"O maior inimigo da autoridade é o desprezo e a maneira mais segura de solapá-la é o riso." (Hannah Arendt 1906-1975)

quarta-feira, 24 de maio de 2017

A polêmica trajetória do jornalista e político Carlos Lacerda

A polêmica trajetória do jornalista e político Carlos Lacerda:
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Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos I. S. Azambuja

Carlos Frederico Werneck de Lacerda recebeu este nome em homenagem aos pensadores Karl Marx e Friedrich Engels. Nascido em 30 de abril de 1914, no Rio de Janeiro, embora tenha sido registrado em Vassouras, no interior fluminense, Lacerda acabou ganhando a alcunha de "demolidor de presidentes", por ter sido um feroz opositor de chefes de governo, o mais implacável opositor de Getúlio Vargas. Outro apelido dado por seus desafetos era "O corvo".

Suas tentativas de derrubar Vargas tiveram início em 1931, quando se juntou a outros comunistas para planejar marchas de desempregados no Rio e em Santos, nas quais ocorreriam saques ao comércio, mas foram descobertos e a ação acabou não ocorrendo. Também participou da chamada Intentona Comunista, em novembro de 1935, uma frente ampla antifascista organizada pela Aliança Nacional Libertadora (ANL), que incluía ainda socialistas e liberais, e que terminou com a prisão de mais de 10 mil pessoas.

Filho do escritor e político Maurício de Lacerda e de Olga Caminhoá Werneck, foi vereador, deputado federal e governador do antigo estado da Guanabara. A caminhada política de Carlos Lacerda teve início ao ingressar, em 1929, na Faculdade de Direito, da atual UFRJ. Nessa época, destacou-se como orador e, ativo participante do movimento estudantil de esquerda, se envolveu em atividades políticas, abandonando o curso de Direito em 1932 e tornando-se militante do Partido Comunista. Assim, dava continuidade à tradição familiar: seu avô paterno, Sebastião Lacerda, que foi ministro de Indústria, Viação e Obras do governo de Prudente de Morais e, depois, ministro do Supremo Tribunal Federal, e o pai militavam no PCB. No entanto, em 1939, resolveu abandonar o partido, passando a considerar o movimento proletário como uma das mais nocivas formas de governo.

Em 1938, começou a escrever para jornais e seu rompimento com os comunistas aconteceu oficialmente ao publicar artigo na revista "Observador Econômico e Financeiro", tendo sido acusado de ser traidor do Partido Comunista. Lacerda filiou-se, em 1945, à União Democrática Nacional (UDN). Segundo informações do Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil, da Fundação Getúlio Vargas (CPDOC/FGV), Lacerda apoiou a candidatura do brigadeiro Eduardo Gomes na disputa eleitoral, naquele ano, em que perdeu a Presidência para o general Eurico Gaspar Dutra, "ao mesmo tempo que, como redator do "Diário Carioca", moveu violenta campanha contra o candidato do PCB às eleições presidenciais — o engenheiro Iedo Fiúza, ex-prefeito de Petrópolis (RJ)". Na ocasião, escreveu um trabalho panfletário intitulado "O rato Fiúza". Em janeiro de 1947, elegeu-se vereador e passou a usar a tribuna para defender suas ideias e atacar seus adversários em discursos veementes. Em 1949, fundou o jornal carioca "Tribuna da Imprensa", com o qual pôde combater seus adversários com mais vigor.

Lacerda foi coordenador da campanha que objetivava impedir a candidatura de Vargas à Presidência, em 1950. Após a vitória de Getúlio, usou largamente as páginas da "Tribuna", contribuindo para o agravamento da crise no governo, que acabou levando Vargas a se matar, em 24 agosto de 1954. Um atentado a Lacerda, que teria sido planejado por Benjamim Vargas, irmão de Getúlio, e Gregório Fortunato, chefe da guarda pessoal do presidente, em 5 de agosto, precipitou os acontecimentos. O jornalista levou um tiro no pé, mas o major Rubens Vaz, que se ofereceu para fazer sua guarda pessoal, morreu. Com o suicídio de Vargas, Carlos Lacerda e seus companheiros deixaram o país por algum tempo, temendo a revolta da população.

Eleito deputado federal no pleito de outubro de 1954, Lacerda obteve a maior votação do Distrito Federal, feito que repetiu quatro anos depois. Na época, o jornalista também aliou-se a militares e à direita da UDN em duas tentativas de golpe contra Juscelino Kubitschek e seu vice, João Goulart. Durante a campanha eleitoral presidencial de 1955, ele publicou um documento que ficaria conhecido como "Carta Brandi". Atribuída ao deputado peronista argentino Antonio Jesús Brandi, ela teria sido enviada a Jango e fazia citações a contrabando de armas e à organização de uma república sindicalista na América Latina a partir da liderança de Brasil e Argentina, mas investigações comprovaram que tudo não passava de uma farsa.

Em 1º de novembro de 1955, O GLOBO publicou os trâmites sobre o inquérito da carta. Após uma segunda tentativa frustrada de golpe em JK, exilou-se em Cuba, ainda sob o governo do ditador Fulgêncio Batista, Estados Unidos e Portugal. Ao voltar, Lacerda reassumiu seu mandato de deputado federal e continuou a combater Juscelino e a construção de Brasília. Anos depois, no exílio, o presidente diria a Lacerda que jamais permitiu o seu acesso à TV por temer que seus ataques pudessem derrubá-lo.

Com a transferência da capital do país para Brasília e a transformação do antigo Distrito Federal no Estado da Guanabara (correspondente ao atual município do Rio), Lacerda resolveu se candidatar a governador. Embora aparecesse como favorito em pesquisas informais, como a publicada no GLOBO em 19 de setembro de 1960, o jornalista ganhou as eleições, realizadas em 3 de outubro, com uma pequena margem. Entre as obras, de seu governo destacam-se a Estação de Tratamento de Água do Guandu, a construção dos túneis Santa Bárbara e Rebouças, os conjuntos habitacionais Cidade de Deus e Vila Kennedy, para abrigar moradores removidos de favelas, e o Parque do Flamengo. Lotta Macedo Soares conseguiu convencê-lo a abandonar a ideia inicial de fazer uma via expressa à beira-mar no aterro surgido após a derrubada do Morro de Santo Antônio, no Centro. Também criou a Universidade do Estado da Guanabara, atual Uerj, em 1961, mesmo ano em que vende a "Tribuna", por dificuldades financeiras.

