"O maior inimigo da autoridade é o desprezo e a maneira mais segura de solapá-la é o riso." (Hannah Arendt 1906-1975)

segunda-feira, 31 de julho de 2017

A alma chinesa aspira à hierarquia social, à tradição e ao requinte

A alma chinesa aspira à hierarquia social, à tradição e ao requinte:



Refeição chinesa tradicional.








Luis Dufaur

Escritor, jornalista, conferencista de política internacional, sócio do IPCO, webmaster de diversos blogs

Mao Tsé-Tung, fundador do comunismo chinês, disse outrora que uma revolução não é um banquete: todas as formas de feiura e de crime estavam legitimadas na revolução niveladora do comunismo.

Ele agiu em consequência, arrasando o passado cultural chinês, sua hierarquia social, os requintes de sua arte e as “superstições” das religiões, com ódio especial ao catolicismo, apesar de Mao ter sido formado em escola de jesuítas.

Mas sendo “a alma humana naturalmente cristã”, como disse Tertuliano, todo ser humano aspira no fundo à beleza, à perfeição e, em suma, ao catolicismo.

As conveniências de expansão da revolução comunista chinesa exigiram um abrandamento da ditadura miserabilista.

Então a China virou potência industrial e comercial. Com uma consequência indesejada pelo marxismo: setores dela passaram a usufruir de algumas vantagens da civilização ocidental, outrora cristã.

E o fundo da alma chinesa voltou a se manifestar: ela quer a beleza, a boa ordem, o requinte e o luxo, inclusive no lar. Quer um serviço de mesa impecável para os dias de festa e o vinho servido em taças.

Quaisquer que sejam as restrições que se lhe possam fazer, a série televisiva “Downton Abbey” foi um detonante desses anelos profundos da alma chinesa.

E os “novos ricos” da China, rudes e pouco refinados, foram tomados pela saudade da velha escola de educação e requinte. Enquanto os estilos comunistas estão associados à morte, os modelos ocidentais fazem furor.

Já tivemos ocasião de falar dos bons modos no relacionamento público.



Escola para mordomos em Chengdu.

Estudantes Liu Janmin e Zhang Ling acertam a boa disposição dos copos.

Agora o jornal “The New York Times”, sempre associado às causas degradantes da Revolução Cultural, teve de tratar da demanda na China, de serviços de mordomos locais formados na escola das mansões britânicas, popularizados por “Downton Abbey”.

As agências e escolas de formação de mordomos vêm operando na China há mais de uma década. E o número de candidatos cresceu marcadamente nos anos recentes. A maioria é chinesa e muitos são mulheres.

A Academia Internacional de Mordomos da China, por exemplo, foi inaugurada em 2014, em Chengdu, cidade do sudoeste habitualmente coberta pela neblina. Talvez essa seja uma analogia com Londres, mas é secundário.

O presidente chinês, Xi Jinping, está engajado numa campanha radical contra a desigualdade social e cultural e o abandono da filosofia marxista, niveladora das categorias sociais.

Ele vocifera contra a corrupção e o esbanjamento que, por certo, abundam em proporções descomunais no socialismo de Estado.
Mas os mordomos encontram cada vez mais empregos, como símbolos do bom gosto e do requinte a que aspiram inúmeros chineses enriquecidos recentemente.

Muitos dos formados na academia vão trabalhar em restaurantes, hotéis e centros de negócios luxuosos, onde os que não podem pagar um mordomo particular vão sonhar um momento com algo assim.

Luo Jinhuan, por exemplo, trabalhou de mordomo em Xangai e Pequim, após aprender o ofício na Holanda.

Os promotores da nova onda afirmam que “Downton Abbey” ajudou a reavivar um novo interesse pelo serviço requintado, restabelecendo as pontes com o serviço da velha escolha da China.

“Comecei a entender a profissão depois de ver ‘Downton Abbey’”, disse Xu Shitao, nascida em Pequim há 34 anos, que toma aulas na academia de Chengdu.

Ela e seus companheiros de aula perceberam que ser mordomo na vida real é árduo, mas nem por isso pensam desistir.



Aprendendo a servir a champagne na Academia Internacional de Chengdu
Levaram uma manhã inteira praticando servir o vinho e a água.

“Estica-te, serve, para cima, gira, para trás, limpa. Tenta esticar mais o braço”, ordenava Christopher Noble, instrutor americano auxiliado por seu indispensável tradutor. “Tu tens que entender que estás fazendo um balé”.

Os patrões chineses esquecem com frequência o que é um verdadeiro dono de casa. E tratam seus mordomos como lacaios para qualquer coisa.

Mas isso é contra a ideia tradicional do mordomo, que é a de um respeitado administrador do lar.

As dificuldades não tiram a vontade de adotar uma função serviçal, rodeada intrinsecamente de dignidade e respeito.

“Muitos de nossos milionários são ricos de primeira geração – outrora se dizia ‘parvenus’ ou ‘nouveaux riches’ – e não têm acumulada uma longa historia familiar”, explicou Yang Linjun, 22 anos, aluno na academia de mordomos de Chengdu.

Yang Linjun gostaria servir nobres tradicionais, de famílias afidalgadas, após séculos de cultura transmitida de pai para filho. A nobreza dos patrões dignifica e eleva seus servidores e Yang sente isso na própria pele.

The greatest film-maker who ever lived

The greatest film-maker who ever lived: But do we have Bergman all wrong?

Anexos originais:

