"O maior inimigo da autoridade é o desprezo e a maneira mais segura de solapá-la é o riso." (Hannah Arendt 1906-1975)

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

NINGUÉM INFORMA COM EXATIDÃO QUANTOS PRESOS MORRERAM


Detentos foram decapitados e jogados para fora do Compaj, diz Sérgio Fontes

01/01/2017 às 21:10 - Atualizado em 01/01/2017 às 21:48
acritica.comManaus (AM)
Massacre. Esta é a definição dada pelo Secretário de Segurança Pública do Estado do Amazonas, Sérgio Fontes, sobre a rebelião ocorrida no Compaj neste domingo. De acordo com ele, existem pelo menos seis mortos e dez funcionários da Umanizare, que cuida do sistema prisional, sendo feitos de reféns. 
"Alguns corpos foram jogados para fora, então existem mortos, sim", afirmou Sérgio Fontes, durante entrevista coletiva à imprensa. De acordo com o secretário, os detentos que foram jogados para fora do Compaj  estavam todos decapitados. De acordo com ele, no entanto, ainda não há como precisar o total de mortos porque a ocorrência ainda está em andamento. "É melhor a gente esperar para saber o tamanho da crise". 
O número de mortos pode ser ainda maior. "O fato é que existem foragidos e mortos, só não sabemos quantos", afirmou o secretário, ressaltando que 15 foragidos já foram recapturados. Todo o efetivo da Polícia Militar, incluindo os que estavam de folga, foram chamados para trabalhar na ação. 
Uma guerra interna entre as facções Família do Norte (FDN) e Primeiro Comando da Capital (PCC) causou o que Fontes chamou de massacre. "Eu digo massacre porque seis mortos pra mim já é um massacre".  "Tudo indica que foi ataque de uma facção maior contra uma menor, para eliminar a concorrência"
De acordo com o secretário, há relatos de troca de tiros entre policiais e bandidos, o que deve motivar uma revista na unidade prisional amanhã. No momento, as equipes trabalham na negociação, sob o comando dos majores da PM Paulo Emílio e Lima Júnior, e a expectativa é de que haja uma conclusão dos trabalhos ainda hoje. 
"Esperamos que a rebelião acabe hoje. PM é que vai avaliar e decidir isso. E só vai entrar quando for seguro. Seguro para os policiais e para os presos também. Vamos entrar depois que encerrar a rebelião. Há reféns, então não foi cortada água nem energia da unidade. Optamos pela negociação", destacou o secretário. 
Buscas por foragidos
De acordo com o secretário, um grande esforço está sendo empreendido na tentativa de recapturar os presos que fugiram. O Exército vai colaborar nas buscas. Serão feitos sobrevoos na mata que fica em torno do Compaj e do Ipat, onde houve fuga em massa no início da tarde, para tentar encontrar os detentos. Equipamentos que identificam focos de calor serão utilizados nas buscas. 

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