Em 1964, Lacerda foi um dos líderes civis do golpe militar, mas, ao perceber que a intervenção não seria breve, tirou seu apoio à ditadura. Em 1965, começou a articular o Partido da Renovação Democrática e, no ano seguinte, realizou encontros com antigos adversários políticos. Junto com Juscelino, exilado e cassado, assinou o manifesto de lançamento da Frente Ampla, que contaria ainda com o apoio de Jango, também no exílio e com os direitos políticos cassados, numa tentativa de recuperar a normalidade política do país, em que as manifestações públicas da sociedade contra o regime se tornavam cada vez mais fortes.

O regime não tardou a reagir. Em 1967, sua presença na TV foi proibida. Com a decretação do Ato Institucional nº 5, o AI-5, em 13 de dezembro de 1968, Carlos Lacerda e outros políticos tiveram os direitos políticos cassados por dez anos. Preso, ficou na mesma cela do ator Mário Lago, antigo companheiro comunista e com quem não falava há anos. Cansado e desgastado com a ditadura militar, volta a se dedicar ao jornalismo, tornando-se correspondente de "O Estado de S.Paulo" e "Jornal da Tarde" na Europa e na África.

Paralelamente à carreira de político, Carlos Lacerda escreveu, entre outros livros, "O caminho da liberdade" (1957), "O poder das ideias" (1963), "O Brasil entre a verdade e a mentira" (1965), "Paixão e ciúme" (1966), "O cão negro" (1971), "Em vez" (1977) e "A casa do meu avô: pensamentos, palavras e obras" (1977). Também fundou, em 1965, a Editora Nova Fronteira, que publicou importantes nomes da literatura nacional e estrangeira, além do best-seller "Dicionário Aurélio", de Aurélio Buarque de Hollanda. "Depoimento" (1978) e "Discursos parlamentares" (1982) foram compilados e publicados após a sua morte.

Internado na Clínica São Vicente, na Gávea, no dia 20 de maio de 1977, para tratar de uma gripe e um processo de desidratação, Lacerda morreu na madrugada do dia 21, aos 63 anos, de infarto. Era casado com Letícia, com quem teve três filhos, Maria Cristina Lacerda, Sergio Lacerda e Sebastião Lacerda.

Fonte: O Globo.

Carlos I. S. Azambuja é Historiador.

Paulo Maluf condenado a 7 anos e 9 meses de prisão



Paulo Maluf condenado a 7 anos e 9 meses de prisão:

A 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou nesta terça-feira o deputado federal e ex-prefeito de São Paulo, Paulo Maluf (PP), a sete anos, nove meses e dez dias de prisão, em regime fechado, mais multa, pelo crime de lavagem de dinheiro. Pelo entendimento unânime do colegiado, em casos de condenação a regime fechado, o político deve também perder o mandato parlamentar, cabendo a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados apenas confirmar a decisão. No julgamento, a 1ª Turma determinou ainda a interdição de Maluf para o exercício de cargo e função pública de qualquer natureza pelo dobro da pena privativa de liberdade. O político ainda pode recorrer no próprio Supremo.
Na dosimetria da pena, o relator Edson Fachin afirmou que o juízo de reprovação contra Paulo Maluf é “particularmente intenso” e disse que a sanção contra o parlamentar deve considerar que o réu é deputado, que os ilícitos foram caracterizados pela “habitualidade” e “prática usual pelo acusado”. Para o relator, a lavagem ocorreu em contexto de múltiplas transações financeiras e de transnacionalidade.
O STF concluiu nesta terça-feira julgamento da ação penal em que o deputado federal Paulo Maluf é acusado de crimes de lavagem de dinheiro a partir de recursos de corrupção nas obras da Avenida Água Espraiada. As acusações contra Maluf envolviam desvio de dinheiro por meio de cobrança de propinas em obras públicas e a remessa de valores ao exterior por meio de doleiros. Segundo o Ministério Público, o esquema com participação de Maluf vigorava quando o político era prefeito de São Paulo, nos anos de 1997 e 1998, embora tenha continuado com envolvimento direto dele nos anos seguintes.
De acordo com a acusação, um aditamento contratual feito na obra, no ano de 1995, inseriu a construtora OAS no empreendimento, permitindo que fosse aberto caminho para o recolhimento de propina. A obra foi concluída em 2000 com custo final de 796 milhões de reais. “Essa foi a fonte primordial dos recursos utilizados na lavagem (de dinheiro)”, afirmou a procuradoria-geral da República.
A acusação contra Paulo Maluf dividiu em cinco momentos o esquema de lavagem de dinheiro do político: entre os anos de 1993 e 2002 em contas correntes localizadas na Suíça; de 1997 a 2001 em contas da Inglaterra; um momento específico em março de 2001, quando Maluf, na condição de diretor da empresa Durant Internacional Corporation, registrada nas Ilhas Virgens Britânicas, orientou e comandou a conversão de ativos ilícitos em recibos de ações da empresa Eucatex S.A.; um quarto momento com lavagens entre 1997 e 2006 por meio de 12 contas no paraíso fiscal das Ilha de Jersey, nas Ilhas Virgens Britânicas, e uma quinta ação em que Maluf é acusado de, no período de 29 de julho de 1997 a 30 de julho de 1998, ter convertido recursos de propina em debêntures conversíveis em ações da Eucatex.
O julgamento do STF foi utilizado em boa parte para discutir se as acusações contra Maluf estavam ou não prescritas. Como o deputado tem mais de 70 anos, o prazo prescricional é reduzido pela metade, abrindo caminho para que políticos mais velhos, como o próprio ex-prefeito de São Paulo, acabem tendo chance de não serem punidos efetivamente pela justiça. Ao final, o Supremo reconheceu que não houve prescrição no quarto esquema de lavagem de dinheiro de Maluf, cujos crimes ocorreram de 1997 a 2006. Isso porque o crime de lavagem praticado na modalidade ocultação é considerado crime permanente e, por isso, o prazo de prescrição começa a contar do dia em que as autoridades brasileiras tomaram conhecimento do fato e de quando cessou a prática criminosa, e não do dia em que o crime em si foi praticado. Sobre essas acusações, a prescrição ocorreria, conforme entendeu a maioria da 1ª Turma, em 2019, ou seja, oito anos depois do recebimento da denúncia contra Paulo Maluf, ocorrido em 29 de setembro de 2011.