Woody Allen once lauded Ingmar Bergman as “probably the greatest film artist, all things considered, since the invention of the motion picture camera” – yet he is also the most misunderstood. Ten years after Bergman’s death, the received wisdom about his work continues to obscure his legacy, and discourages new audiences from discovering his achievements.
Bergman’s primary theme is not death but the redemptive possibility of love
The obituaries a decade ago were predictably clichéd: Bergman’s films are ‘morbid’ and ‘pitiless’, ‘a long, dark night of the soul'. Yet the primary theme of Bergman’s work – the thread that links all his films together, across genres – is not death but the redemptive possibility of love. His bleakest visions relate not to mortality but to isolation and rejection; in particular, to unrequited love.
At times, the caricatures have been wholly misleading. Bergman’s relentless inquisitiveness is characterised as ‘cerebral’, suggesting an abstract loftiness, when in fact his work is intensely visceral. Bergman is categorised as ‘austere’, despite his playfulness, exemplified by Smiles of a Summer Night (1955), and the sensuality of many of his key works, including Persona (1966) and Cries & Whispers (1972).
(Credit: Criterion)
One of the most famous images in cinema history is Max von Sydow’s knight playing chess with Death in The Seventh Seal (Credit: Criterion)
Similarly, Bergman’s eloquence has been mistaken for sophistry, when in reality he mistrusts language and his work perpetually cautions against what he termed “the restrictive control of the intellect”. Those who regard Bergman as ‘elite’ ignore that his films are wary of authority (clerical or political) and his characters find wisdom beyond knowledge, in the comforts of human communion.
What makes Bergman radical is his unfashionable sincerity
In over 60 films in a career spanning six decades, Bergman charted the harrowing cost of what he called “emotional poverty”. His work in all its variety is arrayed against the cynical, clinical, calculating, careless, and callous; he decries our lack of compassion and our “empty but clever” irony. What makes Bergman radical in our own era is his unfashionable sincerity, which leaves him open to mockery and parody.
(Credit: Criterion)
Bergman is best known as a serious dramatist, but while he did make one sparkling comedy in Smiles of a Summer Night, his other comedies are forgettable (Credit: Criterion)
For all his earnestness, Bergman had no pretensions about his art; his work is sceptical of its own power, as seen in his 1958 film The Magician, and even more so of the virtue of artists, depicted as parasitical creatures feeding off the turmoil of their subjects. Yet art can provide consolation: Bergman found “human holiness” in the music of Bach, which offers his characters “a flickering light”.
Scenes from a soul
Unrequited love began at an early age for Bergman. “I was an unwanted child in a hellish marriage”, recalls the protagonist in Wild Strawberries (1957), echoing the director’s own feelings. From his first screenplay, Torment (1944), to his last, Saraband (2003), Bergman portrayed adolescent rebellion and often futile attempts at reconciliation. In his autobiography The Magic Lantern, he asks his mother: “Were we given masks instead of faces?” She kept young Ingmar at a distance (“I used to try to find ways to win her love”) and he was prohibited from addressing his parents with the intimate du. In Persona (the title derives from the Latin for ‘mask’), an isolated child reaches out to a fading image of his mother.
For Bergman the Church was not a place of compassion but of obscure superstition
Bergman’s relationship with his disciplinarian father, a Lutheran pastor, was overtly hostile. In his surrealist horror film Hour of the Wolf (1968), an unsleeping anxious artist recounts those physical and psychological punishments that he received as a child. Grown men in Bergman’s films are frequently emotionally stunted, hindered by pride and the fear of humiliation – traits they pass on to their sons. In Winter Light (1963), it is suggested that the greatest torment of Christ was the pain of abandonment by his father: “My God, why have you forsaken me?”
(Credit: Criterion)
People who think Bergman’s films are all doom and gloom should watch Fanny and Alexander, which features a spectacularly jolly Christmas celebration (Credit: Criterion)
The absent spiritual father, if he exists at all, is inscrutable: his face is hidden and the devotion of his children is unrequited. Tomas, the doubting pastor in Winter Light, senses not a gentle fatherly figure with “benign answers and reassuring blessings” but “a spider-god, a monster” – the form in which God appears to schizophrenic Karin in Through a Glass Darkly (1961). It is Karin who remarks memorably that we are “like children cast out into the wilderness at night”.
Through a Glass Darkly, like Face to Face (1976), is a reference to Corinthians 13, a paean to love. Yet for Bergman the Church’s model of Christianity is not one of compassion but of obscure superstition, tortured confession and obedience to a vengeful God. Nor are clerics the keepers of their flock, to whom they appear judgmental and lacking in sympathy. In Cries & Whispers, the pastor visits the deathbed of Agnes but offers little consolation to her sisters, instead decrying “this dark and dirty earth, beneath an empty and cruel sky”.
(Credit: Criterion)
Even when Bergman gets more serious and reflective, as in Wild Strawberries, he infuses his characterizations with empathy and understanding (Credit: Criterion)
In this context, it is worth reconsidering Bergman’s most iconic work, The Seventh Seal (1957), which takes its title from the Book of Revelation 8:1, an allusion to the silence of God. The film’s protagonist is a disillusioned knight who has returned from a decade fighting in the Crusades, only to find the personification of Death accompanying him on his final journey. The famous confession scene is cited as an example of the burden of disbelief, but the knight is most troubled by his own alienation: “My heart is empty. The emptiness is a mirror turned toward my own face. My indifference for my fellow men isolates me from them”. When the knight speaks of his “unpleasant companion”, it is not Death but “myself”; he experiences respite only in the company of loving strangers. The knight seeks knowledge, yet even the Grim Reaper cannot help him (“I am unknowing”). Instead, he finds redemption through “one meaningful deed”, an act of selflessness that gives his own life purpose.
Searching for answers
Bergman’s Christian humanism is inspired not by theology, about which it is ambivalent, but by empathy, and values such as mercy, humility, and grace through good deeds. A critic once wrote that “Bergman was interested not in saving souls but in baring them”, but one can sketch a notion of salvation in his depiction of Christian love and its virtues – fidelity, sanctity, devotion.
Bergman associates a lack of love with a loss of meaning
Conversely, Bergman treats the silence of God as a symptom of a closed heart rather than a closed mind. In Through a Glass Darkly, Karin’s suicidal father has a liberating epiphany: “I don’t know if love is proof of God’s existence, or if love is God himself… Suddenly the emptiness turns into abundance, and despair into life. It’s like a reprieve from a death sentence”.
(Credit: Criterion)
Winter Light is about a tormented minister who is cruel to his girlfriend and unhelpful to his parishioners, because he cannot commit to love (Credit: Criterion)
Bergman associates a lack of love with a loss of meaning. When we are loveless, the world appears to us as dull and deformed; when our love is unrequited, it mutates into spite and contempt. For Bergman, love is a form of protective care, a balm that soothes and sustains. Love involves a partial abandonment of the self: the greatest privilege is “to be allowed to live for someone else”, in the words of Tomas’ longsuffering parishioner.
At the heart of Bergman’s humanism is a commitment to intellectual and emotional honesty. Even when his subject is the medieval Crusades, Bergman’s concerns were contemporary to his audience. In the reflections of the anguished knight, it is possible to discern the arguments of Sartre in his 1946 essay Existentialism is a Humanism. Post-war and Cold War anxieties suffuse the films: as a character in Hour of the Wolf asks, “The glass is shattered, but what do the splinters reflect?”
(Credit: Criterion)
Bergman has been appropriated by other film-makers to telegraph seriousness of intent, as Asghar Farhadi did by featuring a poster of Shame in The Salesman (Credit: Criterion)
Bergman had an abiding fascination with mirrors, fixating on the female human face (“no-one draws so close to it as Bergman does”, noted the New Wave director François Truffaut). Bergman explored how our image of ourselves is refracted through the perception of others, distorting our sense of self. “If anyone loves me as I am, I may dare at last to look at myself”, says Eva in Autumn Sonata (1978).
Perhaps the most significant influence on Bergman’s outlook is the work of Freud – for his excavation of childhood trauma, his analyses of neuroses, and his theories of the unconscious. “It is not my dream, but someone else’s, that I have to participate in”, laments a character in Bergman’s subtle anti-war film Shame (1968). His most personal film, Fanny and Alexander (1982), inhabits the boundaries between fantasy and reality.
(Credit: Criterion)
Celebrated most often for his writing, Bergman was also an accomplished visual stylist, often staging tight close-ups with deep backgrounds still in focus (Credit: Criterion)
Despite his immersion in contemporary philosophy, Bergman was sceptical of the embrace of ‘free love’ – even if his films were among the first to feature a nudist scene (Woody Allen recalls the excitement that greeted Summer with Monika, 1953). For Bergman, sex without love is meaningless: in The Silence (1963), lust and loneliness are inextricably linked.
Bergman was even less trusting of marriage – he was divorced on four occasions. Among his 170 theatrical productions, Bergman frequently directed the work of Strindberg, and he shared his compatriot’s discomfort: Strindberg noted that ‘marriage’ in Swedish means both ‘gift’ and ‘poison’. In the harrowing Scenes from a Marriage (1973), Bergman suggests that the institution stifles and suffocates love. Liv Ullmann, the most brilliant of Bergman’s reparatory cast, attributed their end of their romantic relationship to his need for “the mother” – the unconditional affection he lacked as a child.
For Bergman, the cardinal sins of humanism are “selfishness, coldness, indifference” (Cries and Whispers), each resulting from a deficit of love. But there is nothing facile to his creed: love demands forbearance, forgiveness, and a sacrificing of the ego. Bergman’s bleakest films, such as The Passion of Anna (1969), catalogue the consequences of insufficiently committing to love.
Bergman once remarked that death is “a very, very wise arrangement” – it offers a bookend to our lives, which we can infuse with meaning through love. There is suffering in the world, and we must try to comprehend it, even in its senselessness, but above all we must seek to mitigate it with mercy and generosity. Bergman would like us to remember Agnes’s diary entry: “I have received the best gift anyone could have in this life. The gift has many names: affinity, fellowship, human contact, affection. I believe this is what is called grace”.
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Propina é ‘prática corriqueira’ de Bendine, diz Moro

