa com os seguintes dizeres: “Direitos Humanos, esterco da vagabundagem”. Em 2011, Bolsonaro admitiu, sem corar a face: “Sou preconceituoso com muito orgulho”. E é mesmo. As declarações do deputado incluem ataques a minorias, especialmente homossexuais. Ele coleciona frases polêmicas contra a comunidade LGBT. Eis algumas delas: “Se eu vir dois homens se beijando na rua, vou bater”; “O filho começa a ficar assim meio gayzinho, leva um coro, e já muda o comportamento”; “Seria incapaz de amar um filho homossexual. Prefiro que um filho meu morra num acidente do que apareça com um bigodudo por aí”.

O incorrigível deputado também é autor de declarações eivadas de racismo e de claro desrespeito à mulher. Atacou a deputada Maria do Rosário (PT-RS), em 2014, ao afirmar que ela “não merecia ser estuprada porque ela é muito ruim, porque é muito feia”. E completou: “Não faz meu gênero. Jamais a estupraria”. Foi condenado pelo Superior Tribunal de Justiça. Em palestra no Rio, Bolsonaro fez um comentário machista sobre a própria filha: “Tenho 5 filhos. Foram 4 homens, a quinta eu dei uma fraquejada e veio uma mulher”.


Para completar, Bolsonaro não esconde sua admiração pela ditadura que assolou o País por mais de duas décadas. Afirma que “o erro da ditadura foi torturar e não matar”. Em maio de 1999, escancarou sua veia autoritária: num programa de TV, ao defender o fechamento do Congresso, ele afirmou: “deviam ter fuzilado corruptos, a começar pelo presidente Fernando Henrique”.

Quem ninguém perca de vista: as consequências da eleição de um político radical e agressivo podem ser funestas à nação. O Brasil começa a se erguer de um longo período de recessão. E tenta reencontrar o caminho do crescimento e, por que não, da pacificação. A saída, portanto, não é o extremismo. Ao contrário. O País precisa de união. Bolsonaro sem máscaras, aquele que (quase) todos conhecem, passa longe disso.

ZERO EM ECONOMIA
As inconsistências no discurso econômico de Bolsonaro

Economia na ditadura militar: Em entrevista à jornalista Mariana Godoy, da RedeTV!, Bolsonaro disse que os militares elevaram a economia brasileira à oitava maior do mundo. “Dos cinco presidentes militares, nenhum era formado em economia, e ainda assim, eles elevaram o Brasil da 49ª para a 8ª economia mundial”. Foi imediatamente corrigido por Mariana, que lhe lembrou que, durante a ditadura, a dívida externa explodiu e também houve hiperinflação.



Dívida externa x dívida pública: Questionado sobre o que pensa da dívida pública em encontro com representantes do mercado financeiro, ele disse que chamaria todos os credores para conversar. Isso é impossível, já que qualquer pessoa ou empresa pode comprar títulos da dívida pública. O número de credores é imenso. Bolsonaro confundiu a dívida pública com a dívida externa, essa, sim, passível de negociação com os credores.

Independência do Banco Central: Assessorado por economistas pouco conhecidos, Bolsonaro defende a independência do Banco Central. “Com sua independência, tendo mandatos atrelados a metas/métricas bem definidas pelo Legislativo, profissionais terão autonomia para garantir à sociedade que nunca mais presidentes populistas ou demagogos colocarão a estabilidade do país em risco”, explicou. A ideia, porém, é rechaçada por economistas de peso. Maria da Conceição Tavares, por exemplo, afirma que “Banco Central independente é uma patetada”.

Discurso liberal contrário x atuação como parlamentar: Nos últimos meses, Bolsonaro tem adotado discurso liberal e antiestatizante. Em palestra nos EUA, defendeu a participação mínima do Estado na economia. A postura atual bate de frente com sua atuação na Câmara. No segundo mandato de FHC e nos oito anos de Lula no poder, Bolsonaro votou sistematicamente com o PT, o que inclui projetos de intervenção estatal.



O VERDADEIRO BOLSONARO



HOMOFOBIAMulheres promovem “beijaço” contra posturas homofóbicas de Bolsonaro

Após o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso defender a união civil entre pessoas do mesmo sexo, em 2002, Bolsonaro protestou na Câmara: “Se eu vir dois homens se beijando na rua, vou bater”

Em 2010, durante um debate na TV Câmara sobre as mudanças na lei que proibia os pais de darem palmadas nos filhos, o deputado disse: “O filho começa a ficar assim meio gayzinho, leva um coro, e já muda de comportamento”

MISOGINIA E DESRESPEITO À MULHER

Bolsonaro atacou a deputada Maria do Rosário (PT), em dezembro de 2014, ao afirmar que “ela não merece ser estuprada porque ela é muito ruim, porque ela é muito feia. Não faz meu gênero. Jamais a estupraria”