Anexos originais:

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Paulo Maluf é condenado à prisão pelo STF por lavagem de dinheiro, mas cabe recurso

Paulo Maluf é condenado à prisão pelo STF por lavagem de dinheiro, mas cabe recurso:
O deputado Paulo Salim Maluf (PP/SP) foi condenado pela 1ª Turma do STF, por maioria. A condenação, que ocorreu por maioria de votos em processo que trata de lavagem de dinheiro na obra da Av. Água Espraiada (atualmente Av. Roberto Marinho), estabeleceu 8 anos de prisão e perda do mandato.
Mas cabem embargos.
Há controvérsia sobre a hipótese de efetiva prisão, considerando a idade do deputado.
Cabe agora

'Renan não imagina a trolha que está vindo contra ele lá do Supremo', diz jornalista

'Renan não imagina a trolha que está vindo contra ele lá do Supremo', diz jornalista:


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Imagem: Reprodução / Redes Sociais
O jornalista Jorge Bastos Moreno, do jornal O Globo,  fez um comentário enigmático sobre o senador Renan Calheiros, que hoje já propôs candidatos à sucessão do presidente Michel Temer, após algumas semanas de comportamento errático. Segundo Moreno, "Renan está cantando de galo, mas não imagina a trolha que está vindo contra ele lá do Supremo".
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Mesmo após delação, Wesley Batista planeja festa de arromba para o casamento da filha

Mesmo após delação, Wesley Batista planeja festa de arromba para o casamento da filha:

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Imagem: Divulgação
Em meio ao terremoto da delação, Wesley Batista prepara-se para uma festa do arromba: o casamento de sua filha, marcado para o dia 1º de julho. 
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24 de Maio de 1543: Morre Nicolau Copérnico, o filósofo do firmamento

24 de Maio de 1543: Morre Nicolau Copérnico, o filósofo do firmamento:

No dia 24 de Maio de 1543 morre o astrónomo Nicolau Copérnico. No mesmo ano, foi publicado o primeiro dos seis volumes da sua obra "Das Revoluções dos Corpos Celestes", contendo as bases científicas da astronomia moderna.
Até 1543, a teoria do geocentrismo, segundo a qual a Terra era o centro do universo, permaneceu incontestada. Essa visão de mundo baseava-se na obra Almagesto (A Maior Composição Matemática), escrita no século II a.C. pelo grego Ptolomeu e que foi aceite como uma verdade por mais de um milénio.
Ptolomeu previu com precisão razoável a posição dos planetas visíveis a olho nu, mas errou ao considerar que a Lua, Mercúrio, Vénus, Marte, Júpiter e Saturno giravam ao redor de uma Terra estacionária. O seu modelo de cosmos correspondia à teoria de Aristóteles, de que o movimento dos corpos era circular e uniforme – uma explicação plenamente compatível com os ensinamentos da Bíblia.
Os gregos foram também os primeiros a afirmar que a Terra é esférica, que ela realiza um movimento de rotação em torno do Sol e que a Lua apenas reflecte a luz solar. Eles organizaram vários catálogos de estrelas e afirmaram o heliocentrismo 15 séculos antes de Copérnico. Aristarco de Samos (310-230 a.C.) desenvolveu o primeiro modelo heliocêntrico do Universo, retomado mais tarde pelo astrónomo polaco.
Nascido em Torum, na Polónia, em 1473, Nicolau Copérnico ingressou na Universidade de Cracóvia em 1491 para cursar Medicina, mas estudou também Filosofia, Matemática e Astronomia. Foi para a Itália em 1497 para aprender grego clássico e Direito Canónico em Bolonha. Voltou à Polónia em 1501 e ordenou-se padre, ocupando por um breve período o cargo de cónego da Catedral de Frauenburg. Retornou logo à Itália, onde frequentou as universidades de Pádua e Ferrara.
Depois de aprofundar as suas observações astronómicas em Bolonha, voltou em 1506 a Frauenburg, onde construiu um pequeno observatório e começou a estudar o movimento dos corpos celestes. Em 1514, presenteou os amigos mais próximos com o primeiro esboço do seu modelo cosmológico, escrito já em 1507.
Inicialmente, as suas ideias não tiveram nenhuma repercussão. Ele buscou incansavelmente, até à morte, uma prova irrefutável para a sua tese. Demorou quase quatro décadas para divulgá-la por temer a reacção da Igreja Católica.
Exactamente em 1543 foi publicado o primeiro dos seis volumes da sua obra Das Revoluções dos Corpos Celestes, que estabeleceu as bases científicas da astronomia moderna. "Todos os planetas – inclusive a Terra – giram em torno do Sol, que é o centro do universo", concluiu.
Os seus críticos, porém, não aceitavam a refutação da interpretação bíblica do universo e a falta de uma explicação para a rotação terrestre. A Igreja Católica incluiu Das Revoluções dos Corpos Celestes no Índex – a lista dos livros proibidos por heresia. O temor de Copérnico diante da censura eclesiástica não tinha sido infundado: o dogmatismo da igreja era tão forte, que questionar a perfeição divina era uma temeridade.

Quem defendesse as ideias de Copérnico pecava por imprudência. A Igreja Católica e o geocentrismo dominavam o pensamento na Idade Média. As grandes descobertas, porém, começavam a mudar essa visão de mundo. A viagem de circunavegação do globo, capitaneada por Fernão de Magalhães entre 1519 e 1522, comprovara a teoria da esfericidade da Terra, já aceite por muitos matemáticos e astrónomos.

Galileu Galilei (1564-1642) foi o primeiro a comprovar o sistema heliocêntrico de Copérnico. Mas, em 1633, sob ameaça de excomunhão e morte pela Santa Inquisição, teve de negar formalmente as suas descobertas. Quase 150 anos após a morte de Copérnico, Isaac Newton (1642-1727) desenvolveu uma base física para a gravitação dos planetas ao redor do Sol. Foi a comprovação definitiva do heliocentrismo.
Apesar de ser irrefutável, a teoria de Copérnico só seria aceite pelo Vaticano em 1835. O papa Gregório XVI admitiu o erro dos seus antecessores. Quase 300 anos após sua publicação, a obra Das Revoluções dos Corpos Celestes foi retirada da lista dos livros censurados pela Santa Sé.