Propina é ‘prática corriqueira’ de Bendine, diz Moro:



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Imagem: Geraldo Bubniak / AGB
Ao mandar prender em regime preventivo o ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobrás Aldemir Bendine, nesta segunda-feira, 31, o juiz federal Sérgio Moro afirmou que pedir propina é ‘uma prática corriqueira’ para o executivo.
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Empresa polonesa que produz cerveja sabor ''vagina'' quer exportar para o Brasil

Empresa polonesa que produz cerveja sabor ''vagina'' quer exportar para o Brasil:

Empresa polonesa que produz cerveja sabor ''vagina'' quer exportar para o Brasil
A empresa polonesa The Order of Yoni lançou, no ano passado, uma cerveja com sabor inusitado. A bebida é produzida a partir de bactérias presentes na vagina, que conferem o aroma característico.

Agora, o plano é exportar a novidade – toda produzida dentro das mais rigorosas normas de higiene, garantem os fabricantes.

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O Brasil está nos planos da empresa. Dois empresários já demonstraram interesse em trazer a marca para o país.

Mas as conversas ainda estão em fase inicial.

Não há o que não haja. FONTE - ZERO HORA


O fim do surto de 13 anos de demência

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O fim do surto de 13 anos de demência:



A mais importante conquista do Brasil, segundo J. R. Guzzo (artigo publicado na revista Exame), foi "o óbito e o sepultamento de um surto prolongado de demência ao qual se deu o nome de “política econômica” do ex-presidente Lula, do PT e da esquerda nacional":


No meio da gritaria sobre as denúncias do procurador-geral da República contra Michel Temer, os sucessivos anúncios de mais uma iminente derrota do governo na votação das reformas e outros exercícios de maciça perda de tempo, não tem chamado muita atenção a mais importante conquista do Brasil nos últimos anos: o óbito e o sepultamento de um surto prolongado de demência ao qual se deu o nome de “política econômica” do ex-presidente Lula, do PT e da esquerda nacional.

Lula não foi o único culpado. Foi, sem dúvida, o grande mestre de obras da coisa toda, mas seu partido mostrou-se indispensável para criar, executar e apoiar praticamente todos os disparates cometidos contra o progresso econômico do país durante os 13 anos e meio em que estiveram lá. E Dilma Rousseff, então? Trata-se de uma calamidade inventada unicamente por Lula, mas ainda assim a ex-presidenta tem direitos autorais indiscutíveis sobre os absurdos que saíram de sua cabeça.

São coautores destacados, também, os integrantes do habitual angu de empresários-escroques, intelectuais com diploma de economistas, empreiteiros de obras públicas, bispos da Igreja Católica, senadoras histéricas, gente que ganha a vida como chefe de “movimentos sociais”, e por aí afora. Somados, produziram as Dez Pragas do Egito na economia brasileira. Fora do governo, são um alívio — o simples fato de não estarem mais com a caneta e a chave do cofre na mão já faz uma diferença monumental para melhorar o presente e o futuro.

A expectativa no momento é que não voltem mais. As previsões sobre o que vai acontecer sempre são mais seguras quando feitas depois de ocorrerem os fatos previstos — razão pela qual é melhor não garantir nada, principalmente no Brasil. Mas é certo que todo mundo, hoje em dia, tem informações precisas sobre a real natureza da gestão econômica de Lula. Desse “todo mundo”, naturalmente, é preciso excluir os milhões de eleitores que não têm informação, nem interesse, nem paciência para pensar em coisas de governo; é um problema real, pois transforma o direito de voto numa questão de fé.

