"O maior inimigo da autoridade é o desprezo e a maneira mais segura de solapá-la é o riso." (Hannah Arendt 1906-1975)

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Cientista Político "descobre" que não vai mudar Coisa Nenhuma na Eleição de 2018

"Renovação política em 2018 será algo praticamente impossível"


O Antagonista mostrou ao cientista político Leonardo Barreto o levantamento com os cenários para eleições majoritárias nos estados em 2018.
A análise dele é a nossa e, provavelmente, a sua:
"Renovação política em 2018 será algo praticamente impossível."
Onde e como recrutar "nomes novos" para a boa política é algo que se estuda no Brasil e em todo o mundo.
As instituições buscam um processo de autoperpetuação. Na política, claro, não é diferente. E, no Brasil, essas instituições são clãs, são famílias, são grupos muito bem organizados e financiados que se autoperpetuam para manter "caciques políticos" e criar "herdeiros políticos".
É um pouco do que o sociólogo alemão Robert Michels defende como "a lei de ferro das oligarquias":
"É a organização que dá lugar ao domínio dos eleitos sobre os eleitores, dos mandatários sobre os mandantes, dos delegados sobre os delegantes. Que diz organização, diz oligarquia."
Furar os bloqueios da "velha política", das elites partidárias, das formas espúrias de financiamento, dos votos de cabresto... não será tarefa fácil.
"Uma política com uma mentalidade realidade diferente desta que se apresenta a nós até hoje demandará mais dois ou três ciclos políticos, na melhor das hipóteses. Estamos falando, portanto, de algo entre oito e 12 anos", estima Leonardo Barreto.

2 comentários:

  1. O Brasil precisa de uma ação mais drástica, eleição não mudará nada neste País, acredite quem quiser...eu não !

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  2. As leis deveriam mudar para

    1) pré-selecionar os candidatos através de uma “malha fina” eleitoral, o que incluiria o ficha-competência (sabe o que diz e faz), o ficha-coerência (faz o que sabe e diz) e o ficha-ideologia (diz o que sabe e faz), bem como o velho ficha-limpa, ou seja, a pessoa (e, por extensão, o partido) só poderia lançar uma candidatura, se não ficar retido nesse processo, o que, convenhamos, é muito difícil, haja visto o nível dos políticos brasileiros;
    2) permitir candidatos independentes (sem partido), ou seja, a valorização do indivíduo e sua soberania, solapada pelo coletivismo socialista, no cenário político;
    3) extinguir o voto proporcional e as famosas listas, pois isso distorce a unidade do voto (um eleitor, um voto, um candidato) e transfere muito poder aos partidos;
    4) estabelecer o fim do voto obrigatório;
    5) efetivar o voto eletrônico/impresso, lei aprovada já em 2015;
    6) apurar os votos eletrônicos conjuntamente com os respectivos votos impressos, ou seja, nada de pressa na divulgação ou de auditorias posteriores por amostra, somente pela totalidade;
    7) proibir que ministros do STF sejam também presidentes do TSE;
    8) proibir definitivamente a apuração secreta;
    9) estabelecer que os eleitores dos candidatos vencedores, bem como os partidos e militantes, paguem de forma razoável e proporcional (70% para os eleitores e 30% para os não eleitores daquele candidato?) a conta financeira, social e moral da ignorância ou má-fé de seu candidato no poder, caso ações ou omissões de natureza criminosa ou ética sejam cometidas (como os eleitores, junto com os políticos, são elementos ativos e fundamentais dessa equação de poder numa democracia, eles têm que arcar com as consequências de seus atos e não se fazer de vítima, socializando o prejuízo com toda a sociedade);
    10) estabelecer, a título de simetria, que os eleitores do candidato vencedor recebam de forma razoável e proporcional (70%/30% ?) os bônus da competência e boa-fé do seu candidato vencedor em relação aos seus não eleitores. Se há mérito, ele deve ser recompensado, sob pena da luta pelo poder perder o sentido ou desejo.

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