Nessa altura, Copérnico não só havia revolucionado a astronomia, como também a ideia que o homem da sua época fazia de si mesmo: um ser feito à imagem e semelhança de Deus e, portanto, centro do universo.


 wikipedia (imagens)
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Nicolau Copérnico
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Astrónomo Copérnico: Conversa com Deus, por Jan Matejko

terça-feira, 23 de maio de 2017

PEC DAS DIRETAS, BARRACO NO SENADO E O GRAMPO EM ANDREA NEVES E REINALDO

PARADA INSTITUCIONAL


Milton Pires.

Acordo todos os dias lendo e ouvindo que o Brasil está na UTI. A frase andava sumida: parece ter voltado depois que Joelvis & Jopresley, ou algo assim, combinaram com a banda podre do Ministério Público e um Ministro do "MSTF" (a parte petista), como liquidar com dois bandidos não petistas - o braço fabiano da tesoura, o Abominável Aécio das Neves, e o parafuso que o liga com o braço revolucionário – Michel Temer.


Antes que algum astrólogo caçador de ursos, que algum historiador que diz que comunismo não existe mais, ou algum ex-funcionário de Gilmar Mendes na Revista VEJA comece a escrever barbaridades sobre Medicina e UTI, dou a mim mesmo o direito de iniciar estas linhas com uma analogia que pode me permitir, mais adiante, completar o raciocínio do leitor.

Pela expressão parada cardíaca, todo leigo, toda pessoa sem formação alguma em Medicina, entende que o “coração parou” e que, portanto, a pessoa “morreu, está morta ou vai morrer”. Um médico formado compreende, com mais facilidade, que isso pode não ser exatamente assim. Ele sabe que pode restar no músculo cardíaco alguma atividade de contração que é, por si mesma, incapaz de bombear o sangue “para frente” e gerar pressão arterial que mantenha a vida.

Vamos ao ponto que interessa: um leigo entende a parada cardíaca como um fenômeno isolado de todo resto; um médico chama de parada cardíaca o resultado de qualquer tipo de contração sem efeito algum capaz de manter a vida da pessoa. É o resultado final que não existe mais; não o coração que ficou completamente parado.

Pronto: termina aqui o parágrafo sobre Medicina. Vamos à Política – o Brasil encontra-se, afirmo eu, numa situação de Parada Institucional. Há um Presidente da República, existe um Congresso e um Supremo Tribunal Federal mas deles já não sai, já não se gera mais coisa alguma – estão parados do ponto de vista funcional. Comportam-se como um coração batendo 300 vezes por minuto, sem tempo algum para se encher de sangue e, portanto, sem sangue algum para ser bombeado.

O resultado da situação de Parada Institucional é a gigantesca confusão, o atordoamento cognitivo, a hibernação emocional que se coloca para população. Cada vez mais as pessoas entendem menos sobre o que está acontecendo. Há, inclusive, aqueles que pensam, perigosamente, que nada está acontecendo – e está!

Temos o historiador que diz que comunismo não existe mais entrevistando um ex-capitão do exército preso em 1986 que vai ser candidato a presidente da República. Temos um desinformante profissional, colocado pelo PSDB e por Gilmar Mendes dentro da Revista VEJA, gravado pela Polícia Federal em ligação com uma bandida, irmã de um senador corrupto. Temos quase o início de uma pancadaria dentro do Senado Federal entre um grupo de psicopatas bolivarianos (que querem Diretas Já para fraudar urnas e colocar Lula no Poder) e uma espécie de ralé luterana do PMDB que não passa um dia sem falar em “reformas”.

Perguntam-me vocês todos, no fim de tudo isso, o que temos afinal? Temos, digo eu, uma confusão demoníaca em que já não se identificam mais inocentes e culpados, governo e oposição, bandidos e mocinhos...Uma situação em que nada mais anda, não se decide mais coisa alguma...em que tudo está parado. É a etapa que vem antes da ruptura completa do tecido social e daquilo que ainda resta de ordem política para evitar a morte institucional e o início da barbárie – é a Parada Institucional, é o Brasil na UTI como querem aqueles que todos os dias usam a tal expressão …

Expressão muito exata, mas também carregada de ironia para alguém que perdeu seu emprego como médico dentro de uma UTI controlada por corruptos, vagabundos, incompetentes e assediadores morais do PT e do PCdoB...e que sabia, em 2014, que tudo isso um dia, obrigatoriamente, teria que acontecer.

para o Augusto.

23 de maio de 2017

CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA DIZ QUE PREFEITO DE SÃO PAULO COMETEU UMA "BARBÁRIE" NA CRACOLÂNDIA.