O ex-presidente já tirou todo o proveito possível dessa doença. Conseguirá de novo? Precisa, em primeiro lugar, ser realmente candidato, coisa que não é. Num país em que a maior parte da população pouco acredita na inocência de quem é condenado à prisão — considera–se, ao contrário, que haja gente demais fora da cadeia —, terá uma caminhada morro acima para vender o conto de que é uma vítima.

Também não tem mais o que prometer. Prometer o quê, a esta altura? Fazer o contrário, caso eleito, de tudo que fez quando mandava? Limpar o Brasil da corrupção? Investir na Petrobras para tornar o povão rico com o “pré-sal”? Chamar seus marqueteiros hoje na cadeia para inventarem outras bolsas-família? Na verdade, prometem que vão radicalizar — ou seja, vão cometer os mesmos erros, só que em dobro.

O fato é que a cada dia se fala mais abertamente nos resultados reais da “política econômica” Lula-PT-Dilma — uma sucessão de fracassos, sobretudo nos últimos cinco anos, difícil de ser igualada em qualquer governo. Estão em sua conta os 14 milhões de desempregados; eles não apareceram de repente, logo depois da deposição de Dilma. Conseguiram também jogar o país na maior recessão de sua história, quebrar boa parte da indústria, concentrar renda, arruinar o Erário, gastar como nunca antes na concessão de privilégios, falsificar contas e anular os “ganhos sociais” de que falam até hoje.

Gerir a economia, para eles, é inventar indústrias “nacionais” para vender “sondas” à Petrobras. É hostilizar o comércio com os Estados Unidos e achar que as economias realmente promissoras deste mundo são as de Guiné, Venezuela ou Faixa de Gaza. É entregar o governo e o Tesouro às empreiteiras e a empresários-modelo, como Joesley Batista, Eike Batista e assemelhados. Mais do que o erro, sua grande marca foi a estupidez. Terão agora de explicar esse prontuário. Não será fácil.

Milton Friedman: um herói da liberdade

Milton Friedman: um herói da liberdade:

Por João Luiz Mauad

Se vivo fosse, Milton Friedman estaria completado 105 anos hoje. Este franzino economista foi reconhecidamente, inclusive por seus oponentes, um grande pensador e acadêmico, além de conselheiro de dois presidentes americanos. Porém, seu mais importante legado foi a desmistificação da ciência econômica, cujos princípios ele ensinou de forma magistral não só aos privilegiados alunos da Universidade de Chicago mas, principalmente, ao cidadão comum que, a exemplo deste escriba, teve a oportunidade de travar algum contato com seus livros, artigos, entrevistas e programas de TV.

A economia para Friedman não era uma ciência obscura, mas uma poderosa ferramenta analítica, que ele utilizava com extrema perícia. Falava com simplicidade, clareza e objetividade. Jamais se escondeu atrás de títulos acadêmicos nem precisou utilizar jargões ou linguagem hermética para explicar teorias e conceitos econômicos intrincados e muitas vezes contra intuitivos.

Seus argumentos em defesa da liberdade em geral e do livre mercado em particular não eram apenas intelectualmente poderosos, eram externados com perspicácia, fina ironia e acima de tudo respeito aos interlocutores. Embora fosse um obstinado guerreiro da liberdade, Friedman era um modelo de cordialidade, dotado de uma nobreza tal que, não raro, deixava sem palavras os seus adversários.

Seguem algumas frases famosas desse grande economista, que resumem as suas inúmeras lições:

O governo tem três funções principais. Deve providenciar a defesa militar da nação. Deve fazer cumprir contratos entre indivíduos. Deve proteger os cidadãos de crimes contra eles próprios ou seus bens.

Quando o governo – em nome de boas intenções – tenta reorganizar a economia, legislar a moralidade ou proteger interesses especiais, o resultado é a ineficiência, a falta de motivação e a perda de liberdade. O governo deve ser um árbitro, não um jogador ativo.

Subjacente à maioria dos argumentos contra o livre mercado, está a falta de crença na própria liberdade.

Se você colocar o governo federal para gerir o deserto do Saara, em 5 anos haverá escassez de areia.

A grande virtude de um sistema de livre mercado é que nele ninguém se importa com a cor das pessoas; Não se importa com a religião delas; Só o que importa é se elas podem produzir algo que você deseja comprar. É o sistema mais eficaz que descobrimos para permitir que pessoas que se odeiam se entendam e se ajudem mutuamente.

Uma sociedade que coloca a igualdade – no sentido de igualdade de resultados – antes da liberdade, acabará sem igualdade e sem liberdade. O uso da força para alcançar a igualdade destruirá a liberdade, e a força, introduzida para o bom propósito, acabará nas mãos das pessoas que a usam para promover seus próprios interesses.

O fato central mais importante sobre um mercado livre é que nenhuma troca ocorre, a menos que ambas as partes se beneficiem.

Muitas pessoas querem que o governo proteja o consumidor. Um problema muito mais urgente é proteger o consumidor do governo.

Ninguém gasta o dinheiro de outra pessoa tão cuidadosamente quanto gasta o seu. Então, se você quer eficiência e eficácia, se quiser que o conhecimento seja utilizado corretamente, você deve fazê-lo por meio da propriedade privada.

A liberdade política significa ausência de coerção de um homem por seus semelhantes. A ameaça fundamental à liberdade é o poder de coagir, seja nas mãos de um monarca, um ditador, uma oligarquia ou uma maioria momentânea. A preservação da liberdade exige a eliminação de tal poder na maior extensão possível, além da dispersão e distribuição de todo poder que não possa ser eliminado.

Uma lei de salário mínimo é, na realidade, uma lei que torna ilegal o empregador contratar uma pessoa com habilidades limitadas.

Um dos grandes erros é julgar políticas e programas por suas intenções, em vez de seus resultados.

O papel apropriado do governo é exatamente o que John Stuart Mill propôs em meados do século XIX… O papel apropriado do governo é proteger os indivíduos uns dos outros. O governo, ele disse, não tem o direito de interferir com um indivíduo para o bem desse indivíduo.

Eu diria que, neste mundo, a maior fonte de desigualdade tem sido os privilégios especiais concedidos pelo governo.

Nada é tão permanente quanto um programa de governo temporário.

Temos um sistema que cada vez mais tributa o trabalho e subsidia o não trabalho.

As drogas são uma tragédia para os adictos. Mas criminalizar seu uso converte essa tragédia em um desastre para a sociedade, para usuários e não usuários. Nossa experiência com a proibição de drogas é uma repetição da nossa experiência com a proibição de bebidas alcoólicas.

