"O maior inimigo da autoridade é o desprezo e a maneira mais segura de solapá-la é o riso." (Hannah Arendt 1906-1975)

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

IMPRENSA BRASILEIRA VAGABUNDA "SE RENDE" E JÁ FALA NA MAIOR MATANÇA DESDE O CARANDIRU

Maior matança em presídios desde o Carandiru deixa 60 vítimas no AM


Uma rebelião no maior presídio do Amazonas, que durou mais de 17 horas, registra, ao menos, 60 presos mortos, segundo a SSP (Segurança Pública do Estado). Entre as vítimas, segundo as primeiras informações, há decapitados.
O massacre é o maior em número de mortes desde o episódio no Carandiru, em 1992, quando a ação policial deixou 111 presos mortos na casa de detenção paulistana. Desde então, entre os maiores massacres ocorridos em prisões brasileiras, estiveram a rebelião de 2004, na Casa de Custódia de Benfica (RJ), quando morreram 31 pessoas, o motim no presídio de Urso Branco (RO), que deixou 27 mortos em 2002 e a rebelião no Complexo Penitenciário de Pedrinhas (MA) em 2010, com 18 mortos.
Em Manaus, o motim começou na tarde deste domingo (1º), no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), localizado no km 8 da BR-174.
Edmar Barros/Futura Press/Folhapress
Parentes aguardam informações na entrada do Complexo Penitenciário Anísio Jobim, em Manaus
Parentes aguardam informações na entrada do Complexo Penitenciário Anísio Jobim, em Manaus
Dos reféns no Compaj, 74 eram detentos e outros 12 funcionários da Umanizzare, empresa de gestão privada que presta serviço no complexo. Os funcionários foram liberados, na manhã desta segunda (2), sem ferimentos. Ainda não foi informado quantos detentos ficaram feridos.
A prioridade do governo é retomar a ordem do sistema prisional e recapturar os presos que fugiram.
O Ministério da Justiça e Cidadania informou que o ministro Alexandre de Moraes manteve durante todo o tempo contato com o governador do Amazonas, José Melo de Oliveira durante a rebelião. O governador disse ainda que utilizará os R$ 44,7 milhões de repasse que o Fundo Penitenciário do Amazonas recebeu do Fundo Penitenciário Nacional (Funpen), na última quinta-feira (29), para colocar a unidade de pé.
PosiçãoPaísPopulação prisionalAno de referência
1Estados Unidos2.217.0002013
2China1.657.8122014
3Rússia644.2372015
4Brasil622.2022014
5Índia418.5362014
6Tailândia314.8582015
7México255.1382015
8Irã225.6242014
9Turquia176.2682015
10Indonésia173.7132015
BRIGA ENTRE FACÇÕES
A rebelião foi motivada por uma briga entre as facções Família do Norte e PCC, segundo Marluce da Costa Souza, coordenadora da Pastoral Carcerária do Estado. Ela afirma ainda que há problema de superlotação no presídio, mas não soube informar o número atual de presos e a capacidade do local.
Na unidade havia 1.224 homens, o triplo da capacidade (de 454 vagas), segundo dados do mês passado do governo estadual. No Compaj ainda há duas unidades –para presos de semi aberto e outra de regime fechado feminino. O Amazonas possui 11 unidades prisionais.
A SSP também informou que os líderes das facções que atuam no presídio não fizeram exigências. O massacre é tratado apenas como uma guerra entre os grupos criminosos.
De acordo com as investigações, a rebelião foi comandada pela Família do Norte.
FUGA
Pouco antes da rebelião com mortos no Compaj, 87 presos fugiram do Ipat (Instituto Penal Antônio Trindade), um presídio penal a 5 km dali –o Ipat tem 229 internos, e o governo estadual ainda está fazendo contagem de preso. No início da tarde, entre 40 e 60 já tinham sido recapturados.
Também houve fuga de presos no Compaj, mas o governo não soube informar quantos.
Segundo Sérgio Fontes, secretário de Segurança Pública da capital, esta pode ter sido a maior fuga da história do Amazonas.
A Seap (Secretaria de Estado da Administração Penitenciária) pasta que administra o sistema penitenciário do Amazonas, isolou toda a área onde ficam as duas unidades prisionais. Nas vias que dão acesso à rodovia BR-174, foram montadas barreiras policiais para auxiliar na busca por fugitivos além de impedir que parentes se aproximem dos presídios.
Editoria de arte/Editoria de arte/Folhapress

Um comentário:

  1. Ebaaaaa pena q so foram menis dde 70 marginais q infernizaram mtas vidas por la. Timara q a moda pegue.

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