Ação de Dória da Cracolândia foi uma barbárie, afirma Conselho de Psicologia

As entidades também classificaram a ação do prefeito como um passo atrás em toda a luta antimanicomial.
segunda-feira 22 de maio| Edição do dia 0
O Conselho Federal de Psicologia e o Conselho de Psicologia do Estado de São Paulo assinaram uma nota conjunta onde classificam a operação na Cracolândia como um ato de "barbárie" e "atrocidade".
A violenta ação militar de desocupação da área central da cidade de São Paulo, conhecida como Cracolândia, ocorreu neste domingo (21). Cerca de 900 policiais militares foram mobilizados para a operação onde, além de reprimir os presentes, fecharam abrigos e espaços de apoio e assistência aos muitos frequentes da região e também internou, de forma forçada, alguns indivíduos que estavam no local.
A repressão de Dória está ligada a um projeto de reurbanização da Cracolândia e reabilitação dos usuários de crack paulistanos. Chamado de Redenção o programa, que inclui internações dos dependentes químicos, prevê a permissão de trabalho apenas para aqueles que se comprometerem a fazer o tratamento de desintoxicação (via internação) através do programa do governo do Estado chamado Recomeço, sob autoria da gestão Alckmin.
Os Conselhos repudiaram fortemente a postura repressiva da prefeitura de São Paulo, sob mando de João Dória, junto ao programa de reabilitação dos dependentes químicos proposta pela esfera municipal e estadual. Para as entidades os programas são um passo atrás nos mais de 30 anos de luta antimanicomial.
"A ação afronta os 30 anos de história da luta antimanicomial no Brasil, recém-celebrados em 18 de maio, e os princípios internacionais dos direitos humanos. A violência policial ostensiva foi o expediente utilizado para promover a remoção e a internação forçadas da população em situação de rua que habitava a área do centro de são Paulo conhecida por ’Cracolândia’", afirma a nota.
Continua: "Esse ’novo programa’ repete fórmulas ultrapassadas, inadequadas e ineficientes do ponto de vista da saúde mental. Repete o ’Programa Recomeço’, do governo estadual, e a ’Operação Sufoco’, da gestão municipal. As três iniciativas têm como princípios o tratamento por internação, inclusive involuntária, em parceria com comunidades terapêuticas mantidas por entidades confessionais, não sendo coincidência o nome ’Redenção’.
Tratando de forma punitiva, a prefeitura se apoia na blindagem criada mídia de prisão de traficantes para trancafiar e perseguir pessoas que se encontram em uma situação de marginalização social. Retiram do foco a responsabilidade pública da situação em que se encontram esses indivíduos e optam por descartar anos de pesquisas, debates e experiências de especialistas na área de saúde pública antimanicomial para implementar um projeto político em que instituições privadas receberão fortunas para esconder e não tratar os usuários de drogas.

UM AVISO. UM PEQUENO AVISO DAQUILO QUE VEM PELA FRENTE

'O problema não é se o Congresso é legítimo ou não. É uma organização criminosa!', afirma renomado jurista Modesto Carvalhosa

'O problema não é se o Congresso é legítimo ou não. É uma organização criminosa!', afirma renomado jurista Modesto Carvalhosa:



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Imagem: Montagem / Folha Política
Em participação no programa Roda Viva, o renomado jurista Modesto Carvalhosa comentou as dificuldades de qualquer presidente para lidar com o Congresso, que, segundo ele, está "dominado pela bandidagem". Carvalhosa disse: "O caso é o seguinte: não podemos ter, na Presidência da República, nesta fase, um chefe de carceragem. Porque lá, como só tem bandido mandando lá dentro, não podemos dizer que o carcereiro-chefe vai conviver com os presos lá dentro, com as rebeliões e os chefes das coisas lá dentro. O que nós temos que ter é um presidente eleito que, pela sua autoridade moral, por sua respeitabilidade, imponha a essa bandidagem que domina o Congresso um respeito maior, com o apoio e a pressão da sociedade". 
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Senador dá lição de moral após tumulto e 'quase pancadaria' em pleno Congresso: 'Selvageria!'; veja vídeo

Senador dá lição de moral após tumulto e 'quase pancadaria' em pleno Congresso: 'Selvageria!'; veja vídeo:



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Imagem: Montagem / Folha Política
Após a lamentável e deprimente sessão da Comissão de Assuntos Econômicos, encerrada após uma baixaria que incluiu gritaria, ameaças físicas, quebra de microfones, retirada de jornalistas e intimidação ao presidente da sessão, o senador Cássio Cunha Lima tomou a palavra no plenário do Senado para lembrar que a essência do Parlamento é a argumentação. "Infelizmente, o que nós vimos foi um ato de selvageria. Não podendo ganhar nos votos, senadores e senadoras em desespero quiseram vencer no braço, no grito". 


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Reinaldo Azevedo -Meu último post na Veja


MEU ULTIMO POST NA VEJA


PF divulga trechos de conversa minha com Andrea Neves, uma das minhas fontes, em que faço críticas a uma reportagem da VEJA. Pedi demissão. Direção aceitou

Por Reinaldo Azevedo access_time 23 maio 2017, 17h00 more_horiz

(Reprodução/Reprodução)

Andrea Neves, Aécio Neves e perto de uma centena de outros políticos são minhas fontes.

Trechos de duas conversas que mantive com Andrea, que estava grampeada, foram tornadas públicas. Numa delas, faço uma crítica a uma reportagem da VEJA e afirmo que Rodrigo Janot é pré-candidato ao governo de Minas e que estava apurando essa informação. Em outro, falamos dos poetas Cláudio Manuel da Costa e Alvarenga Peixoto.

Fiz o que deveria fazer: pedi demissão — na verdade, mantenho um contrato com a VEJA e pedi o rompimento, com o que concordou a direção da revista.

Abaixo, segue a resposta que enviei ao BuzzFeed, que vai fazer ou já fez uma reportagem a respeito. Volto para encerrar. Mesmo!

Comecemos pelas consequências.

Pedi demissão da VEJA. Na verdade, temos um contrato, que está sendo rompido a meu pedido. E a direção da revista concordou.

1: não sou investigado;

2: a transcrição da conversa privada, entre jornalista e sua fonte, não guarda relação com o objeto da investigação;

3: tornar público esse tipo de conversa é só uma maneira de intimidar jornalistas;

4: como Andrea e Aécio são minhas fontes, achei, num primeiro momento, que pudessem fazer isso; depois, pensei que seria de tal sorte absurdo que não aconteceria;

5: mas me ocorreu em seguida: “se estimulam que se grave ilegalmente o presidente, por que não fariam isso com um jornalista que é crítico ao trabalho da patota?;

6: em qualquer democracia do mundo, a divulgação da conversa de um jornalista com sua fonte seria considerada um escândalo. Por aqui, não;

7: tratem, senhores jornalistas, de só falar bem da Lava Jato, de incensar seus comandantes;

8: Andrea estava grampeada, eu não. A divulgação dessa conversa me tem como foco, não a ela;

9: Bem, o blog está fora da VEJA. Se conseguir hospedá-lo em algum outro lugar, vocês ficarão sabendo;

10: O que se tem aí caracteriza um estado policial. Uma garantia constitucional de um indivíduo está sendo agredida por algo que nada tem a ver com a investigação;

11: e também há uma agressão a uma das garantias que tem a profissão. A menos que um crime esteja sendo cometido, o sigilo da conversa de um jornalista com sua fonte é um dos pilares do jornalismo.

Encerro
No próximo 24 de junho, meu blog completa 12 anos. Todo esse tempo, na VEJA. Foram muitos os enfrentamentos e me orgulho de todos eles. E também sou grato à revista por esses anos.