Eu sou favor de reduzir impostos sob qualquer circunstância, qualquer pretexto ou motivo, e sempre que possível.

Para o homem livre, o país é a coleção de indivíduos que o compõe, não algo além e acima deles. Ele se orgulha de uma herança comum e é fiel às tradições comuns. Mas ele considera o governo como um meio, uma ferramenta, não uma entidade concedente de favores e presentes, nem um senhor ou um deus a ser adorado e servido cegamente.

A combinação do poder econômico e político nas mesmas mãos é a receita certa para a tirania.

Fundamentalmente, existem apenas duas formas de coordenar as atividades econômicas de milhões de indivíduos. Uma é direção centralizada, envolvendo o uso da coerção – a técnica da força e do estado totalitário moderno. A outra é a cooperação voluntária dos indivíduos – a técnica do mercado.

A solução do governo para um problema geralmente é tão ruim quanto o problema.

Com algumas exceções notáveis, os empresários favorecem a livre iniciativa em geral, mas se opõem a ela quando se trata de si mesmos.

Sou a favor da legalização das drogas. De acordo com meus valores, se as pessoas querem se matar, eles têm todo o direito de fazê-lo. A maior parte do dano que vem das drogas é porque elas são ilegais.

A inflação é a única forma de tributação que pode ser imposta sem legislação.

Penso que uma das principais razões pelas quais os intelectuais tendem a se mover para o coletivismo é que a resposta coletivista é simples. Se houver algo errado, passe uma lei e faça algo sobre isso.

A história sugere que o capitalismo é uma condição necessária para a liberdade política. Claramente, não é uma condição suficiente.

Mesmo o ambientalista mais radical não quer eliminar a poluição. Se ele pensa sobre isso – e não apenas fala sobre isso -, ele quer limitar a poluição a uma certa quantidade. Nós não podemos realmente nos dar ao luxo de eliminá-la – não sem abandonar todos os benefícios da tecnologia que não só desfrutamos, mas de que dependemos.

A visão chave da Riqueza das Nações de Adam Smith é bastante simples: se uma troca entre duas partes é voluntária, isso não ocorrerá a não ser que ambas as partes acreditem que se beneficiarão disso.

A Grande Depressão, como a maioria dos outros períodos de desemprego severo, foi produzida pela má gestão do governo e não por qualquer instabilidade inerente da economia privada.

Se a liberdade não fosse tão economicamente eficiente, certamente não teria chance.

A inflação é sempre e em todos os lugares um fenômeno monetário, no sentido de que é e pode ser produzida apenas por um aumento mais rápido da quantidade de dinheiro do que da produção. … Uma taxa constante de crescimento monetário em um nível moderado pode fornecer um quadro sob o qual um país pode ter pouca inflação e muito crescimento. Não produzirá a estabilidade perfeita; Não produzirá o céu na terra; Mas pode contribuir de forma importante para uma sociedade econômica estável.

Somente o governo pode pegar um papel perfeitamente bom, cobri-lo com tinta perfeitamente boa e tornar a combinação sem valor.

Como vivemos em uma sociedade em grande parte livre, tendemos a esquecer o quão limitado é o período de tempo e a parte do globo para o qual existe alguma coisa como liberdade política: o estado típico da humanidade é a tirania, a servidão e a miséria.

Existem limites severos para o bem que o governo pode fazer pela economia, mas quase não há limites para os danos que pode causar.

A Grande Depressão nos Estados Unidos foi causada – e não digo apenas causada, foi enormemente intensificada e muito pior do que teria sido pela má política monetária.

A grande virtude da livre iniciativa é obrigar as empresas existentes a atenderem as demandas do mercado de forma contínua, produzindo produtos que atendam aos gostos dos consumidores com o menor custo possível, sob o risco de serem eliminadas pelo mercado. É um sistema de lucros e perdas. Naturalmente, as empresas existentes geralmente preferirão vencer a concorrência de outras maneiras. É por isso que a comunidade empresarial, apesar de sua retórica, sempre foi uma grande inimiga do verdadeiro livre mercado.

Reduzir os gastos e a intervenção do governo na economia quase certamente implicará uma perda imediata de curto prazo para poucos, e um ganho de longo prazo para todos.

Como é que pessoas pensantes podem acreditar que o governo – que não consegue gerir decentemente nem uma empresa de correio – possa fornecer gasolina e energia mais eficientemente do que a Exxon, a Mobil, a Texaco, a Gulf e outras?

Uma das razões pelas quais eu sou a favor de menos governo é porque, quanto mais governo tivermos, mais as grandes corporações irão assumi-lo.

Se você paga as pessoas para não trabalhar…, não se surpreenda se você obtiver desemprego.

Os economistas podem não saber muito. Mas conhecemos uma coisa muito bem: como produzir excedentes e escassez. Você quer um excedente? O governo legisla um preço mínimo acima do preço que, de outra forma, prevaleceria. É o que fizemos em um momento ou outro para produzir excedentes de trigo, de açúcar, de manteiga, de muitas outras commodities. Você quer escassez? O governo legisla um preço máximo, abaixo do preço que de outra forma prevaleceria.

A principal base para a minha oposição à proibição da maconha não foi o fato de que isso não funcionou, o fato de ter produzido muito mais mal do que bem – foi principalmente por uma razão moral: acho que o estado tem tanto direito de me dizer o que colocar na minha boca, quanto tem para me dizer o que dela pode sair.


POLÍBIO BRAGA - Wianey foi demitido pela RBS depois de chamar Paulo Santana de FDP

Wianey foi demitido pela RBS depois de chamar Paulo Santana de FDP:

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A RBS demitiu hoje um dos seus mais antigos empregados, o jornalista Wianey Carlet, que no sábado resolveu espinafrar o colunista Paulo Santana, morto há duas semanas.

No programa Super Sábado da  Rádio Gaúcha, com o microfone plugado, Wianey disparou:

- Paulo Santana foi um filho da puta.

A RBS não aceita palavrões.

Foi a segunda vez que um colega de Santana chamou-o de filho da puta.

MPF: BENDINE TENTOU OBSTRUIR A JUSTIÇA PEDINDO AJUDA DE GILBERTO CARVALHO

MPF: BENDINE TENTOU OBSTRUIR A JUSTIÇA PEDINDO AJUDA DE GILBERTO CARVALHO:

Um dos motivos elencados por Sérgio Moro para decretar a prisão preventiva de Aldemir Bendine foi a tentativa de obstrução de justiça do ex-presidente do BB numa investigação da Procuradoria em São Paulo...