Em uma palestra no Rio de Janeiro, Bolsonaro fez um comentário machista sobre a própria filha: “Eu tenho 5 filhos. Foram 4 homens, a quinta eu dei uma fraquejada e veio uma mulher”Em plenário, Bolsonaro ofende colegas, como a deputada Maria do Rosário (Crédito:Marcelo Camargo/Agência Brasil)

RACISMO



No início do ano, Bolsonaro teceu um comentário racista durante uma palestra: “Fui num quilombo. O afrodescendente mais leve lá pesava sete arrobas. Nem pra procriador ele serve mais”. A declaração rendeu uma condenação de R$ 50 mil por danos morais.

DEFESA DA DITADURA E DO RADICALISMO

“Não houve ditadura no Brasil. As pessoas tinham liberdade para ir e vir, ir para a Disneylândia, voltar sem problemas. A ditadura era para os bandidos, os vagabundos, então a lei era difícil para eles”, disse Bolsonaro em entrevista ao Financial Times.

PRECONCEITO

Em 2011, o deputado não escondeu as ideias radicais que defende até hoje: “Sou preconceituoso, com muito orgulho”.

TOTALITARISMO

No programa Pânico, da rádio Jovem Pan, em julho de 2016, Bolsonaro foi além da defesa às torturas da ditadura militar:
“O erro da ditadura foi torturar e não matar”

Em maio de 1999, num programa de TV, ao defender o fechamento do Congresso, ele disse: “No período da ditadura, deviam ter fuzilado uns 30 mil corruptos, a começar pelo presidente Fernando Henrique”

REPÚDIO AOS DIREITOS HUMANOS

O vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), filho do deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ), publicou nas redes sociais uma foto do pai segurando uma camisa com a frase: “Direitos humanos esterco da vagabundagem”

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Confundindo CAUSA com EFEITO - Dallagnol: "O que aconteceu no Rio é uma amostra do que pode acontecer em Brasília"


Como assim o que "pode acontecer" em Brasília?? O que aconteceu hoje no RJ é a CONSEQUÊNCIA DIRETA daquilo que JÁ ACONTECEU em Brasília com Aécio Neves!!

Dallagnol: O que aconteceu no Rio é uma amostra do que pode acontecer em Brasília:

O procurador da República Deltan Dallagnol, da força-tarefa da Operação Lava Jato, disse nesta sexta-feira, 17, que a decisão da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) de derrubar as prisões dos deputados peemedebistas Jorge Picciani, presidente da Casa, Paulo Melo e Edson Albertassi é “uma amostra do que pode acontecer em Brasília e com […]

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"SOLUÇÃO" e QUADRÚPEDE PETISTA QUEREM MAIS FACULDADES DE MEDICINA


QUEM SÃO OS 39 MARGINAIS DISFARÇADOS DE DEPUTADOS QUE SOLTARAM JORGE PICCIANI NA SESSÃO DA ALERJ


Justiça determina bloqueio de R$ 270 milhões de Picciani, Melo e Albertassi

Justiça determina bloqueio de R$ 270 milhões de Picciani, Melo e Albertassi
(O Globo) Comentário - E que valor isso tem? A "Justiça" não tem poder nem para prender os caras e quer bloquear o dinheiro deles??

Justiça determina bloqueio de R$ 270 milhões de Picciani, Melo e Albertassi:

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RIO — O Tribunal Regional Federal da 2ª Região determinou nesta sexta-feira o bloqueio cautelar de contas e bens de 13 pessoas e 33 empresas investigadas na Operação Cadeia Velha, deflagrada nesta terça-feira pela Polícia Federal. A medida cautelar...


PSOL expulsa deputado que votou a favor de Picciani


PSOL expulsa deputado que votou a favor de Picciani:

O PSOL acaba de divulgar nota anunciando a expulsão de Paulo Ramos, seu deputado estadual do Rio que votou a favor de soltar Jorge Picciani e sua turma.

Na nota, o partido chamou de “inaceitável” a atitude de Ramos: “O deputado se colocou ao lado da máfia dos transportes, das empreiteiras e de todos aqueles que saquearam o estado do Rio de Janeiro nas últimas décadas.”

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A DEGRADAÇÃO MORAL DO BRASIL DEPOIS DO REGIME PETISTA


Alerj revoga prisão e devolve mandato a deputados do PMDB


Alerj revoga prisão e devolve mandato a deputados do PMDB: A Assembleia Legislativa do Rio decidiu nesta sexta-feira (17) revogar a prisão preventiva e o afastamento do mandato do presidente da Casa, Jorge Picciani, e dos deputados Paulo Melo e Edson Albertassi, todos do PMDB.
Leia mais (11/17/2017 - 16h38)