Nesse tempo, sob a direção de Eurípedes Alcântara ou de André Petry, sempre escrevi o que quis. Nunca houve interferência.

O saldo é extremamente positivo. A luta continua.

Leia o diálogo no qual Reinaldo Azevedo critica reportagem de Veja sobre Aécio: "É njenta !"

Leia o diálogo no qual Reinaldo Azevedo critica reportagem de Veja sobre Aécio: "É njenta !": Os áudios vazados pelo procurador Rodrigo Janot sobre o Caso JBS, incluem um telefonema grampeado da conversa do jornalista Reinaldo Azevedo com a irmã do senador Aécio Neves, Andrea
Neves. Na conversa, ele chamou o conteúdo de uma reportagem de capa da revsita Veja, na qual trabalha,  sobre senador, de
“nojenta”. A própria Veja divulgou a degravação e Reinaldo acaba de se demitir por quebra


Reinaldo Azevedo pede demissão da Veja após divulgação de grampos em que critica a revista

Reinaldo Azevedo pede demissão da Veja após divulgação de grampos em que critica a revista:

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Imagem: Reprodução / Redes Sociais
O colunista Reinaldo Azevedo pediu demissão da revista Veja, após a divulgação de áudios em que criticava o veículo. Em telefonema grampeado com a irmã do senador Aécio Neves, Andrea Neves, ele chamou o conteúdo de uma reportagem de capa sobre senador de "nojento". 


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THE CHINELAGEM NEVER ENDS - Defesa de deputado afastado entrega à PF mala com R$ 35 mil a menos


  • 23/05/2017
  • 16:02

Defesa de deputado afastado entrega à PF mala com R$ 35 mil a menos: Rodrigo Rocha Loures, homem de confiança de Temer foi filmado recebendo a mala, que continha R$ 500 mil

Defesa de deputado VAGABUNDO que pegou meio milhão de Joelvis & Jopresley entrega à PF mala com R$ 35 mil a menos.


Rodrigo Rocha Loures, homem de confiança de Temer foi filmado recebendo a mala, que continha R$ 500 mil

A defesa do deputado afastado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) entregou nessa segunda-feira à Polícia Federal (PF) em São Paulo uma mala com R$ 465 mil. Em abril, Loures foi filmado pela PF recebendo a mala, que continha R$ 500 mil, segundo as investigações, e foi enviada pelo empresário Joesley Batista, dono da JBS. No documento em que atestou a apreensão, os policiais contaram 9.300 notas de R$ 50.

Os documentos que comprovam a entrega foram enviados nesta manhã ao gabinete do ministro Edson Fachin, que, na semana passada, determinou o afastamento de Rocha Loures do mandato após pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR). Os advogados não se manifestaram sobre a falta de R$ 35 mil.

Pela denúncia, aparece ainda em uma das conversas gravadas com Ricardo Saud, ex-diretor de Relações Instituições da J&F, concordando em apresentar uma prévia do relatório da Medida Provisória do Refis, que ainda não era público.

Na conversa, os dois falam sobre esconder o que a JBS queria no texto incluindo os pontos como sugestão da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC). Posteriormente, Rocha Loures foi filmado recebendo R$ 500 mil enviados por Joesley Batista. Loures é apontado como intermediário do presidente Michel Temer para assuntos do grupo J&F com o governo, de acordo com denúncia do Ministério Público Federal (MPF) com base em áudio de conversa gravada por Joesley.

NOTA DO EDITOR - "35 pila" ainda dá para fazer uma belíssima festa com putas e uísque escocês antes da cadeia. 

VENEZUELA REALIZA SONHO DE VAGABUNDOS PETISTAS COM OS MÉDICOS BRASILEIROS


Venezuela: médicos são afastados ou presos por fazerem denúncias

Governo faz retaliação a especialistas que se opõem a atuais políticas de Saúde
POR ISAYEN HERRERA / DO “EL NACIONAL”
22/05/2017 4:30 / atualizado 22/05/2017 8:39

Protestos. Médicos e profissionais de saúde fazem manifestação denunciando a falta de medicamentos e em oposição ao governo do presidente Nicolás Maduro, em Caracas - JUAN BARRETO/AFP/17-05-2017

CARACAS — Uma campanha que começou em 2015 nas redes sociais como a tag #SalvemosLaMaternidadDelSur (“Salvemos a Maternidade do Sul”, em Valência, na Venezuela), em sinal de protesto, transformou-se num apostolado. Com 25 anos de profissão, o ginecologista obstetra Jorge Pérez foi penalizado por suas queixas por trabalhar sem os insumos necessários para atender as pacientes e os bebês que ajuda a trazer ao mundo. No fim de abril, ele foi chamado ao Instituto Carabobeño de Saúde e ganhou uma suspensão por 60 dias. Nunca soube o motivo.

Os pecados de Pérez são ter caminhado de Valência (capital de Carabobo) até Caracas para marchar no dia 10 de setembro — atendendo a uma convocação da Mesa da Unidade Democrática (MUD), com cartaz de protesto preso ao jaleco branco — e denunciar a falta recursos para tratar os pacientes.

Intimidações, censura, destituições e renúncias forçadas não pouparam nem ministro nem residentes de plantão. No dia 10 de maio, a ministra Antonieta Caporales, que assumira o cargo em janeiro, deixou suas funções, tendo sido nomeado para o cargo o farmacêutico Luis López, ex-vice-ministro e ex-diretor da Corporação de Saúde de Aragua, durante a gestão do atual vice-presidente Tarek el Aissami (que foi governador do estado de Aragua).

Ainda que Caporales não tenha firmado posição sobre sua saída prematura do cargo, nem o presidente da República tenha explicado a troca súbita da funcionária, sabe-se que a decisão veio a público três dias depois que os meios de comunicação divulgaram a informação oficial do Boletim Epidemiológico de 2016, em que se admite que a mortalidade infantil subiu 30% em um ano e a materna deu um salto de 65,79%.

O atual ministro da Saúde é conhecido por sua mão firme em assinar aposentadorias compulsórias e destituir médicos de seus cargos, desde 2012, principalmente de profissionais do Hospital Central de Maracay, por terem se posicionado de alguma forma pedindo insumos para o hospital. Em 2014 tiveram início ações legais contra um médico Ánge Sarmiento, hoje no exílio, por pedir informações sobre o aumento de casos de chicungunha e uma febre hemorrágica no centro de saúde, que causou mortes.