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URGENTE: MORO DETERMINA PREVENTIVA DE BENDINE


URGENTE: MORO DETERMINA PREVENTIVA DE BENDINE:

Sérgio Moro acaba de converter a prisão temporária de Aldemir Bendine e de seus operadores em preventiva.

URGENTE: Nunca é demais tentar outra vez - Gordo Petista pede, NOVAMENTE, prisão do Abominável Aécio das Neves

Janot volta a pedir ao STF prisão do senador Aécio Neves

Senador mineiro é acusado de receber R$ 2 milhões do empresário Joesley Batista

Aecio
Defesa de Aécio diz que prisão do tucano seria aberração
PUBLICADO EM 31/07/17 - 17h08
DA REDAÇÃO

O procurador geral da República, Rodrigo Janot, voltou a pedir a prisão do senador Aécio Neves, presidente licenciado do PSDB, no caso em que ele é acusado de pedir e receber R$ 2 milhões do empresário Joesley Batista. Janot também pediu o afastamento de Aécio do mandato de senador, segundo informações do jornal "O Globo".

O primeiro pedido de afastamento e prisão foi rejeitado em decisão monocrática do ministro Marco Aurélio. Caberá agora à Primeira Turma decidir sobre o assunto.

A reportagem de O Tempo entrou em contato com a assessoria de imprensa do senador e aguarda um posicionamento sobre o caso, que será enviado pelos advogados de Aécio Neves.

Atualizada às 17h42

Desembargadora tirou o filho pessoalmente da cadeia, à revelia do juiz

Desembargadora tirou o filho pessoalmente da cadeia, à revelia do juiz:



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Imagem: Reprodução / Redes Sociais
Breno Borges foi preso em abril ao ser flagrado levando quase 130kg de maconha e muita munição, grande parte de fuzil, no Mato Grosso do Sul. Em documento ao Ministério Público, o juiz de execuções penais, Rodrigo Pedrini, diz que o segundo habeas corpus não revoga o outro mandado de prisão. Afirma também que a desembargadora insistiu na libertação do filho e que, "após alguns telefonemas, e à revelia do juiz" conseguiu que Breno fosse liberado. 
Mais informações »


Vagabundo Petista diz que "Não existe nada parecido com o PT no Brasil"

Resposta do Editor:

Assino junto com o Lula ! Perfeito ! Semelhante à Organização Criminosa Petista, não existe NADA no Brasil.

Wikileaks vaza documentos e diz que Temer era informante dos EUA

Wikileaks vaza documentos e diz que Temer era informante dos EUA:

O perfil oficial do Wikileaks afirmou que o presidente do Brasil, Michel Temer (PMDB), foi informante da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil

O Wikileaks, portal especializado no vazamentos de informações e documentos secretos, publicou em sua conta no Twitter que Michel Temer atuou como uma espécie de espião do governo dos EUA durante seu mandato de deputado federal em 2006.
Alguns telegramas (abaixo) relatam conversas entre o cônsul-geral dos Estados Unidos, Christopher J. McMullen e o então deputado Temer – tudo que acontecia no cenário político do Brasil era relatado aos EUA.
O Wikileaks afirma que, segundo as conversas obtidas nos tais telegramas, Temer teria informado ao governo norte-americano que o então presidente Lula estaria desempenhando um papel ‘decepcionante’ e havia uma brecha para que o PMDB lançasse seu próprio candidato à presidência.
Na época, Michel Temer teria negou as conversas e alegou que os diálogos faziam parte de entrevistas concedidas à imprensa.
Ainda de acordo com o site, o atual presidente do Brasil conseguiu o cargo maior da nação através de um “golpe parlamentar“.

wikileaks

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UNCLAS SECTION 01 OF 03 SAO PAULO 000030 SIPDIS SENSITIVE SIPDIS NSC FOR CRONIN STATE PASS USTR FOR SULLIVAN/LEZNY E.O. 12958: N/A TAGS: PINR, PGOV, ETRD, BR SUBJECT: PMDB Leader Ponders Party’s Electoral Options REF: (A) 05 Sao Paulo 1402; (B) Sao Paulo 1372

(U) Sensitive but Unclassified – protect accordingly. 2. (SBU) Summary: Federal Deputy Michel Temer, national president of the Brazilian Democratic Movement Party (PMDB), believes that public disillusion with President Lula and the Workers’ Party (PT) provides an opportunity for the PMDB to field its own candidate in the 2006 presidential election. However, party divisions and the lack of a compelling choice as a candidate could force the PMDB into an alliance with Lula’s PT or the opposition PSDB. If Lula’s polling numbers do not improve before the PMDB primaries in March, Temer said his party might nominate its own candidate. This would still allow the party to forge an alliance with the PT or PSDB in a runoff, assuming that the PMDB candidate fails to make the second round. Given its centrist orientation, the PMDB may hold the balance of votes between the two opposing forces. It is also likely to remain a force at the local and state level. Temer believes it has a chance to win as many as 14 gubernatorial races.
End Summary.
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UNCLAS SECÇÃO 01 DE 03 SAO PAULO 000030 SIPDIS SENSIBLE SIPDIS NSC PARA CRONÍNIO ESTADO PASS USTR PARA SULLIVAN / LEZNY E.O. 12958: N / A TAGS: PINR, PGOV, ETRD, BR ASSUNTO: PMDB Leader Ponders Party’s Electoral Options REF: (A) 05 São Paulo 1402; (B) São Paulo 1372

(U) Sensível, mas não classificado – proteja de acordo. 2. (SBU) Resumo: O deputado federal Michel Temer, presidente nacional do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), acredita que a desilusão pública com o presidente Lula e o Partido dos Trabalhadores (PT) oferece uma oportunidade para o PMDB enquadrar seu próprio candidato na eleição presidencial de 2006. No entanto, as divisões do partido e a falta de uma escolha convincente como candidato podem forçar o PMDB a aliar-se ao PT de Lula ou ao PSDB da oposição. Se os números de votação de Lula não melhorarem antes das primárias do PMDB em março, Temer disse que seu partido pode nomear seu próprio candidato. Isso ainda permitiria que fosse forjada uma aliança com o PT ou o PSDB em um segundo turno, assumindo que o candidato do PMDB não chegaria na disputa final. Dada a orientação centrista, o PMDB pode manter o equilíbrio de votos entre as duas forças opostas. Também é provável que continue a ser uma força a nível local e estadual. Temer acredita que tem a chance de ganhar até 14 corridas governamentais.
Resumo final.
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(SBU) Michel Temer, a Federal deputy from Sao Paulo who served as president of the Chamber of Deputies from 1997 through 2000, met January 9 with CG and poloffs to discuss the current political situation. Lula’s election, he said, had raised great hope among the Brazilian people, but his performance in office has been disappointing. Temer criticized Lula’s narrow vision and his excessive focus on social safety net programs that don’t promote growth or economic development. The PT had campaigned on one program and, once in office, had done the opposite of what it promised, which Temer characterized as electoral fraud. Worse, some PT leaders had stolen state money, not for personal gain, but to expand the party’s power, and had thus fomented a great deal of popular disillusion.

