"O maior inimigo da autoridade é o desprezo e a maneira mais segura de solapá-la é o riso." (Hannah Arendt 1906-1975)

domingo, 14 de maio de 2017

14 de Maio de 1948: É constituído o Estado de Israel

14 de Maio de 1948: É constituído o Estado de Israel:

No dia 14 de Maio de 1948, o presidente da Agência Judaica David Ben-Gurion proclama em Tel Aviv o Estado de Israel, estabelecendo o primeiro Estado judeu em 2 mil anos. “Nós proclamamos por este acto o estabelecimento do Estado Judeu na Palestina, que se chamará Israel”, disse numa cerimónia no Museu de Arte, Ben-Gurion, que se tornou o primeiro chefe do governo do novo Estado. 



À distância, o ruído dos tiros podiam ser ouvidos do conflito que imediatamente eclodiu entre judeus e árabes, assim que o exército britânico se retirou mais cedo naquele dia. No dia seguinte, forças do Egipto, Transjordânia, Síria, Líbano e Iraque invadiram por terra, enquanto o Egipto lançou um ataque aéreo. 


Israel tem as suas origens no movimento sionista, criado no final do século XIX pelos judeus que viviam no Império Russo e que reclamavam o estabelecimento de um espaço territorial judaico após séculos de perseguição. Em 1896, o jornalista judio-austríaco Theodor Herzl publicou um panfleto político chamado ‘O Estado Judeu’, que sustentava que a criação de um Estado judeu era o único meio de proteger os judeus contra o anti-semitismo. Herzl tornou-se o líder do sionismo, reunindo o primeiro congresso sionista na Suíça em 1897. A Palestina, controlada então pelo Império Otomano, foi escolhida como o lugar mais desejável para a sua localização por ser o lar bíblico do povo judeu. 


Após a Revolução Russa de Fevereiro de 1905, crescentes contingentes de judeus russos e da Europa Oriental começaram a imigrar para a Palestina, juntando-se aos poucos milhares que haviam chegado antes. Os colonos judeus insistiam no uso do idioma hebraico em vez do idisch, a língua dos judeus ashkenazi da Europa. Com o colapso do Império Otomano durante a Primeira Guerra Mundial, os britânicos tomaram a Palestina como protectorado. Em 1917, Londres publicou a “Declaração Balfour”, que afirmava a intenção de estabelecer um ‘lar judeu’ na Palestina. Apesar do protesto dos Estados árabes, a declaração foi incluída no mandato britânico sobre a região, autorizada pela Sociedade das Nações em 1922. 


Com isso, árabes e judeus deram início em 1929 a um enfrentamento aberto na Palestina. A Grã-Bretanha, na tentativa de apaziguar os árabes, tentou limitar a imigração judaica. Como resultado do Holocausto, muitos judeus entraram ilegalmente na Palestina durante a Segunda Guerra Mundial. Grupos judaicos radicais passaram a empregar o terrorismo contra as forças britânicas, sob a alegação de estarem a trair a causa sionista. Após o término da Segunda Guerra Mundial, diante das atrocidades nazis contra os judeus vindas a público em 1945, a União Soviética e os Estados Unidos aceitaram adoptar a causa sionista. A Grã-Bretanha, incapaz de encontrar uma solução, transferiu o problema para as Nações Unidas, que em Novembro de 1947 aprovou a Partilha da Palestina. 


Os sionistas tomaram posse de mais da metade da Palestina embora englobassem menos da metade da população local. Os árabes enfrentaram as forças sionistas, contudo em 14 de Maio de 1948, os judeus já tinham garantido o controle da sua área da Partilha e também da parte árabe. 


Assim, os israelitas conseguiram derrotar os árabes e ocuparam territórios chave como a Galileia, a costa palestina e uma faixa que ligava a região costeira com Jerusalém. Em 1949, um cessar-fogo patrocinado pela ONU propiciou a Israel o controle permanente das áreas conquistadas. A expulsão pela força de centenas de milhares de palestinianos dos seus lares durante a Guerra deixou o país com uma substancial maioria populacional judaica. 