Há um mês, um médico de um hospital localizado a leste de Caracas, que prefere não se identificar, teve de escolher entre enfrentar acusações de uma suposta difamação ou renunciar, por ter comentado em seu sindicato que discordava das políticas de saúde.

O Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional (Sebin) também entra nos hospitais. Em 30 de novembro passado, o sindicalista José Luis Spitia e o ginecologista Gonzalo Müller, ambos funcionários do Hospital Magallanes de Catia, foram presos pelo Sebin por 72 horas por aceitarem donativos de insumos feitos pela mulher do dirigente político Leopoldo López. Spitia, hoje em liberdade, diz que foi detido, algemado e golpeado por civis que se apresentam como “boinas vermelhas” na oficina do diretor do hospital, Juan Carlos Marcano, hoje vice-ministro de Redes de Atenção Ambulatória.

Aposentadorias compulsórias e renúncias forçadas para evitar problemas legais são parte das intimidações. Dora Colmenares, cirurgiã que cuida de transplantes de fígado no Hospital Universitário de Maracaibo, recebeu aposentadoria sem que tenha pedido, dois meses depois de usar o direito de palavra na Assembleia Nacional, em 2 de agosto de 2016:

— Falei diante da Assembleia Nacional sobre a falta de recursos e que não foram publicados boletins epidemiológicos na época. Tínhamos uma escassez de 80% de medicamentos, que hoje é de 90%. Por isso me deram a aposentadoria. Não há água nem medicamentos e o corpo que dirige a instituição não está preparado. A decadência equivale a sete décadas de retrocesso, até em enfermidades erradicadas. Estamos como no século XIX — disse.

Morte em manifestação
Manifestante pega fogo em protesto em Caracas - CARLOS BECERRA / AFP

No domingo, venceu o prazo de afastamento de 60 dias de Jorge Pérez. Ele voltará à Maternidade do Sul com voluntários do arcebispado para pintar as instalações e levar donativos. Sua campanha agora se chama “Um gesto de misericórdia para a Maternidade do Sul”, e vem acompanhada de peregrinações até Maracaibo pedindo solução para a crise:

— Peço pela saúde corporal e espiritual da Venezuela.

Nas ruas, continua a violência nos protestos contra o regime. Edy Alejandro Terán, de 23 anos morreu na noite de sábado após ser ferido a bala numa manifestação em comunidade da região de El Murachi, em Valera, a 430km de Caracas. Em quase dois meses de protestos nas ruas contra o presidente Nicolás Maduro, ao menos 48 pessoas já morreram.

O governo venezuelano, por sua vez denunciou opositores por terem ateado fogo a um homem num protesto no sábado em Caracas. O ministro de Comunicação e Informação, Ernesto Villegas, denunciou o caso no Twitter, compartilhando um vídeo acompanhado do post: “Loucura crescente. Ateiam fogo a um ser humano durante uma ‘manifestação pacífica’ da oposição em Caracas. Fascismo inoculado”.

O homem, identificado como Orlando Figuera, 21, está internado em um hospital da capital com queimaduras de primeiro e segundo graus em 80% do corpo e feridas de arma branca, informou o Ministério do Interior e Justiça no Twitter. A Promotoria anunciou que abriu uma investigação sobre o caso. (Com agências internacionais)

O “El Nacional” faz parte do Grupo de Diários America (GDA), do qual O GLOBO é membro

Leia mais: https://oglobo.globo.com/mundo/venezuela-medicos-sao-afastados-ou-presos-por-fazerem-denuncias-21372597#ixzz4husber7O
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Denúncia do sítio imputa a Lula 10 crimes de corrupção e 44 de lavagem de dinheiro

Denúncia do sítio imputa a Lula 10 crimes de corrupção e 44 de lavagem de dinheiro:



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Imagem: Reprodução / Redes  Sociais
Na denúncia criminal apresentada nesta segunda-feira, 22, contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no caso do sítio de Atibaia (SP), o petista é acusado por 10 atos de corrupção e 44 atos de lavagem de dinheiro, no esquema de corrupção descoberto na Petrobrás pela Operação Lava Jato. O petista ainda pode ter que pagar R$ 155 milhões, com os demais acusados, pelos supostos crimes.
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Delcídio diz a Moro que Bumlai e Odebrecht estruturam criação do Instituto Lula

Delcídio diz a Moro que Bumlai e Odebrecht estruturam criação do Instituto Lula:



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Assista os vídeos do depoimento do ex-líder do PT no Senado, delator da Lava Jato, que afirmou que Palocci era o principal interlocutor de Lula com empresários, em processo sobre propina paga pela Odebrecht na compra de terreno para Instituto Lula e de apartamento em São Bernardo do Campo para petista


Editorial do Estadão: A honestidade de Dilma

Editorial do Estadão: A honestidade de Dilma:

Dilma Rousseff foi um desastre na Presidência da República, em todos os sentidos. Embora houvesse suficientes provas dos crimes de responsabilidade que justificaram plenamente seu impeachment, o fato é que a petista foi afastada igualmente porque levou o País para o brejo. Restou à inepta administradora ao menos tentar salvar algumas linhas de sua biografia ao protestar inocência diante do mar de lama que engolfou seu governo. Para isso, Dilma passou a tratar como ofensa capital qualquer suspeita a respeito de sua honestidade, como se o País tivesse simplesmente que aceitar que a petista, por definição e natureza, jamais poderia ter participado ou se beneficiado pessoalmente dos crimes em série praticados por seu partido no coração de sua administração. No entanto, os depoimentos prestados pelos marqueteiros João Santana e Mônica Moura, ainda que careçam de confirmação, são suficientes para pelo menos lançar alguma dúvida sobre a propalada honestidade de Dilma.