PMDB Perceives an Opening
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(SBU) Michel Temer, deputado federal de São Paulo que atuou como presidente da Câmara dos Deputados de 1997 a 2000, reuniu-se em 9 de janeiro com CG (Cônsul Geral) para discutir a situação política atual. A eleição de Lula, segundo ele disse, suscitou grande esperança entre os brasileiros, mas sua atuação no cargo foi decepcionante. Temer criticou a visão estreita de Lula e seu foco excessivo em programas sociais que não promovem o crescimento ou o desenvolvimento econômico. O PT havia feito campanha em um programa e, uma vez no cargo, fez o oposto do que prometeu. Temer caracterizou como fraude eleitoral. Pior ainda, alguns líderes do PT roubaram o dinheiro do Estado, não para ganhar pessoal, mas para expandir o poder do partido, e assim fomentaram uma grande desilusão popular.
PMDB Percebe uma Abertura
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(SBU) This reality, Temer continued, opens an opportunity for the PMDB. The party currently holds nine statehouses and has the second-highest number of federal deputies (after the PT), along with a great many mayoralties and city council and state legislative seats. Polls show that voters are tired of both the PT and the main opposition party, the Brazilian Social Democratic Party (PSDB). For example, a recent poll showed former governor (and PMDB state chairman) Orestes Quercia leading in the race for Sao Paulo state governor.

Divisions Dog the Party
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Essa realidade, explicou Temer, abre uma oportunidade para o PMDB. O partido atualmente detém nove casas de estado (governos estaduais) e tem o segundo maior número de deputados federais (após o PT), juntamente com muitos municípios (prefeituras),  conselhos municipais e assentos legislativos estaduais. Pesquisas mostram que os eleitores estão cansados ​​do PT e do principal partido da oposição, o Partido Social Democrata Brasileiro (PSDB). Por exemplo, uma pesquisa recente mostrou o ex-governador (e o presidente do estado do PMDB), Orestes Quercia, líder na disputa pelo governador do estado de São Paulo.
Divisions Dog the Party
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(SBU) Asked why the PMDB remains so divided, Temer said the reasons were both historical and related to the nature of Brazilian political parties. The PMDB grew out of the Brazilian Democratic Movement (MDB) under the military dictatorship, which operated as an umbrella group for legitimate opposition to the military dictatorship. After the restoration of democracy, some members left the PMDB to form new parties (such as the PT and PSDB), but many of those who remained now act as power brokers at the local and regional level. Thus the PMDB has no real unifying national identity but rather an umbrella organization for regional “caciques” or bosses. Temer noted that the PMDB is not the only divided party. Although there are 28 political parties in Brazil, most of them do not represent an ideology or a particular line of political thinking that would support a national vision.