Durante a Guerra dos Seis Dias, mais uma vez Israel aumentou as suas fronteiras, ficando com territórios da Jordânia, Egipto e Síria, a cidade velha de Jerusalém, a Península do Sinai, a Faixa de Gaza, a Cisjordânia e Montes Golã. Em 1979, Israel e Egipto assinaram um acordo de paz pelo qual Israel devolveu o Sinai em troca do reconhecimento egípcio. Israel e a Organização pela Libertação da Palestina assinaram um acordo de paz em 1993, visando a implementação do Estado palestino na Faixa de Gaza e na Cisjordânia. O processo de paz não avançou e a partir de 2000 o conflito entre israelitas e palestinianos acirrou-se em Israel e, principalmente, nos territórios ocupados. 
Fontes: Opera Mundi
wikipedia (imagens)


File:Declaration of State of Israel 1948 2.jpg
David Ben-Gurion proclama o estado de Israel no dia 14  de Maio de 1948 

Theodor_Herzl.jpg
Theodor Herzl, visionário do Estado judeu, em 1901

Um comentário:

  1. O estado de Israel,um lixo elaborado em 1871 pela maçonaria judaica...


    Albert Pike "supostamente" teria recebido uma visão, cuja qual foi descrita pelo próprio numa carta endereçada a Giuseppe Mazzini, com data de 15 de Agosto de 1871. Nesta carta estão descritos os traços gerais para a criação de três guerras mundiais cujas quais seriam necessárias para trazer a Nova Ordem Mundial.

    Esta carta esteve em exposição por um breve período de tempo no BRITISH MUSEUM LIBRARY de Londres em 1925, de acordo com o Cardeal Caro y Rodriguez de Santiago do Chile,cujo qual a transcreveu e posteriormente a publicou no seu livro“THE MISTERY OF FREEMASONRY UNVEILED”.

    No entanto, o museu nega a existência de tal documento.


    “A Primeira Guerra Mundial deve decorrer de forma a permitir que os Illuminati derrubem o poder dos Czares da Rússia e garantir que esse país se torne um bastião do comunismo ateísta. As divergências causadas pelos agentes Illuminati entre a Alemanha e a Inglaterra serão usados para fomentar esta guerra. No final da guerra, o comunismo será criado e usado de forma a destruir outros governos e ainda para enfraquecer as religiões.”


    “A Segunda Guerra Mundial deve ser fomentada por forma a tirar vantagem das diferenças entre os Fascistas e os Sionistas políticos. Esta guerra tem de surgir de forma a que o Nazismo seja destruído e o Sionismo político se torne forte suficiente para instituir um Estado soberano de Israel na Palestina.
    Durante a Segunda Guerra Mundial, o comunismo internacional tem de se tornar forte suficiente de forma a contrabalançar a Cristandade, o qual deverá então ser refreado e contido em cheque, até ao momento em que nós voltaremos a necessitar dele para o derradeiro cataclismo social.”


    “A Terceira Guerra Mundial tem de ser fomentada de forma a tirar vantagem das diferenças causadas pelos agentes Illuminati entre os Sionistas políticos e os líderes do mundo Islâmico. Esta guerra tem de ser conduzida de forma a que o Islão (Mundo Árabe Muçulmano) e o Sionismo político (Estado de Israel) se destroem mutuamente. Entretanto as outras nações, mais uma vez divididas nesta matéria serão constrangidas a lutar até ao ponto de completa exaustão física, moral, espiritual e económica. Nós iremos então libertar os niilistas e os ateus, e então iremos provocar um formidável cataclismo social em que em todo o seu horror mostrará claramente a todas as nações as consequências do ateísmo absoluto, origem de selvajaria e agitação sangrenta.


    Então por todo o lado, os cidadãos, obrigados a se defender eles próprios contra as minorias revolucionárias, irão exterminar esses destruidores da civilização, e a multidão, desiludida com o Cristianismo, cujos espíritos ficarão a partir desse momento sem compasso ou direção, ansiosos por um ideal mas sem saber para onde direcionar essa adoração, irão receber a verdadeira luz da manifestação universal da doutrina pura de Lúcifer, trazido finalmente aos olhos do público. Esta manifestação será resultado de um movimento reacionário geral no qual se seguirá a destruição da Cristandade e do ateísmo, ambos conquistados e exterminados ao mesmo tempo.”

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