O casal João Santana e Mônica Moura foi o responsável pelo marketing eleitoral das campanhas presidenciais de Lula da Silva em 2006 e de Dilma Rousseff em 2010 e 2014. Eles foram presos em fevereiro do ano passado sob acusação de receber dinheiro do petrolão para quitar seus serviços publicitários. Já condenados em primeira instância pelo juiz federal Sérgio Moro, João Santana e Mônica Moura decidiram fazer acordo de delação premiada. Além disso, prestaram depoimento à Justiça Eleitoral, que analisa denúncias contra a chapa vencedora da eleição presidencial de 2014. Foi nesses testemunhos que o nome de Dilma surgiu, não como inocente vítima das negociatas, mas como cúmplice.

Tanto João Santana como Mônica Moura disseram que a ex-presidente sabia sobre o uso de caixa 2 para pagar as contas de campanha. Santana disse que Dilma foi acometida de “amnésia moral”, isto é, evitava deliberadamente tomar conhecimento dos detalhes das transações para, assim, dizer que não sabia de nada. No entanto, segundo Mônica Moura, Dilma tinha “pleno conhecimento” da atuação da empreiteira Odebrecht para pagar os serviços de marketing eleitoral. João Santana relatou um encontro com Dilma no Palácio da Alvorada em 2014 no qual a então presidente disse que “os valores que seriam pagos por fora já estavam garantidos”.

Somente o fato de os principais assessores eleitorais de Dilma a acusarem de ter conhecimento do uso de recursos não declarados na campanha de 2014 já seria suficiente para abalar as certezas a respeito da honestidade da ex-presidente. Mas há mais. Em seu depoimento, Mônica Moura disse que Dilma telefonou para João Santana para avisar, em fevereiro do ano passado, que havia um mandado de prisão contra o casal. Tal iniciativa, se confirmada, configura tentativa de obstruir a Justiça.

Além disso, Mônica Moura disse que ela e Dilma criaram um e-mail com nome e dados fictícios, cuja senha foi compartilhada por ambas, para conversar em segurança – as mensagens ficavam na caixa de rascunho do e-mail, acessíveis apenas às duas. Segundo Mônica Moura, o e-mail foi criado no computador da então presidente. O estratagema é comum em organizações criminosas.

Dilma nega categoricamente todas essas informações, mas não se limita a isso. Ela diz que o casal de marqueteiros foi “induzido a delatar fatos inexistentes, com o objetivo de ganhar sua liberdade”. E afirma que é vítima de um “jornalismo de guerra”, que, segundo ela, promove “verdadeiros linchamentos, tentando destruir a biografia e a imagem de cidadãos e cidadãs”.

A preocupação de Dilma, portanto, é com sua biografia. Durante o processo de impeachment, a então presidente fez chegar ao Senado um “depoimento pessoal” no qual escreveu: “Saibam todos que vocês estão julgando uma mulher honesta”. Agora, mais uma vez, Dilma reafirma sua honestidade como um princípio que só é questionado por quem, segundo ela, não tem apreço pela democracia.

Anexos originais:

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PF caça ex-governadores do DF Arruda e Agnello por fraudes de quase R$ 1 bi no Mané Garrincha

ESTADIO-MANE-GARRINCHA-ANDRE-DUSEK-ESTADPF caça ex-governadores do DF Arruda e Agnello por fraudes de quase R$ 1 bi no Mané Garrincha:

Operação Panatenaico está nas ruas para cumprir 15 mandados de busca de apreensão, 10 mandados de prisão temporária além de 3 conduções coercitivas

DEM E PT NA CADEIA


DEM E PT NA CADEIA:

A PF cumpre mandados de prisão contra ex-governadores do Distrito Federal José Roberto Arruda e Agnelo Queiroz.

O primeiro foi eleito pelo DEM, o segundo pelo PT.

ASSESSOR DE TEMER ENTREGA À PF A MALA DA PROPINA


ASSESSOR DE TEMER ENTREGA À PF A MALA DA PROPINA:

A Folha de S. Paulo informa que o assessor de Michel Temer, Rodrigo Rocha Loures, “entregou na sede da PF, na noite desta segunda-feira, a mala com 500 mil reais” que recebeu da JBS.

23 de Maio de 1179: O Papa Alexandre III reconhece a soberania de D. Afonso Henriques, com a bula "Manifestis Probatum"

23 de Maio de 1179: O Papa Alexandre III reconhece a soberania de D. Afonso Henriques, com a bula "Manifestis Probatum":

A Bula Manifestis probatum  é um dos mais importantes documentos pontifícios da História de Portugal. Foi enviada pelo Papa Alexandre III a D. Afonso Henriques, a 23 de Maio de 1179, confirmando-lhe o título de rei e atribuindo esse título também aos seus sucessores. Por outro lado, concedia ao monarca português o domínio dos territórios conquistados e a conquistar aos Mouros, o que representava um importante estímulo à expansão territorial.

Alexandre III foi  um dos papas mais cultos da Idade Média, professor de direito e de teologia, cujas teorias do poder papal aplicou depois de eleito Papa. Alexandre III exerceu uma influência incontestável na Europa do seu tempo. 
A suzerania papal era um facto em relação aos Estados da Europa e a autoridade da Santa Sé aumentou consideravelmente durante o pontificado de Alexandre III. D. Afonso Henriques tomando-se tributário da Santa Sé e prestando vassalagem ao Papa, obteve o apoio necessário e indispensável na época para garantir uma independência já adquirida de facto, mas ainda não confirmada expressamente pela única autoridade que podia conceder-lha.
De resto, o teor da bula claramente indica que o privilégio concedido se devia aos inumeráveis serviços prestados à Santa Igreja pela propagação da fé cristã, que assinalaria D. Afonso Henriques aos vindouros como um nome digno de memória e um exemplo merecedor de imitação, e porque a Providência divina escolhera-o para governo e salvação do povo.
Deste modo, o Papa, atendendo às qualidades de prudência, justiça e idoneidade de governo, toma D. Afonso Henriques «sob a protecção de São Pedro e a nossa», concede e confirma por autoridade apostólica ao seu domínio, o Reino de Portugal com todas as honras inerentes à realeza, bem como as terras que arrancara das mãos dos sarracenos e nas quais não podiam reivindicar direitos os vizinhos príncipes cristãos. O privilégio estende-se a todos os seus descendentes, prometendo o Papa defender esta concessão com todo o seu poder supremo.
Bula "Manifestis Probatum". In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013. 
wikipedia (Imagens)


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A Bula "Manifestis Probatum"




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Papa Alexandre III


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D. Afonso Henriques