SAO PAULO 00000030 002 OF 003 PMDB Primaries Set for March
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Perguntado por que o PMDB permanece tão dividido, Temer disse que os motivos eram históricos e relacionados à natureza dos partidos políticos brasileiros. O PMDB surgiu do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) sob a ditadura militar, que operava como um grupo de guarda-chuva para legítima oposição à ditadura militar. Após a restauração da democracia, alguns membros deixaram o PMDB para formar novos partidos (como o PT e o PSDB), mas muitos dos que permaneceram agora atuam como corretores de poder a nível local e regional. Assim, o PMDB não tem uma verdadeira identidade nacional unificadora, mas sim uma organização para “caciques” ou chefes regionais. Temer observou que o PMDB não é a único partido dividido. Embora haja 28 partidos políticos no Brasil, a maioria deles não representa uma ideologia ou uma linha particular de pensamento político que apoie uma visão nacional.
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(SBU) Temer confirmed press reports that he is seeking to move the March 5 primary date to a date later in the month. (Note: March 31 is the deadline for executives and Ministers to resign their offices if they plan to run for public office. End Note.) There will be some 20,000 electors, he said, including all PMDB members who hold electoral office (federal and state deputies, governors, mayors, vice-governors and -mayors, and other elected municipal officials) as well as delegates chosen at state conventions.
Lula’s Numbers Will Drive PMDB Strategy
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(SBU) Temer confirmou relatórios de imprensa que ele está tentando mover a data principal de 5 de março para uma data posterior no mês. (Nota: 31 de março é o prazo para que os executivos e os ministros renunciem aos seus cargos se planejam concorrer ao cargo público. Nota final.) Haverá cerca de 20 mil eleitores, disse ele, incluindo todos os membros do PMDB que ocupam o escritório eleitoral (federal e Deputados estaduais, governadores, prefeitos, vice-governadores e deputados e outros funcionários municipais eleitos), bem como delegados escolhidos nas convenções estaduais.
Os números de Lula direcionarão a estratégia PMDB
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(SBU) If, between now and the primary, the Lula government’s standing in the polls improves, it is still possible the PMDB will seek an electoral alliance with Lula and the PT, Temer said. If not, the PMDB will run its own candidate. So far, Rio de Janeiro ex-governor Anthony Garotinho has been working the hardest, reaching out to the whole country in search of support. But there is resistance to him from within the PMDB, in part due to his populist image, in part because there appears to be a ceiling to his support. Germano Rigotto, governor of Rio Grande do Sul (reftels) is a possible candidate, though he is still not well known outside the south. Nelson Jobim, a judge on the Supreme Federal Tribunal (STF) who has announced his intention to step down, is another possibility; however, he can’t campaign until he leaves the Tribunal, and he may not have time to attract the support necessary to win the primary.
PMDB’s Fallback – PT or PSDB in Second Round
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(SBU) Se, entre agora e as primárias, o governo do Lula estiver melhor nas pesquisas, ainda é possível que o PMDB procure uma aliança eleitoral com Lula e o PT, disse Temer. Caso contrário, o PMDB terá seu próprio candidato. Até agora, o ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho, trabalhouarduamente alcançando todo o país em busca de apoio. Mas há resistência a ele dentro do PMDB, em parte devido à sua imagem populista, em parte porque parece haver um teto para o seu apoio. Germano Rigotto, governador do Rio Grande do Sul  é um possível candidato, embora ainda não seja conhecido fora do sul. Nelson Jobim, um juiz do Supremo Tribunal Federal (STF), que anunciou sua intenção de demitir-se, é outra possibilidade; no entanto, ele não pode fazer campanha até sair do Tribunal, e ele pode não ter tempo para atrair o apoio necessário para vencer as primárias.
PMDB falhou – PT ou PSDB na segunda rodada
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(SBU) Temer was confident that despite its current division, the PMDB will unite for the election, whether in support of its own candidate or in alliance with another party. If it runs a candidate who fails to make it to the second round, the party will seek to negotiate an alliance with one of the two finalists. He noted that the PMDB had supported the government of PSDB former president Fernando Henrique Cardoso, and said there should be a “re-fusion” of the two parties into a permanent grand alliance. The PMDB would have no problem with either Sao Paulo Mayor Jose Serra or Sao Paulo state governor Geraldo Alckmin, who are competing for the PSDB nomination. In 2002, the PMDB supported Serra against Lula.
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(SBU) Temer estava confiante de que, apesar da sua atual divisão, o PMDB se unirá para a eleição, seja em apoio de seu próprio candidato ou em aliança com outra pessoa. Se o candidato do partido não conseguir chegar ao segundo turno, o partido procurará negociar uma aliança com um dos dois finalistas. Ele observou que o PMDB havia apoiado o governo do ex-presidente do PSDB, Fernando Henrique Cardoso, e disse que deveria haver uma “re-fusão” das duas partes em uma grande aliança permanente. O PMDB não teria nenhum problema com o prefeito de São Paulo, José Serra, ou com o governador do estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, que estão concorrendo para a indicação do PSDB. Em 2002, o PMDB apoiou Serra contra Lula.
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(SBU) Asked about the party’s program, Temer indicated that the PMDB favors policies to support economic growth. It has no objection to the Free Trade Area of the Americas (FTAA). It would prefer to see Mercosul strengthened so as to negotiate FTAA as a bloc, but the trend appears to be moving the other way.
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(SBU) Perguntado sobre o programa do partido, Temer indicou que o PMDB favorece políticas para apoiar o crescimento econômico. Não tem objeção à Área de Livre Comércio das Américas (ALCA). Preferiria fortalecer o Mercosul para negociar a ALCA como um bloco, mas a tendência parece estar se movendo para o outro lado.
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(SBU) For now, the PMDB is keeping its options open. Though Temer didn’t mention it, the party’s leadership is waiting to see whether the “verticalizacao” rule will remain in force for the 2006 elections. This rule, decreed by a 2002 decision of the Supreme Electoral Tribunal (TSE), dictates that electoral alliances at the national level must be replicated in races for governors and federal deputies. The Senate passed a measure repealing the rule, and the lower chamber is expected to vote on it shortly, with prospects uncertain. There is also a legal challenge to the rule pending which the TSE will likely take up in February. The PMDB wants to know the rules of the game before deciding on possible alliances, since most observers believe that a SAO PAULO 00000030 003 OF 003 PMDB presidential candidate would not fare well under the current system of “verticalizacao.” Temer appeared open to the possibility of an alliance with either the PT or the PSDB, or to a stand-alone PMDB candidate. Given its centrist orientation, the PMDB may hold the balance of votes between Lula’s PT and the opposition PSDB, and thus bears watching closely in the months ahead. End Comment.
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(SBU) Por enquanto, o PMDB mantém suas opções abertas. Embora Temer não tenha mencionado isso, a liderança do partido está esperando para ver se a regra da “verticalização” permanecerá em vigor para as eleições de 2006. Esta regra, decretada por uma decisão de 2002 do Tribunal Supremo Eleitoral (TSE), determina que as alianças eleitorais a nível nacional devem ser replicadas em corridas para governadores e deputados federais. O Senado aprovou uma medida que revoga a regra, e espera que a câmara vote em breve, com perspectivas incertas. Há também um desafio legal para a regra pendente, que a TSE provavelmente ocorrerá em fevereiro. O PMDB quer conhecer as regras do jogo antes de decidir sobre possíveis alianças, já que a maioria dos observadores acredita que um candidato presidencial de SAO PAULO 00000030 003 OF 003 PMDB não se classificará bem no atual sistema de “verticalização”. Temer apareceu aberto à possibilidade de uma aliança com o PT ou o PSDB, ou com um candidato independente do PMDB. Dada a sua orientação centrista, o PMDB pode manter o balanço de votos entre o PT de Lula e o PSDB da oposição, e, portanto, deve observar atentamente nos próximos meses. Termine o comentário
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(U) Biographic Note: Michel Miguel Elias Temer Lulia has served as federal deputy from Sao Paulo since 1987, except for a two-year period (1993-94) when he was Secretary for Public Security in the Sao Paulo state government. He studied at the University of Sao Paulo and earned a Doctorate in Law from the Catholic University of Sao Paulo. From 1984 through 1986 he was the state’s Prosecutor General. He served as the PMDB’s leader in the Camara de Deputados 1995-97 and as President of the Camara 1997-2000. He was national president of the PMDB 2001-03 and 2004- present. 12. (U) This cable was cleared/coordinated with Embassy Brasilia. McMullen
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(U) Nota Biográfica: Michel Miguel Elias Temer atuou como deputado federal de São Paulo desde 1987, exceto por um período de dois anos (1993-94) quando era Secretário de Segurança Pública do governo estadual de São Paulo. Estudou na Universidade de São Paulo e obteve um Doutorado em Direito pela Universidade Católica de São Paulo. De 1984 a 1986 ele foi o Procurador-Geral do Estado. Ele atuou como líder do PMDB na Camara de Deputados 1995-97 e como Presidente da Camara 1997-2000. Ele foi presidente nacional do PMDB 2001-03 e 2004 presente. 12.
(U) Esta conexão foi segura e coordenada com a emvaixada dis EUA em Brasilia. McMullen